4 de dezembro de 2020
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Seja qual for o resultado desta eleição, o grande perdedor já está definido: é o sistema democrático da mais poderosa nação capitalista do Planeta, os Estados Unidos da América. Como já vinha ameaçando durante a campanha, Donald Trump está disposto a tudo para se manter no poder, ainda que para isso tenha que empastelar a apuração dos votos. O presidente mais mentiroso e autoritário da história americana não aceita a derrota em hipótese nenhuma.

A eleição caminha a passos largos para a judicialização, com o risco de a vontade popular ser substituída pela decisão de uma seleta e conservadora Corte, de maioria republicana. A indefinição do resultado das urnas protelada no tempo, o acirramento dos ânimos entre eleitores de Biden e de Trump, a mácula à legitimidade do processo eleitoral vão aprofundar ainda mais o discurso antidemocrático da extrema direita. Onde isso vai dar, ninguém sabe ao certo.

Mas é interessante constatar que estamos, de certa maneira, repetindo o passado. Como num remake do início do século 20, as primeiras décadas do século 21 também tiveram conflitos armados, ataques terroristas como o das Torres Gêmeas do World Trade Center, uma crise no mercado financeiro pela quebra do Lehman Brothers e o surgimento da Covid-19, uma doença de consequências ainda nebulosas, com impactos mais severos do que a Gripe Espanhola.

O individualismo exacerbado, o ódio às minorias, o negacionismo e a descrença na política, abriram caminho para o surgimento de líderes fascistas, como ocorreu na Alemanha nazista, na Itália de Mussolini e em ditaduras como as de Vargas, Franco, Salazar e Perón. Como no Império Romano, na França de Bonaparte, e na União Soviética de Stalin, os EUA começam a trilhar o caminho para o declínio.

Estamos vivendo o fim de uma era e o início de outra. É um momento de incertezas, de medos e angústias. As mudanças provocadas pelo homem e pela própria natureza nos isolam, nos deixam perplexos. Os ventos sopram das Américas para a Ásia. Para o bem ou para o mal, o futuro já chegou, e nem Biden conseguirá reverter o rumo da correnteza.

 

Florestan Fernandes Jr/247

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Celeste Silveira

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