9 de agosto de 2022
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“Durante o período médio de 12 meses, nenhum paciente recebeu quimiorradioterapia e nenhum paciente foi submetido à ressecção cirúrgica”, diz o estudo.

Um anticorpo monoclonal chamado dostarlimab, já aprovado pela Anvisa, surpreendeu a comunidade científica ao fazer desaparecer o câncer colorretal em 100% dos pacientes submetidos ao tratamento. O teste que validou a pesquisa foi feito em um pequeno grupo de 12 pacientes com câncer retal.

O periódico New England Journal of Medicine publicou no domingo (5), o estudo que foi debatido por oncologistas durante o evento anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco, na sigla em inglês), encerrado na terça-feira (7). Após o tratamento, exames como ressonância magnética, avaliação endoscópica, toque retal ou biópsia não apontaram evidências da presença de tumor.

Sem quimio ou radioterapia

O medicamento foi tomado pelos pacientes por meio intravenoso a cada três semanas por seis meses. “Durante o período médio de acompanhamento de 12 meses, nenhum paciente recebeu quimiorradioterapia e nenhum paciente foi submetido à ressecção cirúrgica”, diz trecho do estudo.

“Não há pesquisa científica com Bolsonaro”, diz Tourinho

De acordo com o médico sanitarista Pedro Tourinho, “os resultados recentes com pesquisas realizadas com pacientes com câncer colorretal com o uso desse medicamento, que foi aprovado apenas para uso do câncer de endométrio, é mais uma esperança pra quem luta contra o câncer, que na verdade não é uma doença, mas são múltiplas doenças compreendidas em um mesmo guarda-chuva, cada uma com suas características próprias, mas o desafio comum a todas elas é justamente a gente conseguir identificar as características singulares daquele câncer e desenvolver tratamentos específicos que possam abordar aquelas características”, afirmou. Para ele, “nitidamente esse tratamento tem sucesso em dar essa contribuição no tratamento do câncer, no caso no câncer colorretal e, por isso, a gente espera que estudos mais amplos possam vir a ser realizados pra confirmar essas propriedades desse tratamento”, comemorou.

Tourinho registrou ainda “a importância, o valor da pesquisa científica, o valor da gente financiar bem, da gente construir um parque tecnológico científico amplo pra permitir que milhares de iniciativas dessa natureza aconteçam simultaneamente. E dessa maneira a gente possa logo identificar as raras situações em que a gente encontra um medicamento com potencial equivalente a esse. E pra isso a gente tem que ter política pública, de financiamento da pesquisa, coisa que no Brasil a gente perdeu quase que 100% dela. Tem que ter uma cultura de captação, de atração, de fixação de cientistas no Brasil, tem que fortalecer a Universidade Pública, tem que construir os pilares pra que a gente possa também no Brasil dar essa importante contribuição pra humanidade, fomentar esse setor que é tão valioso na trama de uma sociedade, que agrega valor, conhecimento e que salva vidas”, alertou. “Por todos esses motivos a gente sabe que o governo Bolsonaro faz um desserviço a cada dia. Quando eu vejo uma notícia dessas, eu sei que poderia ser no Brasil uma pesquisa como essas e não é, porque aqui o Bolsonaro e o Temer optaram por destruir a ciência brasileira”, lamentou.
Drogas ainda muito caras

O também infectologista Marcos Caseiro afirmou que “essas drogas, chamadas anticorpos monoclonais, são o futuro da medicina”. Segundo ele, “todas as drogas que terminam com esse sufixo mab são anticorpos monoclonais, que são específicos pra combater uma determinada doença, um determinado tumor. Esse é a coqueluche da medicina, são essas drogas que se fixam especificamente no tumor, geram o processo inflamatório e destrói o tumor”.

*Com Forum

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Celeste Silveira

Produtora cultural

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