13 de abril de 2021
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A vereadora Comandante Nádia tentou passar uma descompostura em seu colega da bancada negra do PSOL e ouviu uma aula.

O vereador Matheus Gomes, da bancada negra do PSOL de Porto Alegre, deu uma aula de história à sua colega, a vereadora Comandante Nádia, durante a posse, nesta sexta-feira (1º), sobre o conteúdo racista do Hino do Rio Grande do Sul.

A vereadora tentou passar uma descompostura em Matheus e seus colegas de bancada que não se levantaram durante a execução do hino. O vereador pediu uma questão de ordem e afirmou:

“Nós, como bancada negra, pela primeira vez na história da Câmara de Vereadores, talvez a maioria daqui que já exerceram outros mandatos não estejam acostumados com a nossa presença, não temos obrigação nenhuma de cantar um verso que diz: ‘povo que não tem virtude acaba por ser escravo’”, disse.

Matheus disse ainda ser historiador, “faço mestrado na UFRGS, a nossa instituição, a Universidade Federal, é uma das mais importantes do nosso estado, fruto da luta de muitos de nós aqui, já reconhece a não obrigatoriedade das pessoas terem que tocar o hino devido a esse conteúdo racista dele em solenidades oficiais e acho que seria muito importante a Câmara de Porto Alegre também começar a se perguntar sobe esse tema”.

Ao final, o vereador completou: “Nós não temos obrigação disso e nós precisamos fazer um movimento na sociedade pra reverter a existência de uma frase de cunho racista no Hino do Rio Grande do Sul”.

https://twitter.com/matheuspggomes/status/1345359889892302849?s=20

 

*Com informações da Forum

*Foto: Facebook de Matheus Gomes

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Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

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5 COMMENTS

  1. Valmor Salazar Ribeiro Posted on 2 de janeiro de 2021 at 12:46

    Parabéns ao vereador pela atitude anti racista…

    Reply
  2. lauritadaluzsilvacardoso Posted on 2 de janeiro de 2021 at 14:28

    bravo, correto , temos que deixar de aceitar oque nos diminui e nos mata.. O Brasil precisa ser uma Nação somos 90 Por Cento de não Brancos, isto quer dizer 90 por cento de mestiços.

    Reply
  3. Evair Nunes Posted on 2 de janeiro de 2021 at 15:46

    Não conhecia a letra do Hino do RS, ao afirmar que o povo preto não tem virtudes por terem sido escravizados manifesta explícito racismo, quando terá sido escrito, antes ou depois da Abolição e República?

    Reply
  4. Magda ferreira santos Posted on 2 de janeiro de 2021 at 16:39

    perfeito, nunca me dei conta desta ilação!! obrigada pela aula!! sucesso em sua empreitada

    Reply
  5. José Carlos Barreiros Posted on 2 de janeiro de 2021 at 19:14

    Temos que rever nomes de escolas públicas, ruas e praças, como a Av. Leomil, no centro do Guarujá, cujo homenageado foi traficante de escravos. Hino racista, no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, não. É isso mesmo vereador.

    Reply
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