Dia: 7 de março de 2021

Governadores se unem no controle da pandemia e podem decretar lockdown nacional

Wellington Dias diz que 22 governadores, de esquerda, de direita e de centro concordam com pacto nacional de medidas restritivas para conter a Covid-19.

Sem ação do governo federal e com o caos sanitário instalado no Brasil, governadores de diferentes partidos não veem outra saída que não a de isolar Bolsonaro e tomar frente no combate à pandemia.

O governador do Piauí, Wellington Dias, representante do Fórum Nacional dos Governadores, informou neste domingo que os chefes dos executivos estaduais articulam um pacto nacional para implantar medidas restritivas até o dia 14 de março. O objetivo é conter o avanço do novo coronavírus, que já matou mais de 260 mil pessoas no país. Segundo Dias, 22 governadores estão de acordo.

De acordo com a assessoria de imprensa do governador do Piauí, a proposta foi feita por ele e, até o momento, apenas cinco estados não manifestaram uma posição favorável ao pacto: Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rondônia, Acre e Roraima. Mas, também de acordo com a assessoria, a consulta aos governadores continua em andamento.

O avanço da Covid-19, com números elevados de novos casos e mortes, levou muitos estados e municípios a adotarem medidas restritivas, como fechamento de atividades não essenciais e toque de recolher. Mas o presidente Jair Bolsonaro é crítico de ações como essas e, por isso, o governo federal não vem fazendo um trabalho de coordenação nacional no sentido de restringir a circulação de pessoas ou de impedir algumas atividades econômicas consideradas não essenciais.

Segundo o governador do Pará, Helder Barbalho, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) está ajudando na consulta para que possam fechar uma proposta. De acordo com ele, a previsão é que ela fique pronta segunda-feira.

*Com informações de O Globo

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A mídia tem que parar de dar palco a Bolsonaro e deixar claro que não há governo no Brasil

Para entender a bíblia de Steve Bannon que Bolsonaro carrega debaixo do braço:

“Deve-se dar declarações diárias, polêmicas, mesmo que absurdas e contraditórias, c/o único objetivo de disputar espaço no noticiário. Assim sobra menos espaço na imprensa p/críticas ao personagem e/ou governo. Quanto mais absurda a declaração, melhor”

É preciso deixar claro que não se pode dar voz a um louco que, nessa atual conjuntura, não tem a menor ideia de como governar o país. Se a mídia está disponível para Bolsonaro, todas as principais plataformas de factoides viram manifestos a favor dele.

A mídia precisa parar de divulgação a produção de fumaça de Bolsonaro, principalmente diante de um gravíssimo quadro de descontrole da pandemia em que o Brasil se encontra.

Hoje, a presidência da República é absolutamente disfuncional, como foi durante toda a pandemia, mas também o é na economia, no meio ambiente e no restante de todas as pastas do governo.

O que ainda pode nos salvar é uma articulação paralela de comando do país de prefeitos e governadores isolando Bolsonaro de qualquer aparição na mídia para conter a pandemia, porque Bolsonaro, quanto mais cadáver tiver, mais mal-estar causará, fazendo com que as pessoas não fiquem de frente para a realidade, que é ter uma presidência da República anulada por um genocida, um incapaz.

Essa ruptura entre mídia e Bolsonaro é pra ontem para que a incompetência do seu governo não se transforme em capital político, pior, numa potencial desobediência civil como tem pregado Augusto Nunes e os asseclas que o cercam a mando do patrão Bolsonaro.

Esse modelo que Bolsonaro veste para tentar anular a imagem de inépcia total de seu governo tem método, e ele não faz a menor distinção entre o discurso de sobrevivência dos brasileiros de sua própria sobrevivência política.

O que precisa ficar claro é que Bolsonaro é uma fraude capaz de tudo e, por isso, o seu governo se transformou numa ameaça planetária, como avisou o Whasington Post, que disse claramente que a pandemia no Brasil não tem controle porque o país não tem governo.

Em outras palavras, não há variante mais letal no Brasil do que a do verme que ocupa o Palácio do Planalto. A escalada do contágio só vai aumentar se a mídia continuar dando palanque para o genocida.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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FHC diz que o neoliberalismo de Guedes é uma pandemia dentro da outra

É fato que Fernando Henrique, novamente, soltou o seu famoso “deixa disso” na hora de falar da tragédia sanitária provocada por Bolsonaro, dizendo que o impeachment do monstro poderia agravar o caos social, sanitário e econômico.

Nesse caso, o mais importante é que o papa do neoliberalismo tropical, que serviu tanto a Temer quanto a Guedes para a implantação de políticas recessivas e, consequentemente, desastrosas para a economia brasileira, não assume que o X da questão é a própria filosofia neoliberal, e sim algo que ele não sabe explicar o que fez desandar a maçaroca neoliberal tanto de Temer quanto de Guedes.

Mas não deixa de ser emblemático FHC separar as duas tragédias, sanitária e econômica, mesmo admitindo que uma otimiza a outra, mas que são em si independentes. Ou seja, mesmo que não tivesse a pandemia, a política de Guedes garantiria a tragédia econômica que o Brasil vive. Tragédia esta retirada da bíblia tucana da qual FHC é a divindade máxima.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Pfizer confirma que Bolsonaro rejeitou oferta de 70 milhões de doses de vacinas em 2020

Proposta inicial previa entrega de primeira leva de imunizantes ainda em dezembro.

A farmacêutica Pfizer confirma que o governo brasileiro rejeitou a oferta de 70 milhões de doses de vacina contra a Covid-19 já em agosto de 2020, de um total de três propostas.

Em nota divulgada em 7 de janeiro, o laboratório diz que a proposta inicial encaminhada em 15 de agosto previa a entrega de doses já em dezembro de 2020 e que, com base em acordo de confidencialidade firmado em julho de 2020 com o Ministério da Saúde, não poderia comentar detalhes da negociação em curso.

Reportagem publicada neste domingo (7) na Folha detalha as três ofertas. Do total de doses prometidas, 3 milhões estavam previstas até fevereiro, ou o equivalente a cerca de 20% das doses já distribuídas no país até agora.

Embora tenha feito reuniões anteriores com representantes do governo, a farmacêutica fez a primeira oferta em 14 de agosto de 2020, segundo informações obtidas pela Folha. A proposta previa 500 mil doses ainda em dezembro de 2020, totalizando 70 milhões até junho deste ano.

A Pfizer aumentou a oferta inicial quatro dias depois, elevando para 1,5 milhão o número de doses ainda em 2020, com possibilidade de mais 1,5 milhão até fevereiro de 2021 e o restante nos meses seguintes.

Sem aprovação do governo, uma nova proposta foi apresentada em 11 de novembro. Com o passar do tempo, governos de outros países foram tomando o lugar do Brasil, e as primeiras doses ficariam para janeiro e fevereiro —2 milhões de unidades.

Nesta semana, diante do agravamento da crise e do aumento da pressão de governadores, o Ministério da Saúde Saúde anunciou que prepara contratos com Pfizer, Janssen e Moderna para obter 151 milhões de doses entre maio e dezembro de 2021.

O contrato com a Pfizer deve ser assinado nos próximos dias, depois que o presidente Jair Bolsonaro sancionar projeto de lei aprovado pelo Congresso que cria um ambiente jurídico mais favorável para que as cláusulas exigidas pela farmacêutica sejam atendidas, como a que isenta a empresa de responsabilidade por eventuais eventos adversos.

*Com informações da Folha

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Rosa Weber impõe amarga derrota ao casal Moro

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, negou seguimento a uma reclamação ajuizada pelo ex-ministro Sergio Moro que questionava a distribuição do processo que trata das mensagens apreendidas em investigação de hackers de autoridades.

Na petição, a defesa de Moro, patrocinada por sua mulher Rosângela, pedia a suspensão e revogação da decisão que liberou à defesa do ex-presidente Lula as mensagens obtidas em investigação de hackers que invadiram os celulares de autoridades. A decisão atacada foi proferida pelo ministro Ricardo Lewandowski, relator da reclamação 43.007.

O argumento é o de que os processos relacionados às mensagens hackeadas deveriam ter sido distribuídos para o ministro Luiz Edson Fachin, relator de outras ações e recursos interpostos pela defesa de Lula.

Moro pedia, portanto, que sua própria reclamação fosse distribuída a Fachin, “tendo em vista a vinculação com os Habeas Corpus 174.398, 164.493 e 126.292”.

No entanto, o Regimento Interno do Supremo aponta que a distribuição por prevenção deve ser feita nos processos “cujos efeitos sejam restritos às partes”. Nos HCs citados pela defesa, Moro não é parte.

Assim, coube ao presidente do Supremo, Luiz Fux, intervir e decidir que a reclamação de Moro fosse distribuída livremente. A ministra Rosa Weber foi então sorteada para relatar o processo.

Agora, na decisão desta sexta-feira (5/3) ela negou seguimento à reclamação, com base no artigo 21, inciso I, do Regimento Interno do STF, que diz que é atribuição do relator “ordenar e dirigir o processo”.

*Do Conjur

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Pesquisa revela: Lula é o nome forte para derrotar Bolsonaro em 2022

Pesquisa publicada pelo Estadão revela que Lula é o grande nome para derrotar Bolsonaro na eleição para a presidência da República em 2022.

Levantamento que mede capital político de dez possíveis presidenciáveis aponta que apenas petista (hoje impedido de concorrer) tem mais aceitação que atual ocupante do Planalto.

Em pesquisa de opinião que mede o potencial de voto de dez possíveis candidatos nas eleições presidenciais de 2022, apenas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstra ter mais capital político que o atual ocupante do Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro.

No levantamento, feito pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), novo instituto de pesquisas da estatística Márcia Cavallari (ex-Ibope), 50% dos entrevistados disseram que votariam com certeza ou poderiam votar em Lula se ele se candidatasse novamente à Presidência, e 44% afirmaram que não o escolheriam de jeito nenhum. Bolsonaro aparece com 12 pontos porcentuais a menos no potencial de voto (38%), e 12 a mais na rejeição (56%).

Não se trata de levantamento que avalia um possível confronto entre Bolsonaro ou Lula – este nem sequer atende aos critérios legais para ser candidato. Diferentemente de uma pesquisa de intenção de voto, a de potencial busca medir o piso e o teto de aceitação de cada possível candidato.

Em vez de apresentar uma lista de candidatos e pedir ao entrevistado que aponte seu preferido, o instituto cita o nome de políticos e pergunta se o eleitor votaria nele com certeza, se poderia votar, se não votaria de jeito nenhum ou se não o conhece suficientemente para responder. A soma das duas primeiras respostas – “votaria com certeza” e “poderia votar” – é o potencial de votos de cada presidenciável.

Lula está impedido pela Lei da Ficha Limpa de concorrer em 2022, pois tem duas condenações penais proferidas por órgão colegiado. Seus advogados têm buscado anular as sentenças que envolvem imóveis em Guarujá e Atibaia. Em entrevistas recentes, o petista negou a intenção de se candidatar.

Atrás de Lula e Bolsonaro no ranking do potencial de voto estão Sérgio Moro (31%), Luciano Huck (28%), Fernando Haddad (27%), Ciro Gomes (25%), Marina Silva (21%), Luiz Henrique Mandetta (15%), João Doria (15%) e Guilherme Boulos (10%).

Todos esses – com exceção de Moro, cuja taxa de rejeição é de 50% – são descartados como opção de voto pela maioria absoluta do eleitorado. Empatados tecnicamente com os 56% de Bolsonaro no quesito “não votaria de jeito nenhum” estão Marina (59%), Huck (57%), Doria (57%), Ciro (53%) e Haddad (52%).

A pesquisa do Ipec também mostra em que segmentos do eleitorado os candidatos têm mais apoio. Bolsonaro encontra mais simpatizantes entre evangélicos (53% de potencial de voto), moradores da região Sul (46%) e na faixa de renda entre dois e cinco salários mínimos (45%).

Entrevistas

O Ipec ouviu 2.002 pessoas em 143 municípios do País. O levantamento foi realizado entre os dias 19 e 23 de fevereiro e a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

*Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

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Reportagem nos EUA revela que Eduardo Bolsonaro participou de reunião secreta em Washington que preparou invasão do Capitólio

Reportagem do jornalista Seth Abramson no site Proof, de jornalismo investigativo dos EUA, publicada neste sábado revela “a conexão obscura do Brasil com o conselho secreto de Trump” que se reuniu em 5 de janeiro para organizar o assalto ao Capitólio. A participação de Eduardo Bolsonaro no encontro clandestino é praticamente certa.

A reunião do dia 5, que planejou o ataque, aconteceu na ala residencial privada da família Trump no Trump International Hotel, na avenida Pennsylvania, em Washington.

Há 22 presenças confirmadas na reunião, liderada por dois filhos de Donald Trump, Donald Trump Jr. e Eric Trump. Mais alguns participantes participantes foram Michael Flynn, ex-Conselheiro de Segurança Nacional do ex-presidente Trump, Peter Navarro, Assistente do Presidente, Diretor de Política Comercial e de Fabricação e Coordenador de Política da Lei de Produção de Defesa Nacional, Corey Lewandowski, gerente da campanha 2016 de Trump, membro do Conselho de Negócios de Defesa, Rudy Giuliani, advogado de Trump e ex-prefeito de Nova Iorque, Daniel Beck, proprietário da Combat Armor Defense, que possui fábrica no Brasil.Segundo as investigações, Michael J. Lindell, empresário e CEO da My Pillow, do círculo íntimo de Trump e que participou da reunião, teria afirmado em 6 de janeiro que havia se encontrado, na noite anterior, horário da reunião conspiratória, com “um dos filhos do presidente Bolsonaro”.

A bancada do PT no Senado, através do senador Jaques Wagner, apresentará na segunda-feira (8) um requerimento de informações para a embaixada Brasileira em Washington sobre o assunto.

Um dia antes da reunião e dois dias antes da invasão, a jornalista Raquel Krähenbühl, da GloboNews, flagrara Eduardo Bolsonaro, entrando na Casa Branca com a mulher, a filha e o embaixador do Brasil nos EUA, Nestor Foster, a convite de Ivanka Trump, filha do então presidente, Donald Trump. A repórter publicou um vídeo em que Eduardo Bolsonaro aparece, com a filha no colo, em frente à Casa Branca.

*Com informações do 247

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