Dia: 15 de janeiro de 2024

“Aproveite enquanto está só inelegível, porque sua hora vai chegar”, diz Gleisi a Bolsonaro

Jair Bolsonaro publicou vídeo contando uma série de mentiras a cidadãos de Angra dos Reis, no Rio. “Não tem serviço mesmo, né Bolsonaro?”, provocou a presidente do PT.

A presidente do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), usou o X, antigo Twitter, nesta segunda-feira (15) para rebater uma série de mentiras contadas por Jair Bolsonaro (PL) – e compartilhadas na mesma rede social – a cidadãos da Vila Histórica de Mambucaba, em Angra dos Reis (RJ), no domingo (14).

No que chamou de “manhã com política”, Bolsonaro reuniu um grupo de pessoas e espalhou desinformação mais uma vez, dizendo, por exemplo, que no governo Lula (PT) o poder aquisitivo da população caiu e que sua política armamentista combateu a violência

Gleisi reagiu com ironia, afirmando que contar mentiras foi o que sobrou ao “inelegível” Bolsonaro. “Vida de inelegível é assim: contar muita mentira, espalhar muito veneno e incitar o ódio por onde passa. Não tem serviço mesmo, né Bolsonaro? Que tal falar sobre os crimes que você cometeu contra o Brasil? O genocídio na pandemia, a destruição da Saúde e da Educação, a liberação das armas pesadas para milicianos e traficantes, a paralisação e abandono de mais de 14 mil obras; a perseguição à Cultura, aos artistas, cientistas e professores; a explosão do desmatamento, do garimpo ilegal e dos assassinatos de indígenas e trabalhadores do campo; a transformação do país em um pária global, os ataques às instituições e à democracia. E que tal explicar a tentativa de golpe que você comandou contra a eleição do Lula? Falar sobre as rachadinhas, o Queiroz, o roubo das joias, que tal? Pode estar certo de que você terá de fazer isso perante a Justiça. Aproveite enquanto está só inelegível, porque sua hora vai chegar”.

Vídeo: Bolsonaro se enfurece com elogios de Valdemar a Lula e diz que PL pode “implodir”

“Se continuar assim, vai implodir o partido. Pessoa do partido dando declaração absurda, como ‘o Lula é extremamente popular'”, disse Bolsonaro, sem citar Valdemar Costa Neto.

Jair Bolsonaro (PL) afirmou que seu partido pode “implodir” devido as declarações elogiosas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) feitas pelo presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, qualificadas por ele como “absurdas”.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a afirmação do ex-mandatário foi gravada em vídeo durante uma conversa que ele manteve com apoiadores do Rio de Janeiro. “Tudo na vida puxa um pouquinho para vida familiar de cada um de nós. Problemas têm. Essa semana tive um problema sério, não vou falar com quem. Se continuar assim, vai implodir o partido. Pessoa do partido dando declaração absurda, como ‘o Lula é extremamente popular’. Manda ele tomar uma [cachaça] 51 ali na esquina ali. [Lula] Não vem”, diz Bolsonaro no vídeo sem citar Valdemar diretamente.

Valdemar Costa Neto, por sua vez, defendeu-se, alegando que um vídeo editado foi divulgado de forma enganosa, retirando trechos de suas declarações, e atribuiu a divulgação do vídeo a uma estratégia da oposição para criar divisões entre ele e Bolsonaro, explorando essa situação nas eleições municipais, especialmente em São Paulo.

No vídeo, Valdemar elogia Lula, destacando seu prestígio e popularidade, mas também menciona as qualidades de Bolsonaro, como seu carisma. Contudo, o dirigente do PL alega que sua fala foi tirada de contexto, sendo parte de uma comparação entre os dois líderes políticos. “Valdemar diz ainda que a repercussão do vídeo foi ‘coisa do PT’, e minimizou o episódio, dizendo que Bolsonaro nem ligou para ele por isso”.

PGR pede, e STF abre inquérito contra Moro sobre suposta fraude em delação

PF investiga se houve crimes de coação, chantagem, constrangimento ilegal e organização criminosa; ex-juiz diz não reconhece irregularidade e diz desconhecer decisão.

Após pedidos da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli determinou a abertura de inquérito na Corte contra Sergio Moro e procuradores que atuaram num acordo de delação premiada considerado o “embrião” da Lava Jato.

Procurado, o ex-juiz disse desconhecer a decisão e reafirmou que não houve qualquer irregularidade no processo.

Trata-se do caso relatado ao STF por um ex-deputado estadual paranaense, Tony Garcia, personagem que, no início dos anos 2000, foi uma figura proeminente na política local, segundo o g1

O trato previa que ele funcionasse como uma espécie de grampo ambulante para obter provas contra integrantes do Poder Judiciário e do Tribunal de Contas do Estado, entre outras autoridades com foro de prerrogativa de função que estavam fora da alçada da Justiça Federal.

Todo o acerto consta dos autos que permaneceram por quase duas décadas debaixo do mais absoluto sigilo na 13ª vara de Curitiba. Eles só chegou ao STF quando o juiz Eduardo Appio, hoje já afastado da vara, teve conhecimento de seu conteúdo. Gravações mostram que o próprio Moro telefonava ao seu réu dando instruções sobre o processo.

Moro nega ter havido qualquer ilegalidade e diz que o instrumento da colaboração premiada, na ocasião, não tinha o mesmo regramento legal do de hoje. O senador também diz jamais ter obtido gravação de integrantes do Judiciário.

Com a remessa ao Supremo, a Polícia Federal e a PGR foram consultadas. Tony Garcia foi ouvido por três vezes pelos policiais em audiências por videoconferência no STF. Ele também repassou todos os autos do processo à PF.

 

Grupo rebelde Houthis dispara míssil contra navio dos EUA no Mar Vermelho

Rebeldes prometeram continuar ataques no local até que Israel interrompa o conflito em Gaza.

O grupo rebelde Houthis disparou um míssil contra um navio estadunidense no Mar Vermelho neste domingo (15). Um caça-jato dos Estados Unidos interceptou o projétil, segundo o Comando Central do país.

Não houve feriados ou danos relatados, de acordo com as autoridades estadunidenses. O ataque dos Houthis foi na direção de um navio que opera na região sul do Mar Vermelho.

Este é o primeiro ataque das forças rebeldes reconhecido pelos estadunidenses desde os bombardeios de Estados Unidos e o Reino Unido a alvos dos Houthis no Iêmen.

A operação contra o grupo rebelde se iniciou durante a madrugada de sexta-feira (12), pelo horário local — noite de quinta-feira (11), no Brasil. A missão aconteceu um dia após os Houthis realizarem o maior ataque nas rotas comerciais do Mar Vermelho desde 19 de novembro.

Segundo autoridades estadunidenses e britânicas, a ação foi um “ato de legítima defesa”. Já o porta-voz dos Houthis afirmou que a operação contra alvos do grupo é “injustificada” e que os ataques a navios com destino a Israel no Mar Vermelho iriam continuar.

Os Houthis ainda não reconheceram a gravidade dos danos causados pela ação dos Estados Unidos e Reino Unido. Segundo eles, os ataques mataram cinco dos seus soldados e feriram outros seis, diz o g1.

Na sexta, o Irã, a Rússia e o Omã condenaram a missão contra as forças rebeldes. Horas após o ataque, a Rússia afirmou que solicitou uma reunião de urgência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para discutir os bombardeios.

Ataques no Mar Vermelho
A ação conduzida pelos Estados Unidos e o Reino Unido, na sexta-feira, foi feita via água e ar, com o uso de submarinos, navios e aeronaves.

Esses foram os primeiros bombardeios contra o grupo desde que os rebeldes começaram a atacar navios comerciais no Mar Vermelho, no fim de 2023.

Nas últimas semanas, militantes do grupo rebelde, apoiados pelo Irã, vêm fazendo uma série de ataques contra navios comerciais em protesto contra bombardeios de Israel na Faixa de Gaza. O grupo Houthis controla boa parte do Iêmen.

Desde novembro, pelo menos 27 ataques conduzidos pelo grupo rebelde contra navios foram registrados na região. Em dezembro, por exemplo, um navio norueguês foi atacado por um míssil, na costa do Iêmen.

Os rebeldes prometeram continuar os ataques até que Israel interrompa o conflito em Gaza e alertaram que atacariam navios de guerra dos EUA se o próprio grupo fosse alvo.

Com a instabilidade na região, a navegação na principal rota entre a Europa e a Ásia diminuiu. A passagem pelo Mar Vermelho representa cerca de 15% do tráfego marítimo mundial.

Várias companhias de transporte marítimo suspenderam operações, preferindo o trajeto mais longo em torno da África.