Eduardo e Flávio Bolsonaro diante da nova realidade política americana: se até o território que servia de refúgio e palanque começa a mudar de configuração, qual será o próximo endereço da família?
A pergunta ganha força porque a relação política com os Estados Unidos sempre foi apresentada pelo bolsonarismo como uma espécie de seguro internacional.
A questão, porém, não é tão simples: a vitória democrata não cancela automaticamente a residência americana de Eduardo nem a autorização migratória de Flávio. Essas decisões dependem do governo federal, não do governo do Texas.
Mas há um elemento político importante: os democratas conquistaram o controle das duas casas do Congresso americano e obtiveram vitórias históricas no Texas. Isso abre espaço para maior fiscalização das relações entre o governo Trump e a família Bolsonaro, o que complica a vida dos dois fujões.
O Texas deixou de ser aquele porto politicamente confortável que os bolsonaristas imaginavam. E Miami, pelo visto, também pode deixar de ser um esconderijo tão conveniente.
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