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Telhado, queixo e canela de vidro

Que Flavio Bolsonaro tem telhado de vidro e já está todo rachado, todos sabem, mas como enfrenta um quebra-queixo, sua mandíbula parece mesmo de cristal, que até então estava protegido por algodão.

No entanto, não há caneleira possível capaz de blindar a vulnerabilidade de seus caniços morais. Resultado, não estamos falando de sarrafo, encostou no sujeito, é aquele cai cai tipo Neymar.

Flavio é totalmente desprovido de panturrilha ou qualquer musculatura que aguente o tranco.

O problema é que Flavio tem um passado que não lhe permite muitas manobras retóricas, por isso, é uma “pessoa sensível” a críticas e cobranças por conta da sua vulnerabilidade moral.

Casos como rachadinhas, peculato, formação de quadrilha, chocolate, mansões e Abin Pararalela, são assuntos considerados algo muito duro até por sua assessoria, mesmo quando é questionado por aliados com palavras mimosas, como aconteceu com Andreia Sadi, na GloboNews, que deixou Flavio visivelmente descompensado e descompassado, reagindo mal e nervosamente contra a aliada do powerpoint.

Nada se transforma mais em pedregulho na sua botina do que o nome de Adriano da Nóbrega, não só por Flavio, a mando do pai, ter ido na cadeia para entregar-lhe a medalha de Tiradentes, a maior honraria do estado do Rio de Janeiro, mas Adriano, que tinha mãe e irmã lotadas no trem fantasma de seu gabinete, já forma um arco de alianças que dificulta qualquer manobra linguística, porém, a coisa é mais séria. O sujeito era matador de aluguel dos maiores gangsters do Rio. Ele chefiava o famoso escritório do crime, além de ser o patrão da milícia de Rio das Pedras e Muzema.

Soma-se a isso que os ex-capitão do BOPE tinha parceria com o vizinho de Bolsonaro, Ronnie Lessa, que assassinou Marielle.

Tudo isso e mais um pouco são fatos documentados. As nomeações ligadas ao Adriano e à medalha estão publicadas no Diário Oficial da ALERJ.

Queiroz, famoso gestor das rachadinhas do clã, e homem forte do gabinete de Flavio, é quem fez a ponte entre Flavio e Adriano por também ser parceiro dele desde a época do BOPE.

O que Flavio diz disso, não tem graça comentar, mete sempre o samba do caviar, não conheço, nunca vi e só ouço falar.

Ou seja, o caso de Flavio é sério, não demora, sua assessoria vai levá-lo a algum hospital daqueles mutretados pelo próprio, quando seu pai era presidente, e mandar engessar a múmia dos pés à cabeça.


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Por Carlos Henrique Machado

Compositor, bandolinista e pesquisador da música brasileira

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