Mês: setembro 2025

Tarcísio na mira do STF: Rui Falcão pede retenção de passaporte e acusa obstrução de justiça

Deputado do PT aciona Supremo contra Tarcísio, que teria articulado anistia a Bolsonaro durante julgamento do golpe

O deputado federal Rui Falcão (PT-SP) protocolou no Supremo Tribunal Federal uma representação explosiva contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O documento, apresentado como incidente na Ação Penal 2668 e direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, aponta a prática, em tese, do crime de obstrução de justiça.

Trata-se da ação penal que julga a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, marcada por acusações de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, formação de organização criminosa armada, além de danos qualificados e deterioração de patrimônio público.

Na peça, Rui Falcão sustenta que Tarcísio “deslocou-se a Brasília com o objetivo de articular junto ao Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e lideranças do Parlamento, uma interferência direta no exercício do Poder Judiciário, com o pretexto de tramitação de um projeto de anistia destinado a beneficiar Jair Bolsonaro e outros réus da trama golpista”.

Essa articulação, segundo o deputado, ocorreu exatamente nos primeiros dias do julgamento no Supremo, o que conferiria gravidade ainda maior ao episódio. Para ele, não se trata de um simples gesto político, mas de uma ação com potencial de fragilizar a autoridade da Corte em um momento crítico.

Tarcísio na mira do STF: Rui Falcão pede retenção de passaporte e acusa obstrução de justiça

A representação frisa que “não se trata de ato político isolado, mas de tentativa explícita de influenciar um processo jurisdicional em andamento”. O texto argumenta que a conduta de Tarcísio se enquadra no artigo 2º, §1º, da Lei 12.850/2013, que define obstrução de justiça como qualquer ato capaz de embaraçar a persecução penal ou neutralizar a eficácia da jurisdição. Nesse ponto, a acusação busca ampliar o entendimento da lei para além de casos clássicos, como destruição de provas ou ameaça a testemunhas, alcançando também iniciativas políticas que tenham o efeito prático de esvaziar a atuação judicial.

O deputado ainda aponta a existência de um padrão de comportamento. Segundo a representação, Tarcísio já teria atuado anteriormente para tentar interferir em decisões judiciais, quando “buscou aval do STF para que Bolsonaro pudesse deixar o país antes do julgamento”, episódio noticiado pelo Estadão. A negativa da Corte, à época, teria se dado justamente para evitar risco de fuga. Para Rui Falcão, essa sequência de episódios demonstra “risco concreto e reiterado de interferência externa na jurisdição da Corte”, reforçando a necessidade de uma resposta enérgica do Supremo.

Com base nesse histórico, a representação pede a Moraes a aplicação de medidas cautelares pessoais contra o governador de São Paulo. As solicitações incluem: proibição de ausentar-se do país sem autorização prévia do STF; entrega e retenção de todos os passaportes, inclusive diplomático; incomunicabilidade com réus e investigados nos processos relacionados à tentativa de golpe (AP 2668 e Inquérito 4995); e abstenção de qualquer ato que configure pressão indevida sobre o Supremo ou seus ministros.

Argumentações sobre Tarcísio
O texto ainda vai além ao prever a possibilidade de prisão preventiva caso haja descumprimento dessas medidas, evocando precedentes em que a Corte adotou soluções semelhantes, como no caso do senador Aécio Neves em 2017.

Outro ponto do pedido é a investigação sobre a origem dos recursos que custearam a viagem do governador à capital federal. O documento solicita apuração de passagens, hospedagem e demais gastos, com a possibilidade de responsabilização se ficar comprovado o uso de recursos públicos em uma articulação de natureza político-partidária que buscava interferir no andamento de julgamento judicial.

A argumentação também cita a Constituição Federal, em especial o artigo 2º, que estabelece a separação e harmonia entre os Poderes, e defende que essa cláusula basilar da República foi “abalada quando um Chefe do Executivo estadual atuou para condicionar a atuação do Legislativo ao desfecho de um julgamento judicial”. O texto ressalta que o Supremo tem poder geral de cautela como guardião da Constituição, e que já utilizou esse instrumento em ocasiões passadas para proteger sua jurisdição.

Segundo Rui Falcão, “o Supremo não pode permanecer inerte diante de condutas que, embora dissimuladas de atuação política, configuram risco real de enfraquecimento da persecução penal”. Para o parlamentar, permitir que esse tipo de interferência seja normalizada colocaria em risco não apenas o julgamento em curso, mas também a própria estabilidade institucional do país.

De acordo com Cleber Lourenço, ICL, a representação, protocolada hoje (03), está assinada pelo próprio Rui Falcão e pelo advogado Reinaldo Santos de Almeida, da OAB/RJ. Agora, caberá ao ministro Alexandre de Moraes decidir sobre o encaminhamento da petição, avaliar a conexão com os autos em andamento e deliberar sobre os pedidos cautelares que, se deferidos, poderão impor restrições sem precedentes a um governador em exercício.


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Ataques de Israel deixam 21 mil crianças com deficiência física em Gaza

Segundo a ONU, ordens de evacuação são ‘inacessíveis’ e civis com incapacidades são forçados a fugir ‘rastejando’

Pelo menos 21 mil crianças palestinas vivem com alguma deficiência física causada por Israel ao longo do genocídio televisionado em Gaza, de acordo com um comunicado divulgado nesta quarta-feira (03/09) pelo Comitê das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD).

A nota diz que cerca de 40,5 mil menores sofreram “ferimentos relacionados ao conflito” entre 7 de outubro de 2023 e 21 de agosto deste ano, com mais da metade deles tendo incapacidades. O CDPF cita ainda “ao menos 157.114 palestinos feridos, com mais de 25% [deles] em risco de deficiência permanente”.

Um detalhe apontado pela denúncia é de que as ordens de evacuação dadas por Israel durante as ofensivas de seu exército em determinadas regiões do enclave eram “frequentemente inacessíveis” para pessoas com deficiência auditiva ou visual, “tornando a evacuação impossível”.

“Relatórios também descreveram pessoas com deficiência sendo forçadas a fugir em condições inseguras e indignas, como rastejar na areia ou lama sem assistência para locomoção”, disse o grupo de especialistas da ONU.

Segundo o comitê, as restrições da entrada de ajuda humanitária ao enclave também impactaram, de modo desproporcional, as pessoas com deficiência, que “enfrentaram graves interrupções na assistência, deixando muitas sem comida, água limpa ou saneamento básico e dependentes de terceiros para sobreviver”.

Por fim, o CDPD cobrou de Israel para “adotar medidas específicas a fim de proteger crianças com deficiência de ataques e implementar protocolos de evacuação que levem em consideração as pessoas com deficiência”.

*Opera Mundi


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Trapalhões: Os inacreditáveis advogados dos golpistas

Tudo bem que onde sobram provas irrefutáveis de crime, faltam defesas minimamente sensatas.

Mas essa confissão antecipada de derrota dos advogados como peru de natal, é um carrapicho de jequitibá pendurados nas fardas e ternos dos golpistas.

A falta de argumentação dos advogados foi uma lâmina enfiada na alma dos cretinos que pensaram, arquitetaram e comandaram a tentativa de golpe de 8 de janeiro.

O que foi apresentado como defesa foi uma mamica-de-porca com “temerosos” espinhos e alguns lobisomens.

Cada um que falava mandava uma onça dentuça com boca escancarada contra os seus clientes.

Ou seja, não bastou não defender, foi preciso derreter aqueles argumentos funestos por outros ainda piores.

Chiliques dos advogados reclamando da quantidade de provas, até aqui, foi o marco desse julgamento. Só faltou o advogado dizer: não sou pago para ler essa montanha de provas cabais contra meu freguês.

Impressiona a palidez da defesa dos descarados do 8 de janeiro.


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Defesa de Heleno diz que o general era imprestável, inútil e nulo

A defesa de Augusto Heleno tentou descolar o general de Bolsonaro para negar participação em plano de golpe.

A alegação do advogado Matheus Milanez diz que o militar passou a ter uma participação ‘meramente protocolar, decorativa no governo do capitão golpista a partir de 2021 e, portanto, não teria como participar da trama.


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Tiro de misericórdia na testa da besta

Admitindo, com todas as letras, a tentativa de golpe de Estado, comandado sim por Bolsonaro, defesa de Paulo Sérgio Nogueira afirma que ex-ministro agiu para impedir golpe.

Mas não é só isso, no STF, advogado afirma: o general é “manifestamente inocente”. Trabalhou para dissuadir Bolsonaro de medidas de ruptura institucional.

Se isso não é uma bomba atômica jogada na cabeça de Bolsonaro, não sei o que é.

Detalhe inapelavelmente mortal para Bolsonaro:

O advogado, Andrew Fernandes Farias, disse que o militar tentou evitar um golpe e aconselhou Bolsonaro a reconhecer a derrota em 2022.

Pá de cal

“Quando ele assessorou o presidente da República, disse que nada poderia ser feito diante do resultado das eleições. Ele se posicionou totalmente contra qualquer medida de exceção. Atuou ativamente para demover o presidente de qualquer medida nesse sentido” disse o advogado Andrew Fernandes Farias.


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O advogado da onça: Advogado de Bolsonaro diz que não teve tempo para analisar as provas

Comédia: Advogado de Bolsonaro diz que não teve tempo para analisar as provas. “São bilhões de documentos”

O sujeito é advogado de Bolsonaro ou advogado da onça?

Pior, mandou essa também: “Eu não conheço a íntegra desse processo.”

Então, Bolsonaro está num mato sem cachorro.

Se o advogado, Celso Vilardi, que representa o sacripanta, Jair Bolsonaro, na ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado, afirmou nesta quarta-feira (3/9), que não teve tempo hábil para analisar os dados da investigação da Polícia Federal e da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra seu cliente, Bolsonaro está morto.


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Reservistas do Exército de Israel rejeitam participar da tomada de Gaza

Capitão israelense classificou a decisão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de expandir a ocupação, como uma ‘ordem flagrantemente ilegal’

Um grupo de centenas de reservistas que se opõem aos planos das Forças de Defesa de Israel (IDF) de tomar a Cidade de Gaza anunciou que não irá mais se apresentar para o serviço, caso sejam convocados para lutar na guerra em curso contra o Hamas. Mais cedo o Exército anunciou a mobilização de 60 mil reservistas para ocupar o enclave.

“Somos mais de 365, e esse número continua crescendo, soldados que serviram durante a guerra e declararam que não se apresentarão novamente quando forem chamados”, disse o Sargento de Primeira Classe Max Kresch em uma coletiva de imprensa em Tel Aviv, reportou o jornal Times of Israel.

“Nos recusamos a participar da guerra ilegal de Netanyahu e consideramos um dever patriótico recusar e exigir responsabilidade de nossos líderes”.

Kresch, que é socorrista de combate, afirmou que o grupo de reservistas e soldados é o mesmo que correu para a linha de frente em 7 de outubro para proteger Israel. “É justamente esse mesmo senso de dever que nos leva a recusar“, declarou.

O sargento Dor Menachem afirmou que a ordem para ocupar a Cidade de Gaza “coloca em risco os reféns e os próprios soldados”, alegando que todo o estamento militar demonstrou uma “posição firme contra” essa medida.

Feiner também destacou que muitas famílias de reféns se manifestaram contra a ampliação da guerra, temendo que a pressão militar aumente o risco para seus entes queridos. “Por ideias messiânicas como essa, nós não iremos nos apresentar. Aqui e agora, estamos dizendo: basta” concluiu.

A mobilização faz parte de um plano de reocupação em fases aprovado pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em 8 de agosto. Segundo a emissora pública israelense KAN, a estratégia prevê forçar os residentes a se deslocarem para o sul, cercar a Cidade de Gaza e, em seguida, lançar incursões mais profundas em áreas residenciais.

*Opera Mundi


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Vídeo – ‘Raça maldita’: português oferece 500 euros para quem matar brasileiros em Portugal

João Oliveira fez oferta em um vídeo divulgado nas redes sociais

Nesta terça-feira (2), a Polícia de Segurança Pública (PSP) de Portugal abriu investigação contra João Oliveira, morador de Aveiro, que publicou um vídeo nas redes sociais oferecendo 500 euros (cerca de R$ 3,1 mil) para quem matar brasileiros que vivem no país e entregar a cabeça a ele.

Na gravação, Oliveira exibe uma nota de 500 euros e chama os brasileiros de “zukas” e “raça maldita”. Ele afirma que o pagamento valeria tanto para imigrantes em situação legal quanto ilegal em Portugal.

Segundo a PSP, o Núcleo de Cibercriminalidade do Departamento de Investigação Criminal já identificou o suspeito e encaminhou o caso à Justiça, por se tratar de crime público. O Código Penal português prevê pena de seis meses a cinco anos de prisão para casos de discriminação, incitação ao ódio e à violência motivados por raça, origem étnica, religião, gênero ou orientação sexual.

Após a repercussão, Oliveira foi demitido da padaria em que trabalhava. Em nota, o estabelecimento repudiou a conduta, destacou ter funcionários de várias nacionalidades e afirmou não tolerar práticas racistas.

Nas redes sociais, Oliveira costumava publicar mensagens de apoio ao Chega, partido de extrema direita português. Após a divulgação do vídeo, ele apagou os perfis nas plataformas digitais.

Veja o vídeo abaixo:

*BdF


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Ao vivo, acompanhe o segundo dia do julgamento de Bolsonaro

Militares que tramaram contra a democracia estão no banco dos réus. Assista aqui ao julgamento histórico

Assista ao vivo o segundo dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado


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