Dia: 29 de setembro de 2024

PL do Rio joga a toalha e não vê Ramagem no 2º turno

Na última pesquisa, Eduardo Paes tinha 59% das intenções de voto, enquanto Alexandre Ramagem tinha 17%.

O PL do Rio de Janeiro perdeu as esperanças de que haverá segundo turno na cidade do Rio de Janeiro. O partido está desacreditado que Alexandre Ramagem consegue subir 30 pontos percentuais em uma semana.

Na última pesquisa, Eduardo Paes, candidato do PSD à reeleição tinha 59% das intenções de voto, enquanto Ramagem tinha 17%, diz Guilherme Amado, Metrópoles.

Bolsonaro irá intensificar sua presença no Rio, ao lado de Ramagem, entre os dias 1° a 6 de outubro para tentar mudar o cenário. Mas integrantes do PL consideram que é “muito difícil” que o delegado chegue ao segundo turno.

Britânico vem ao Rio e fica absolutamente chocado com o SUS

Em meio às maravilhas do Rio de Janeiro, o britânico Nick Whincup precisou de atendimento médico e se surpreendeu com o que encontrou no SUS.

Turistas de todos os cantos do Brasil e do mundo costumam falar maravilhas do Rio de Janeiro, da beleza das praias, do Cristo Redentor, o bondinho do Pão de Açúcar, a mureta da Urca, Copacabana, a garota e o garoto de Ipanema, a Floresta da Tijuca, o Jardim Botânico, o povo carioca, o Maracanã, o samba, a feijoada, a caipirinha, todas essas belezas que o Rio tem para oferecer.

Mas Nick Whincup, um britânico no Rio, ficou simplesmente maravilhado com algo que não é beleza natural, simpatia do povo nem uma característica especial do Rio, mas de todo o povo brasileiro: o SUS, nosso Sistema Único de Saúde, que no último dia 19 completou 34 anos.

Nick precisou tomar uma vacina e saiu maravilhado com o atendimento do SUS. E olha que os britânicos também têm um sistema de saúde gratuito, mas que, sem bairrismo algum — quem diz isso é o Nick — nem se compara ao nosso SUS, que poderia ser também Sistema Universal de Saúde, pois atende gente de fora do Brasil como se brasileiro fosse, com a mesma atenção e gratuidade.

Ouçam o Nick e leiam depois alguns comentários na postagem dele.

Sou médica em um hospital público há quase 30 anos. Não, não é perfeito. Não, não é heterogêneo em todas as regiões do país. Não, não é fácil de administrar. Sim, é inegável a importância do Sistema Único de Saúde para um país com as dimensões do Brasil. O SUS mudou o destino do país (para melhor!) em várias situações de pandemias, incluindo a de HIV, com a distribuição gratuita de medicamentos para tratamento e, pasmem, prevenção (por favor, procurem saber e divulgar sobre PEP e PREP!). Tirem o SUS da equação e teremos um cenário de catástrofe na saúde. Lembrem-se de quantas pessoas morreram de COVID na moderna NY, por terem receio de ir aos hospitais e não terem como pagar pela conta que viria, caso sobrevivessem. Faço coro ao gringo: Viva o SUS!
Eu moro no Canadá e sinto falta do SUS do Brasil.
Defendam o SUS. Nunca foi sorte, foi muita luta, nessas eleições vote em quem defende o SUS não quem invade UBS e ataca servidores já precarizados para gerar vídeo nas redes.
O SUS fez 34 anos dias atrás.
Temos, sim, que nos orgulhar.
Muita coisa para melhorar, é duro de trabalhar, tem muito problema, mas temos muito a elogiar também! Os programas de transplantes, tuberculose, vacinas, HIV, entre outros, são modelo internacional.
Como trabalhadora do SUS, fico muito feliz por suas palavras!
Eu preciso dizer que eu dou mais valor ao SUS depois que vim morar na Finlândia…Pasmem! Mas a saúde do Brasil é melhor e totalmente de graça!

Belluzzo critica juros altos: “Brasil vive uma guerra entre a Faria Lima e o resto do país”

O economista analisa a política monetária brasileira e sugere mudanças profundas para combater a desigualdade e a concentração de renda.

Em entrevista concedida ao Opera Mundi, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo teceu duras críticas à atual política de juros do Brasil, afirmando que o país vive uma “guerra peculiar” entre o centro financeiro da Faria Lima, em São Paulo, e o restante da população. Durante a conversa, Belluzzo destacou o impacto negativo das elevadas taxas de juros, que colocam o Brasil como a segunda maior taxa real do mundo, superada apenas pela Rússia, mesmo sem estar envolvido em um conflito internacional.

“A gente vive uma guerra da Faria Lima contra o resto do país, contra a razoabilidade das políticas econômicas”, afirmou Belluzzo. Ele destacou que essa política monetária favorece de maneira desproporcional aqueles que já possuem grandes fortunas, agravando as desigualdades sociais e prejudicando o crescimento da economia real. Sua análise ecoa um sentimento crescente de insatisfação em diversos setores da sociedade, que criticam o Banco Central por atender principalmente aos interesses financeiros, ignorando as necessidades da maioria da população.

A economista Bianca Valoski, que também participou do debate, reforçou as críticas aos juros altos, alertando que essa política tem ampliado ainda mais a desigualdade de renda no país. “De 2005 a 2013, vimos um aumento real dos salários, mas de 2014 a 2021, houve uma reversão, e até hoje não conseguimos recuperar os patamares anteriores”, observou. Segundo Bianca, o aumento dos juros funciona como uma espécie de Robin Hood às avessas: “Estamos tirando dos pobres para dar aos ricos.”

Ao longo da entrevista, Belluzzo evocou o economista John Maynard Keynes para explicar o conceito de “formação de convenções” nas decisões econômicas. De acordo com ele, essas convenções, quando moldadas por interesses financeiros, bloqueiam o desenvolvimento de políticas mais justas e equilibradas. “Os conceitos são construídos pelas pessoas, e isso tem um peso significativo”, destacou, enfatizando a necessidade de revisar as bases teóricas que sustentam a atual política monetária do Brasil.