Dia: 16 de dezembro de 2020

Brasil bate o triste recorde de casos e 936 mortes por Covid em 24 horas

Número desta quarta-feira supera o recorde anterior de 69.074 casos notificados em 29 de julho.

O Brasil superou nesta quarta-feira a marca de 7 milhões de casos de coronavírus, com o registro de um recorde diário de 70.574 novas infecções que elevou o total confirmado no país a 7.040.608, informou o Ministério da Saúde.

O número desta quarta-feira supera o recorde anterior de 69.074 casos notificados em 29 de julho.

Além disso, também foram contabilizadas 936 novas mortes em decorrência da covid-19 no Brasil nesta quarta-, com o total de vítimas fatais atingindo 183.735, ainda segundo o ministério.

 

*Com informações do Terra

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/H61txRpTVWc7W7yyCu0frt

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica: Agência 0197
Operação: 013
Poupança: 56322-0
Arlinda Celeste Alves da Silveira
CPF: 450.139.937-68
Agradecemos imensamente a sua contribuição

Vídeo: Trump obrigou Bolsonaro a mudar o discurso em menos de 24 horas

Bolsonaro dormiu contra a vacina e acordou totalmente favorável à vacinação, para tanto, bastou ver o discurso de Trump enaltecendo as vacinas Pfizer e Moderna e parabenizando os cientistas, pesquisadores e todos que trabalham na produção das vacinas que propiciaram o início da vacinação em massa nos EUA.

Assista:

*Da redação

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/H61txRpTVWc7W7yyCu0frt

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica: Agência 0197
Operação: 013
Poupança: 56322-0
Arlinda Celeste Alves da Silveira
CPF: 450.139.937-68
Agradecemos imensamente a sua contribuição

Vídeo: O dia em que Trump, em outras palavras, chamou Bolsonaro de idiota, e o verme tropical muda o discurso

Mesmo sabendo que Pazuello é um mero pau mandado de Bolsonaro, Rodrigo Maia chamou o “ministro da Saúde” de desastre, sabendo que seu tiro acertaria a testa do imbecil que preside o país.

Exaltando o que ele classificou de milagre médico, Trump fez um discurso à nação, soltando rojões e trazendo para si as glórias da descoberta da vacina, com a seguinte frase: “entregamos uma vacina segura e eficaz em apenas nove meses”.

Enquanto isso, aqui no Brasil, Bolsonaro berra aos quatro cantos que a vacina não funciona, o que, logicamente ganha, através do seu gado, dimensão nacional desastrosa, o que é incompreensível, porque a vacina não é contra vermes, mas contra vírus.

Ao mesmo tempo em que Trump chama a descoberta da vacina, jogando para si as glórias, como uma das maiores descobertas científicas da história, Bolsonaro se une aos idiotas do movimento antivacina no Brasil e diz que não tomará a vacina porque ela não é segura, é uma fraude.

Mesmo depois de produzir um verdadeiro genocídio nos EUA, por culpa do seu negacionismo que lhe custou a derrota eleitoral, Trump, agora, exalta a vacina e diz aos americanos que ela salvará milhões de vidas e que logo encerrará a pandemia de uma vez por todas, numa clara oposição, detalhe, fundamentada, a todas as idiotices que Bolsonaro tem vomitado pelo país sobre a vacinação.

Mesmo sendo apenas uma peça de retórica, Trump tentou vender um humanismo que jamais teve, dizendo-se emocionado em informar que o FDA, uma espécie de Anvisa americana, autorizou a vacina da Pfizer, enquanto no Brasil, assim como fez com a Abin, usando militares para aparelhar a suposta Agência de Inteligência Nacional, Bolsonaro aplicou a mesma receita na Anvisa para atrasar o máximo possível a vacinação no país.

Trump, por sua vez, disse que o seu governo deu muito dinheiro à Pfizer e outras farmacêuticas esperando que esse fosse o resultado, e assim foi.

Bolsonaro, é lógico, com um governo absolutamente incompetente, não pode fazer o mesmo discurso, porque sempre se vangloriou de fazer o discurso oposto, o de negar qualquer avanço científico que desembocasse na descoberta de uma vacina contra a Covid, ao ponto de, ainda ontem, exigir que cada brasileiro que tomasse a vacina assumisse por conta e risco a responsabilidade de um eventual efeito colateral, usando o medo e a incerteza para fazer terrorismo contra a vacina.

Se Trump usa a cadeia nacional para dizer que, em nome do povo americano, estava agradecido a todos os brilhantes cientistas, Bolsonaro, por sua vez, nesse tempo inteiro tratou os cientistas brasileiros como curandeiros charlatães, faltando somente cumprir o rito de um torquemada no auge do ódio, queimar cientistas que trabalharam no combate à Covid, na busca por um tratamento e vacina, como se fossem bruxos que precisariam arder na fogueira da inquisição em praça pública.

Se Trump inclui em sua homenagem pela descoberta da vacina, técnicos, cientistas, médicos e trabalhadores que tornaram possível o início da vacinação em massa nos EUA, com a eficácia das vacinas da Pfizer e Moderna de 96%, Bolsonaro não só demonizou os cientistas, como todos os que estavam envolvidos na cura, inclusive muitos que perderam a vida para a Covid, mandando seus cães invadirem hospitais, babando ódio, para forjar a denúncia de que a pandemia não passava de uma farsa.

Trump exalta a segurança das vacinas e diz que elas superaram as expectativas. No Brasil, Bolsonaro nega a eficácia das mesmas, pior, investe pesadamente no que ele chama de kit-Covid, apresentando à sociedade brasileira, uma caixa de Cloroquina e outra de Azitromicina, gastando mais de duas centenas de milhões na compra de algo que vai para o encalhe e, depois, para o lixo.

Já Trump exalta a independência dos dedicados especialistas da Anvisa americana, Bolsonaro enxerta a Anvisa brasileira de militares que não têm a menor ideia do que estão fazendo dentro de um órgão, que até pouco tempo era uma das instituições mais respeitadas no Brasil e no mundo e, hoje, está totalmente desmoralizada.

Não é por acaso que o vídeo com o Zé Gotinha negando-se a cumprimentar Bolsonar, explodiu nas redes sociais. Todo brasileiro sabe que Bolsonaro se comporta como um verme que se associou ao vírus.

Por outro lado, Trump classifica a vacina que produzirá a imunização do povo americano, como padrão ouro e diz que só chegaram a isso porque seu governo, através de uma operação Warp-Speed, forneceu um total de US$ 14 bilhões para acelerar o desenvolvimento da vacina e fabricar todas as principais candidatas.

No Brasil, o que se viu foi o oposto. Bolsonaro, de costas para as vacinas, acusando-as de placebo e que jamais investiria nisso, assumindo-se como um completo imbecil, incompetente que sempre foi como deputado e que, agora, quadruplica sua incompetência como presidente da República. Ele só chegou aonde está, através de uma aliança espúria com o mau-caráter, corrupto, ex-juiz Sergio Moro, hoje, adversário político do animal que caiu de paraquedas na cadeira da presidência com o aplauso das elites e da grande mídia.

Mas não para aí. Quem conhece  Rodrigo Maia e, sobretudo a velha raposa carioca, Cesar Maia, seu pai, sabe que não há declaração de Maia feita a esmo, tudo é pensado e discutido com seu pai. Por isso, quando ele chama Pazuello de desastre, para não chamar o próprio Bolsonaro, ele sabe o momento certo de dizer isso, porque agora o próprio discurso de Trump avaliza um sujeito como Maia, que está longe de ser referência de alguma coisa que se possa classificar de digna, mas bobo, ele não é.

Para piorar, Trump exalta uma força-tarefa nacional entre seu governo e todos os governadores do país, num esforço conjunto para vacinar o mais rápido possível a população, enquanto aqui no Brasil, o idiota que está na cadeira da presidência, não só trata os governadores como inimigos, como insufla seu gado adestrado a fazer o mesmo para criar uma pandemia de ódio no país e impedir que se consiga combater a pandemia do coronavírus.

Vendo que seu ídolo máximo fez esse discurso, o lambe-botas correu hoje para a TV, em rede nacional, para desdizer tudo o que disse ontem, deixando muitos perplexos com 24 horas depois de dizer que não tomaria a vacina, exaltando o SUS, a vacina e o Zé Gotinha, mostrando que tipo de crápula ele é.

*Carlos Henrique Machado Freitas

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/H61txRpTVWc7W7yyCu0frt

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica: Agência 0197
Operação: 013
Poupança: 56322-0
Arlinda Celeste Alves da Silveira
CPF: 450.139.937-68
Agradecemos imensamente a sua contribuição

Derrota no Senado abre crise do Itamaraty e Ernesto Araújo pode cair

A noite foi agitada no Itamaraty. A votação no Senado contra a indicação do embaixador Fábio Marzano para chefiar a missão do Brasil na ONU foi interpretada por embaixadores experientes e diplomatas como um recado direto contra o chanceler Ernesto Araújo.

Na noite de terça-feira, 37 votos contrários a 9 favoráveis, o Senado rejeitou a indicação, num ato raro. A última vez que uma votação ocorreu contra uma nomeação de um embaixador foi em 2015, sob um governo Dilma já sob ataques. Naquele momento, o diplomata indicado recebeu 37 votos contra e 36 em seu favor.

Internamente, diplomatas se questionam se o ministro teria como se manter no cargo diante de tal derrota. A votação no Senado foi chamada de “surra” e “o 7x 1 do Beato Salú”, o nome que circula na chancelaria para se referir ao ministro e uma referência ao personagem da novela Roque Santeiro.

Para uma parcela de diplomatas, a votação não era apenas sobre Marzano. Mas sobre a gestão de Araújo e uma indicação da fragilidade do apoio do governo no Senado.

A derrota vem no pior momento possível. A vitória de Joe Biden nos EUA obrigará o governo a rever parte de sua estratégia internacional se não quiser ser marginalizado nos processos de decisões. Araújo ainda está enfraquecido depois de não conseguir reverter a decisão da ONU de barrar o Brasil de falar na cúpula da entidade, sobre o clima.

Para ampliar as dúvidas, sua gestão levou o Brasil a ser alvo de questionamentos por parte de parceiros internacionais.

Internamente, embaixadores e diplomatas são cada vez mais vocais em colocar em questão as orientações que chegam do gabinete do ministro. Mesmo que implementadas, suas instruções passaram a ser alvo de indignação de uma parcela dos negociadores.

A derrota no Senado, porém, não era esperada e causou um terremoto dentro da chancelaria. Nas horas que se seguiram, o local foi tomado por uma troca intensa de mensagens sobre o que seria o futuro do ministro e do posto do Brasil na ONU.

Marzano é um aliado de Araújo, religioso e alinhado à política externa bolsonarista. No final do ano passado, ele foi o escolhido pelo chanceler para o representar em um evento organizado pelo governo ultraconservador de Viktor Orban, em Budapeste, para falar justamente sobre a proteção aos cristãos. Em seu discurso, Marzano explicitou o pensamento do governo e indicou que uma das principais mudanças geradas pela nova administração do país foi colocar a religião no processo de formulação de políticas públicas.

Ele também defendeu a necessidade de governos de falarem abertamente sobre a fé. Segundo o embaixador, se a a maioria da população é religiosa, não se deve considerar como agressivo tratar de religião, nem em fóruns nacionais ou internacionais.

Para ele, a liberdade religiosa não é somente o direito de praticar uma religião. “Mas o direito de se manifestar, debater e defender a fé. E mesmo de tentar converter aqueles que não têm uma religião. Claro, não pela força. Mas lhes mostrando a verdade, a verdade real”, defendeu.

Ainda assim, entre seus pares, Marzano é considerado dentro do Itamaraty como uma pessoa que conseguiu colocar certos limites em algumas das propostas ultra-radicais por parte da chefia do ministério em outros temas de direitos humanos.

Ele assumiria o cargo no lugar da atual embaixadora do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo. Depois de subir na carreira nos anos do governo Lula, ela adotou uma postura de intensa defesa das orientações da política externa bolsonarista.

Logo no começo do mandato, ela criou uma polêmica na ONU ao enfrentar Jean Wyllys, num evento na entidade em Genebra. Ela também bateu boca com delegações de Cuba e atendia aos pedidos de Brasília de sair da sala de reunião sempre que o governo da Venezuela tomasse a palavra.

Sua atuação chamou a atenção de Bolsonaro, que chegou a telefonar para a embaixadora para agradecê-la no caso Jean Wyllys. A diplomata irá para Nova Iorque, para assumir o consulado. Seu marido, Roberto Azevedo, surpreendeu o mundo ao deixar a direção da OMC um ano antes do fim de seu mandato e assumir a vice-presidência da PepsiCo, em Nova Iorque.

Vácuo na ONU?

Mas a indefinição também ameaça prejudicar a situação do Brasil na ONU, justamente num ano decisivo para alguns dos principais temas de direitos humanos e no momento em que o governo americano de Joe Biden assume com uma nova agenda internacional.

2021 ainda pode ser o ano em que o Comitê de Direitos Humanos da ONU finalmente dará sua recomendação sobre a queixa dos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro. É o Itamaraty quem conduz as respostas do Brasil aos peritos.

 

*Jamil Chade/Uol

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/H61txRpTVWc7W7yyCu0frt

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica: Agência 0197
Operação: 013
Poupança: 56322-0
Arlinda Celeste Alves da Silveira
CPF: 450.139.937-68
Agradecemos imensamente a sua contribuição

Enquanto Bolsonaro faz campanha contra a vacinação, aumenta em SP o número de internação de crianças de até 10 anos com Covid

Não me venham tratar a atitude assassina de Bolsonaro em sua cruzada contra a vacina como questão ideológica, o nome disso é instinto assassino que, aliás, Bolsonaro nunca escondeu de ninguém.

O psicopata sempre fez questão de exaltar, em público, seu instinto perverso e sua atração pela morte dos outros.

Enquanto ontem, para o delírio dos dementes que o chamam de mito, Bolsonaro declara que não tomará a vacina, chega a triste notícia de que cresceu o número de crianças de até 10 anos internados por Covid em São Paulo, o que, consequentemente, revela um quadro idêntico em todo o país de proporções perigosas, mostrando que, ao contrário do que se afirmava antes, as crianças não são tão imunes à Covid quanto se imaginava e, com isso, não estão em lugar seguro diante do instinto assassino do presidente da República.

Embora as crianças de até dez anos representem apenas 1,43% do total de internações e 0,31% das mortes por Covid no país, os especialistas destacam para o fato de eles não estão tão imunes como foi divulgado anteriormente.

*Da redação

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/H61txRpTVWc7W7yyCu0frt

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica: Agência 0197
Operação: 013
Poupança: 56322-0
Arlinda Celeste Alves da Silveira
CPF: 450.139.937-68
Agradecemos imensamente a sua contribuição

Os ratos que agora cobram milhões para ensinar aos corruptos o pulo do gato

A Agência Pública fez uma belíssima matéria de Natalia Viana : “Sergio Moro entra na porta giratória da Lava Jato”.

A essência do artigo mostra como o ex-juiz da Lava Jato, ex-capanga do clã Bolsonaro, imantado de ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, passou a trabalhar no milionaríssimo escritório da empresa americana Alvarez & Marsal, que vende serviços para empresas se blindarem de investigação sobre seus esquemas de corrupção.

Moro, agora, na iniciativa privada, trabalhará para a consultoria americana e, segundo a reportagem, será o chefe de investigações, de disputas e compliance em um escritório envidraçado à beira da Marginal Tietê, perto do luxuoso shopping JK. Entre tantas empresas, a Alvarez & Marsal é administradora da Odebrecht que está em processo de recuperação judicial, justamente por causa das investigações da Lava Jato.

Certamente, esse é o melhor dos mundos para um juiz corrupto, trabalhar em reconstrução corporativa através da palavra mágica “compliance”, que já estava incorporada na vida de lavajatistas estratégicos como o que, a meu ver, é o cérebro do projeto que tinha como principal objetivo, cassar politicamente Lula, que é, nada mais, nada menos, o real chefe da Força-tarefa curitibana, parceiro de picaretagem com Moro desde o escabroso caso do Banestado.

Sim, estou falando pela milésima vez, de Carlos Fernando dos Santos Lima, mais conhecido como o procurador Boquinha que, assim que Moro condenou Lula, ele já montou um escritório de advocacia para viver das boquinhas do tal compliance.

Ao contrário de Moro, Boquinha é um tipo de jeca menos rude que usa cartola e casaca felpados, cita poesias, fala, em sua página no Facebook, em artes plásticas e fotografia, fazendo lembrar aqueles gabolas caricatos viajados pelo mundo que adoram passar a madrugada segurando um copo de whisk em uma das mãos, enquanto a outra está no bolso, falando sobre blues, jazz, sobre museus, sem saber de nada sobre a cultura de seu próprio país, aliás, isso é a cara daquilo que Machado de Assis chamava de “Brasil oficial”, caricato e burlesco. Afinal, ninguém é de ferro.

O histórico familiar do podre de chique é de uma dinastia estatal, em que pai, irmãos, vovô e cachorrinho, todos viveram mamando gostosamente nas tetas do Estado, através do Ministério Público. E Boquinha se orgulho disso em seus rompantes morais.

Carlos Fernando, assim como Moro, sofrem de amnésia, enquanto arrotam chiquemente suas venetas moralistas, esquecem ou fazem de conta que esqueceram tudo o que nós sabemos sobre eles e como agiam no submundo imundo da Lava Jato, através da excelente série de reportagem do Intercept, batizada de Vaza Jato.

O que não farei aqui é repetir todas as manobras espúrias que esses dois ratos, que agora vendem para o mundo corporativo o pulo do gato para fugirem de investigações de corrupção, sonegação, comuns nas altas camadas do mundo capitalista.

Mas quem leu a trama nojenta dos dois nos dias que antecederam a audiência de Lula, em que Carlos Fernando estava presente na sala junto com Moro, sabe exatamente do que e de quem estou falando.

Todos nós sabemos que existem duas leis no mundo, a dos pobres e a dos ricos, melhor dizendo, a lei é uma só, o que existe é uma infinidade, quase a totalidade de juízes e procuradores que enxergam os crimes dos ricos como algo que faz parte de um sistema que não pode parar por “bobagens moralistas”, e a lei que superlota presídios sem ao menos julgar a maioria dos encarcerados, sempre pretos e pobres, coisa que ocorre no mundo todo, mas que, no Brasil, tem dimensão monstruosa.

Não foi por acaso que os dois suaram a camisa para condenar e prender Lula sem provas, tirá-lo da eleição para que o monstro, de quem hoje se dizem inimigos, vencesse a eleição e proferisse vômitos retóricos como os de ontem, em que Bolsonaro exaltou o massacre no Carandiru, dizendo que é assim que a polícia tem que agir, inspirado no excludente de ilicitude de Sergio Moro.

De toda forma, vale muito a pena ler essa matéria da Agência Pública que revela o mundo encantado de Cinderela que Moro viverá a partir de agora e que o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, em proporção menor, já vive.

*Carlos Henrique Machado Freitas

Siga-nos no Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/H61txRpTVWc7W7yyCu0frt

Apoie o Antropofagista com qualquer valor acima de R$ 1,00

Caixa Econômica: Agência 0197
Operação: 013
Poupança: 56322-0
Arlinda Celeste Alves da Silveira
CPF: 450.139.937-68
Agradecemos imensamente a sua contribuição