Dia: 12 de junho de 2021

Brizolistas encontram-se com Lula: “Trabalhismo de verdade se soma à luta de Lula e do PT na defesa dos direitos do povo”

Desde (11/06), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está no Rio de Janeiro para encontros políticos.

À noite, brizolistas históricos estiveram com ele.

Entre eles, o ex-deputado federal constituinte Vivaldo Barbosa, que foi secretário da Justiça de Brizola, quando governador do Rio.

Assim como, Leonel Brizola Neto, o médico sanitarista João Leonel Brizola Sobrinho e o economista Gabriel Barbosa.

“João Vicente Goulart também está conosco”, ressalta Vivaldo. “Só não veio, porque ainda não tomou a segunda dose da vacina contra covid-19”.

Para marcar o encontro, eles entregaram a Lula uma nota, cujo título é O Trabalhismo com Lula e o Partido dos Trabalhadores (na íntegra, ao final).

Conscientes de que “vivemos momentos que requerem muita luta”, afirmam na nota:

Eis que surge, do fundo da alma do nosso povo, o reconhecimento da liderança de Lula como caminho de salvação nacional.

É nosso dever estarmos ao lado do nosso povo e ajudarmos o Partido dos Trabalhadores conduzir o processo político.

O trabalhismo de verdade no Brasil de hoje se soma à luta de Lula e do Partido dos Trabalhadores na defesa dos direitos do nosso povo e de resistência a tudo que se abateu sobre o Brasil nos últimos tempos.

Atualmente, Vivaldo, Leonel Brizola Neto, João Leonel Brizola Sobrinho e Gabriel Barbosa integram o movimento O Trabalhismo.

Para Vivaldo, uma das coisas engrandecedoras dos tempos atuais é ver Lula com a consciência do dever de liderar a nação.

Segundo ele, quando um povo encontra um líder, encontra também o seu caminho, como está acontecendo agora.

“Em meio às imensas dificuldades atuais, o povo brasileiro está encontrando o seu líder e o seu caminho”, diz.

“Outra questão é a identidade das crenças de trabalhistas e brizolistas de verdade com as lutas atuais de Lula e o PT”, observa Vivaldo Barbosa.

Participaram também do encontro a presidenta do PT Gleisi Hoffmann (PR),vereador Lindberg Farias (PT-RJ), o presidente do PT do Rio de Janeiro, Washington Quaquá e o deputado estadual Geraldo Moreira.

Em 2022, celebra-se o centenário de nascimento de Leonel Brizola. Na foto, Leonel Brizola Neto e Lula seguram um registro histórico. Foto: Ricardo Stuckert

Nota do Movimento O Trabalhismo

O TRABALHISMO COM LULA E O PARTIDO DOS TRABALHADORES

A liderança popular do Lula e sua luta política encarnam a defesa dos ideais do trabalhismo, plantados no Brasil desde a Revolução de 1930. E o Partido dos Trabalhadores é o partido político no Brasil que nos últimos tempos tem mais se jogado nesta causa.

A defesa da legislação trabalhista, da valorização do salário mínimo, da Justiça do Trabalho, da Previdência Social pública, das estatais estratégicas, do desenvolvimentismo, a construção do Estado Nacional, a edificação de nossa soberania, a causa da educação, fundamentos do trabalhismo, encontraram nos governos Lula e Dilma e na ação do Partido dos Trabalhadores, especialmente de sua aguerrida Bancada no Congresso Nacional, os maiores atores na política brasileira.

A liderança popular de Lula, hoje, e a presença do Partido dos Trabalhadores na vida brasileira como o partido mais enraizado e mais conectado com todos os segmentos do povo brasileiro e o mais espalhado no território nacional renovam as esperanças de que o povo brasileiro vai recuperar seu destino e as possibilidades de construir uma nação mais justa e de respeito.

Vivemos momentos delicados que requerem muita luta.

O conservadorismo, utilizando os meios de comunicação e o sistema judicial açularam a direita, manipularam o processo político arruinado, iludiram parte do povo e causaram três golpes duros na República: a deposição da Presidenta Dilma por um Congresso viciado, a prisão do presidente Lula por juiz proclamado incompetente para decidir e parcial, e a eleição de Bolsonaro.

E agora, eis que surge, do fundo da alma do nosso povo, o reconhecimento da liderança de Lula como caminho de salvação nacional.

É nosso dever estarmos ao lado do nosso povo e ajudarmos o Partido dos Trabalhadores conduzir o processo político.

O trabalhismo contribui com respaldo de ideias para boa inspiração da ação política.

O trabalhismo de verdade no Brasil de hoje se soma à luta de Lula e do Partido dos Trabalhadores na defesa dos direitos do nosso povo e de resistência a tudo que se abateu sobre o Brasil nos últimos tempos.

Estamos aqui para, juntos, nos devotarmos à construção da nação no avanço do conhecimento, ciência e tecnologia; que nos garanta autonomia das comunicações e domínio das fontes de energia; modernização das Forças Armadas que as vincule à vida do povo brasileiro e aos interesses da nação; devolva ao Brasil seu lugar no mundo e volte a ser ator no cenário internacional.

No mundo do trabalho, estaremos juntos para elevação da renda e sistema de Previdência Social.

Na saúde da nossa gente para o combate aguerrido a esta terrível pandemia e produção de medicamentos e equipamentos.

Na causa da educação como salvação das nossas crianças e jovens e prioridade das prioridades.

Estamos aqui, juntos, para melhor ajudar o povo brasileiro a resistir e romper a pesada herança do colonialismo e da escravidão que teima em submeter o Brasil aos interesses de grupos e a sugar o produto do trabalho da nossa gente.

*Viomundo

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Militares planejam se manter no poder ‘com ou sem Bolsonaro’, diz coronel da reserva

Um dos maiores críticos da crescente politização das Forças Armadas, Marcelo Pimentel diz que baixas patentes seguem exemplo que vem de cima, dos generais que formam um “Partido Militar”, que articulou a eleição do presidente para chegar ao governo sem ruptura institucional: ‘Eles vão estar no segundo turno’.

O coronel da reserva Marcelo Pimentel Jorge de Souza virou nos últimos anos uma das vozes mais críticas ao envolvimento das Forças Armadas na política.

Para explicar o porquê, ele conta sobre uma conversa que teve com um tenente sobre como vários dos colegas com quem tinha servido estavam no governo.

“O tenente disse: ‘É, realmente, houve um aparelhamento, mas o outro lado, quando governava, fazia o mesmo’. Na hora nem percebi, mas depois vi que ele pensa que os militares têm um lado. Isso é errado”, diz o coronel Pimentel à BBC News Brasil.

Nascido em uma família de militares e formado pela turma de 1987 da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), Pimentel diz que isso vai contra tudo pelo que ele trabalhou até deixar a ativa, em 2018.

“Estão destruindo a muralha que minha geração construiu entre as Forças Armadas e o governo, entre o militar e a política”, diz o coronel de 54 anos. Se os militares tomam partido, “deixam de ter representatividade para defender o Brasil inteiro”, defende ele.

Pimentel avalia que essa mentalidade é cada vez mais comum entre os militares. Mas acredita que as baixas patentes estão apenas seguindo o exemplo que vem de cima, dos generais que formam o que Pimentel chama de “Partido Militar”.

Em sua visão, esse grupo, que comanda o Exército, encontrou no presidente Jair Bolsonaro uma forma de chegar ao Planalto sem uma ruptura institucional, como no golpe de 1964.

“Dos 17 generais que formam o Alto Comando do Exército, 15 exercem cargos de primeira ordem. Há militares tanto na administração direta, que é a Esplanada dos Ministérios, quanto nas empresas estatais, autarquias, órgãos de fiscalização.”

Ele diz ser por isso que ele chama o atual governo é um governo militar. “As pessoas não enxergam porque esse grupo chegou ao poder sem uma ruptura institucional, mas eles ocupam cabeça, tronco, membros, entranhas e alma desse governo.”

De volta ao comando do país, diz Pimentel, esses militares agora estão se preparando para se manter no poder, “com ou sem Bolsonaro”.

‘A finalidade é manter o poder conquistado’

Pimentel diz que pegou emprestado de cientistas sociais o termo Partido Militar para falar desse grupo que decidiu se lançar na política.

Ele aponta que são militares formados na Aman nos anos 1970, em plena ditadura — como o próprio Bolsonaro. Tornaram-se generais no primeiro mandato de Lula, segundo Pimentel, e chegaram ao comando do Exército no governo Dilma.

“São generais da reserva em sua maioria, mas também da ativa. É um grupo bastante coeso, hierarquizado, disciplinado, com algumas características autoritárias e pretensões de poder até hegemônicas. Sua finalidade é manter o poder conquistado”, diz.

O grupo teria começado a se articular no início da década passada, segundo o coronel, em parte por causa das insatisfações com as conclusões da Comissão da Verdade sobre os crimes cometidos por militares na ditadura e o fato do país ser governado por Dilma Rousseff (PT), uma ex-guerrilheira.

Ao mesmo tempo, a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti aproximou as Forças Armadas brasileiras e americanas.

“Estabeleceram-se relações pessoais entre os generais brasileiros e americanos. O lazer das tropas era na Flórida, em Nova York, em Washington. Esses oficiais viram como o cidadão americano tratava o militar. Olhavam para cá e não sentiam que o brasileiro valorizava, né?”, comenta Pimentel.

O coronel diz que foi esse grupo que procurou Bolsonaro e não o contrário. Não teria sido por acaso, portanto, que o presidente lançou sua candidatura na Aman, ainda em 2014.

“Nós temos que mudar o Brasil, tá ok?”, disse Bolsonaro na época, diante de um grupo de aspirantes que o chamavam de “líder” ? um registro do encontro está no canal no YouTube de Carlos Bolsonaro, filho do presidente.

“Alguns vão morrer pelo caminho, mas estou disposto em 2018, seja o que Deus quiser, a tentar jogar para a direita este país.”

“Parece até que ele estava vaticinando o que ia acontecer na presidência dele”, diz Pimentel, que é um crítico antigo do presidente.

‘Partido Militar vai estar no segundo turno do ano que vem’

O coronel diz que, em algum momento do primeiro mandato de Dilma foi fechado um acordo em torno da candidatura de Bolsonaro. Ele afirma ter acompanhado de perto a transformação da imagem do então deputado federal entre as tropas.

“Em 2015, eu fui a uma formatura na Aman, e Bolsonaro era simplesmente o maior astro. Como um camarada que tinha saído do Exército pela porta dos fundos tinha sido de repente convertido em mito?”, questiona.

“Essa candidatura foi muito bem pensada, planejada, e foi usada muita história de cobertura para disfarçar o envolvimento desse grupo, como aquela novela (da escolha) do vice. Falaram no Magno Malta, no príncipe (Luiz Phelippe de Orleans e Bragança), na Janaína Paschoal, mas a única dúvida era se seria o (general Augusto) Heleno ou o (general Hamilton) Mourão.”

A idade avançada de Heleno acabou sendo decisiva, e Mourão foi o escolhido, completa o coronel. A chapa Bolsonaro-Mourão venceu as eleições, e o Partido Militar ocupou o governo e a máquina pública, diz Pimentel.

*Rafael Barifouse – Da BBC News Brasil em São Paulo/Uol

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Policiamento de motociata de Bolsonaro custou R$ 1,2 milhão, diz governo

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que o policiamento extra para a motociata do presidente Jair Bolsonaro custou R$ 1,2 milhão. O evento político reuniu milhares de pessoas em São Paulo neste sábado (12) e houve coro contra o governador João Doria (PSDB), adversário do presidente.

De acordo com a Secretaria, o ato foi monitorado por câmeras fixas, móveis e em fardas de policiais. O reforço no policiamento foi feito “para garantir a segurança da população, a fluidez no trânsito e o direito à livre manifestação”, segundo a assessoria do órgão.

O trajeto tinha 129 quilômetros e incluiu ruas e rodovias de São Paulo e da região de Jundiaí (SP). Foram usados mais de 6.300 policiais das três forças de segurança estaduais, cinco aeronaves, dez drones e 600 viaturas, entre carros, motocicletas e bases comunitárias móveis.

Todo ato foi monitorado pelo sistema Olho de Águia, por meio de câmeras fixas, móveis, motolink e bodycams”. Nota da Secretaria de Segurança Pública.

Presidente foi multado e andou com placa coberta

Mais cedo, Jair Bolsonaro, seu filho Eduardo Bolsonaro, deputado pelo PSL, e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Franklin, foram multados por desrespeitarem a lei que obriga o uso de máscaras de proteção facial em locais públicos durante a pandemia de coronavírus.

Como mostrou o UOL, Bolsonaro pilotou moto com uma placa coberta, uma infração gravíssima prevista no Código de Trânsito que prevê apreensão e remoção do veículo.

Mas o Ministério da Infraestrutura, que comanda o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), disse que as regras “são válidas apenas para vias abertas a circulação”. O ministério é dirigido por Freitas, que foi multado por não usar máscaras.

A Secretaria de Segurança informou se aplicou multas por causa de placas cobertas na motociata. “O Comando de Policiamento de Trânsito da Capital e a Polícia Rodoviária informam que todas as infrações de trânsito constatadas durante o ato realizado neste sábado (12) estão sendo lavradas e encaminhadas aos órgãos competentes.”

*Com informações do Uol

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Lula já prepara um novo bombardeio contra Moro nos tribunais

Depois de vencer o ex-juiz da Lava-Jato no STF, petista estuda com sua defesa acionar Moro por danos morais.

Sergio Moro que se prepare. Tão logo ganhe a batalha no STF sobre a suspeição do ex-chefe da Lava-Jato, Lula abrirá um novo bombardeio na Justiça com ações por danos morais contra Moro.

A questão será tratada por Lula com seus defensores tão logo os ministros do STF concluam, no próximo dia 23, o julgamento da guerra do petista contra Moro.

Declarado suspeito no Supremo, o ex-juiz será parte do discurso eleitoral de Lula que voltará a martelar, agora com respaldo judicial do STF, que foi perseguido por Moro, que é a alma mais honesta, que não teve corrupção na Petrobras.

*Da Veja

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Vídeo – Lula garante derrota do “genocida que está no poder” em 2022

Em encontro com lideranças comunitárias, movimentos sociais, comunicadores e ativistas do Rio de Janeiro neste sábado (12), o ex-presidente Lula garantiu a derrota de Jair Bolsonaro na eleição presidencial de 2022 e afirmou que “o genocida” está no poder. “O povo brasileiro vai derrotar o Bolsonaro. E se ele sair correndo e não quiser entregar a faixa, é o povo brasileiro quem vai entregar”.

O petista criticou a iniciativa de Bolsonaro de desobrigar o uso de máscara.

“Todo mundo já gostaria de estar livre, sem máscara. Mas a gente continua usando e eu faço questão de sempre estar com ela pra mostrar que a gente dá exemplo, ao contrário desse genocida que está no poder”.

“Eu tô aqui para aprender. Quero ouvir todo mundo que tá no dia a dia. Se for para ser candidato, eu preciso que seja para fazer mais do que eu já fiz. E para isso preciso da ajuda de vocês”, falou também.

O ex-presidente também lembrou de quando esteve preso injustamente em Curitiba e agradeceu pelo apoio que recebeu por parte de diversos militantes.

“Se eu estou livre aqui hoje, é por causa de vocês. Vocês que acreditaram em mim, acreditaram na minha inocência, e não saíram do meu lado. Muita gente que eu não conhecia teve a coragem de colocar a camisa lula livre. Eu não esqueço. Sempre disse que sabia que eram meus amigos de verdade e quem eram os eventuais”.

Assista:

*Com informações do 247

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Ministério da saúde ignorou por três dias pedido de oxigênio do Acre

O Ministério da Saúde demorou três dias para responder a um e-mail da Secretaria de Saúde do Acre, que solicitava ajuda para não ficar sem estoque de oxigênio medicinal, usado no tratamento de pacientes com covid-19. O pedido foi feito em 12 março e respondido pelo governo de Jair Bolsonaro apenas no dia 15, quando o general Eduardo Pazuello deixou o comando da Saúde. As informações constam de documentos entregues pelo próprio ministério à CPI da Covid no Senado.

“Prezados, encaminho o Ofício no. 634/2021/SE/GAB/SE/MS, que trata do risco iminente de desabastecimento de oxigênio nos municípios do Estado do Acre. Solicito confirmação de recebimento”, escreveu a Secretaria de Saúde do Acre. Três dias depois, uma funcionária de apoio ao gabinete do Ministério da Saúde, identificada no e-mail como Leíse, respondeu: “Boa tarde! Acuso recebimento. Desculpe a demora”.

Naquele 15 de março, a pasta se comprometeu a enviar para o Acre 300 cilindros de oxigênio. A primeira leva foi entregue no dia 17, cinco dias após o pedido da secretaria, com o envio de 60 cilindros.

Na ocasião, o Estado não chegou a ficar sem estoque de oxigênio, mas precisou adotar um plano de contingência para racionar o uso da substância na rede pública e privada. Embora não tenha faltado, ao menos duas empresas privadas, Oxiacre e Oxivida, chegaram a anunciar que não tinham mais o produto para fornecer.

Na capital Rio Branco há três hospitais particulares e somente um deles tem usina própria de distribuição de oxigênio. Os três hospitais públicos do Estado têm usinas próprias de distribuição. As unidades também sofriam colapso na época pela alta demanda de pacientes. Alguns tiveram que ser transferidos para Manaus no dia 13 de março.

Atrasos em respostas a pedidos de socorro também ocorreram durante a crise no abastecimento de oxigênio vivido pelo Amazonas, em janeiro. Uma carta da empresa White Martins e uma nota assinada pelo então secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, acabaram contradizendo declarações dadas em maio por Pazuello à CPI da Covid.

A multinacional mostra na carta que alertou o governo do Amazonas sobre a necessidade de apoio e “esforços adicionais” para suprir a necessidade de oxigênio diante do aumento exponencial de casos de covid-19 no Estado.

Avisada, a Secretaria da Saúde entrou em contato com Pazuello. Em entrevista transmitida pelas redes sociais, na tarde de 18 de janeiro, o então ministro disse ter ficado “surpreso” com o colapso no sistema de saúde do Amazonas. Em Manaus, pessoas morreram asfixiadas por falta de oxigênio hospitalar.

“No dia 8 de janeiro, nós tivemos a compreensão, a partir de uma carta da White Martins, de que poderia haver falta de oxigênio se não houvesse ações para que a gente mitigasse esse problema. Mas aquela foi uma surpresa tanto para o governo do Estado quanto para nós (Ministério da Saúde)”, afirmou Pazuello na entrevista. A correspondência da empresa tem a data de 7 de janeiro.

O Ministério da Saúde informou que atendeu prontamente ao pedido do estado do Acre e entregou 140 cilindros de oxigênio até o dia 25 de março. Após essa data, a pasta também prestou apoio no transporte de cilindros adquiridos pela Secretaria Estadual de Saúde.

Além disso, foram enviados, para Porto Velho (RO), mais de 200 mil m³ de oxigênio líquido, suficientes para cerca de 19 mil cilindros, que foram utilizados também para abastecimento do Acre.

*Com informações do Uol

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Alexandre Garcia, entre outros, são parte do plano macabro de Bolsonaro

No que se transformou o Brasil a partir da chegada de Bolsonaro ao poder?

A canalhice parece ter virado regra. Bolsonaro é um escândalo e, sozinho, já produziu muito mais da metade das mortes por covid de meio milhão de brasileiros. Mas a percepção de que tem coisa tão ou mais canalha do que o próprio presidente, como é o caso de Alexandre Garcia e congêneres, é execrável.

Então, pergunta-se, como essa gente não está presa? Que tratado é esse que a justiça não vê? São crimes de extrema gravidade, com capacidade de produzir esse morticínio sem que ninguém seja visto como criminoso pelas autoridades policiais.

Quantos ainda esse vírus terá que alcançar e quantas famílias terá que destruir para que figuras como Alexandre Garcia, Leda Nagle e outros troços do mesmo naipe de programas como Pingo nos Is da Jovem Pan respondam por seus atos criminosos?

Quanto sofrimento essas pessoas, junto com Bolsonaro, estão espalhando pelo Brasil!

Eles têm a garantia de que enriquecerão com a tragédia que ajudam a produzir e que ficarão impunes. Daí, para esses lixos, o que interessa é o cálculo econômico e, por isso mesmo, continuarão com suas práticas perversas, assassinando brasileiros pela manipulação covarde da informação que ajudam a disseminar.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Carol Proner: “Governo Biden intensifica estratégia lavajatista na América Latina”

A jurista e professora de Direito Carol Proner condenou a política externa para a América Latina do governo Joe Biden, nos Estados Unidos. Segundo ela, Biden investe em uma estratégia geopolítica que busca fortalecer a influência norte-americana na região.

Integrante da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, Carol apontou para o caso do México, onde a ONG Mexicanos Contra a Corrupção foi denunciada pelo presidente Andrés Manuel López Obrador como objeto de interferência norte-americana. “E o presidente dos EUA diz que seguirão financiando as ONGs e os jornalistas a denunciar e combater a corrupção internacional, de modo que notamos claramente que o governo Biden não só não mudou essa técnica lavajatista como intensificou”, disse.

Ela comentou ainda a carta de 20 congressistas norte-americanos pedindo que as informações sobre como o Departamento de Justiça cooperou com a Operação Lava Jato sejam tornadas públicas. “Por isso que essa carta tem uma importância, mas a possibilidade de sabermos o que acontece, imagino que seja muito difícil. Porque a questão da corrupção é uma estratégia regional, geopolítica, estrutural, fundamental para a América Latina, agora entrando fortemente na América Central”.

“Estamos discutindo isso no Parlasul, na Comissão de Direitos Humanos, instrumentos de autodefesa que os Estados daqui da região têm que ter com relação à extraterritorialidade e à submissão da nossa jurisdição à jurisdição de outro país. Portanto, o Brasil tem que demandar essas questões. Setenta parlamentares brasileiros também foram aos Estados Unidos pedir informações ao Departamento de Justiça, porque isso é de interesse nacional. Estamos falando aí da Petrobras, a Eletrobras…”, completou a jurista.

*247

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Alexandre Garcia encabeça relação dos canais que mais ganharam com fake news sobre covid

Canais na internet ganharam dinheiro com fake news sobre Covid, informa Google à CPI,

O Globo – Dados sigilosos enviados pelo Google à CPI da Covid mostram que canais no YouTube, entre eles de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, ganharam dinheiro disseminando notícias falsas sobre a pandemia antes que seus vídeos fossem apagados da rede social. A pedido da comissão, a empresa de tecnologia forneceu uma lista de 385 vídeos removidos pelo Youtube ou deletados pelos próprios usuários após serem identificados como disseminadores de desinformação sobre formas de tratamento para a Covid-19 ou a pandemia. A listagem foi acompanhada de quanto cada publicação rendeu aos donos dos canais até saírem do ar.

O jornalista Alexandre Garcia encabeça a relação, tendo tido 126 tirados doar por ele próprio ou pela plataforma que haviam rendido quase R$ 70 mil em remuneração pela audiência e publicidade. Gustavo Gayer (R$ 40 mil), Notícias Política BR (R$ 20,7 mil), Brasil Notícias (R$ 17,7 mil), completam as primeiras colocações. Ao todo, os usuários ganharam US$ 45 mil, o equivalente a R$ 230 mil.

Desde o início da pandemia, responsáveis por canais que tiveram conteúdo removido pela plataforma refutam ter publicado desinformação de forma deliberada. Em alguns caos, afirmam ser vitima de censura pelas empresas de tecnologia.

O Google forneceu dados sobre 385 vídeos de 34 canais identificados como disseminadores de notícias falsas no Brasil. Destes, 90 publicações não geraram renda aos administradores. A empresa frisou, em sua resposta à CPI, que os vídeos em questão se encontram fora do ar, alguns deles por desrespeitarem os termos de uso da plataforma.

Grande parte é de vídeos com propagandas de drogas comprovadamente ineficazes contra o coronavírus, como a ivermectina e a cloroquina, denunciando um suposto complô contra o uso desses medicamentos da parte de opositores de Jair Bolsonaro.

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Títulos com disfarce

O canal Aconteceu na Política alegou sem provas, por exemplo, que “governadores estão estocando vacinas e 6 milhões sumiram” e disseminou mentiras sobre a CoronaVac (“A Vacina de Taubaté de Doria — Bolsonaro sai na frente mais uma vez”).

Em um vídeo do Aconteceu na Política, o youtuber afirma que o Brasil havia superado a porcentagem de população vacinada da Europa, o que nunca ocorreu. Um vídeo com título idêntico do canal de Gustavo Gayer continua no ar. Gayer teve 56 publicações deletadas ou removidas.

“Pazuello detona Mandetta e diz que muita gente poderia ter sido salva com tratamento precoce!”, diz o título de um dos 25 vídeos deletados do canal Brasil de Olho. O mesmo canal publicou os vídeos “Pesquisa surpreende ao mostrar quantos brasileiros tomariam hidroxicloroquina” e “REUNIÃO SECRETA DE DORIA É VAZADA E PROVA USO POLÍTICO DA V4C1NA E REVELA PLANO PRA TIRAR B0LS0NAR0”, entre outros.

Em um vídeo do canal Casando o Verbo, havia a alegação de que os registros de 62 mil pessoas que morreram de AVC foram falseados para incluir Covid-19 como causa da morte, sem base em provas. O título fazia referência à morte do ator Tom Veiga, intérprete do Louro José, que morreu após um AVC.

Os youtubers apelavam a título cifrados para impedir que o Google encontrasse o conteúdo, como o uso da palavra “V4C1NA” e “tratamento inicial” em vez de “tratamento precoce”, nome mais comum para se referir ao “kit Covid”, de medicamentos ineficazes contra o coronavírus, defendido em 2020 pelo governo Jair Bolsonaro.

O levantamento contém três vídeos do Foco do Brasil, canal investigado no inquérito dos atos antidemocráticos, aberto pelo STF, pela ligação com o Palácio do Planalto. O assessor do chamado “gabinete do ódio” Tercio Arnaud Tomaz repassou vídeos ao canal e ajudou seu administrador a retransmitir imagens da TV Brasil.

Em depoimento em julho do ano passado, o dono do Foco do Brasil, Anderson Rossi, disse à Polícia Federal ter um faturamento mensal de R$ 50 mil a R$ 140 mil. Nos vídeos citados sobre Covid, porém, a monetização foi baixa, de apenas R$ 368.

Graves consequências

Os dados foram enviados à CPI a pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), com base em um levantamento da Novelo Data sobre vídeos que “desapareceram” da rede social em 2021.

“A propagação de fake news a respeito da pandemia tem sido uma ação orquestrada e com consequências diretas no agravamento do número de mortes pela covid-19”, frisa o senador em seu pedido.

No mundo todo, o Google removeu mais de um milhão de vídeos desde fevereiro do ano passado por disseminarem desinformação sobre a pandemia.

*Natalia Portinari/O Globo

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