Dia: 4 de dezembro de 2023

Entrada do Irã no BRICS é ‘de suma importância, principalmente para a China’, aponta especialista

A entrada do Irã no BRICS, que será oficializada em 1º de janeiro de 2024, marca o ingresso de um país declaradamente contrário aos Estados Unidos. Que tipo de repercussões isso poderá trazer ao grupo?

Essas e outras questões foram respondidas por Jorge Mortean — geógrafo e professor de relações internacionais, mestre em estudos regionais do Oriente Médio no Irã e atual doutorando em geografia política na Universidade de São Paulo (USP) — no episódio desta segunda-feira (4) do podcast da Sputnik Brasil Mundioka, apresentado pelos jornalistas Melina Saad e Marcelo Castilho.

Para o especialista em estudos iranianos, a entrada do Irã no BRICS representa um ganho tanto para o país persa quanto para o grupo, uma vez que “temos aí a semiperiferia e periferia do mundo se aliando”, disse, referindo-se à teoria de sistema-mundo das relações internacionais, popularizada por Immanuel Wallerstein. “O que seria semiperiferia?”

“São países com um grau até importante de desenvolvimento tecnológico-industrial, que servem como ponte de retransmissão de fluxos de comércio (investimentos, capital). São grandes mercados e possuem certo poderio de defesa em suas respectivas regiões.”

Essas características, para Mortean, definem a posição ocupada pelas nações do BRICS mais do que qualquer relação econômica. Nesse ponto, o grupo de países, que agora se expande para se tornar o BRICS+ com a inclusão além do Irã, do Egito, da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e da Etiópia — e, talvez, da Argentina — forma um agrupamento antissistêmico.

“Ou seja, ele faz um contraponto a toda a hegemonia que se diz aí ocidental de países desenvolvidos, nomeadamente Europa, Estados Unidos, Canadá e Japão, que apesar de ser do Oriente, é um Oriente mais ocidentalizado do que nunca.”

“Oferece, portanto, uma nova possibilidade de ordem mundial”, resumiu.

*Sputnik

Essa é a verdadeira cara da santa Michelle

Comecemos pelo começo. Michelle Bolsonaro, que anda falando em nome de Deus, é a principal aposta política de Valdemar da Costa Neto, dono do partido no qual a santa é filiada.

A ambição dessa figura, para lá de queimada na política nacional, chamada Valdemar da Costa Neto, é de um projeto ambicioso em que Michelle assumiria o lugar de Moro no Senado, com sua cassação e, a partir disso, lançá-la na disputa presidencial de 2026.

Bom, já que o projeto é esse, comecemos do começo para lembrar de quando nos apresentaram Michelle, a esposa de Bolsonaro e, logicamente, a primeira-dama.

Estaria tudo correto se a apresentação se desse por ser a primeira-dama, só que não, Michelle se revela ao Brasil associada a Fabrício Queiroz, o gerente geral do esquema criminoso de formação de quadrilha e peculato, chamado de rachadinha, praticada por todo o clã.

A informação de que Queiroz depositou R$ 89 mil na conta de Michelle veio do Coaf, e esse dinheiro, na verdade, era devolução aos cofres bolsonaristas por laranjas e fantasmas.

Ou seja, Michelle estava envolvida até o pescoço nessa armação grotesca, deixando claro que, quem assumiria a presidência da República, era alguém que trazia o carimbo de fascista e, junto, o de chefe de um esquema, que era sabido, vide Wal do açaí, mas que ninguém sabia a dimensão e nem da organização que, até então, mantinha-se em segredo.

Foram quatro anos de governo Bolsonaro sem que Michelle, Flávio ou o próprio Bolsonaro dessem uma explicação minimamente plausível sobre o que foi revelado pelo Coaf, os depósitos de Queiroz na conta de Michelle.

Ou seja, lá se vão cinco anos da revelação desse esquema criminoso em que Bolsonaro chegou a ameaçar de agressão física jornalistas do Globo, quando este pediu para ele explicar como o dinheiro de Queiroz foi parar na conta de Michelle, já que a desculpa esfarrapada de Queiroz de que vendia carro e pegou uma grana emprestada com Bolsonaro, não durou um dia em pé.

Se Michelle e Bolsonaro jamais quiseram falar no assunto, é porque Michelle tem envolvimento muito maior nessa armação do que deixa  transparecer, bancando a pudica, atacando Flávio Dino em nome de Deus, a primeira coisa que nos vem à memória é essa história escabrosa das rachadinhas das quais ela era parte ativa.

Em outras palavras, a Mijoia tem um conteúdo em seu histórico que não é pouca coisa.

Lula chora ao falar de Gaza e volta a defender mudanças no Conselho de Segurança da ONU

Presidente criticou ‘insensibilidade dos governantes’ e afirmou que trégua seria antecipada se a resolução brasileira não fosse vetada, mas não lembrou que EUA foram responsáveis por único voto contrário.

“Às vezes tenho a impressão de que estamos deixando de ser humanistas, de que estamos abrindo mão da fraternidade, abrindo mão da solidariedade, esquecendo que o ser humano nasceu para viver em paz”, foram as palavras de Lula enquanto continha as lágrimas, durante a cerimônia de declaração conjunta de intenções e acordos com a Alemanha, em Berlim, nesta segunda-feira (04/12).

Atendendo a questionamentos da imprensa, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a se pronunciar a respeito do conflito entre Israel e Gaza, intensificado desde 7 de outubro, quando Hamas lançou a primeira ofensiva contra o território israelense.

Comparado às últimas declarações a respeito do cenário, concedidas em entrevista à emissora catari Al Jazeera, desta vez, seu discurso teve um tom mais passivo e emotivo. O líder derramou lágrimas quando mencionou a falta de “fraternidade” e “solidariedade” entre governantes, princípios tidos como básicos para o petista: “Sou de um país com uma grande comunidade judaica e árabe. E a gente fica em paz. É esse modelo de paz que gostaria que tivesse em Israel”.

Lula reforçou que a posição do Brasil é, primordialmente, do respeito à Carta das Nações Unidas, que consiste que “nenhum país tem o direito de invadir a integridade territorial do outro”.

‘Ser do Conselho de Segurança da ONU não é um privilégio de apenas cinco países’
Embora tenha confirmado ter conversado com pelo menos 12 líderes do mundo sobre o cenário na Faixa de Gaza e reforçado que todas os países devem respeitar integralmente as Nações Unidas, voltou a criticar o próprio sistema do órgão ao citar a resolução que o Brasil apresentou enquanto presidia o Conselho da ONU, no mês de outubro, mas que acabou sendo vetada:

“A ONU deveria intervir para que encontrasse uma solução. O Brasil era presidente do Conselho de Segurança, o Brasil apresentou uma proposta para que houvesse uma trégua humanitária, para que poupasse tempo, para que retirasse as crianças”, disse Lula, lembrando que a decisão apresentada pelo Itamaraty contou com 12 votos a favor, duas abstenções (Reino Unido e Rússia) e um voto contra, sendo este último dos Estados Unidos – um país com poder de veto.

“Quem sabe se tivesse votado na posição do Brasil teria tido uma trégua bem antes, morrido bem menos gente”, lamentou o presidente, sem citar diretamente os Estados Unidos, acrescentando que o órgão tem que “mudar sua representação” com a entrada de outras nações, como Alemanha, Japão, Índia, países da África e da América Latina.

“Ser do Conselho de Segurança da ONU não é um privilégio de apenas cinco países. A geopolítica de 1945 não é a geopolítica de 2023”, ressaltou Lula.

102 brasileiros na Faixa de Gaza
Lula lembrou que o Brasil logrou a repatriação de 34 brasileiros e afirmou brevemente que o país ainda está atrás de 102 cidadãos que permanecem na Faixa de Gaza.

Com relação a uma possível solução para a guerra, o líder voltou a defender a consolidação de duas nações: “Respeito a posição de cada país e continuo defendendo historicamente desde que assumi algum entendimento. Tenho certeza que a única solução é a consolidação de dois países para viver pacificamente e harmonicamente”.

O que na prática parece estar “longe do fim”, de acordo com o petista, uma vez que confirmou ter se reunido e discutido com autoridades israelenses e palestinas, mas que “parece que tem gente que não quer paz”.

Pelo fim do discurso, o presidente declarou que o conflito entre Israel e a Palestina será uma pauta discutida na reunião do G20: “A gente não pode abrir mão de assuntos assim”.

*Opera Mundi

Denúncia: Braskem não só cometeu crimes ambientais, como cooptou órgãos em Alagoas

Crimes são denunciados há anos, com omissão de Ministério Público, Defensoria, Agência de Mineração e BNDES, revela Associação de vítimas.

A Associação de Empreendedores e Vítimas da Mineração em Maceió vem denunciando há anos os riscos ambientais e a “cooptação” e “corrupção” da mineradora Braskem junto a órgãos públicos para manter a exploração de 35 mineradoras no Estado com grandes riscos.

“O que nós vimos é um poder econômico avassalador de uma mineradora que cooptou todas as autoridades ao longo de 40 anos e a gente vive agora em Maceió uma síntese do que é a cooptação, do que é a corrupção generalizada e do que é a omissão do poder público.”

Não há caso parecido na literatura mundial
A fala é do presidente da Associação, Alexandre Sampaio, em entrevista ao Uol. Ao contrário do que destaca o título do jornal dado à entrevista, o colapso da mina da Braskem em Maceió não traz somente um “risco de reação em cadeia sem precedentes”. A principal denúncia de Sampaio foi o poder da mineradora na região, com a aval de instituições públicas.

O presidente da entidade relata que “a Braskem cavou 35 minas sem obedecer à distância mínima de 100 a 150 metros entre elas”. “Tem mina que tem uma distância de 10 metros, 10 metrozinhos apenas entre uma e outra. E também não obedece o diâmetro máximo permitido, que seria, na boa técnica geológica, 70 metros. Tem mina com 150 metros de diâmetro. Ou seja, o grande risco que as autoridades não estão falando e que eu tenho o dever de dizer, eu estou acompanhando isso há cinco anos, é que pode haver uma reação em cadeia. E se houver uma reação em cadeia, não há caso parecido na literatura mundial, não há como fazer modelos matemáticos precisos.”

Denúncia e omissão dos órgãos
Ele afirma que órgãos como o Ministério Público Federal (MPF), o Ministério Público Estadual e a Defensoria Pública da União “se negaram a fazer uma ação criminal contra a mineradora”.

A Associação de vítimas, do qual Sampaio preside, é uma das autoras de uma ação criminal contra a Braskem enviada ao Ministério Público Estadual por crime ambiental. Segundo ele, o órgão não deu sequência à investigação.

Em uma nova ação, a Associação acusou a Braskem de explorar 35 minas sem realizar um estudo de impacto ambiental e com o aval do IMA-AL, Instituto do Meio Ambiente, que teria emitido uma licença sem levar em consideração os riscos ambientais.

Eles denunciam também a Agência Nacional de Mineração de omissão e o Banco Nacional de Desenvolvimento Social, o BNDES, por financiar as obras também sem considerar os riscos ambientais. “O BNDES já emprestou mais de 7 bilhões de reais para Braskem sem prestar atenção nesse processo devido [estudos ambientais].”

*GGN

Alcolumbre prepara mais uma votação de proposta que contraria STF

Presidente da CCJ do Senado pode levar a votação PEC anti-drogas; Supremo decide sobre maconha.

O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) deve pautar no colegiado mais uma votação que acentua a crise entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. Desta vez, o foco recai sobre a Proposta de Emenda à Constituição anti-drogas, que visa criminalizar a posse e o porte de qualquer substância.

A proposta integra uma série de projetos que desafiam as decisões já tomadas pelo STF, que já formou maioria favorável à descriminalização do porte de maconha para consumo pessoal. A ação no STF envolve a interpretação do artigo 28 da Lei de Drogas (11.343/2006), delineando as penalidades para quem porta drogas para consumo próprio, diz o Metrópoles.

A votação na CCJ deve acontecer na quarta-feira (06/12), se houver acordo, e se configura como mais um episódio no cenário de tensionamento entre os poderes Legislativo e Judiciário. A iniciativa de Alcolumbre ocorre em meio a um contexto em que o STF já se pronunciou sobre a questão da maconha para uso pessoal, e a aprovação dessa PEC seria mais um sinal de resistência do Congresso em relação às decisões do tribunal.

Esta movimentação segue a linha de outros projetos que têm gerado atritos entre o STF e o Congresso, incluindo a recente aprovação da PEC 8/2021, que limita decisões individuais nos tribunais superiores.

 

 

Tropas de Israel expandem operação terrestre na Faixa de Gaza; tanques chegam ao sul do território

Volta dos ataques terrestres marcam mudança de estratégia das forças israelenses após fim da trégua com Hamas.

O exército israelense anunciou, nesta segunda-feira (04/12), a expansão de sua operação terrestre contra o Hamas para toda a Faixa de Gaza. Dezenas de tanques e escavadeiras entraram no sul do enclave, perto da cidade de Khan Younis, segundo testemunhas.

“As forças israelenses operam em toda a Faixa de Gaza e em qualquer lugar onde o Hamas tenha esconderijos”, disse Daniel Hagari, representante do Exército, na noite deste domingo (03/12). As tropas de Israel iniciaram sua ofensiva terrestre no norte de Gaza em 27 de outubro, onde assumiram o controle de várias áreas.

De acordo com testemunhas ouvidas pela AFP, os veículos militares entraram “a uma profundidade de dois quilômetros” na cidade de al-Qarara, no nordeste de Khan Younis. “Os tanques estão agora na estrada Salaheddine, que percorre a Faixa de Gaza de norte a sul”, disse Moaz Mohammed, de 34 anos, que mora na região.

A volta dos ataques terrestres marcam uma mudança de estratégia das forças israelenses. Desde que os combates foram retomados na sexta-feira (01/12), após o fim da trégua de uma semana com o Hamas, Israel tem privilegiado os bombardeios aéreos.

Israel nega deslocamento forçado de civis
Durante a noite de domingo, um ataque em frente ao hospital Kamal Adwan, no norte de Gaza, matou várias pessoas, segundo a agência de notícias palestina Wafa.

Em um comunicado, o governo do Hamas acusou o exército israelense de “violar” as normas do Direito Internacional Humanitário (DIH), que visa minimizar os efeitos dos conflitos armados para a população civil.

Israel negou nesta segunda-feira que esteja forçando os palestinos a ir para o Egito. “Não estamos tentando deslocar a população de maneira permanente”, disse Jonathan Conricus, porta-voz do Exército israelense.

“Pedimos aos civis que se retirassem do campo de batalha e designamos uma zona humanitária específica dentro da Faixa de Gaza”, disse ele, referindo-se à área costeira de Al-Mawasi.

“Estamos cientes de que o espaço e o acesso são limitados. Por isso é crucial obter o apoio de organizações humanitárias internacionais para ajudar a estabelecer infraestrutura na área de Al-Mawasi”, declarou.

Israel acusa o Hamas de agir em túneis debaixo dos hospitais e usar civis como escudos humanos.

De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde do Hamas, divulgado neste domingo, cerca de 15.523 pessoas morreram desde o início do conflito e dos bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, em 7 de outubro. Cerca de 70% das vítimas são mulheres e crianças.

“Nas últimas horas, apenas 316 mortos e 664 feridos foram retirados dos escombros e levados para hospitais, mas muitos ainda estão soterrados”, disse o porta-voz do Ministério da Saúde do Hamas, Ashraf al-Qidreh.

Segundo as forças israelenses, cinco soldados morreram após a retomada dos combates na sexta-feira.

10.000 ataques aéreos
Desde o início da guerra, o exército israelense realizou “cerca de 10.000 ataques aéreos”. No sul da Faixa de Gaza, os ataques têm visado a cidade de Khan Younis e seus arredores.

No domingo, os moradores fugiram da cidade, a pé, amontoados em carrinhos ou em carros, com seus pertences empilhados no teto, de acordo com imagens divulgadas pela AFP.

Os hospitais no sul da Faixa de Gaza estão sobrecarregados de feridos e as reservas de combustível para acionar os geradores estão no fim.

No Hospital Nasser, em Khan Younis, a situação é caótica. “Faltam palavras para descrever os horrores que se abatem sobre as crianças aqui”, disse James Elder, porta-voz do Unicef no local, em um vídeo no domingo. “Vejo muitas crianças chegando entre as vítimas”, disse ele mais cedo no X.

Operações no sul de Gaza
Em visita aos reservistas, Herzi Halevi, o chefe do Estado-Maior israelense disse que o Exército continua com “sucesso” suas operações no sul da Faixa de Gaza.

Na manhã desta segunda-feira, as tropas de Israel também lançaram operações em várias áreas da Cisjordânia ocupada, incluindo Jenin, onde cerca de 30 veículos militares estão mobilizados, de acordo com a agência de notícias palestina Wafa.

Sem questionar o direito de seu aliado de “se defender” contra o Hamas, os Estados Unidos alertaram Israel contra o aumento do número de vítimas civis.

“Muitos palestinos inocentes foram mortos”, insistiu a vice-presidente Kamala Harris no fim de semana, se dizendo preocupada com imagens de Gaza e pedindo a Israel que “faça mais para proteger civis inocentes”.

A guerra entre Israel e o Hamas também tem consequências para os Estados Unidos, que notaram um aumento nos ataques contra seus soldados, bases ou aliados no Oriente Médio, exceto durante a trégua de uma semana, de 24 de novembro a 1º de novembro.

Um contratorpedeiro dos Estados Unidos abateu três drones Mar Vermelho, depois que navios comerciais na região foram alvo de ataques do Iêmen, no domingo. Washington denunciou “uma ameaça direta” à segurança marítima.

*Opera Mundi

Flávio Dino e a vingança dos burros

Não há nada que desanque mais a direita olavista do que a substituição da violência verbal por uma boa gozação. A coisa sempre desce quadrada, como era o caso do próprio Olavo de Carvalho, que era um malabarista solo, uma figura que só aparecia sozinha sem qualquer oponente ou contraponto para não se subordinar a uma possível saia justa caso alguém o interpelasse sobre suas fantasias, que mais pareciam comédia trash.

Olavão escancarava um complexo de inferioridade que beirava ao infantil quando alguém o interpelava de forma jocosa. O sujeito não sabia mesmo lidar com isso. E assim são os seus discípulos, têm uma valentia editada para servir de propaganda nas redes sociais, mas no mano a mano, mostram a grande fraude que são.

Ninguém soube explorar melhor essa debilidade do que Flávio Dino, e explorou com o jeito do brasileiro fazer  gozação, com sacadas inteligentes na mesma medida em que sempre apresenta dados de quem sabe do riscado, sobretudo no que se refere às leis e à justiça no Brasil.

Afinal, foi um juiz que ele gosta de lembrar, em comparação a Moro, que ele nunca teve uma sentença anulada.

Ou seja, Dino é tudo aquilo que a direita abomina e que quer dar-lhe uma forra para que azede sua indicação ao STF.

O que está sendo visto como missão quase impossível, mas como não podem porque não têm bagagem para enfrentá-lo em debate, como vimos no embate de Dino com os parlamentares bolsonaristas, o jeito que os burros encontraram para tentar lhe causar algum dano. é atacar de manada, com velhos chavões anticomunistas e outros besteróis funestos.

 

 

Ciro sofreu a violência política que prega

Ciro, mais uma vez, mostrou que tem zero tolerância em lidar com uma forma beligerante de fazer política.

Como mostra o vídeo abaixo, o rapaz pesou a mão para lacrar, pois estava filmando tudo, certamente para ir às redes.

Aliás, esse tem sido o principal marketing de quem prefere “causar” do que seguir uma linha argumentativa, já que esta exige raciocínio, estudo, ou seja, essas coisas que, para a direita, são fúteis, desnecessárias, preferem ser integralmente idiotas.

Só que, no pacote, nem sempre a coisa funciona como desejado.

A atitude de Ciro de revidar o ataque verbal com ataque físico, por si só já é condenável, mas no seu caso a coisa se torna pior. Ciro, que se esbaldou na campanha, acusando Lula de roubo, sem qualquer prova, pior, tendo sido ministro do governo Lula, e omitir tal fato do qual ele se lambuza.

Na verdade, o que o rapaz fez, de maneira estúpida, foi muito estimulado por Ciro Gomes, que, em sua linha moral, sempre tratou esse tipo de atitude que, para ele, é algo banal, descartável. Só que não, quando o calo pisado é o dele, o insensato berra e, como se vê no vídeo, agride fisicamente.

É a chamada lei do retorno, sobretudo contra quem a vida toda teve esse tipo de atitude, lambuzando-se do discurso fácil de chamar de ladrão os seus adversários políticos nas suas falas em busca de simpatias de quem ama qualquer tipo de violência.

Que isso sirva de lição a Ciro para que ele modere o peso de suas palavras, para que isso não vire cultura, como virou e para que ele não se transforme em vítima como se transformou, de sua própria pedagogia de choque.