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Durante convenção que oficializou sua candidatura à reeleição e apontou Haddad coo possível sucessor

Durante a convenção nacional que oficializou sua candidatura à reeleição neste domingo (2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um gesto político que foi interpretado como um sinal claro sobre a sucessão no campo petista. Em seu discurso, Lula projetou Fernando Haddad como um potencial herdeiro de seu legado, ao afirmar que espera entregar ao ex-ministro um país ainda mais desenvolvido quando ele estiver preparado para disputar a Presidência da República.

Ao mencionar Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, Lula afirmou que imagina vê-lo governar o estado por oito anos antes de chegar ao Palácio do Planalto. A declaração foi entendida como a indicação mais explícita até agora de que o presidente enxerga o ex-ministro da Fazenda como um dos principais nomes para liderar o partido na disputa presidencial de 2030.

Na sequência, Lula ampliou o horizonte da sucessão e citou outros quadros do partido, como o governador do Piauí, Rafael Fonteles, além de mencionar lideranças de estados como Ceará, Pernambuco e Bahia. Ainda assim, Haddad foi o primeiro nome lembrado espontaneamente pelo presidente, reforçando a percepção de que ocupa posição privilegiada na estratégia de renovação da liderança petista.

A convenção também confirmou a candidatura de Lula ao quarto mandato presidencial, novamente tendo Geraldo Alckmin como candidato a vice. Em um discurso de tom mais firme, o presidente afirmou que pretende fazer uma campanha mais combativa do que em eleições anteriores e defendeu a continuidade de seu projeto político, apresentando Haddad como um dos nomes capazes de dar sequência a esse legado no futuro.

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Política

PT aciona Justiça Eleitoral contra Flávio por questionamentos às urnas

O Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Flávio Bolsonaro após as declarações do candidato questionando a confiabilidade das urnas eletrônicas durante encontro com embaixadores e representantes diplomáticos. A legenda sustenta que o episódio representa uma tentativa de desacreditar o sistema eleitoral brasileiro sem a apresentação de provas e repete uma estratégia que, segundo o partido, busca lançar dúvidas sobre o resultado das eleições antes mesmo da votação.

Na ação, o PT argumenta que as falas de Flávio ultrapassam os limites da crítica política e configuram disseminação de informações falsas sobre o processo eleitoral. A legenda destaca que a Justiça Eleitoral, especialistas em segurança digital e organismos internacionais já atestaram, em diversas ocasiões, a confiabilidade das urnas eletrônicas, utilizadas há décadas no Brasil sem registros de fraude comprovada.

O partido também afirma que os ataques ao sistema de votação representam uma ameaça à normalidade democrática e podem estimular a desconfiança da população em relação às instituições responsáveis pela condução das eleições. Por essa razão, pede que o TSE analise a conduta do candidato e adote as medidas cabíveis para impedir a continuidade da divulgação de informações consideradas enganosas.

Nos bastidores, dirigentes petistas avaliam que a ofensiva de Flávio faz parte de uma estratégia de mobilização do eleitorado mais radicalizado do bolsonarismo. A avaliação é que o discurso sobre as urnas busca reproduzir o ambiente de contestação eleitoral observado em disputas anteriores, apesar da ausência de evidências que sustentem as acusações.

Aliados de Flávio Bolsonaro, por sua vez, alegam que o candidato apenas exerceu seu direito de questionar aspectos do sistema eleitoral e defendem maior transparência no processo de votação. A defesa deve contestar qualquer tentativa de restringir manifestações sobre o tema, argumentando que o debate público não pode ser limitado durante a campanha.

O caso acrescenta mais um capítulo à disputa entre PT e bolsonarismo e tende a ampliar a pressão sobre a campanha de Flávio Bolsonaro. A decisão do TSE será acompanhada de perto por partidos e analistas políticos, já que o tema das urnas eletrônicas voltou a ocupar espaço central no debate eleitoral e pode ter impacto direto no rumo da campanha.


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PT evita dar palanque a Flávio Bolsonaro e rejeita ação por inelegibilidade após ataque às urnas

O PT decidiu não embarcar na estratégia adotada pela campanha de Flávio Bolsonaro após o candidato voltar a questionar a segurança das urnas eletrônicas diante de embaixadores e representantes diplomáticos. Embora integrantes do partido considerem grave a tentativa de lançar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro em um ambiente institucional e com repercussão internacional, a avaliação predominante é de que um pedido de inelegibilidade neste momento poderia acabar servindo aos interesses políticos do adversário.

Nos bastidores, dirigentes petistas avaliam que Flávio busca reeditar uma tática já utilizada pelo bolsonarismo em outras disputas: transformar embates judiciais em combustível para a mobilização de sua base eleitoral. A leitura é que uma ação imediata pedindo sua inelegibilidade poderia alimentar o discurso de perseguição política explorado com frequência pelo campo bolsonarista, desviando o foco do conteúdo das declarações e transferindo o debate para uma suposta vítima de decisões institucionais.

A decisão do PT, portanto, é concentrar esforços na disputa política e na defesa pública da credibilidade do sistema eleitoral. Lideranças da legenda sustentam que as urnas eletrônicas acumulam décadas de funcionamento sem registros de fraudes comprovadas e que ataques recorrentes ao processo de votação têm como principal efeito enfraquecer a confiança da população nas instituições democráticas.

Integrantes do partido também argumentam que a presença de embaixadores em um evento marcado por questionamentos às eleições amplia a gravidade do episódio. Para eles, levar acusações sem provas ao corpo diplomático representa uma tentativa de internacionalizar uma narrativa já rejeitada por órgãos de controle, pela Justiça Eleitoral e por especialistas em segurança digital.

Apesar de descartar, por ora, uma ofensiva jurídica pela inelegibilidade, o PT não pretende ignorar o caso. A legenda deve explorar politicamente o episódio durante a campanha, associando as declarações de Flávio Bolsonaro ao histórico de ataques promovidos pelo bolsonarismo contra as instituições eleitorais. O objetivo é apresentar o adversário como alguém que insiste em colocar sob suspeita um sistema que garantiu eleições reconhecidas nacional e internacionalmente.

Com isso, os petistas acreditam evitar uma armadilha política. Em vez de oferecer ao rival um novo argumento para o discurso de vitimização, a estratégia será manter o debate no terreno da credibilidade das urnas e da defesa da democracia, apostando que a repetição de acusações sem evidências tende a desgastar mais quem as faz do que seus alvos.


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Política

Vídeo – Lula no Congresso do PT: “Serei presidente outra vez”

Em vídeo exibido no encerramento do 1º dia do congresso partidário, presidente reforça realizações do governo como arma eleitoral, defende reformas nas instituições e mobilização nas ruas

No encerramento do primeiro dia do 8º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, realizado nesta sexta-feira, 24, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva transmitiu uma mensagem contundente aos cerca de 600 delegados reunidos. Impedido de comparecer pessoalmente por causa de um procedimento médico em São Paulo, Lula gravou um vídeo exibido à plenária ao final das atividades e encerrou com uma promessa: “Preparem-se, pois serei presidente outra vez porque o Brasil precisa de alguém democrático, que saiba ouvir e conversar com o coração das pessoas.”

Realização como arma eleitoral

O tom do discurso foi de confiança e ofensiva. Para Lula, a principal munição da campanha petista está nas conquistas concretas do governo atual — e na comparação direta com as gestões anteriores. “Quem está no governo deve usar as realizações como sua principal arma eleitoral”, afirmou, destacando crescimento acima de 3%, controle da inflação, aumento da massa salarial e ampliação dos investimentos em saúde e educação.

“Se nós fizemos as coisas corretas, e acreditamos que nós fizemos as coisas corretas, não perderemos a eleição para ninguém neste país. […] O partido que está no governo não corre atrás do adversário, é o adversário que corre atrás dele. É ele que tem que colocar a bola na frente” – Lula, em vídeo ao Congresso do PT

O presidente não citou adversários pelo nome, mas foi direto na estratégia: “Essa comparação com o que os outros fizeram é a nossa arma.”

Propostas para o futuro

Além de defender o legado do atual mandato, Lula apresentou as bandeiras que devem guiar o próximo período: transformação energética, exploração soberana de minerais críticos e desenvolvimento de uma nova indústria nacional de base tecnológica. Na educação, reafirmou a defesa de uma “revolução” com escolas de tempo integral e o fortalecimento dos institutos federais como motores de formação da classe trabalhadora brasileira.

O presidente alertou ainda para a importância de apresentar propostas concretas e factíveis: “Nós temos que mostrar com muita clareza uma proposta séria, que seja uma coisa factível, que a gente possa executar. Porque senão a gente fica prometendo e o cara: ‘Por que vocês não fizeram?’”

Reforma das instituições e defesa da democracia

Lula também defendeu reformas nas instituições — incluindo o Poder Judiciário, que atravessa uma crise de imagem agravada pelo escândalo financeiro do Banco Master. Sem detalhar os contornos das mudanças, foi enfático ao situar o Brasil como referência global: “Ninguém tem defendido multilateralismo como o Brasil, ninguém tem defendido a democracia como o Brasil, ninguém tem defendido as instituições como o Brasil. Tem defendido que elas precisam de reforma, precisam, até as instituições internas no Brasil precisam de reforma, mas é importante que a gente fale com muita clareza para o povo saber o que nós estamos querendo.”

E completou, reforçando o dever histórico do país: “Temos o dever de defender a democracia, a soberania nacional e o multilateralismo.”

“Nada, nada, nada supera a gente ter coragem de pegar um panfleto, andar na rua, bater com a palma no portão das pessoas e olhar no olho das pessoas. É assim que a gente faz política, não é sentado em um sofá fazendo zap. O zap é muito importante, mas a gente não vê o olho da pessoa.” – Lula, sobre mobilização política

Em um dos momentos mais vibrantes do discurso, Lula cobrou a militância a ir além do ambiente digital. Reconhecendo a importância das redes sociais, o apelo foi claro: é preciso sair do sofá, bater de porta em porta e construir política no contato direto com as pessoas.

Hora de ouvir a sociedade

Ainda pela manhã, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, fez um discurso que soou como autocrítica construtiva. Para ele, o momento histórico exige humildade para escutar as dores da sociedade brasileira — da mesma forma que o partido soube ouvi-la no fim dos anos 1970, na luta pela redemocratização, e em 2002, na primeira vitória de Lula. “Tem momentos na história que a gente tem que ter humildade para ouvir, para sentir o que a sociedade espera de nós. Eu não tenho nenhuma dúvida que esse é o momento que estamos vivenciando. É hora de ouvirmos”, afirmou.

Edinho contextualizou o avanço da ultradireita no mundo como expressão de uma crise do capitalismo que a classe trabalhadora não criou, mas sente na pele. E defendeu que o PT tem capacidade de apresentar alternativas: “Se a sociedade diz que esse sistema não serve e não resolve os problemas, nós temos capacidade de ouvir e construir os caminhos para as reformas permitidas para que um novo sistema comece a ser construído.” O presidente do PT também defendeu abertamente a reforma do Poder Judiciário, para que a instituição se aproxime da sociedade civil.

O manifesto e o caminho para 2026

O Congresso do PT, que vai até domingo, 26, debate um manifesto que servirá de base para as propostas da campanha à reeleição de Lula. O documento em análise é mais enxuto do que a versão elaborada pelo ex-ministro José Dirceu — decisão tomada para evitar divergências internas às vésperas do período eleitoral. O manifesto foca em reformas no Judiciário e na administração pública, defesa da escala de trabalho 6×1, soberania sobre minerais críticos e terras raras, além de críticas às políticas do presidente dos EUA, Donald Trump.

O evento contou com representantes de partidos aliados, como o PSB, PDT, PV e PCdoB, com destaque para a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. Delegações de mais de 80 países também marcaram presença, reforçando o caráter internacionalista do partido.

Com tom combativo e olhos postos em 2026, o PT encerrou o primeiro dia do seu congresso com a certeza de que a campanha parte das conquistas e não das promessas em branco.


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Bem-vindos, voltamos a 2015/2016

Assim como aconteceu em 2015/2016, se o governo não agir urgentemente, será outra vez engolfado por uma farsa monstruosa da Globo e mídia hegemônica em consórcio com a oposição, com o empresariado, o agronegócio, militares e setores da PF e do judiciário, inclusive do STF.

Naquela crítica conjuntura pré e trans-golpe contra Dilma, ninguém acreditava que o governo e o PT seriam arrastados no escândalo batizado pela Globo como “Petrolão”, pelo simples fato de que os envolvidos em atos criminosos e de corrupção eram dirigentes da Petrobrás vinculados ao PP, MDB e outros partidos da centro-direita e direita.

E também ninguém acreditava que as fábulas inventadas pela Globo do pedalinho de lata do sítio de Atibaia e do triplex na praia de Guarujá seriam validadas pelo juiz-ladrão Sérgio Moro como acusações criminais minimamente aceitáveis.

No entanto, por trás da inocência [ou da boa-fé, da ingenuidade, da paralisia, ou da catatonia] do governo, aquele processo conduzido pela gangue de Curitiba e incensado pelos grupos de mídia tinha o claríssimo propósito de derrubar Dilma, criminalizar o PT e impedir Lula de concorrer e vencer a eleição de 2018.

Na época, a reação do governo, da sua base parlamentar e social, assim como do PT foi, para dizer o mínimo, tíbia e catatônica. Episódio que resume bem esse sentimento foi a paralisia diante da ordem ilegal e absurda do ministro do STF Gilmar Mendes proibindo Lula de assumir a chefia da Casa Civil do governo Dilma.

Não houve uma reação à altura daquela violência política e institucional que, acontecesse numa democracia funcional, derrubaria não o governo, mas o juiz da Suprema Corte autor de tamanha brutalidade inconstitucional.

Neste momento, faltando pouco mais de seis meses para a eleição de outubro, estamos vendo acontecer exatamente a mesma coisa. E, nesta farsa repetida como tragédia, assistimos o governo tímido, sem agir energicamente para deter os abusos e conter a farsa que avança perigosamente.

Há uma orquestração explícita que envolve agentes do Estado, mídia e atores da política para envolver Lula e o governo no escândalo do INSS e, principalmente, no desfalque bilionário do Banco Master.

A Globo assumiu a liderança dessa narrativa, inclusive com a produção de elementos gráficos de grande valor simbólico, como os powerpoints da época da Lava Jato.

Fez isso no programa Estúdio i da Globo News de 6 de março, com uma peça intitulada “ACESSOS E CONEXÕES DE DANIEL VORCARO” [caixa alta no original] ilustrada com uma fotografia do Lula em primeiríssimo lugar no organograma.

E repetiu a dose de canalhice no programa desta 6ª feira, 20 de março, com o powerpoint “CONEXÕES DE DANIEL VORCARO”.

Esta peça criminosa, apresentada e comentada em detalhes através do texto lido pela jornalista Andreia Sadi inclui Lula, Guido Mantega, Ricardo Lewandowski –todos que não têm absolutamente nada a ver com a roubalheira do Master–, e também Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central que interrompeu o crime e mandou liquidar o Master.

Incrivelmente, contudo, o powerpoint da Globo News não incluiu Bolsonaro, Ibaneis Rocha, Cláudio Castro, representantes da Faria Lima, Roberto Campos Neto, que permitiu a expansão do esquema e foi conivente com crimes, e pasme, não incluiu a própria Globo, que foi financiada por Vorcaro em evento em Nova Iorque, afora outros patrocínios e mimos que pode ter recebido do esquema mafioso.

Voltamos a 2015/2016. Sabemos que se não houver uma reação política e institucional contundente em relação à PF, ao judiciário e à mídia, o governo será fagocitado pela espiral conspirativa e verá a reeleição do presidente Lula escorrer líquida por entre os dedos da mão.

*Do blog de Jeferson Miola


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O esgoto do clã Bolsonaro: PT aciona TSE contra Flávio e Carlos Bolsonaro por vídeos que ligam Lula ao PCC

O Partido dos Trabalhadores (PT), por meio da Federação Brasil da Esperança, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro, o agora ex-vereador Carlos Bolsonaro e o Partido Liberal (PL). A ação, protocolada nesta segunda-feira (16), trata de três vídeos publicados nas redes sociais que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os conteúdos foram divulgados pelos irmãos Bolsonaro e pelo PL no Instagram em 10 de março. Segundo a federação, os vídeos apresentam acusações sem base factual.

O pedido inclui a concessão de liminar para retirada imediata dos conteúdos no prazo de 24 horas. Além disso, a ação solicita a aplicação de multa aos responsáveis pelas postagens. Pela legislação eleitoral, casos de propaganda antecipada podem resultar em penalidades entre R$ 5 mil e R$ 30 mil, sendo requerido o valor máximo.

A representação também menciona que um dos vídeos reutiliza um áudio de 2019 já analisado pela Justiça Eleitoral, que não comprovou ligação entre o PT e organizações criminosas.

Governo Lula no combate ao crime organizado
A representação também ressalta que a estratégia de desinformação ignora a realidade das políticas públicas adotadas pelo governo Lula no combate ao crime organizado. Dados apresentados na ação apontam que operações da Polícia Federal desmobilizaram mais de R$ 9,6 bilhões em ativos do crime organizado apenas em 2025, além de um prejuízo acumulado superior a R$ 20 bilhões às organizações criminosas desde o início da atual gestão.

A petição cita ainda a ampliação de investimentos em segurança pública, com mais de R$ 3 bilhões destinados aos fundos nacionais de segurança e do sistema penitenciário, bem como o reforço das operações de repressão ao tráfico e ao contrabando nas fronteiras e rodovias federais.

Para a federação, esses dados evidenciam que a narrativa propagada nos vídeos não apenas é falsa, mas contradiz frontalmente as ações concretas do governo federal no enfrentamento ao crime organizado.

Os advogados também argumentam que campanhas de desinformação como essa prejudicam o próprio funcionamento da democracia, pois contaminam o debate público com acusações sem base factual. Ao difundir informações falsas em larga escala, afirmam, acabam criando “realidades paralelas” que impedem que o eleitor forme sua opinião com base em fatos.

*PT


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Em homenagem a Lula no Rio, PT orienta filiados a driblar armadilhas da extrema direita

O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou na última sexta-feira (13) orientações internas para restringir manifestações políticas de militantes durante o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (15), na Marquês de Sapucaí. A medida busca evitar questionamentos jurídicos sobre propaganda eleitoral antecipada, após ações apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a apresentação da escola de samba.

Em comunicado, obtido pelo Globo e direcionado a filiados, dirigentes e autoridades, o partido afirmou que a participação deve respeitar o caráter cultural do evento.

“Nada de pedido de voto, nada de número de urna, nada de slogan eleitoral, nada de impulsionamento com caráter eleitoral. A legislação é clara e a gente não pode dar margem para questionamentos ou penalidades”, informou a sigla. Entre as orientações estão a proibição de adereços com referência ao PT, ao número 13 e a mensagens como “Lula 2026”, “Lula outra vez” e “Vamos ganhar”, além de hashtags com tom de campanha.

A direção nacional também determinou que não sejam feitas críticas a adversários políticos nem manifestações que possam ser interpretadas como propaganda. O comunicado estabelece que entrevistas e exposições públicas devem se limitar à “importância cultural do carnaval, trajetória pessoal do homenageado e liberdade artística e criativa da escola de samba”. O partido alertou ainda que o descumprimento das regras pode gerar punições internas e prejudicar a imagem da legenda e do presidente.

A cautela ocorre após o TSE rejeitar pedidos dos partidos Novo e Missão que tentavam barrar o desfile sob alegação de conteúdo eleitoral. Por unanimidade, os ministros entenderam que a proibição configuraria censura prévia, embora tenham ressaltado que eventuais irregularidades poderão ser punidas posteriormente.

A senadora bolsonarista Damares Alves (Republicanos) também apresentou denúncia ao Ministério Público Eleitoral. Durante o julgamento, a presidente do TSE, Cármen Lúcia, alertou para o risco de abusos.

“É um ambiente propício para que haja excessos, abusos e ilícitos. A festa de carnaval não pode ser fresta para ilícitos. Anunciam-se como participantes possíveis candidatos. Há risco concreto e plausível de que venha a acontecer algum ilícito que será objeto com certeza da Justiça Eleitoral, que já foi acionada. Não parece ser um cenário de areias claras de uma praia, parece mais areia movediça. Quem entra, entra sabendo que pode afundar”, afirmou.

No âmbito do governo federal, o Palácio do Planalto decidiu vetar a participação de ministros no desfile para evitar desgaste político. A primeira-dama Janja da Silva é aguardada na avenida, enquanto Lula acompanhará a apresentação do camarote da prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes e aliados. Será apenas a segunda vez que o presidente comparece à Sapucaí durante o mandato.

Com as restrições, o governo tenta reduzir riscos de que a homenagem seja interpretada como ato eleitoral antecipado, preservando a agenda institucional em um ano pré-eleitoral e evitando novos embates judiciais, segundo o DCM.


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Lula cobra PT em festa: ‘Eleição vai ser uma guerra e temos que estar preparados’

Presidente discursou em evento de aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores

Em um discurso com ares de discussão de relacionamento, o presidente defendeu a formação de alianças amplas e afirmou que o partido “não está com essa bola toda” em todos os estados. “Temos que tratar de fazer as alianças necessárias para a gente ganhar as eleições. Um acordo político é uma coisa tática para gente poder governar esse país. E estamos mais sabidos, muito mais preparados”, afirmou

O presidente iniciou seu discurso relembrando a fundação do PT nos anos 1980. Relembrou as bandeiras históricas da legenda, disse que o partido não pode se igualar à direita em uma política movida pelo dinheiro.

“A política apodreceu. Vocês que são candidatos sabem como está o mercado eleitoral nesse país, quanto custa um cabo eleitoral, quanto custa um vereador, quanto custa cada candidatura nesse país. É uma vergonha”, afirmou.

Na sequência, criticou o volume de dinheiro envolvido nas campanhas eleitorais e disse sentir saudade dos tempos em que o partido vendia camisetas para custear os comícios: “Agora é dinheiro rolando para tudo quanto é lado”.

O presidente cobrou uma autocrítica do PT por ter sido a favor das emendas impositivas, aprovadas no Congresso, e classificou o volume desses recursos como “um sequestro” das verbas do Executivo para que deputados e senadores gastem como quiserem.

“Vocês têm obrigação de não deixar que partido vá para a vala comum da política desse país”, afirmou
Também destacou que o PT precisa se fortalecer na sociedade: “É o partido que tem que ser forte, não é o Lula. O Lula é uma pessoa física, vocês são uma pessoa jurídica que não pode acabar”, afirmou.

Ainda segundo Lula, o PT precisa ir para a periferia e conversar com o povo, incluindo os evangélicos, lembrando que maioria deles recebem benefícios do governo federal. Depois das cobranças, encerrou o discurso em tom otimista, afirmando que o PT só perde a eleição presidencial para si mesmo.

“A eleição vai ser uma guerra e temos que estar preparados para ela para ganhar em alto nível. Vamos nos preparar. Sabiam eu estou motivado para cacete porque o que está em jogo não é só ganhar as eleições, precisamos pensar em um outro projeto para esse país, para despertar corações”, afirmou.

O evento foi uma espécie de pontapé inicial para as eleições de outubro. O presidente aproveitou o ato para mobilizar a militância e indicar as diretrizes da campanha, que incluem a defesa do legado das gestões petistas, o combate a privilégios e pautas como o fim da escala 6×1. A aposta é um discurso ideológico para enfrentar a direita bolsonarista na eleição.

A Bahia foi escolhida para sediar as celebrações dos 46 anos do PT como forma de reafirmar a importância eleitoral do estado, que deu uma frente de quatro milhões de votos a Lula na disputa contra Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno em 2022.

Mais cedo, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a construção de um amplo arco de alianças será crucial para a reeleição do presidente.

“Temos que ter capacidade de fazer alianças partidárias e como a sociedade. Não podemos ter dúvidas do que é central. Nada é mais importante do que a eleição do presidente Lula”, afirmou.

Ele ainda defendeu a importância de eleger senadores comprometidos como a democracia e citou a meta de eleger ao menos um deputado do PT em cada estado brasileiro e ampliar as bancadas nos estados onde a sigla já tem representantes na Câmara dos Deputados.

Edinho também destacou a importância de resgatar bandeiras históricas como o orçamento participativo, que poderia ser uma espécie de contraponto às emendas impositivas, e disse que só o PT pode ser um partido antissistema.

“Se queremos ser um partido antissistema, temos que fazer que os ricos paguem imposto e os trabalhadores deixem de pagar. Se queremos ser um partido do antissistema, temos que defender fim da jornada 6×1 e debater uma forma de custeio para que a gente universalizar a tarifa zero”, afirmou.

Lula chegou à Bahia na sexta-feira (6) para participar de uma cerimônia de entrega de ambulâncias, de Unidade Odontológicas Móveis e equipamentos para Unidades Básicas de Saúde. Pela tarde, o presidente fez uma visita ao Santuário de Santa Dulce dos Pobres, na capital baiana, segundo o ICL.

Na tarde deste sábado, o presidente e a primeira-dama Janja participam de um almoço na casa do cantor e compositor Gilberto Gil, que foi ministro da Cultura no primeiro mandato de Lula.


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Política

Datafolha revela uma realidade eleitoral em que o PT venceu todas as disputas eleitorais para a Presidência da República desde 2002

Desde a privataria, promovida por FHC, a direita jamais voltou ao poder, não de forma democrática. Foi preciso os donos do dinheiro grosso, especuladores, que hoje se confundem com o crime organizado como o PCC, tomarem o poder de assalto, com o luxuoso apoio total da mídia industrial.

O primeiro golpe foi dado em Dilma, com a farsa da pedalada fiscal e, logo em seguida a condenação e prisão de Lula, porcamente arquitetada por Sergio Moro e Bolsonaro para tirá-lo da eleição, como tiraram. O resto, todos sabem.

Com Lula livre, em 2022, deu o de sempre, a parcela mais manipulada, retrógrada ou reacionária da sociedade se mostra inferior à parcela progressista.

Então, se há nisso resiliência, ela se dá no campo progressista, porque do outro lado, o que vem  perdendo, está a papa fina da Faria Lima e, consequentemente toda a mídia industrial, enquanto essa fusão de esquerda segura o touro à unha, por motivos óbvios.

Um dado novo, segundo Sakamoto, dentro do universo reacionário, o centrão, que jamais teve força para eleger um presidente da República, mesmo sendo a principal força do Congresso, sequer tem capacidade de enfrentar o próprio Bolsonaro, a quem hoje renegam.

Salkamoto alega que isso deixou a Faria Lima brocha, porque Tarcísio de Freitas não tem sangue próprio, depende da transfusão direta de Bolsonaro na sua corrente sanguínea.

Ainda assim, a coisa seguia o mesmo padrão, considerado tradicional no quadro contemporâneo.

Ou seja, há um claro racha na direita, por isso as bolsas despencaram com a notícia de que Flávio Bolsonaro seria candidado à presidência. Nada ainda foi confirmado, a não ser que, independente do candidato, tudo leva a crer que dará a escrita, que já dura 24 anos com a esquerda vencendo as eleições presidenciais e, desta vez, com Lula, num quarto mandato.


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Cotidiano

Quem foi Paulo Frateschi, ex-deputado do PT assassinado pelo filho

Morto a facadas pelo filho de 34 anos nesta quinta (6), Paulo Frateschi (75) é ex-deputado estadual e conhecido como um dos dirigentes históricos do PT. Ele foi assassinado após uma discussão com o rapaz, que estava tendo um surto.

Frateschi foi um dos principais nomes da esquerda paulista nas últimas cinco décadas. Militante histórico, professor e dirigente nacional do PT, ele construiu uma trajetória marcada pela defesa da democracia em momentos decisivos da história do país.

A formação política de Frateschi começou ainda jovem, durante a ditadura militar. Ele integrou a Ação Libertadora Nacional, organização de resistência ao regime. Em 1969, aos 19 anos, foi preso e torturado. Sua libertação no saguão da Folha de S.Paulo tornou-se um episódio emblemático do período de repressão e de mobilização por direitos civis.

Com a redemocratização, Frateschi participou da fundação e da consolidação do PT. Tornou-se um dos dirigentes estaduais mais influentes e ocupou cargos de comando em diferentes momentos da legenda. Foi eleito deputado estadual e se manteve próximo das principais lideranças petistas, incluindo Lula, de quem se tornou amigo pessoal.

Na vida institucional, exerceu funções estratégicas. Foi secretário de Relações Governamentais na gestão Marta Suplicy e voltou ao posto durante a administração de Fernando Haddad, em 2014. Nas duas ocasiões, atuou na articulação política e no diálogo com movimentos sociais e parlamentares.

Nos últimos anos, continuou ativo no debate público. Ele defendeu Lula durante o período em que o presidente esteve preso, classificando o episódio como perseguição política. Segundo o DCM, para Frateschi, o tratamento dado ao petista lembrava práticas típicas dos anos de chumbo, que ele próprio viveu na juventude.

A trajetória de Frateschi também foi marcada por perdas pessoais profundas. Em 2002, o filho Pedro, de 7 anos, morreu em um acidente de carro. Um ano depois, o filho Júlio, de 16, também morreu em outra colisão automobilística. Os episódios mobilizaram figuras centrais do PT, que acompanharam os velórios em demonstração de solidariedade ao dirigente.

Mesmo após essas tragédias, ele seguiu atuando na política. Em 2018, enquanto ajudava a organizar caravanas em apoio à candidatura de Lula, foi ferido por uma pedrada durante um ataque ao grupo em Chapecó.

Sua morte foi lamentada pelo partido, que destacou coragem, integridade e compromisso social como marcas de sua atuação. O PT elogiou a trajetória de Frateschi e afirmou que ele deixe um “legado marcado pela luta, pela justiça e pela inclusão”.

Filho feriu a mãe após matar o pai.

Leia a nota do PT na íntegra:

É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento do ex-presidente do PT Paulista e ex-deputado estadual Paulo Frateschi, companheiro e dedicado militante do nosso partido.

Durante toda a sua trajetória, nosso companheiro demonstrou coragem, integridade e compromisso com o PT e pela busca de um país mais justo.

Paulo Frateschi deixa um legado marcado pela luta, pela justiça e pela inclusão. Ele permanecerá vivo em nossos corações e nas ações que ele ajudou a inspirar.

A passagem do nosso companheiro deixa uma lacuna irreparável entre amigos, familiares, colegas de militância e a comunidade.

Manifestamos à família, aos amigos e a todos que com ele caminharam, a nossa mais sincera solidariedade”.


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