★ Como definiu o grande geógrafo Milton Santos, existem apenas duas classes sociais: “as dos que não comem e as dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem”.
Essa frase atravessa o tempo porque escancara uma realidade que a elite brasileira tenta esconder: de um lado, milhões de brasileiros que lutam diariamente para colocar comida na mesa, garantir um teto, ter acesso à saúde e oferecer um futuro digno aos filhos; do outro, os que concentram a riqueza, controlam os privilégios e temem que os excluídos se reconheçam como força coletiva e exijam o que lhes é negado.
No dia 25, portanto, o debate é sobre qual Brasil queremos construir: o de Flavio Bolsonaro, um país que trate a desigualdade como destino ou o de Lula, uma nação que enfrente a fome, combata a pobreza e garanta dignidade à sua população.
Porque, no fundo, a questão continua sendo a mesma: quem vive do próprio trabalho e quem teme perder os privilégios que construiu sobre a exploração alheia?
Uma democracia só se realiza plenamente quando o direito de viver com dignidade deixa de ser privilégio de poucos e passa a ser realidade para todos.
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