17 de novembro de 2021
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Após a polêmica envolvendo uma marmita de acarajé entregue ao ator e diretor Wagner Moura, voluntários farão novo evento, em São Paulo, no domingo (21/11).

Voluntários do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST) farão um almoço cujo prato principal é acarajé para os moradores da ocupação Carolina de Jesus, no bairro São Mateus, em São Paulo. O evento, agendado para o próximo domingo (21/11), ocorre na esteira da polêmica levantada nesta semana envolvendo a passagem do ator e diretor Wagner Moura pela ocupação. Na ocasião, Moura foi fotografado comendo camarão, item básico na receita do acarajé, o que gerou críticas nas redes sociais.

Em entrevista ao colunista Leonardo Sakamoto, do Uol, a chef de cozinha Bel Coelho explica que ‘não é uma reação’, mas uma ação que valoriza a cultura alimentar tradicional do Brasil. Ela é uma das voluntárias do MTST. “Obviamente que há dificuldade de acesso a um camarão tigre, um camarão rosa grande, porque são caros. Mas o camarão seco é uma comida popular e base de muitas receitas da culinária de terreiro”, distinguiu.

Coelho também lembrou a importância religiosa do prato, que faz parte dos ritos das religiões de matriz africana, especialmente o candomblé. “Temos que falar do acarajé, da comida de santo, da cultura afrodescendente e de como ela é fundamental na identidade da cultura alimentar brasileira”, explicou ao Uol.

‘A gente não quer só comida’

A postura da chefe é corroborada pelo posicionamento oficial do movimento. Além de data, local e horário do almoço com roda de samba e acarajé, o material de divulgação deixa claro que os camarões foram doados por apoiadores do MTST. Na legenda, os organizadores também parafraseiam a música Comida, gravada pelos Titãs: “a gente não quer só comida, a gente quer comida, camarão e samba”.

Ao longo deste ano, o MTST tem feito diversas ações para protestar contra o avanço da fome no país, além de apoiar ocupações e comunidades carentes. Um desses projetos é o ‘Cozinhas Solidárias’ iniciado em abril de 2021. São 14 pontos de distribuição de marmitas gratuitas espalhados pelo país. A ideia é chegar a 26, em pontos de diferentes regiões periféricas dos centros urbanos. Toda a campanha é feita a partir de doações, tanto de alimento, quanto de dinheiro, via financiamento coletivo.

*Com informações do Correio Braziliense

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