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Tarcísio e aliados entram na mira da Justiça Eleitoral após ato em igreja. Risco de inelegibilidade

A campanha de Tarcísio de Freitas começa a enfrentar um problema que pode ultrapassar o terreno político e chegar ao coração da disputa eleitoral: o uso de um templo religioso em um ato realizado justamente no início da campanha.

A Associação Movimento Brasil Laico acionou o Ministério Público Eleitoral de São Paulo e pediu a investigação de Tarcísio, candidato à reeleição, e dos candidatos ao Senado Guilherme Derrite e André do Prado. A entidade pede a cassação dos registros e a inelegibilidade por oito anos dos envolvidos.

O episódio ocorreu em 17 de agosto, na Assembleia de Deus Ministério do Belém, na zona leste de São Paulo, diante de aproximadamente 2.500 pessoas. Tarcísio leu uma passagem bíblica, pediu orações para que “Deus abra os caminhos” e participou de uma reunião de obreiros ao lado dos candidatos ao Senado. Derrite também discursou no evento.

Para a associação, porém, não se trata simplesmente de um político participando de um culto. A representação sustenta que a estrutura e a visibilidade proporcionadas pelo templo teriam sido utilizadas em benefício eleitoral da chapa, configurando possível propaganda irregular em bem de uso comum, doação estimável em dinheiro e abuso de poder político e econômico.

E é justamente aí que a denúncia ganha peso. A questão não é impedir a liberdade religiosa nem proibir candidatos de professarem sua fé. O problema apontado pela entidade é a utilização da estrutura de uma igreja como ambiente de promoção política durante uma campanha eleitoral.

A legislação eleitoral estabelece restrições específicas à propaganda em templos religiosos. A própria Lei Complementar nº 64 prevê inelegibilidade de oito anos em determinadas hipóteses de abuso do poder econômico ou político quando reconhecidas pela Justiça Eleitoral.

Agora, caberá ao Ministério Público Eleitoral e, posteriormente, à Justiça Eleitoral avaliar se o episódio ultrapassou os limites de uma participação religiosa e se houve efetivamente vantagem eleitoral indevida.

O caso também expõe uma questão maior: até onde pode ir a mistura entre religião e campanha eleitoral sem comprometer a igualdade de condições entre os candidatos?

Se um templo, com milhares de fiéis e toda a sua estrutura de influência, passa a funcionar como palco de uma candidatura, o debate deixa de ser apenas religioso. Torna-se eleitoral, jurídico e democrático.

A representação não significa que Tarcísio ou os candidatos ao Senado já estejam inelegíveis. Trata-se, neste momento, de um pedido de investigação e de aplicação de sanções. Mas o episódio coloca a campanha governista diante de uma cobrança incômoda: a fé pode ser livre, mas a estrutura religiosa não pode se transformar em atalho para obter vantagem eleitoral.


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Política

PT evita dar palanque a Flávio Bolsonaro e rejeita ação por inelegibilidade após ataque às urnas

O PT decidiu não embarcar na estratégia adotada pela campanha de Flávio Bolsonaro após o candidato voltar a questionar a segurança das urnas eletrônicas diante de embaixadores e representantes diplomáticos. Embora integrantes do partido considerem grave a tentativa de lançar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro em um ambiente institucional e com repercussão internacional, a avaliação predominante é de que um pedido de inelegibilidade neste momento poderia acabar servindo aos interesses políticos do adversário.

Nos bastidores, dirigentes petistas avaliam que Flávio busca reeditar uma tática já utilizada pelo bolsonarismo em outras disputas: transformar embates judiciais em combustível para a mobilização de sua base eleitoral. A leitura é que uma ação imediata pedindo sua inelegibilidade poderia alimentar o discurso de perseguição política explorado com frequência pelo campo bolsonarista, desviando o foco do conteúdo das declarações e transferindo o debate para uma suposta vítima de decisões institucionais.

A decisão do PT, portanto, é concentrar esforços na disputa política e na defesa pública da credibilidade do sistema eleitoral. Lideranças da legenda sustentam que as urnas eletrônicas acumulam décadas de funcionamento sem registros de fraudes comprovadas e que ataques recorrentes ao processo de votação têm como principal efeito enfraquecer a confiança da população nas instituições democráticas.

Integrantes do partido também argumentam que a presença de embaixadores em um evento marcado por questionamentos às eleições amplia a gravidade do episódio. Para eles, levar acusações sem provas ao corpo diplomático representa uma tentativa de internacionalizar uma narrativa já rejeitada por órgãos de controle, pela Justiça Eleitoral e por especialistas em segurança digital.

Apesar de descartar, por ora, uma ofensiva jurídica pela inelegibilidade, o PT não pretende ignorar o caso. A legenda deve explorar politicamente o episódio durante a campanha, associando as declarações de Flávio Bolsonaro ao histórico de ataques promovidos pelo bolsonarismo contra as instituições eleitorais. O objetivo é apresentar o adversário como alguém que insiste em colocar sob suspeita um sistema que garantiu eleições reconhecidas nacional e internacionalmente.

Com isso, os petistas acreditam evitar uma armadilha política. Em vez de oferecer ao rival um novo argumento para o discurso de vitimização, a estratégia será manter o debate no terreno da credibilidade das urnas e da defesa da democracia, apostando que a repetição de acusações sem evidências tende a desgastar mais quem as faz do que seus alvos.


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Política

TSE marcou julgamento de Claudio Castro para 4/11 que poderá ser cassado e ficar inelegível

Julgamento no TSE: O que está em jogo para Cláudio Castro
Sim, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para terça-feira, 4 de novembro de 2025, o julgamento de duas ações eleitorais que podem resultar na cassação do mandato do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e na inelegibilidade dele por oito anos.

O caso também envolve o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil). A decisão pode alterar drasticamente o cenário político do estado para as eleições de 2026.

As acusações são de abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022. O Ministério Público Eleitoral (MPE) alega irregularidades no Centro Estadual de Produção de Pesquisas e Estatísticas (Ceperj), como contratações suspeitas e descentralização de recursos para entidades ligadas a aliados, visando vantagens eleitorais para Castro e Bacellar.

Histórico: Os dois foram absolvidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) em 2024, mas o MPE recorreu ao TSE. A relatora é a ministra Isabel Gallotti, que liberou o processo para julgamento antes do fim de seu mandato em 21 de novembro.

Defesa: Castro e Bacellar negam as irregularidades e argumentam falta de provas, destacando que o TRE-RJ já analisou o caso.
Impactos potenciais
Se condenados:

Cassação dos mandatos, com inelegibilidade por oito anos (até 2034).
Para o governo do RJ: O presidente do Tribunal de Justiça (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto de Castro, assumiria interinamente. Uma eleição suplementar direta seria convocada em até 40 dias, conforme o Código Eleitoral (prevalece sobre a Constituição Estadual, que prevê eleição indireta).

Para 2026, Castro, que planejava candidatura ao Senado, ficaria fora do jogo. Bacellar, cotado para o governo estadual, também seria afetado. Isso beneficiaria opositores como o prefeito Eduardo Paes (PSD), favorito nas pesquisas para o Palácio Guanabara, que poderia disputar uma eleição antecipada sem rivais consolidados.


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Política

Bolsonaro tem que ser preso imediatamente por ameaçar o presidente da Câmara e os ministros do STF

A psicopatia de Bolsonaro vai muito além de tudo que o mundo do crime, de onde veio, já sabe dele.

No inacreditável documento de exigência de sua anistia, que ele quer que paute imediatamente, inclusive ameaçando Hugo Motta, de cassar sua eleição como presidente da Câmara se ele não pautar, Bolsonaro acaba confessando o crime de tramar o golpe dizendo que tem que ser anistiado quem tramou e quem financiou a tentativa de golpe e condenar qualquer autoridade judicial que for contra a anistia, sobretudo o STF.

Não para aí.

Bolsonaro, na mesma baciada da anistia, quer tornar inválida a sua inelegibilidade por conta de outro crime que nada tem a ver com 8 de janeiro.

Esse bandido, o mais violento e perigoso do Brasil, tem que ser preso preventiva e imediatamente, como manda a lei.

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Opinião

Com Bolsonaro e Braga Netto inelegíveis, sobrou somente o pneu para os bolsonaristas

Não dá para mensurar quem é bolsonarista e quem apenas votou em Bolsonaro. Nessas duas figuras, há uma grande diferença correspondente à totalidade de votos de Bolsonaro em 2022, quando seu “governo” chegou ao fim e, junto, a própria carreira política.

A proporção entre o bolsonarismo e os últimos eleitores de Bolsonaro, é confusa, porque, como se sabe, milhões deles foram içados por uma campanha rebaixada ao última grau de vigarice. Nunca se gastou tanto dos cofres públicos para se comprar votos numa reeleição como o que ocorreu com Bolsonaro. Porém, o incompetente, ainda assim perdeu para Lula.

Seja como for, o gado está totalmente órfão, pois o Tribunal Superior Eleitoral decidiu que, tanto Bolsonaro quanto Braga Netto, pela inelegibilidade dos dois, deixando o mundo da terra plana num mato sem cachorro, sem poder apelar sequer para a antiguidade como, por exemplo, Collor, aonde verdadeiramente nasceu o bolsonarismo, porque este também foi condenado e, assim como Bolsonaro, sua carreira política foi para o brejo.

Como a direita “refinada” não tem qualquer nome para ao menos enganar o estômago, menos ainda os diversos candidatos citados pela extrema direita, têm  qualquer futuro numa disputa eleitoral para a presidência, sobrou mesmo o pneu como o último mito do pacote, pois o gado já o reverenciou.

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Política

Após inelegibilidade, Michelle é o maior foco de temor de Bolsonaro

O ex-presidente mostrou extrema irritação quando chegou ao seu conhecimento a possibilidade da esposa ser chamada a depor na PF.

Bolsonaro teme o desgaste e a exposição que a ex-primeira-dama teria se fosse chamada a prestar esclarecermos sobre os depósitos para ela operacionalizamos, em dinheiro vivo, pelo ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o coronel Mauro Cid. O ex-presidente tem dito que consideraria essa ação uma “ataque abaixo da linha da cintura”, segundo Bela Megale, O Globo.

Como informou o relatório policial revelado pelo site “UOL”, os repasses para Michelle foram fracionados e em espécie. O caso faz parte de uma investigação da PF sobre desvios de recursos do Palácio do Planalto a gestão Bolsonaro que teria Cid como operador. O coronel está preso desde o mês passado.

Também há temor de Bolsonaro que Michelle seja chamada para prestar depoimento sobre as joias da Arábia Saudita. A investigação conduzida pela PF de São Paulo já coletou os depoimentos, mas um novo inquérito deve ser aberto pela sede da corporação após o primeiro ser finalizado. O receio é que, neste caso, a ex-primeira-dama seja chamada a depor.

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Política

diante de julgamento no TSE, entorno de Bolsonaro o vê mais isolado do que nunca

Aliados de primeira hora de Jair Bolsonaro avaliam que o ex-presidente vive sua fase de maior isolamento, no momento em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga sua inelegibilidade, a partir desta quinta-feira, segundo Bela Megale, O Globo.

A queixa principal é de que a maioria dos integrantes do governo passado sumiu, assim como boa parte da cúpula militares com quem o ex-presidente tinha contato direto e constante e de membros do Judiciário.

Auxiliares do capitão afirmam que o telefone do presidente toca com menos frequência e que são poucos os que aparecem para lhe oferecer ajuda.

A leitura do entorno de Bolsonaro é que, prestes a se tornar inelegível, o ex-presidente não é mais tratado como um “player político” e nem chamado para conversas de alto nível de estratégico.

Há reclamações também sobre o afastamento de Bolsonaro dos ministros que nomeou para o Supremo Tribunal Federal (STF), como Kassio Nunes Marques, que também integra o TSE. É nele que o ex-presidente deposita suas esperanças por um pedido de vista que possa atrasar o resultado do julgamento que se inicia hoje.

No PL, a inelegibilidade de Bolsonaro é vista como potencial de aumentar o poder do ex-presidente como cabo eleitoral. A instabilidade de Bolsonaro e os problemas que trouxe como presidente fazem com que parte do partido torça para que a Justiça sacramente sua saída da política.

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Opinião

Para Bolsonaro, inelegibilidade pelo TSE é lucro diante do Risco Papuda

Bolsonaro não gosta da ideia de ser proibido de disputar eleições por oito anos, mas tem um profundo pavor de ir para o xilindró. Tanto que veio a público um rosário de vezes expressar seu temor pela cadeia, enquanto pouco falou sobre a inelegibilidade.

Prestes a ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por fazer uma micareta golpista no Palácio do Alvorada a fim de contar mentiras sobre a urna eletrônica para embaixadores estrangeiros usando dinheiro público, ele só pensa no Risco Papuda.

As investigações da Polícia Federal em meio ao inquérito sobre a tentativa de golpe de 8 de janeiro, que estão sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes, vêm se aproximando do ex-presidente. Praticamente, a cada semana o Brasil fica sabendo que algum assessor próximo ou aliados ilustre estava envolvido na construção de um plano para enterrar o governo Lula.

Para usar um termo militar, Jair que fez “aproximações sucessivas” contra a democracia em seu mandato, agora vê a PF e Moraes realizar “aproximações sucessivas” sobre seus planos. A última foi a revelação do roteiro golpista no celular de seu faz-tudo, Mauro Cid.

Tanto que a nova moda no Bolsoverso, o universo paralelo do bolsonarismo-raiz, é afirmar que Jair impediu um golpe porque não deu trela aos pedidos à sua volta. Como se não fosse ele quem fomentou tudo isso ao longo de anos, como podemos ver por lives, discursos e postagens. E, agora, por conversas que habitavam os porões do WhatsApp de seus amigos de alta patente militar.

Ele tentou sim, sendo corresponsável pelos bloqueios da Polícia Rodoviária Federal para impedir eleitores de Lula no segundo turno, pelo espalhamento de acampamentos golpistas, pelo uso das Forcas Armadas para colocar em dúvida o sistema de votação, pelo 8 de janeiro. Só não houve tanque na rua enquanto era presidente porque não teve o apoio da maioria do Alto Comando do Exército.

A percepção de que o círculo está se fechando causa engulhos em um Jair que nunca escondeu o medo. Nisso, convenhamos, ele é bastante transparente. Salve a força do inconsciente!

Ao dar uma entrevista ao jornal Wall Street Journal, em fevereiro, disse que “uma ordem de prisão pode vir do nada” quando ele voltasse ao Brasil do seu autoexílio nas cercanias da Disney.

Esse mesmo temor se manifestou repetidas vezes na comparação que fez entre si e outra líder sul-americana: a ex-presidente da Bolívia, Jeanine Añez, condenada por um golpe de Estado em junho do ano passado. Ela estava presa há 15 meses e sendo julgada junto com ex-chefes militares.

“A turma dela perdeu, voltou a turma do Evo Morales. O que aconteceu um ano atrás? Ela foi presa preventivamente. E agora foi confirmado dez anos de cadeia para ela”, disse na última vez. E foi além: “Qual a acusação? Atos antidemocráticos. Alguém faz alguma correlação com Alexandre de Moraes e os inquéritos por atos antidemocráticos? Ou seja, é uma ameaça para mim quando deixar o governo?”

Carla Araújo, aqui no UOL, apontou em reportagem que Jair deve começar uma espécie de “Caravana da Vitimização” por conta da condenação – o que vai ao encontro do seu modus operandi ao longo da carreira. É interessante como o bolsonarismo, ao mesmo tempo, celebra o Bolsonaro, que grita e destrói, e dá colo ao Jair, que chora e lamenta.

Tornar Bolsonaro inelegível pode aumentar o custo político de enviá-lo para a prisão. Ou não. Afinal, o humor do país depende mais do crescimento da economia a ser entregue pelo atual presidente do que xororô do ex por sua condenação pela Justiça Eleitoral. Se emprego e renda estiverem bombando e o empresariado e os trabalhadores felizes, a tração do mimimi será mais fraca.

Lula ficou preso 580 dias na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, tentando provar sua inocência. Não quis fugir, apesar dos convites de governos amigos. Caso seja condenado por fomentar um golpe, uma hipótese ainda distante, Bolsonaro vai enfrentar o mesmo calvário de cabeça erguida ou o medo fará com que procure exílio antes disso?

*Leonardo Sakamoto/Uol

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Justiça

Gilmar Mendes: Inelegibilidade de Bolsonaro é possível resposta a abuso na eleição

Ministro diz que STF e outros atores foram emparedados com decisões eleitoreiras em 2022.

Além dos ataques a urnas eletrônicas e da incitação a seus eleitores contra a Justiça Eleitoral, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) também é acusado, no âmbito das ações que pedem sua inelegibilidade no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por conta das medidas que ampliaram programas sociais e garantiram benesses em período eleitoral, incluindo a articulação no episódio da redução dos preços dos combustíveis por meio da redução de impostos estaduais. Para o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Corte ficou “emparedada” naquele momento, como os demais atores no processo, mas respostas precisam ser dadas para evitar que o mesmo se dê em eleições futuras.

Em entrevista exclusiva a O TEMPO em Brasília, perguntado se a inelegibilidade do ex-presidente pode ser uma resposta, ele assentiu. “Isso. Certamente isso deve estar no bojo desse debate no TSE. Não estou a par aos detalhe sobre esse tipo de questão, mas certamente essa é uma possível resposta”, afirmou Gilmar Mendes.

Além disso, ele destacou a importância de atestar a inconstitucionalidade de determinadas decisões do tipo para evitar que outros agentes públicos façam o mesmo. “E também dizer em determinados casos que determinadas mudanças são inconstitucionais, ainda que não tenham efeito para essas eleições, mas tenha para outras, porque daqui a pouco nós vamos estar entrando no período eleitoral municipal, eleições no próximo ano. E se isso não é bem definido, daqui a pouco se estimulam essas medidas aventureiras”, afirmou.

“Essa PEC, a rigor, ela viabilizou o pagamento dos R$ 600 para as pessoas hipercarentes que estavam naquela situação de penúria. Como ficar contra isso? Só que isso já poderia ter sido decidido lá atrás, até em termos orçamentários, mas se decide na undécima hora e dentro já do período mais próximo das eleições, né? Empareda o Supremo. Ou aquela outra decisão que está até aqui comigo, está na minha relatoria, e nós estamos chegando agora um acordo para compensar os Estados e municípios a propósito da redução dos combustíveis, também algo artificioso naquele momento. Agora, quem vai ficar contra a redução do preço dos combustíveis quando todos nós somos dependentes? Até mesmo quem não tem carro sente isso no bolso porque contrata um táxi ou Uber, e precisa de ter uma solução mais econômica, mais barata. Portanto, vejo que nós fomos todos emparedados. E no Congresso dá pra ver que o próprio PT votou a favor dessas medidas todas. Portanto, criou-se uma situação realmente muito anômala naquele quadro”, completou.

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Política

Notas fiscais mostram gastos de Bolsonaro na campanha pagos com cartão corporativo

Os lanches e refeições pagos por Bolsonaro a militares e policiais, durante a campanha de reeleição, custaram ao menos R$ 754 mil aos cofres públicos.

Foram analisadas 58 agendas de Bolsonaro fora de Brasília entre 16 de agosto e 31 de outubro de 2022. Destas, 42 estão classificadas em documentos oficiais como “atividades eleitorais” e tiveram despesas de alimentação pagas com cartão corporativos, segundo o Agenda do Poder.

A reportagem conseguiu obter notas fiscais e comprovantes de pagamento de 35 viagens. Uma delas, de 2 de outubro, coincide com o dia em que Bolsonaro foi ao Rio para votar no primeiro turno. Não houve agenda de campanha nessa data, mas notas fiscais mostram a compra de 1.100 kits-lanche a um custo de R$ 39.600.

Os gastos foram levantados pelo UOL em parceria com a agência Fiquem Sabendo por meio da Lei de Acesso à Informação.

Depois de tudo o que ficou comprovado das barbaridades de Bolsonaro com o cartão corporativo, inelegibilidade basta?

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