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Política

Os mercenários do ódio

Sem qualquer proposta para o país, sem poder vir com aquela baba de quiabo contra a corrupção, já que o principal candidato da direita é a própria encarnação da corrupção, de pai e mãe, a direita investe pesado nos mercenários do ódio.

Gente plantada a peso de ouro nas redes sociais para, de forma leviana e violenta, atacar a esquerda, mas sobretudo, Lula.

Isso é óbvio e ninguém pode se dizer surpreso, é o modus operandi da direita no Brasil desde sempre, mas é, principalmente, no governo Bolsonaro que esse tipo de milícia digital, com robôs e podcasts bolsonaristas se multiplicaram como os algoritmos que espalham essa prática criminosa na web.

Não se sabe o que assusta mais, se é a política de pega pra capar ou se a total ausência de projeto para o país que o faça crescer. É a forma de marketing que a direita tem, atacar as pessoas em sua honra, mas também os familiares, mostrando como o jogo é baixo.

Pior, isso encontra eco dentro da mídia industrial, já que o maior partido de direita no Brasil desde a redemocratização, é a Globo.

O objetivo é estar em alta nas pesquisas que medem o compartilhamento e visibilidade de determinado assunto com foco no assassinato de reputações da esquerda como um empreendimento que rende milhões ao mercenário do ódio.

Essas pessoas que recebem pagamento para realizar campanhas e até ameaças, não são militantes, são criminosas e recebem para fomentar esse tipo de ativismo político.

As redes sociais são as maiores vítimas desse tipo de atuação bandalha que visa manipular o debate público e atacar com violência pessoas nas redes na tentativa de capturar eleitores pelo mal, o que é inaceitável numa democracia.


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Por Carlos Henrique Machado

Compositor, bandolinista e pesquisador da música brasileira

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