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Vídeo – Lula no Congresso do PT: “Serei presidente outra vez”

Em vídeo exibido no encerramento do 1º dia do congresso partidário, presidente reforça realizações do governo como arma eleitoral, defende reformas nas instituições e mobilização nas ruas

No encerramento do primeiro dia do 8º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, realizado nesta sexta-feira, 24, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva transmitiu uma mensagem contundente aos cerca de 600 delegados reunidos. Impedido de comparecer pessoalmente por causa de um procedimento médico em São Paulo, Lula gravou um vídeo exibido à plenária ao final das atividades e encerrou com uma promessa: “Preparem-se, pois serei presidente outra vez porque o Brasil precisa de alguém democrático, que saiba ouvir e conversar com o coração das pessoas.”

Realização como arma eleitoral

O tom do discurso foi de confiança e ofensiva. Para Lula, a principal munição da campanha petista está nas conquistas concretas do governo atual — e na comparação direta com as gestões anteriores. “Quem está no governo deve usar as realizações como sua principal arma eleitoral”, afirmou, destacando crescimento acima de 3%, controle da inflação, aumento da massa salarial e ampliação dos investimentos em saúde e educação.

“Se nós fizemos as coisas corretas, e acreditamos que nós fizemos as coisas corretas, não perderemos a eleição para ninguém neste país. […] O partido que está no governo não corre atrás do adversário, é o adversário que corre atrás dele. É ele que tem que colocar a bola na frente” – Lula, em vídeo ao Congresso do PT

O presidente não citou adversários pelo nome, mas foi direto na estratégia: “Essa comparação com o que os outros fizeram é a nossa arma.”

Propostas para o futuro

Além de defender o legado do atual mandato, Lula apresentou as bandeiras que devem guiar o próximo período: transformação energética, exploração soberana de minerais críticos e desenvolvimento de uma nova indústria nacional de base tecnológica. Na educação, reafirmou a defesa de uma “revolução” com escolas de tempo integral e o fortalecimento dos institutos federais como motores de formação da classe trabalhadora brasileira.

O presidente alertou ainda para a importância de apresentar propostas concretas e factíveis: “Nós temos que mostrar com muita clareza uma proposta séria, que seja uma coisa factível, que a gente possa executar. Porque senão a gente fica prometendo e o cara: ‘Por que vocês não fizeram?’”

Reforma das instituições e defesa da democracia

Lula também defendeu reformas nas instituições — incluindo o Poder Judiciário, que atravessa uma crise de imagem agravada pelo escândalo financeiro do Banco Master. Sem detalhar os contornos das mudanças, foi enfático ao situar o Brasil como referência global: “Ninguém tem defendido multilateralismo como o Brasil, ninguém tem defendido a democracia como o Brasil, ninguém tem defendido as instituições como o Brasil. Tem defendido que elas precisam de reforma, precisam, até as instituições internas no Brasil precisam de reforma, mas é importante que a gente fale com muita clareza para o povo saber o que nós estamos querendo.”

E completou, reforçando o dever histórico do país: “Temos o dever de defender a democracia, a soberania nacional e o multilateralismo.”

“Nada, nada, nada supera a gente ter coragem de pegar um panfleto, andar na rua, bater com a palma no portão das pessoas e olhar no olho das pessoas. É assim que a gente faz política, não é sentado em um sofá fazendo zap. O zap é muito importante, mas a gente não vê o olho da pessoa.” – Lula, sobre mobilização política

Em um dos momentos mais vibrantes do discurso, Lula cobrou a militância a ir além do ambiente digital. Reconhecendo a importância das redes sociais, o apelo foi claro: é preciso sair do sofá, bater de porta em porta e construir política no contato direto com as pessoas.

Hora de ouvir a sociedade

Ainda pela manhã, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, fez um discurso que soou como autocrítica construtiva. Para ele, o momento histórico exige humildade para escutar as dores da sociedade brasileira — da mesma forma que o partido soube ouvi-la no fim dos anos 1970, na luta pela redemocratização, e em 2002, na primeira vitória de Lula. “Tem momentos na história que a gente tem que ter humildade para ouvir, para sentir o que a sociedade espera de nós. Eu não tenho nenhuma dúvida que esse é o momento que estamos vivenciando. É hora de ouvirmos”, afirmou.

Edinho contextualizou o avanço da ultradireita no mundo como expressão de uma crise do capitalismo que a classe trabalhadora não criou, mas sente na pele. E defendeu que o PT tem capacidade de apresentar alternativas: “Se a sociedade diz que esse sistema não serve e não resolve os problemas, nós temos capacidade de ouvir e construir os caminhos para as reformas permitidas para que um novo sistema comece a ser construído.” O presidente do PT também defendeu abertamente a reforma do Poder Judiciário, para que a instituição se aproxime da sociedade civil.

O manifesto e o caminho para 2026

O Congresso do PT, que vai até domingo, 26, debate um manifesto que servirá de base para as propostas da campanha à reeleição de Lula. O documento em análise é mais enxuto do que a versão elaborada pelo ex-ministro José Dirceu — decisão tomada para evitar divergências internas às vésperas do período eleitoral. O manifesto foca em reformas no Judiciário e na administração pública, defesa da escala de trabalho 6×1, soberania sobre minerais críticos e terras raras, além de críticas às políticas do presidente dos EUA, Donald Trump.

O evento contou com representantes de partidos aliados, como o PSB, PDT, PV e PCdoB, com destaque para a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. Delegações de mais de 80 países também marcaram presença, reforçando o caráter internacionalista do partido.

Com tom combativo e olhos postos em 2026, o PT encerrou o primeiro dia do seu congresso com a certeza de que a campanha parte das conquistas e não das promessas em branco.


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Política

Bem-vindos, voltamos a 2015/2016

Assim como aconteceu em 2015/2016, se o governo não agir urgentemente, será outra vez engolfado por uma farsa monstruosa da Globo e mídia hegemônica em consórcio com a oposição, com o empresariado, o agronegócio, militares e setores da PF e do judiciário, inclusive do STF.

Naquela crítica conjuntura pré e trans-golpe contra Dilma, ninguém acreditava que o governo e o PT seriam arrastados no escândalo batizado pela Globo como “Petrolão”, pelo simples fato de que os envolvidos em atos criminosos e de corrupção eram dirigentes da Petrobrás vinculados ao PP, MDB e outros partidos da centro-direita e direita.

E também ninguém acreditava que as fábulas inventadas pela Globo do pedalinho de lata do sítio de Atibaia e do triplex na praia de Guarujá seriam validadas pelo juiz-ladrão Sérgio Moro como acusações criminais minimamente aceitáveis.

No entanto, por trás da inocência [ou da boa-fé, da ingenuidade, da paralisia, ou da catatonia] do governo, aquele processo conduzido pela gangue de Curitiba e incensado pelos grupos de mídia tinha o claríssimo propósito de derrubar Dilma, criminalizar o PT e impedir Lula de concorrer e vencer a eleição de 2018.

Na época, a reação do governo, da sua base parlamentar e social, assim como do PT foi, para dizer o mínimo, tíbia e catatônica. Episódio que resume bem esse sentimento foi a paralisia diante da ordem ilegal e absurda do ministro do STF Gilmar Mendes proibindo Lula de assumir a chefia da Casa Civil do governo Dilma.

Não houve uma reação à altura daquela violência política e institucional que, acontecesse numa democracia funcional, derrubaria não o governo, mas o juiz da Suprema Corte autor de tamanha brutalidade inconstitucional.

Neste momento, faltando pouco mais de seis meses para a eleição de outubro, estamos vendo acontecer exatamente a mesma coisa. E, nesta farsa repetida como tragédia, assistimos o governo tímido, sem agir energicamente para deter os abusos e conter a farsa que avança perigosamente.

Há uma orquestração explícita que envolve agentes do Estado, mídia e atores da política para envolver Lula e o governo no escândalo do INSS e, principalmente, no desfalque bilionário do Banco Master.

A Globo assumiu a liderança dessa narrativa, inclusive com a produção de elementos gráficos de grande valor simbólico, como os powerpoints da época da Lava Jato.

Fez isso no programa Estúdio i da Globo News de 6 de março, com uma peça intitulada “ACESSOS E CONEXÕES DE DANIEL VORCARO” [caixa alta no original] ilustrada com uma fotografia do Lula em primeiríssimo lugar no organograma.

E repetiu a dose de canalhice no programa desta 6ª feira, 20 de março, com o powerpoint “CONEXÕES DE DANIEL VORCARO”.

Esta peça criminosa, apresentada e comentada em detalhes através do texto lido pela jornalista Andreia Sadi inclui Lula, Guido Mantega, Ricardo Lewandowski –todos que não têm absolutamente nada a ver com a roubalheira do Master–, e também Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central que interrompeu o crime e mandou liquidar o Master.

Incrivelmente, contudo, o powerpoint da Globo News não incluiu Bolsonaro, Ibaneis Rocha, Cláudio Castro, representantes da Faria Lima, Roberto Campos Neto, que permitiu a expansão do esquema e foi conivente com crimes, e pasme, não incluiu a própria Globo, que foi financiada por Vorcaro em evento em Nova Iorque, afora outros patrocínios e mimos que pode ter recebido do esquema mafioso.

Voltamos a 2015/2016. Sabemos que se não houver uma reação política e institucional contundente em relação à PF, ao judiciário e à mídia, o governo será fagocitado pela espiral conspirativa e verá a reeleição do presidente Lula escorrer líquida por entre os dedos da mão.

*Do blog de Jeferson Miola


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Política

O esgoto do clã Bolsonaro: PT aciona TSE contra Flávio e Carlos Bolsonaro por vídeos que ligam Lula ao PCC

O Partido dos Trabalhadores (PT), por meio da Federação Brasil da Esperança, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro, o agora ex-vereador Carlos Bolsonaro e o Partido Liberal (PL). A ação, protocolada nesta segunda-feira (16), trata de três vídeos publicados nas redes sociais que associam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os conteúdos foram divulgados pelos irmãos Bolsonaro e pelo PL no Instagram em 10 de março. Segundo a federação, os vídeos apresentam acusações sem base factual.

O pedido inclui a concessão de liminar para retirada imediata dos conteúdos no prazo de 24 horas. Além disso, a ação solicita a aplicação de multa aos responsáveis pelas postagens. Pela legislação eleitoral, casos de propaganda antecipada podem resultar em penalidades entre R$ 5 mil e R$ 30 mil, sendo requerido o valor máximo.

A representação também menciona que um dos vídeos reutiliza um áudio de 2019 já analisado pela Justiça Eleitoral, que não comprovou ligação entre o PT e organizações criminosas.

Governo Lula no combate ao crime organizado
A representação também ressalta que a estratégia de desinformação ignora a realidade das políticas públicas adotadas pelo governo Lula no combate ao crime organizado. Dados apresentados na ação apontam que operações da Polícia Federal desmobilizaram mais de R$ 9,6 bilhões em ativos do crime organizado apenas em 2025, além de um prejuízo acumulado superior a R$ 20 bilhões às organizações criminosas desde o início da atual gestão.

A petição cita ainda a ampliação de investimentos em segurança pública, com mais de R$ 3 bilhões destinados aos fundos nacionais de segurança e do sistema penitenciário, bem como o reforço das operações de repressão ao tráfico e ao contrabando nas fronteiras e rodovias federais.

Para a federação, esses dados evidenciam que a narrativa propagada nos vídeos não apenas é falsa, mas contradiz frontalmente as ações concretas do governo federal no enfrentamento ao crime organizado.

Os advogados também argumentam que campanhas de desinformação como essa prejudicam o próprio funcionamento da democracia, pois contaminam o debate público com acusações sem base factual. Ao difundir informações falsas em larga escala, afirmam, acabam criando “realidades paralelas” que impedem que o eleitor forme sua opinião com base em fatos.

*PT


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Política

Em homenagem a Lula no Rio, PT orienta filiados a driblar armadilhas da extrema direita

O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou na última sexta-feira (13) orientações internas para restringir manifestações políticas de militantes durante o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (15), na Marquês de Sapucaí. A medida busca evitar questionamentos jurídicos sobre propaganda eleitoral antecipada, após ações apresentadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a apresentação da escola de samba.

Em comunicado, obtido pelo Globo e direcionado a filiados, dirigentes e autoridades, o partido afirmou que a participação deve respeitar o caráter cultural do evento.

“Nada de pedido de voto, nada de número de urna, nada de slogan eleitoral, nada de impulsionamento com caráter eleitoral. A legislação é clara e a gente não pode dar margem para questionamentos ou penalidades”, informou a sigla. Entre as orientações estão a proibição de adereços com referência ao PT, ao número 13 e a mensagens como “Lula 2026”, “Lula outra vez” e “Vamos ganhar”, além de hashtags com tom de campanha.

A direção nacional também determinou que não sejam feitas críticas a adversários políticos nem manifestações que possam ser interpretadas como propaganda. O comunicado estabelece que entrevistas e exposições públicas devem se limitar à “importância cultural do carnaval, trajetória pessoal do homenageado e liberdade artística e criativa da escola de samba”. O partido alertou ainda que o descumprimento das regras pode gerar punições internas e prejudicar a imagem da legenda e do presidente.

A cautela ocorre após o TSE rejeitar pedidos dos partidos Novo e Missão que tentavam barrar o desfile sob alegação de conteúdo eleitoral. Por unanimidade, os ministros entenderam que a proibição configuraria censura prévia, embora tenham ressaltado que eventuais irregularidades poderão ser punidas posteriormente.

A senadora bolsonarista Damares Alves (Republicanos) também apresentou denúncia ao Ministério Público Eleitoral. Durante o julgamento, a presidente do TSE, Cármen Lúcia, alertou para o risco de abusos.

“É um ambiente propício para que haja excessos, abusos e ilícitos. A festa de carnaval não pode ser fresta para ilícitos. Anunciam-se como participantes possíveis candidatos. Há risco concreto e plausível de que venha a acontecer algum ilícito que será objeto com certeza da Justiça Eleitoral, que já foi acionada. Não parece ser um cenário de areias claras de uma praia, parece mais areia movediça. Quem entra, entra sabendo que pode afundar”, afirmou.

No âmbito do governo federal, o Palácio do Planalto decidiu vetar a participação de ministros no desfile para evitar desgaste político. A primeira-dama Janja da Silva é aguardada na avenida, enquanto Lula acompanhará a apresentação do camarote da prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes e aliados. Será apenas a segunda vez que o presidente comparece à Sapucaí durante o mandato.

Com as restrições, o governo tenta reduzir riscos de que a homenagem seja interpretada como ato eleitoral antecipado, preservando a agenda institucional em um ano pré-eleitoral e evitando novos embates judiciais, segundo o DCM.


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Política

Lula cobra PT em festa: ‘Eleição vai ser uma guerra e temos que estar preparados’

Presidente discursou em evento de aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores

Em um discurso com ares de discussão de relacionamento, o presidente defendeu a formação de alianças amplas e afirmou que o partido “não está com essa bola toda” em todos os estados. “Temos que tratar de fazer as alianças necessárias para a gente ganhar as eleições. Um acordo político é uma coisa tática para gente poder governar esse país. E estamos mais sabidos, muito mais preparados”, afirmou

O presidente iniciou seu discurso relembrando a fundação do PT nos anos 1980. Relembrou as bandeiras históricas da legenda, disse que o partido não pode se igualar à direita em uma política movida pelo dinheiro.

“A política apodreceu. Vocês que são candidatos sabem como está o mercado eleitoral nesse país, quanto custa um cabo eleitoral, quanto custa um vereador, quanto custa cada candidatura nesse país. É uma vergonha”, afirmou.

Na sequência, criticou o volume de dinheiro envolvido nas campanhas eleitorais e disse sentir saudade dos tempos em que o partido vendia camisetas para custear os comícios: “Agora é dinheiro rolando para tudo quanto é lado”.

O presidente cobrou uma autocrítica do PT por ter sido a favor das emendas impositivas, aprovadas no Congresso, e classificou o volume desses recursos como “um sequestro” das verbas do Executivo para que deputados e senadores gastem como quiserem.

“Vocês têm obrigação de não deixar que partido vá para a vala comum da política desse país”, afirmou
Também destacou que o PT precisa se fortalecer na sociedade: “É o partido que tem que ser forte, não é o Lula. O Lula é uma pessoa física, vocês são uma pessoa jurídica que não pode acabar”, afirmou.

Ainda segundo Lula, o PT precisa ir para a periferia e conversar com o povo, incluindo os evangélicos, lembrando que maioria deles recebem benefícios do governo federal. Depois das cobranças, encerrou o discurso em tom otimista, afirmando que o PT só perde a eleição presidencial para si mesmo.

“A eleição vai ser uma guerra e temos que estar preparados para ela para ganhar em alto nível. Vamos nos preparar. Sabiam eu estou motivado para cacete porque o que está em jogo não é só ganhar as eleições, precisamos pensar em um outro projeto para esse país, para despertar corações”, afirmou.

O evento foi uma espécie de pontapé inicial para as eleições de outubro. O presidente aproveitou o ato para mobilizar a militância e indicar as diretrizes da campanha, que incluem a defesa do legado das gestões petistas, o combate a privilégios e pautas como o fim da escala 6×1. A aposta é um discurso ideológico para enfrentar a direita bolsonarista na eleição.

A Bahia foi escolhida para sediar as celebrações dos 46 anos do PT como forma de reafirmar a importância eleitoral do estado, que deu uma frente de quatro milhões de votos a Lula na disputa contra Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno em 2022.

Mais cedo, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a construção de um amplo arco de alianças será crucial para a reeleição do presidente.

“Temos que ter capacidade de fazer alianças partidárias e como a sociedade. Não podemos ter dúvidas do que é central. Nada é mais importante do que a eleição do presidente Lula”, afirmou.

Ele ainda defendeu a importância de eleger senadores comprometidos como a democracia e citou a meta de eleger ao menos um deputado do PT em cada estado brasileiro e ampliar as bancadas nos estados onde a sigla já tem representantes na Câmara dos Deputados.

Edinho também destacou a importância de resgatar bandeiras históricas como o orçamento participativo, que poderia ser uma espécie de contraponto às emendas impositivas, e disse que só o PT pode ser um partido antissistema.

“Se queremos ser um partido antissistema, temos que fazer que os ricos paguem imposto e os trabalhadores deixem de pagar. Se queremos ser um partido do antissistema, temos que defender fim da jornada 6×1 e debater uma forma de custeio para que a gente universalizar a tarifa zero”, afirmou.

Lula chegou à Bahia na sexta-feira (6) para participar de uma cerimônia de entrega de ambulâncias, de Unidade Odontológicas Móveis e equipamentos para Unidades Básicas de Saúde. Pela tarde, o presidente fez uma visita ao Santuário de Santa Dulce dos Pobres, na capital baiana, segundo o ICL.

Na tarde deste sábado, o presidente e a primeira-dama Janja participam de um almoço na casa do cantor e compositor Gilberto Gil, que foi ministro da Cultura no primeiro mandato de Lula.


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Política

Datafolha revela uma realidade eleitoral em que o PT venceu todas as disputas eleitorais para a Presidência da República desde 2002

Desde a privataria, promovida por FHC, a direita jamais voltou ao poder, não de forma democrática. Foi preciso os donos do dinheiro grosso, especuladores, que hoje se confundem com o crime organizado como o PCC, tomarem o poder de assalto, com o luxuoso apoio total da mídia industrial.

O primeiro golpe foi dado em Dilma, com a farsa da pedalada fiscal e, logo em seguida a condenação e prisão de Lula, porcamente arquitetada por Sergio Moro e Bolsonaro para tirá-lo da eleição, como tiraram. O resto, todos sabem.

Com Lula livre, em 2022, deu o de sempre, a parcela mais manipulada, retrógrada ou reacionária da sociedade se mostra inferior à parcela progressista.

Então, se há nisso resiliência, ela se dá no campo progressista, porque do outro lado, o que vem  perdendo, está a papa fina da Faria Lima e, consequentemente toda a mídia industrial, enquanto essa fusão de esquerda segura o touro à unha, por motivos óbvios.

Um dado novo, segundo Sakamoto, dentro do universo reacionário, o centrão, que jamais teve força para eleger um presidente da República, mesmo sendo a principal força do Congresso, sequer tem capacidade de enfrentar o próprio Bolsonaro, a quem hoje renegam.

Salkamoto alega que isso deixou a Faria Lima brocha, porque Tarcísio de Freitas não tem sangue próprio, depende da transfusão direta de Bolsonaro na sua corrente sanguínea.

Ainda assim, a coisa seguia o mesmo padrão, considerado tradicional no quadro contemporâneo.

Ou seja, há um claro racha na direita, por isso as bolsas despencaram com a notícia de que Flávio Bolsonaro seria candidado à presidência. Nada ainda foi confirmado, a não ser que, independente do candidato, tudo leva a crer que dará a escrita, que já dura 24 anos com a esquerda vencendo as eleições presidenciais e, desta vez, com Lula, num quarto mandato.


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Cotidiano

Quem foi Paulo Frateschi, ex-deputado do PT assassinado pelo filho

Morto a facadas pelo filho de 34 anos nesta quinta (6), Paulo Frateschi (75) é ex-deputado estadual e conhecido como um dos dirigentes históricos do PT. Ele foi assassinado após uma discussão com o rapaz, que estava tendo um surto.

Frateschi foi um dos principais nomes da esquerda paulista nas últimas cinco décadas. Militante histórico, professor e dirigente nacional do PT, ele construiu uma trajetória marcada pela defesa da democracia em momentos decisivos da história do país.

A formação política de Frateschi começou ainda jovem, durante a ditadura militar. Ele integrou a Ação Libertadora Nacional, organização de resistência ao regime. Em 1969, aos 19 anos, foi preso e torturado. Sua libertação no saguão da Folha de S.Paulo tornou-se um episódio emblemático do período de repressão e de mobilização por direitos civis.

Com a redemocratização, Frateschi participou da fundação e da consolidação do PT. Tornou-se um dos dirigentes estaduais mais influentes e ocupou cargos de comando em diferentes momentos da legenda. Foi eleito deputado estadual e se manteve próximo das principais lideranças petistas, incluindo Lula, de quem se tornou amigo pessoal.

Na vida institucional, exerceu funções estratégicas. Foi secretário de Relações Governamentais na gestão Marta Suplicy e voltou ao posto durante a administração de Fernando Haddad, em 2014. Nas duas ocasiões, atuou na articulação política e no diálogo com movimentos sociais e parlamentares.

Nos últimos anos, continuou ativo no debate público. Ele defendeu Lula durante o período em que o presidente esteve preso, classificando o episódio como perseguição política. Segundo o DCM, para Frateschi, o tratamento dado ao petista lembrava práticas típicas dos anos de chumbo, que ele próprio viveu na juventude.

A trajetória de Frateschi também foi marcada por perdas pessoais profundas. Em 2002, o filho Pedro, de 7 anos, morreu em um acidente de carro. Um ano depois, o filho Júlio, de 16, também morreu em outra colisão automobilística. Os episódios mobilizaram figuras centrais do PT, que acompanharam os velórios em demonstração de solidariedade ao dirigente.

Mesmo após essas tragédias, ele seguiu atuando na política. Em 2018, enquanto ajudava a organizar caravanas em apoio à candidatura de Lula, foi ferido por uma pedrada durante um ataque ao grupo em Chapecó.

Sua morte foi lamentada pelo partido, que destacou coragem, integridade e compromisso social como marcas de sua atuação. O PT elogiou a trajetória de Frateschi e afirmou que ele deixe um “legado marcado pela luta, pela justiça e pela inclusão”.

Filho feriu a mãe após matar o pai.

Leia a nota do PT na íntegra:

É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento do ex-presidente do PT Paulista e ex-deputado estadual Paulo Frateschi, companheiro e dedicado militante do nosso partido.

Durante toda a sua trajetória, nosso companheiro demonstrou coragem, integridade e compromisso com o PT e pela busca de um país mais justo.

Paulo Frateschi deixa um legado marcado pela luta, pela justiça e pela inclusão. Ele permanecerá vivo em nossos corações e nas ações que ele ajudou a inspirar.

A passagem do nosso companheiro deixa uma lacuna irreparável entre amigos, familiares, colegas de militância e a comunidade.

Manifestamos à família, aos amigos e a todos que com ele caminharam, a nossa mais sincera solidariedade”.


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Política

Agora vai!

O antipetismo é o caminho mais próximo do bolsonarismo.

Ciro Gomes é a prova inconteste disso.

Propagar ódio ao PT e a Lula sempre dará um caldo no mundo bolsonarista, e Ciro, de olho nesse espólio, não vai perder o embalo que sempre carregou na manga  decom o intuito de descarregar suas mágoas pelas inúmeras derrotas que ele atribui a Lula e ao PT.

O sentimento de oposição ao PT, ilustrado por Ciro Gomes, tende a se alinhar com o bolsonarismo.

Ao direcionar críticas intensas contra o PT e Lula, Ciro explora ressentimentos pessoais e políticos, mirando captar o apoio de eleitores alinhados a Bolsonaro, em uma estratégia movida por suas derrotas eleitorais.

Ciro é um oportunista contumaz e, se precisar assumir o papel patético de Paulo Figueiredo, nos EUA, juntando-se a Eduardo para tentar um lero-lero com Marco Rubio, para também ser ignorado, ele não pensará duas vezes.

O sujeito já foi filiado a 8 partidos.


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A quantas anda o projeto da Anistia

O relator Paulinho da Força quer a votação nesta semana com foco em redução de penas (não anistia total).

Governo Lula e Senado afirmam que “Anistia ampla é impossível”; busca “pacificar o país” sem afrentar o Judiciário. Para tanto, haverá reuniões com bancadasnesta segunda (22) e terça (23) para esboçar texto.

Bolsonaristas (PL e aliados) querem anistia ampla, geral e irrestrita, incluindo Bolsonaro e rejeitam pacto com STF. Acusam o relator de ser “posto por Moraes para enterrar a anistia”.

Eduardo Bolsonaro chamou a proposta de “cínica”. Bolsonaristas insistem em emendas no plenário para ampliar o perdão.

Esquerda, PT e aliados buscam atrasar a votação e são contra qualquer anistia ou redução.

As manifestações nacionais contra o projeto de anistia e a PEC da Blindagem, “Democracia não é barganha” rvidenciaram a opinião do povo brasileiro, contra a anistia e a PEC, chamada de PEC da Bandidagem.

A redução de penas é prerrogativa do Judiciário. diz o líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), que faz críticas e afirma ser um risco à democracia.

O centrão e a presidência da Câmara, Hugo Motta, apoiam um texto moderado, priorizando a redução de penas para evitar polarização. Motta evita pauta imediata para focar em outras prioridades, mas sinaliza acordo possível na próxima semana.

Já Paulinho da Força planeja votar o texto até o final desta semana (até 26/09), mas impasses podem atrasar para a próxima terça (30/09). O projeto, apresentado inicialmente pelo deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), exclui explicitamente Bolsonaro e sete aliados condenados, mas bolsonaristas buscam alterar isso via emendas.

Reações nas Ruas e Redes neste domingo (21/09) através de manifestações robustas contra a anistia e a PEC da Blindagem, que blindaria parlamentares de investigações mobilizaram milhares, quiçá milhões de pessoas em várias cidades, principalmente nas capitais, com alvos como Hugo Motta.

O STF, sob relatoria de Alexandre de Moraes, rejeita anistia ampla. O governo Lula vê a proposta como “presentinho para Trump”, mas abre espaço para redução de penas. Especialistas preveem que o texto final dependerá de negociações no colégio de líderes e pressão pública.

O projeto enfrenta resistência em múltiplas frentes. bolsonaristas ameaçam travar pautas se não houver anistia total, enquanto a esquerda usa protestos para ganhar tempo. Analistas indicam que uma versão intermediária (redução de penas) tem mais chances de aprovação, mas pode ser alterada no plenário.

O Senado, presidido por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também sinaliza apoio restrito. Fique atento às reuniões de bancada nesta semana, que podem definir o rumo.

Aguardemos o desfecho.


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Política

Centrão contra o povo: Em retaliação ao PT, centrão ameaça tarifa social de energia

Governo corre risco de perder MP que garante desconto na conta de luz para milhões de famílias após atrito com aliados na votação da PEC da Blindagem

A votação da chamada PEC da Blindagem, aprovada na Câmara dos Deputados nesta semana, não encerrou o embate político que a cercou. Pelo contrário: abriu um novo campo de conflito entre o governo e o Centrão. Irritados com a postura do PT, que entregou apenas uma fatia mínima de votos favoráveis, líderes do bloco agora cogitam retaliar em uma frente delicada: a Medida Provisória que amplia a tarifa social de energia elétrica.

O recado foi dado de forma direta. Mesmo após mudanças de relatoria e ajustes no texto para atender demandas petistas, o partido de Lula somou apenas 12 votos em favor da PEC entre seus 67 parlamentares. Para integrantes do Centrão, a conta não fechou e soou como um gesto de descompromisso do governo com o Legislativo.

O fato de a MP da tarifa social precisar ser aprovada até o fim do dia (17) na Câmara e no Senado para não perder validade deu uma arma para o centrão que agora quer usar os mais vulneráveis para atingir o governo. Caso isso ocorra, milhões de famílias de baixa renda terão o desconto eliminado da conta de luz. Em resumo: o Centrão ameaça travar a pauta, usando como moeda de troca uma política pública que deveria ser inegociável.

Relator da proposta na Câmara, o deputado Fernando Coelho Filho (União), deu entrevista ao ICL, onde disse que estão tentando votar pela manhã, para dar tempo de ir para o Senado a tarde (Foto: Reprodução)

Ameaça do centrão atinge programa de impacto social
O ICL Notícias conversou com o relator da proposta na Câmara, o deputado Fernando Coelho Filho (União), que disse: “Estamos tentando votar ainda agora pela manhã para dar tempo de ir ao Senado a tarde” Ele também afirmou que acredita que o texto vai conseguir avançar mas ele admite que a postura do PT em ser contra a proposta criou dificuldades para a pauta. Sobre isso ele afirmou: “Acho que acabou atrasando a tramitação. Mas vamos tentar fazer hoje!”

De acordo com Cleber Lourenço, do ICL, no Planalto, a percepção é clara: a ameaça atinge em cheio um programa de alto impacto social. A estratégia do governo é explorar o desgaste de deputados que optarem por derrubar o benefício, lembrando que a perda do desconto vai pesar imediatamente no bolso de milhões de brasileiros. Além disso, dados oficiais mostram que quase 8 milhões de famílias que já têm direito à tarifa ainda não recebem o benefício, o que aumenta a pressão por sua manutenção e ampliação.

O episódio evidencia uma dinâmica recorrente: o uso de políticas públicas como arma de barganha. Enquanto a base governista revela fragilidade ao não entregar votos em pautas controversas, o Centrão se mostra disposto a emparedar o Executivo mesmo às custas de direitos sociais básicos. No fim da linha, quem paga essa disputa não são os partidos, mas a população que depende da tarifa social para manter a luz acesa.


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