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Pressionado e isolado, Flávio enfrenta o abandono do PP e do União Brasil

A campanha de Flávio Bolsonaro atravessa um de seus momentos mais delicados. Sob crescente pressão política e diante de sucessivas dificuldades para consolidar alianças, o candidato vê aumentar o risco de perder o apoio de duas das principais legendas do chamado Centrão: União Brasil e Progressistas (PP).

Nos bastidores, dirigentes das duas siglas avaliam que a permanência ao lado de Flávio pode representar um custo político elevado. A percepção é de que a campanha enfrenta dificuldades para ganhar tração, enquanto episódios recentes ampliaram o desgaste da candidatura e alimentaram dúvidas sobre sua viabilidade eleitoral.

A possível debandada de União Brasil e PP representa mais do que uma perda simbólica. Os partidos são peças importantes na montagem de palanques regionais, na distribuição de tempo de propaganda e na mobilização de estruturas políticas em diversas cidades do estado. Sem esse respaldo, a campanha tende a enfrentar ainda mais obstáculos para ampliar sua competitividade.

O isolamento também evidencia uma mudança no comportamento de antigos aliados. Lideranças que antes demonstravam disposição para caminhar ao lado do candidato passaram a adotar uma postura mais cautelosa, aguardando a evolução das pesquisas e o desenrolar das negociações políticas antes de assumir qualquer compromisso definitivo.

Integrantes da campanha reconhecem reservadamente que o cenário se tornou mais complexo. Além da dificuldade para atrair novos apoios, cresce a preocupação com o efeito dominó que uma eventual saída de União Brasil e PP pode provocar, estimulando outras legendas e lideranças a reavaliar sua permanência na coligação.

Caso a ruptura se confirme, Flávio Bolsonaro poderá entrar na fase decisiva da disputa com uma base política significativamente menor do que a planejada, reduzindo sua capacidade de articulação e aumentando a pressão para buscar novos aliados em um ambiente cada vez mais adverso.

Enquanto isso, dirigentes do Centrão seguem adotando uma estratégia pragmática. Mais do que fidelidade a projetos individuais, prevalece a busca por alianças consideradas eleitoralmente mais competitivas. Nesse contexto, o distanciamento de União Brasil e PP é visto por analistas como mais um sinal do crescente isolamento político enfrentado por Flávio Bolsonaro na corrida eleitoral.


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Por Celeste Silveira

Produtora cultural

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