Categorias
Política

Flávio Bolsonaro não tem programa de governo, não se interessa em ter e tem raiva de quem tem

Além dos escândalos de corrupção envolvendo Flavio Bolsonaro e sua família, no caso do Banco Master, chama a atenção o desrespeito que Flavio tem com a sociedade nas entrevistas que se propõe a dar, onde não responde qualquer pergunta relativa a um mísero programa de governo.

O sujeito vive o tempo todo na sombra do pai para driblar qualquer pergunta sobre qualquer assunto, em qualquer sabatina, mesmo que vaga, sobre um programa de governo. Nessa hora, ele faz um solene silêncio sobre o que foi  indagado.

Além dos escândalos de corrupção que envolvem Flávio Bolsonaro e integrantes de sua família, incluindo as controvérsias relacionadas ao caso do Banco Master, chama a atenção outra característica recorrente de sua atuação pública: o desrespeito com o eleitor ao participar de entrevistas e sabatinas sem demonstrar disposição para discutir um programa de governo.

Sempre que é questionado sobre propostas concretas para o país, Flávio parece optar pela fuga. Em vez de apresentar prioridades, metas ou soluções para problemas como saúde, educação, segurança, emprego ou desenvolvimento econômico, prefere recorrer a discursos genéricos, slogans políticos ou deslocar o foco para temas que alimentam a polarização.

Em muitos momentos, sua estratégia é permanecer na sombra política do pai. A figura de Jair Bolsonaro funciona como um escudo que lhe permite evitar responder perguntas incômodas sobre sua própria capacidade de governar, sobre suas ideias e sobre o projeto que pretende oferecer ao país. A identidade da candidatura acaba sendo construída muito mais pela herança política do sobrenome do que pela apresentação de um plano para o futuro.

O resultado é um contraste evidente: enquanto candidatos costumam aproveitar entrevistas para expor propostas e convencer o eleitor de sua capacidade administrativa, Flávio frequentemente transforma esses espaços em exercícios de evasão. Diante de perguntas, ainda que amplas, sobre um eventual programa de governo, o silêncio costuma falar mais alto do que qualquer resposta.

Esse comportamento transmite a impressão de que governar é uma questão secundária diante da disputa política permanente. Afinal, quem pretende ocupar um dos cargos mais importantes da República tem o dever de explicar à sociedade não apenas por que deseja o poder, mas, principalmente, o que pretende fazer com ele.

O eleitor pode tolerar divergências ideológicas, mas dificilmente deveria aceitar uma candidatura que evita sistematicamente o debate sobre propostas. Em uma democracia, pedir um programa de governo não é exigir um favor do candidato; é cobrar a obrigação mais elementar de quem se apresenta para governar o país.


Queridos amigos leitores

Nosso blog é um espaço dedicado a compartilhar conhecimento, ideias e histórias que inspiram. Para continuar criando conteúdo de qualidade e mantendo esse projeto vivo, contamos com o seu apoio! Se você gosta do que fazemos, considere contribuir com uma pequena doação. Cada gesto faz a diferença e nos ajuda a crescer. Pix: 65725972704 e Pix: 24981274823. Agradecemos seu apoio.


Siga-nos no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100070790366110

Siga-nos no WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/G5ZN457hFHwFBCVZSvRgZ7?mode=gi_t

Siga-nos no X: https://x.comAnthropophagista1

Siga-nos no Instagram https://www.instagram.com/blogantropofgista?igs

Por Celeste Silveira

Produtora cultural

Comente