Em maioria, o valor será destinado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
O presidente Lula sancionou a abertura de crédito suplementar no valor de R$ 14,4 bilhões para financiar projetos de inovação e desenvolvimento tecnológico no âmbito empresarial (15.318/2025). A sanção ocorreu na terça-feira (23) e foi publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira (24).
Em maioria, o valor será destinado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDTC). Os recursos podem ser usados em operações oficiais de crédito ou como financiamento de órgãos do Executivo.
As reformas ministeriais de 2025 atingiram pastas sensíveis: foram substituídos os ministros da Saúde e Previdência, os dois ministérios com maior orçamento no Governo Federal. Também foram alterados os ministros da Secretaria-Geral do Planalto e da Secretaria de Relações Institucionais, as duas pastas encarregadas de coordenar a articulação política do Executivo.
Confira as mudanças ministeriais de 2025:
- Saúde: saiu Nísia Trindade, entrou Alexandre Padilha
- Previdência: saiu Carlos Lupi, entrou Wolney Queiroz
- Turismo: saiu Celso Sabino, entrou Gustavo Feliciano
- Comunicações: saiu Juscelino Filho, entrou Frederico de Siqueira Filho
- Comunicação social: saiu Paulo Pimenta, entrou Sidônio Palmeira
- Relações Institucionais: saiu Alexandre Padilha, entrou Gleisi Hoffmann
- Secretaria Geral: saiu Márcio Macêdo, entrou Guilherme Boulos
- Mulheres: saiu Cida Gonçalves, entrou Márcia Lopes
Reformas palacianas
Ainda em janeiro de 2025, o presidente Lula precisou alterar o comando da Secretaria de Comunicação Social do Planalto. O governo encerrou o ano anterior em crise de popularidade, com dificuldade de comunicar suas entregas e de ocupar espaço nas mídias digitais. O então ministro Paulo Pimenta foi substituído por Sidônio Palmeira, marqueteiro da campanha presidencial de 2022.
Em março, o Planalto passou por outra reforma, desta vez motivada pelo Ministério da Saúde. A então ministra Nísia Trindade era alvo recorrente de críticas pela falta de entrega de resultados, e também era malvista entre parlamentares, que se queixavam da dificuldade de negociar e da demora na execução de emendas por parte da ministra.
Para substituir Nísia Trindade, Lula escalou o então ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Em seu lugar, assumiu a ex-presidente nacional do PT e deputada Gleisi Hoffmann. Os dois tomaram posse juntos nas respectivas pastas.
Em outubro, foi feita a última troca do ano no Planalto: o então ministro-chefe da Secretaria-Geral, Márcio Macêdo, foi substituído pelo deputado Guilherme Boulos (Psol-SP). De acordo com o Congresso em Foco, o parlamentar já vinha estreitando laços com Lula desde as eleições de 2022, e foi escolhido em ano pré-eleitoral para aproximar o presidente dos movimentos sociais que formam o núcleo duro de seu eleitorado.
Comunicações
Em abril, o então ministro das Comunicações, Juscelino Filho, foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por desvios de emendas parlamentares. Apesar de contar com apoio do presidente Lula, Juscelino foi orientado tanto pelo próprio partido quanto por outros ministros a pedir exoneração.
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