Mês: fevereiro 2025

Trump promete ‘comprar Gaza’ e dividir controle com outros países

Presidente dos EUA disse estar ‘comprometido’ em construir a ‘Riviera do Oriente Médio’ no enclave palestino e que poderia convidar outras nações para participar do projeto.

Em coletiva realizada dentro do avião presidencial Air Force One, transmitida neste domingo (09/02), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou a ideia de que seu país pretende assumir o controle da Faixa de Gaza, e explicou que irá fazê-lo a partir da compra do território palestino. Na resposta, ele não explicou a quem faria o pagamento dessa suposta transação.

Durante a entrevista, o mandatário estadunidense disse estar ‘comprometido em comprar e possuir a Faixa de Gaza’, mas admitiu que pode entregar partes do território palestino a outros estados, para ajudar no esforço de reconstrução.

“Posso dar partes (do território da Faixa de Gaza) a outros países no Oriente Médio, que queiram ajudar no projeto de transformá-la em um lugar privilegiado para o desenvolvimento futuro”, disse o líder de extrema direita.

O magnata voltou a defender, na coletiva, seu plano de construir um balneário de luxo na região, projeto que ele vem chamando de “Riviera do Oriente Médio”. O projeto foi repudiado por diversos líderes mundiais, como o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Trump anunciou que, dentro das próximas semanas, terá reuniões com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, com o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, para apresentar seu projeto de reconstrução de Gaza e a possibilidade de que seus países façam parte dele.

De acordo com o Opera Mundi, a troca de uma parte dos lucros no projeto de luxo em Gaza, os governos teriam que aceitar os cerca de 2,5 milhões de palestinos que os Estados Unidos pretendem expulsar do território – Trump fez uma ressalva, dizendo que nem todos os residentes de Gaza seriam expulsos, que seria preciso analisar caso a caso, mas não explicou como essa seleção seria colocada em prática.

Ademais, o presidente dos Estados Unidos retificou um trecho da declaração feita durante a coletiva conjunta com o premiê israelense Benjamin Netanyahu, na última terça-feira (04/02). Na ocasião, ele disse que os Estados Unidos assumiriam o controle de Gaza sem precisar deslocar tropas para a região. Desta vez, admitiu que poderia enviar soldados para viabilizar a tarefa de controlar a zona.

Até o momento, o projeto de Trump tem sido fortemente criticado pelos países árabes, pelos membros da União Europeia, por Rússia e China, e por movimentos ligados à causa palestina, como o Hamas. Este último divulgou um comunicado na última quarta-feira (05/02), no qual qualificou a proposta como “uma receita para alimentar o caos e a tensão na região”.

Lula ironiza Faria Lima: ‘governar para uma minoria não gera déficit’

Presidente destacou que seu governo prioriza políticas públicas inclusivas, especialmente na área da educação.

Em discurso durante a cerimônia de entrega do Prêmio Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização, realizada nesta segunda-feira (10) em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou a elite financeira e afirmou que governar apenas para uma parcela privilegiada da população evitaria déficits fiscais, mas não resolveria os problemas do país.

“Tem gente que acha que este país tinha que ser governado apenas para 35% da população. Apenas para 35% da população. Aí a gente não tinha problema de Orçamento. A gente não teria problema de déficit fiscal, porque é governar para menos gente, e gente com mais dinheiro”, disse Lula, de acordo com a CNN Brasil.

O presidente destacou que seu governo prioriza políticas públicas inclusivas, especialmente na área da educação. Quando se trata de educação, não pode haver veto ideológico, partidário, religioso ou de gênero, disse ele. “O que importa saber é que estão na escola crianças brasileiras que precisam de ajuda”, afirmou.

Compromisso com a alfabetização – O evento premiou iniciativas de prefeituras e secretarias de educação que avançaram na alfabetização de crianças até o 2º ano do ensino fundamental. A meta do governo federal, estabelecida em 2023, é garantir que 80% das crianças entre 7 e 8 anos estejam alfabetizadas até 2030. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) envolve esforços coordenados entre União, estados e municípios, segundo o 247.

“Fizemos um acordo com os 27 governadores e quase 6 mil prefeitos para chegar até 2030 com 80% das crianças alfabetizadas até o 2º ano. Esse é o compromisso que precisamos assumir diante do futuro deste país, que não pode mais ser eternamente um país em desenvolvimento. É hora de sermos um país desenvolvido, e isso só será possível se apostarmos na educação”, declarou Lula.

Ao todo, 4.187 municípios receberam o selo, sendo 2.592 na categoria Ouro, 1.062 na categoria Prata e 533 na categoria Bronze. Entre os estados, 14 foram premiados com o Selo Ouro, incluindo Ceará, Minas Gerais e Paraná.

O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou a importância da alfabetização para o futuro das crianças e do país. “Quando uma criança não aprende a ler e a escrever ao final do 2º ano, compromete todos os anos escolares. Aumenta a distorção idade-série, a reprovação e o abandono. No ensino médio, quase meio milhão de jovens abandonam a escola”, afirmou.

Santana comemorou os avanços já alcançados: “Saímos de 36% e chegamos a 56% das crianças alfabetizadas. Temos a meta de chegar a 80% até 2030, mas acredito que vamos atingi-la antes”.

Encontro com prefeitos – A agenda do presidente Lula em Brasília continua nesta terça-feira (11), com a abertura do Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas. O evento, que segue até quinta-feira (13), reunirá gestores municipais eleitos para o mandato 2025-2028 e tem como objetivo aproximar os municípios dos ministérios e órgãos federais, facilitando o acesso a recursos e informações essenciais para a gestão pública.

Deixe o inferno explodir, diz Trump a Israel sobre Gaza

“Se todos os reféns não forem devolvidos até sábado, às 12 horas, eu diria cancele [o cessar-fogo] e deixe o inferno explodir”, declarou Trump.

O inferno, no caso, é, sobretudo para crianças e bebes, assim como mulheres, idosos e doentes.

O mundo está assistindo à barbárie medieval em estado puro dos sócios do genocídio na Palestina, onde pela primeira vez na história da humanidade, as crianças são os principais alvos e consequentemente as maiores vítimas.

Nem o Nazismo de Hitler chegou a tanto.

O Sionismo é diabólico, assim como o Nazismo.

Os dois são movidos a ódio psicopata pelo Sionismo com atitude mais perversa e covarde contra crianças.

Que Israel vai sobrar disso diante dos olhos de cada cidadão do mundo?

Não importa onde esteja, no mundo inteiro ele está sendo testemunha ocular dessa história macabra de Israel e EUA contra civis palestinos que serão expulsos de suas terras à bala e bombas debaixo das barbas de toda a população mundial.

Sindicato dos Jornalistas critica ida de profissionais a Israel por convite do lobby sionista

Delegação de comunicadores aceitou ter sua visita custeada por entidade vinculada ao Estado judeu, apesar do assassinato de 205 jornalistas pelas forças armadas israelenses.

Seis jornalistas brasileiros chegaram a Israel no dia 5 de fevereiro, para uma temporada de oito dias, com todas as despesas de viagem e hospedagem pagas pelo Instituto Brasil-Israel (IBI), uma das principais entidades sionistas com inscrição nacional. O objetivo, segundo nota dos dirigentes dessa organização, é “desexcepcionalizar Israel, isto é, mostrar que se trata de um país complexo, como todos os outros, com pessoas diversas, opiniões distintas e nuances que, muitas vezes, só podem ser compreendidas quando vistas de perto”.

Os profissionais de imprensa que integram a delegação são: Pedro Doria, fundador e editor do Canal Meio; Tatiana Vasconcellos, âncora da Rádio CBN; Filipe Figueiredo, criador do podcast Xadrez Verbal; Leila Sterenberg, que atua semanalmente nos programas do canal do IBI; Janaina Figueiredo, repórter especial do jornal O Globo; e Marcos Guterman, diretor de Opinião no jornal O Estado de S. Paulo.

A iniciativa ocorreu em paralelo com a excursão da delegação de acadêmicos brasileiros, organizada pela Stand With Us Brasil, que desembarcou em 2 de fevereiro e ficou até o dia 9. De acordo com o vice-presidente do IBI, Eduardo Wurzmann, em declaração ao boletim da associação, os participantes “terão oportunidade de conhecer e conversar com atores importantes de todo o espectro da política e da sociedade israelense”.

No comunicado emitido pelo IBI, consta um itinerário que prevê uma visita à região atacada pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, além da Praça dos Reféns “em um dia em que há a expectativa de retorno de sequestrados”. Opera Mundi entrou em contato com o instituto para obter mais informações referentes à excursão dos jornalistas, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.

Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), Thiago Tanji, participação nas chamadas press trips sempre foi um ponto de debate, sendo que alguns veículos de comunicação tendem a proibir convites de empresas que financiam esses roteiros. Segundo o líder da categoria, a cobertura jornalística referente ao massacre na Faixa de Gaza já apresenta problemas em si, ainda mais quando há tentativa do governo israelense em utilizar “estratégia de relações públicas e lobby” para se manter próximo à imprensa.

“Os jornalistas terão liberdade e coragem de questionar as autoridades israelenses pelos mais de duzentos jornalistas assassinados desde outubro de 2023? Poderão realizar entrevistas e circular livremente pelos territórios que desejarem, conversando com a população palestina, que poderia relatar os horrores que viveram por decisões tomadas pelo Estado de Israel?”, questionou o sindicalista.

De acordo com o jornalista, sociólogo e professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Laurindo Lalo Leal Filho, o governo israelense faz uso da tática do soft power, por meio de entidades alinhadas a Israel, como o IBI, para amenizar a repulsa global contra o país pelas denúncias de crimes contra a humanidade.

“É parte dessa política a viagem que jornalistas e professores brasileiros fazem a Israel. São convites feitos em meio a uma das agressões mais violentas da história recente, que deveriam merecer um mínimo de ponderação antes de serem aceitos. Não se pode admitir ingenuidade a essas pessoas com o tipo de formação que possuem. Ao aceitar o convite, tomaram implicitamente partido do lado agressor”, afirmou.

*Opera Mundi

Gaza roubada: Trump diz que palestinos não poderão retornar a Gaza após reassentamento forçado

Presidente dos EUA sugeriu uma realocação forçada em massa de palestinos para outros países, como Egito ou Jordânia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os palestinos não teriam permissão para retornar a Gaza após serem realocados para novas comunidades em outros países da região, de acordo com um trecho de entrevista divulgado pela Fox News nesta segunda-feira (10).

“Não, eles não voltariam, porque terão moradias muito melhores, ou seja, estou falando em construir um lugar permanente para eles”, disse Trump na entrevista, quando questionado se os palestinos teriam o direito de retornar a Gaza.

Na semana passada, Trump chamou Gaza, enclave palestino destruído por uma campanha militar genocida de Israel, um dos principais aliados de Washington, de “local de demolição” que os EUA deveriam assumir para desenvolver. Ele também sugeriu uma realocação forçada em massa de palestinos para outros países, como Egito ou Jordânia, como parte de seu plano para transformar a Faixa de Gaza na “Riviera do Oriente Médio”.

O movimento palestino Hamas, que governa Gaza, as Nações Unidas, o Brasil e uma série de outras nações condenaram o plano de Trump, segundo o Sputnil, via Leonardo Sobreira.

Além disso, a própria opinião pública dos EUA se divide sobre a questão. Quase metade dos americanos desaprova o plano do presidente dos EUA de assumir o controle da Faixa de Gaza, revelou uma pesquisa da CBS e YouGov publicada no domingo.

O levantamento, realizado entre 5 e 7 de fevereiro com 2.175 adultos norte-americanos, mostrou que 47% dos entrevistados consideraram a ideia “ruim”, enquanto apenas 13% disseram que seria uma “boa ideia”. Outros 40% afirmaram não ter certeza.

Apesar disso, a maioria (54%) disse aprovar a forma como Trump tem lidado com o conflito palestino-israelense, enquanto 46% disseram desaprovar.

Esquema de deputados dp PL para desviar verbas envolvia até ameaça com armas, diz PF

Investigação aponta que os deputados Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa pegavam dinheiro com agiota e indicavam emendas para município a fim de pagar as dívidas.

De acordo com Camila Bomfim, do g1, investigação da Polícia Federal aponta que o esquema de venda de emendas parlamentares de três deputados federais do PL contava com divisão de tarefas e utilização de armas em ameaças a gestores municipais.

As informações estão em um relatório da PF sobre a investigação ao qual o blog teve acesso.

Segundo o documento, a organização criminosa – que contava com a participação dos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE), de lobistas e até de um agiota – exigia a devolução de 25% dos valores de emendas destinadas a ações na área de saúde na cidade de São José de Ribamar (MA).

Entenda como funcionava o esquema de venda de emendas
De acordo com a PF, os deputados pegavam dinheiro emprestado com um agiota – identificado como Josival Cavalcanti da Silva, o “Pacovan” – e direcionavam emendas parlamentares para a cidade maranhense.

Quando as verbas federais chegavam ao caixa da prefeitura, a organização criminosa ameaçava o prefeito para que repassasse um “pedágio”, ou seja, parte do dinheiro das emendas que deveria ser totalmente destinado à saúde de São José de Ribamar.

O recurso desviado deveria ser utilizado para pagar, ao agiota, os empréstimos tomados pelos parlamentares.

“O agiota Pacovan empresta dinheiro para os parlamentares investigados, os quais se comprometem a devolvê-lo por meio do desvio de parte dos valores oriundos das emendas parlamentares que tinham como destino municípios do interior do Maranhão”, diz o relatório da PF.

Segundo os investigadores, o deputado Josimar Maranhãozinho “capitaneava” o esquema, e o grupo fazia ameaças com armas para tentar obter o dinheiro de forma ilegal.

“O deputado Josimar Maranhãozinho é quem está à frente da estrutura criminosa, capitaneando não somente a destinação dos recursos públicos federais oriundos de emendas (próprias e de outros parlamentares comparsas) para os municípios, mas também orientando a cobrança (utilizando, inclusive, de estrutura operacional armada), ao exigir dos gestores municipais a devolução de parte dessas verbas”, destacam os policiais federais.

Troca de mensagens mostra irritação de agiota com prefeito que teria denunciado esquema com emendas — Foto: Reprodução

O esquema foi denunciado em 2020 por Eudes Sampaio, então prefeito de São José de Ribamar MA), que diz ter se recusado a fazer os pagamentos indevidos. Ele afirma ter sido extorquido pelo grupo, que também teria feito ameaças contra familiares do gestor municipal.

Diante das ameaças, Eudes Sampaio apresentou uma notícia-crime à Justiça Federal do Maranhão. Como o caso envolve deputados federais, foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF, o prefeito “denunciou um esquema de agiotagem envolvendo recursos federais”. Após a denúncia, a Justiça Federal mandou prender o agiota e outros integrantes da quadrilha que não são deputados.

As ações de Trump criaram uma crise constitucional nos EUA

Muitos professores de direito concluíram que a os Estados Unidos enfrentam um acerto de contas, enquanto o presidente Trump testa os limites do poder executivo.

Trump, que está num cerca-frango penoso para conseguir ovos, que desapareceram das prateleiras dos supermercados, está na beira de um senhor abismo econômico, sem horas para aparecer faixo de luz.

O NYT diz que o presidente norte-americano, santificado pelo clã Bolsonaro, está metendo os pés pelas mãos e que Trump 2.0 anuncia uma demonstração agressiva de poder

As primeiras medidas do presidente Trump para cortar despesas do governo federal e expandir o território norte-americano representam mudanças ideológicas significativas em relação ao seu primeiro mandato.

Mas não só isso

Trump acatou com um Grande Relatório sobre a Natureza. Eles Estão tentando Publicá-lo de Qualquer Maneira.

Trombando de frente com o judiciário, Trump argumenta que os tribunais não podem bloquear a equipe de Musk dos sistemas do Tesouro

NYT afirmou também que a China parece imparável. Trump pensa o contrário.

A China está no centro das tarifas de Trump sobre aço e alumínio.

As tarifas norte-americanas existentes já restringem as remessas de aço e alumínio da China que, agora, está inundando outros mercados com suas exportações.

Trump está se movimentando de forma estabanada e perigosa. É o que dizem cinco ex-secretários do tesouro e que é hora de soar o alarme.

Enfim, a opinião dos próprios norte-americanos é a de que Trump está sendo um desastre para os EUA, quiçá para o mundo.

O que parece é que Trump está cavando o próprio impeachment.
Começo a duvidar que terminará seu 2º mandato.

Fui à feira procurar a crise, mas não achei, ao contrário, às 11h, as barracas já estavam vazias

Que crise econômica monumental essa que vivemos!

Você vai nas barracas das frutas, e nem casca tem.

Acabou, diz o feirante.

Um domingo com a feira abarrotada de consumidores e as bancas esvaziadas de mercadoria porque o consumo foi colossal.

Fila para comprar pastel e caldo de cana.

Mas não era filazinha, era uma centopeia gigante que não sei como alguém tem coragem de assar nesse sol meia hora, pra meter a boca no suculento pastel de queijo meia-cura com a garapa gelada.

Tem algo de muito errado entre o que a mídia quer nos vender e o que se vê na vida real.

O império se autodestrói

Compartilhamos as patologias de todos os impérios moribundos, com a sua mistura de bufonaria, corrupção desenfreada, fiascos militares e colapso econômico.

Os bilionários, fascistas cristãos, vigaristas, psicopatas, imbecis, narcisistas e desviantes que tomaram o controle do Congresso dos EUA, da Casa Branca e dos tribunais estão canibalizando a máquina do

Estado. Essas feridas autoinfligidas, características de todos os impérios em decadência, irão incapacitar e destruir os tentáculos do poder. E então, como um castelo de cartas, o império entrará em colapso.

Cegos pela arrogância, incapazes de compreender o poder em declínio do império, os mandarins do governo Trump se refugiaram em um mundo de fantasia onde fatos duros e desagradáveis não mais os perturbam. Eles balbuciam absurdos incoerentes enquanto usurpam a Constituição e substituem a diplomacia, o multilateralismo e a política por ameaças e juramentos de lealdade. Agências e departamento criados e financiados por atos do Congresso, estão sendo reduzidos a cinzas.

Eles estão removendo relatórios e dados governamentais sobre mudanças climáticas e se retirando do Acordo de Paris sobre o Clima.

Estão saindo da Organização Mundial da Saúde. Estão sancionando funcionários do Tribunal Penal Internacional — que emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da defesa Yoav Gallant por crimes de guerra em Gaza.

Eles sugeriram que o Canadá se tornasse o 51º estado dos EUA. Formaram uma força-tarefa para “erradicar o viés anticristão”. Pedem a anexação da Groenlândia e a tomada do Canal do Panamá. Propõem a construção de resorts de luxo na costa de uma Gaza despovoada sob controle dos EUA, o que, se ocorrer, derrubaria os regimes árabes sustentados pelos EUA.Os governantes de todos os impérios decadentes, incluindo os imperadores romanos Calígula e Nero ou Carlos I, o último governante dos Habsburgo, são tão incoerentes quanto o Chapeleiro Maluco [de Alice no País das Maravilhas], pronunciando observações sem sentido, formulando enigmas sem resposta e recitando saladas de palavras de trivialidades.

Eles, assim como Donald Trump, são um reflexo da podridão moral, intelectual e física que assola uma sociedade doente.

Passei dois anos pesquisando e escrevendo sobre os ideólogos distorcidos que agora tomaram o poder em meu livro American Fascists: The Christian Right and the War on America [Os Fascistas Estadunidenses: A Direita Fascista e a Guerra Contra os EUA]. Leia enquanto ainda puder. Sério.

Esses fascistas cristãos, que definem o núcleo ideológico do governo Trump, não se desculpam pelo ódio às democracias pluralistas e seculares. Eles buscam, como detalham exaustivamente em inúmeros livros “cristãos” e documentos como o Project 2025 da Heritage Foundation, deformar os poderes judiciário e legislativo, junto com a mídia e a academia, para transformá-los em apêndices de um Estado “cristianizado” liderado por um governante ungido divinamente.Os fascistas cristãos vêm de uma seita teocrática chamada Dominionismo.

Essa seita ensina que os cristãos estadunidenses têm a missão divina de tornar os EUA um estado cristão e um agente de Deus.

A espiral de morte está acelerando e inimigos fantasmas, tanto internos quanto externos, serão culpados pela derrocada, perseguidos e designados para a destruição. Quando os destroços estiverem completos, assegurando a miséria da população e o colapso dos serviços públicos, restará apenas o instrumento bruto da violência estatal. Muitas pessoas sofrerão, especialmente à medida que a crise climática impuser com intensidade cada vez maior a sua retribuição letal.

O colapso quase total do nosso sistema constitucional de freios e contrapesos [nos EUA] aconteceu muito antes da chegada de Trump.

O retorno de Trump ao poder representa o estertor final da Pax Americana. Não está distante o dia em que, como o Senado Romano em 27 a.C., o Congresso dará o seu último voto significativo e entregará o poder a um ditador. O Partido Democrata, cuja estratégia parece ser não fazer nada e torcer para que Trump imploda, já se resignou ao inevitável.

A questão não é se vamos cair, mas quantos milhões de inocentes levaremos conosco. Dado o poder de violência industrial que o nosso império exerce, pode ser um número enorme — especialmente se os que estão no comando decidirem recorrer às armas nucleares.

A desmantelação da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID) — que Elon Musk afirma ser operada por um “ninho de víboras marxistas radicais de esquerda que odeiam os EUA” — é um exemplo de como esses incendiários são incapazes de compreender o funcionamento dos impérios.

A ajuda externa não é benevolente. Ela é uma arma usada para manter a primazia sobre as Nações Unidas e remover governos que o império considera hostis.

Quando os EUA ofereceram construir o aeroporto na capital do Haiti, Porto Príncipe, o jornalista investigativo Matt Kennard relata que exigiram que o Haiti se opusesse à admissão de Cuba na Organização dos Estados Americanos — o que foi feito.

A ajuda externa financia projetos de infraestrutura para que corporações possam operar fábricas exploradoras e extrair recursos. Também sustenta a “promoção da democracia” e a “reforma judicial” que sabotam os líderes e governos que tentam permanecer independentes do império.

A USAID, por exemplo, financiou um “projeto de reforma de partidos políticos” que foi projetado “como um contrapeso” ao “radical” Movimento ao Socialismo (Movimiento al Socialismo) e buscava impedir que socialistas como Evo Morales fossem eleitos na Bolívia.

Em seguida, financiou organizações e iniciativas, incluindo programas de treinamento para que os jovens bolivianos pudessem aprender as práticas empresariais estadunidenses, uma vez que Morales assumisse a presidência, para enfraquecer o seu controle sobre o poder.

Kennard, em seu livro “The Racket: A Rogue Reporter vs The American Empire” [A Extorsão: Um Reporter Trapaceiro Contra o Império dos EUA], documenta como instituições dos EUA – como o National Endowment for Democracy, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, a USAID e a Drug Enforcement Administration – atuam em conjunto com o Pentágono e a CIA para subjugar e oprimir o Sul Global.

Os estados clientes que recebem ajuda devem quebrar sindicatos, impor medidas de austeridade, manter salários baixos e sustentar governos fantoches. Os programas de ajuda, amplamente financiados e projetados para derrubar Morales, levaram eventualmente o presidente boliviano a expulsar a USAID do país.

A mentira vendida ao público é que essa ajuda beneficia tanto os necessitados no exterior quanto nós aqui em casa [nos EUA]. Mas a desigualdade que esses programas facilitam no exterior replica a desigualdade imposta internamente. A riqueza extraída do Sul Global não é distribuída de forma equitativa. Ela acaba nas mãos da classe bilionária, muitas vezes guardada em contas bancárias no exterior para evitar a tributação.

Enquanto isso, os nossos impostos financiam desproporcionalmente o militarismo, que é o braço de ferro que sustenta o sistema de exploração. Os 30 milhões de estadunidenses que foram vítimas de demissões em massa e da desindustrialização perderam os seus empregos para trabalhadores em fábricas no exterior. Como Kennard observa, tanto no país quanto no exterior, essa é uma vasta “transferência de riqueza dos pobres para os ricos, global e internamente.”

“As mesmas pessoas que criam os mitos sobre o que fazemos no exterior também construíram um sistema ideológico semelhante que legitima o roubo aqui dentro; roubo dos mais pobres pelos mais ricos”, ele escreve: “Os pobres e trabalhadores do Harlem [em New York] têm mais em comum com os pobres e trabalhadores do Haiti do que com as suas elites, mas isso tem que ser obscurecido para que o esquema funcione.”

A ajuda externa mantém fábricas ou “zonas econômicas especiais” em países como o Haiti, onde os trabalhadores labutam por centavos por hora e muitas vezes em condições insalubres para corporações globais.
“Uma das facetas das zonas econômicas especiais, e um dos incentivos para as corporações nos EUA, é que as zonas econômicas especiais têm ainda menos regulamentações do que o estado nacional sobre como você pode tratar o trabalho e os impostos e a alfândega,”

Kennard me disse em uma entrevista. “Você abre essas fábricas nas zonas econômicas especiais. Paga-se uma miséria aos trabalhadores.

Você tira todos os recursos sem precisar pagar a alfândega ou os impostos. O estado no México ou Haiti ou onde quer que seja, onde estão transferindo essa produção, não se beneficia de forma alguma.

Isso é planejado. Os cofres do estado são sempre os que nunca são aumentados. São as corporações que se beneficiam.”

Essas mesmas instituições dos EUA e mecanismos de controle, Kennard escreve em seu livro, foram usados para sabotar a campanha eleitoral de Jeremy Corbyn, um feroz crítico do império dos EUA, para o cargo de primeiro-ministro na Grã-Bretanha.

Os EUA desembolsaram quase 72 bilhões de dólares em ajuda externa no ano fiscal de 2023. Financiaram iniciativas de água potável, tratamentos para HIV/AIDS, segurança energética e trabalho contra a corrupção. Em 2024, forneceram 42% de toda a ajuda humanitária registrada pelas Nações Unidas.

A ajuda humanitária, muitas vezes descrita como o “poder suave”, é projetada para mascarar o roubo de recursos no Sul Global por corporações dos EUA, a expansão da presença militar dos EUA, o controle rígido de governos estrangeiros, a devastação causada pela extração de combustíveis fósseis, o abuso sistêmico de trabalhadores nas fábricas globais e o envenenamento de crianças trabalhadoras em lugares como o Congo, onde são usadas para minerar lítio.

Duvido que Musk e seu exército de jovens minions no Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) — que não é um departamento oficial dentro do governo federal — tenham ideia de como as organizações que estão destruindo funcionam, por que existem ou o que isso significará para a queda do poder estadunidense.

A apreensão de registros de pessoal do governo e material confidencial, o esforço para encerrar centenas de milhões de dólares em contratos governamentais — principalmente os relacionados à Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), as ofertas de indenizações para “drenar o pântano” incluindo uma oferta de indenização para toda a força de trabalho da CIA — agora temporariamente bloqueada por um juiz — a demissão de 17 ou 18 inspetores gerais e promotores federais, a interrupção de financiamentos e subsídios governamentais, os fazem canibalizar o leviatã que adoram.

Eles planejam desmontar a Agência de Proteção Ambiental, o Departamento de Educação e o Serviço Postal dos EUA, parte da maquinaria interna do império. Quanto mais disfuncional o estado se torna, mais cria oportunidades de negócios para corporações predatórias e empresas de private equity. Esses bilionários farão uma fortuna “colhendo” os restos do império. Mas, no final, estão matando a besta que criou a riqueza e o poder dos EUA.

Uma vez que o dólar não seja mais a moeda de reserva mundial, algo que o desmantelamento do império garante, os EUA não poderão pagar seus enormes déficits vendendo títulos do Tesouro. A economia estadunidense cairá em uma depressão devastadora. Isso desencadeará uma quebra da sociedade civil, com preços disparando, especialmente para produtos importados, salários estagnados e altas taxas de desemprego. O financiamento de pelo menos 750 bases militares no exterior e o nosso exército inchado se tornará impossível de sustentar.

O império se contrairá instantaneamente. Será uma sombra de si mesmo. O hiper-nacionalismo, alimentado por uma raiva incipiente e a desesperança generalizada, se transformará em um fascismo estadunidense cheio de ódio.

“A queda dos Estados Unidos como a principal potência global pode ocorrer muito mais rapidamente do que qualquer um imagina,” escreve o historiador Alfred W. McCoy em seu livro “In the Shadows of the American Century: The Rise and Decline of US Global Power” [Nas Sombras do Século Americano: Ascensão e Queda do Poder Global dos EUA].

Apesar da aura de onipotência que os impérios frequentemente projetam, a maioria é surpreendentemente frágil, sem a força inerente de um Estado-nação modesto. De fato, uma olhada em sua história deve nos lembrar que os maiores deles são suscetíveis ao colapso por diversas causas, sendo as pressões fiscais geralmente um fator primário.

Por mais de dois séculos, a segurança e a prosperidade da pátria foram o principal objetivo para a maioria dos estados estáveis, tornando as aventuras externas ou imperiais uma opção descartável, geralmente alocada em no máximo 5% do orçamento doméstico. Sem o financiamento que surge quase organicamente dentro de uma nação soberana, os impérios são notoriamente predatórios em sua busca incessante por pilhagem ou lucro — como testemunham o comércio de escravos no Oceano Atlântico, a ganância da Bélgica pela borracha no Congo, o comércio de ópio na Índia Britânica, o estupro da Europa pelo Terceiro Reich, ou a exploração da Europa Oriental pela União Soviética.

Quando as receitas encolhem ou colapsam, McCoy aponta, “os impérios se tornam frágeis.”
“Tão delicada é a sua ecologia de poder que, quando as coisas começam a dar errado de verdade, os impérios se desmoronam com uma velocidade impiedosa: em apenas um ano para Portugal, dois anos para a União Soviética, oito anos para a França, onze anos para os otomanos, dezessete para a Grã-Bretanha e, provavelmente, apenas vinte e sete anos para os Estados Unidos, contando a partir do ano crucial de 2003 [quando os EUA invadiram o Iraque],” ele escreve.

A gama de ferramentas usadas para a dominação global — vigilância em massa, destruição das liberdades civis, incluindo o devido processo legal, tortura, polícias militarizadas, o sistema massivo de prisões, drones militarizados e satélites — será usada contra uma população inquieta e enfurecida.

O devorar do cadáver do império para alimentar a ganância desmesurada e os egos desses predadores prenuncia uma nova Idade das Trevas.

Por Chris Hedges (Jornalista vencedor do Pulitzer Prize (maior prêmio do jornalismo nos EUA), foi correspondente estrangeiro do New York Times).

Originalmente publicado no Substack do autor

A direita tucana acabou sem saber explicar por que golpeou Dilma

Lógico que golpe não se explica. Golpe é golpe e ponto.

Mas para quem tem a cara dura de não assumir até hoje que Dilma sofreu um brutal e covarde golpe, sendo a primeira mulher a presidir o Brasil, isso é uma espinha de pirarucu atravessada na própria goela da direita “civilizada”.

As justificativas são de um ridículo inacreditável.

Mas um “economista” de banco, que tinha a cabeça coroada na cúpula tucana, mostrou porque o tucano voa baixo e caga mole e sapecou, sem corar, que Dilma jogou os juros e, consequentemente o spread bancario no chão de forma artificial.

Então, pergunta-se, o que são juros artificiais?

De onde esse idiota tirou a ideia de que agiotagem tem tal regra?

Não é porque a agiotagem consentida dos bancos tem seus métodos. Juros não são uma doença só contra a economia do país. A gravidade pode ser maior ou menor, mas é uma chaga que mata aos poucos ou de estalão.

Pergunte a qualquer micro e médio empresário o que significa o custo dos juros em seu modesto negócio, que é a principal atividade na economia global.

No caso do Brasil, não tem graça comentar. É a maior e mais imoral taxa de juros do planeta.

Mas o banqueiro, dada a sua própria origem estelionatária, contrata os estelionatários midiáticos para defender seus interesses culpando, imagine isso, os pobres pelo assombroso e covarde sistema neoliberal que, no Brasil, é sinônimo de roubo covarde e descarado.

Dilma enfrentou muita adversidade com sua coragem revolucionária, mas a sua grande batalha foi contra os bancos que perderam para ela e apelaram para o jogo sujo do golpe de Estado, patrocinando os sacripantas tucanos e afins,
Simples assim.