Com resultado do PIB, Brasil passa Rússia e Canadá e se torna a 9ª economia do mundo

Em 2022, o Brasil ocupava a 11ª posição, conforme indicado pelos dados do Fundo Monetário Internacional (FMI)

O resultado do PIB de 2023 fez o Brasil voltar ao grupo das dez maiores economias do mundo. Com base nos dados preliminares de PIBs em valores correntes de 54 países, a consultoria Austin Rating concluiu que o Brasil subiu para a 9ª posição no ranking global, ultrapassando o Canadá e a Rússia, ao alcançar um PIB de US$ 2,17 trilhões.

Em 2022, o Brasil ocupava a 11ª posição, conforme indicado pelos dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Os Estados Unidos continuam liderando o ranking, com um PIB de US$ 26,9 trilhões, seguidos pela China, com US$ 17,7 trilhões, e Alemanha, com US$ 4,4 trilhões.

  1. Confira a lista das 10 maiores economias em 2023:
  2. Estados Unidos: US$ 26,9 trilhões
  3. China: US$ 17,7 trilhões
  4. Alemanha: US$ 4,4 trilhões
  5. Japão: US$ 4,2 trilhões
  6. Índia: US$ 3,7 trilhões
  7. Reino Unido: US$ 3,3 trilhões
  8. França: US$ 3 trilhões
  9. Itália: US$ 2,18 trilhões
  10. Brasil: US$ 2,17 trilhões

Canadá: US$ 2,11 trilhões

Além do Brasil, o México é o próximo país latino-americano na lista, ocupando a 12ª posição, com um PIB de US$ 1,81 trilhão.

Essa ascensão econômica brasileira reflete mudanças no cenário global e destaca a posição do país como uma força significativa no panorama econômico internacional.

Relatório da UNRWA: crise humanitária na Faixa de Gaza se agrava

Crise Humanitária Cresce na Faixa de Gaza e na Cisjordânia

A situação na Faixa de Gaza é cada vez mais preocupante, com relatos de dificuldades na entrega de ajuda humanitária e ataques constantes às caravanas de suprimentos pelas Autoridades Israelenses. Além disso, há relatos de tiros disparados por forças israelenses contra palestinos que aguardam ajuda humanitária na cidade de Gaza. Os confrontos intensos estão ocorrendo principalmente nas regiões norte, Deir al Balah e Khan Younis. O aumento dos ataques aéreos em Rafah, inclusive em áreas residenciais, tem gerado temores de que as operações humanitárias já sobrecarregadas sejam ainda mais prejudicadas. A população de Rafah já ultrapassa 1,5 milhão de pessoas, mais de seis vezes a quantidade anterior a 7 de outubro. Milhares de palestinos estão fugindo para o sul, em direção a Rafah, devido aos combates intensos em Khan Younis, forçando uma superlotação nessa região. Além disso, há movimentações populacionais em direção a Deir Al Balah e aos campos de refugiados de Nuseirat, apesar dos relatos de mais confrontos nessas áreas. O acesso à Faixa de Gaza tem sido inconsistente, com apenas 232 caminhões de suprimentos entrando entre 25 e 26 de fevereiro, muito abaixo da meta de 500 por dia.

A Faixa de Gaza enfrenta uma crise humanitária, com a escassez de ajuda alimentar e outros itens essenciais. Somente no último período, ocorreram em média 99 caminhões de suprimentos por dia, enquanto em janeiro eram cerca de 150 por dia. As restrições de segurança e os fechamentos temporários nas fronteiras dificultam a entrada dos caminhões da UNRWA, a agência de auxílio da ONU, na Faixa de Gaza. A agência teve que interromper temporariamente o envio de suprimentos devido a preocupações com a segurança devido à morte de vários policiais palestinos nos ataques aéreos israelenses perto das fronteiras. No período de 21 de outubro de 2023 a 20 de fevereiro de 2024, foram entregues mais de 27 mil toneladas de farinha e outros suprimentos alimentares, bem como água, kits de higiene familiar, cobertores, colchões e fraldas. O acesso à educação também foi afetado, com danos em escolas da UNRWA, cerca de 44% dos edifícios foram atingidos diretamente ou danificados.

Na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, a situação não é diferente. As forças de segurança israelenses têm realizado mais de 150 operações de busca e apreensão em média por dia, resultando na detenção de pelo menos 124 palestinos, incluindo doze crianças. Houve relatos de confrontos armados em postos de controle perto de Jerusalém, resultando em fatalidades de ambos os lados. A intensificação dos ataques afeta diretamente a população palestina, com danos à infraestrutura e bloqueios em várias áreas. O ano passado foi o mais mortífero para os palestinos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, desde que a ONU começou a registrar as fatalidades em 2005, segundo o Cafezinho.

É fundamental ressaltar a grave situação enfrentada pelos deslocados internos, tanto na Faixa de Gaza quanto na Cisjordânia. Mais de 1,7 milhão de pessoas foram deslocadas no território da Faixa de Gaza, representando mais de 75% da população e incluindo um milhão de pessoas em abrigos de emergência ou abrigos informais. A constante necessidade de buscar locais mais seguros tem obrigado as famílias a se deslocarem repetidamente. Já na Cisjordânia, o número de deslocados não é especificado, mas é possível inferir a partir dos relatos de danos e operações militares que a população também está enfrentando dificuldades semelhantes.

A crise humanitária é intensa e o acesso a ajuda é limitado. A UNRWA tem enfrentado dificuldades para operar em razão das restrições de segurança e conexão com a internet. Alguns prédios das instalações da UNRWA e abrigos de deslocados internos têm sido alvo de ataques, resultando em feridos e mortos. A agência estima que mais de 400 deslocados internos tenham sido mortos e mais de 1.385 feridos desde o início da guerra. Equipes de saúde continuam trabalhando em centros médicos da UNRWA, oferecendo serviços de atendimento primário e tratamento para doenças não contagiosas, além de consultas de saúde mental e apoio psicossocial. No entanto, os recursos são limitados devido à falta de suprimentos e restrições de segurança.

A situação é desesperadora para os palestinos nesses territórios, com a escassez de alimentos, água potável, saneamento básico e acesso a cuidados de saúde adequados. A comunidade internacional deve aumentar os esforços para garantir que a ajuda humanitária chegue a essas regiões, além de pressionar por um cessar-fogo e negociações de paz que garantam a segurança e os direitos dos palestinos. A situação atual é um grito de ajuda e não podemos nos calar diante das injustiças e do sofrimento humano nessas regiões.

Depoimento de ex-comandante do Exército à PF nesta sexta é chave para esclarecer papel de Bolsonaro em trama golpista

A Polícia Federal colhe hoje um depoimento considerado “chave” para as investigações que buscam identificar como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atuou dentro do Palácio da Alvorada nas discussões sobre a minuta do golpe, informa o colunista Valdo Cruz, do portal g1. E, também, em relação aos acampamentos em frente aos quartéis, principalmente em Brasília.

Trata-se do depoimento do ex-comandante do Exército Freire Gomes, o último general a chefiar a instituição na gestão Bolsonaro.

Segundo a delação de Mauro Cid, o general Freire Gomes participou das conversas sobre a minuta do golpe com o então presidente Jair Bolsonaro, mas se recusou a aderir a qualquer intentona golpista, irritando os militares aliados de Bolsonaro, como o general Braga Netto.

O candidato a vice na chapa de Bolsonaro ofendeu, com palavrões, Freire Gomes por ele não se juntar a uma tentativa de intervenção militar segundo mensagens obtidas pela Polícia Federal.

Além disso, Freire Gomes terá de responder sobre o acampamento em frente ao Quartel-General do Exército em Brasília. Foi ele quem deu a ordem para que o acampamento não fosse desmobilizado.

A PF quer saber se a ordem partiu dele ou se ele recebeu uma ordem superior para interromper o trabalho da PF e da Polícia Militar do DF, que estava, no final de 2022, desmontando o acampamento.

O depoimento do ex-comandante do Exército será complementar ao do general Estevam Theophilo, classificado pelos investigadores como muito produtivo.

Segundo investigadores, o general Theophilo relatou que não tinha poder para dar ordens para tropas, apenas coordenar as suas ações depois de acionadas. Segundo ele, era necessária uma ordem para que as tropas entrassem em ação. Aí, ele faria o trabalho de coordená-las.

Freire Gomes será ouvido na condição de testemunha. Ele não é investigado. Na avaliação dos investigadores, ele teve papel importante para evitar o uso das tropas do Exército em qualquer aventura golpistas, mas precisa explicar por que não denunciou o que estava sendo tramado dentro do governo.

Dentro do Exército, ele conta com o apoio da cúpula da instituição, que, por outro lado, avalia que o general precisa dar as explicações sobre o que aconteceu principalmente nos últimos meses do governo Bolsonaro.

Mesmo com apoio da Globo ao genocídio em Gaza, imagem de Israel desaba no Brasil

As bases essenciais para se cometer um genocídio como Israel faz na Palestina, desde 1948, se não estão totalmente desfeitas, caminham a passos largos para o aniquilamento total da propaganda sionista diante do planeta.

No Brasil, a mídia corporativa, sobretudo a Globo, que é o maior império de comunicação de massa do país, não é mais suficiente para segurar um tsunami mundial de repúdio ao Estado terrorista de Israel contra a população civil da Palestina, principalmente crianças e mulheres.

É importante frisar que a mudança de status de Israel de posição positiva para negativa, no Brasil, tem um grande significado, já que aqui o monopólio sionista nas redações do mundo midiático é escancaradamente vergonhoso.

E, se mesmo assim, a imagem de Israel e seus nazisionistas, despencou de 52% para 39%, no Brasil, dá para imaginar como estão se movendo as pacas tectônicas na comunidade internacional contra os assassinos de Israel, com tendência de esse estado de putrefação acelerado da imagem dos sionistas israelenses, piorar muito, na medida em que os cachorros loucos do governo de Netanyahu, seguirem vociferando, ao estilo nazista, contra os palestinos e as imagens covardes do exército terrorista de Israel se espalharem pelo mundo, mostrando, ao vivo e a cores, como agem os nazisionistas contra uma população inocente e desarmada.

Nojo! Talvez seja a palavra mais usada pela comunidade internacional para designar as atitudes nazifascistas que vêm se descortinando, dia após dia, contra quem sempre achou que poderia, através de suas propagandas pela mídia mundial, eternizar suas mentiras e manipulações.

Depois da internet, o mundo mudou completamente, somente os arrogantes sionistas de Israel, não viram.

Globo teve que mostrar que Lula tem razão sobre o genocídio israelense em Gaza

Salta aos olhos o constrangimento, na Globonews, em admitir que Lula tem razão em afirmar e reafirmar que Netanyahu pratica genocídio contra os palestinos, aos moldes de Hitler contra os judeus. Até porque a fonte da Informação oficial vem do próprio Estado terrorista de Israel.

Então, aquela história de que Lula deveria pedir desculpas públicas, como queria Netanyahu e as “cabeças coroadas” do jornalismo pró-sionismo da Globo, cai por terra.

Andreia Sadi, Marcelo Lins e Guga Chacra, noticiaram o horror vivido por palestinos famintos, que foram metralhados, na tentativa que conseguir alimentos no caminhão de ajuda humanitária.

Até agora, admite-se que 112 morreram, sem informar o número de feridos, mas certamente, o número de mortos deve ser bem maior e o de feridos assombrará a comunidade internacional.

Na GloboNews, ninguém falou em genocídio, pois é o mesmo que dar razão a Lula, já que a emissora disse um monte de asneiras sobre sua fala. O portal G1, do mesmo grupo Globo, tentou inutilmente, ao contrário do El País, da Espanha, dizer que foi um tumulto que provocou a morte de dezenas de palestinos, que resultou na comemoração de israelenses nas redes sociais, acompanhada de galhofa, dizendo que estão aguardando o início da antropofagia, em que os palestinos comeriam os próprios pares para não morrerem de fome.

Esse nível de crueldade nazifascista dos sionistas de Israel já havia sido em manifesto por um dos mais ilustres judeus da história, Albert.  Einstein, no New York Times.

Fosse escrito hoje, Netanyahu e os asseclas que o rodeiam, diriam que Eisntein é uma pessoa não grata em Israel.

O fato é que esse massacre, ao vivo, desta quinta-feira deixou o mundo ainda mais horrorizado.

“Lula é voz da razão e seu papel é garantir paz e estabilidade”, diz presidente da Guiana

Líderes se reunirão na quinta-feira (28) para tratar impasse envolvendo Essequibo, região reivindicada pela Venezuela.

O presidente da Guiana, Mohamed Irfaan Ali, afirmou nesta quarta-feira (28) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem a responsabilidade de proporcionar liderança na América do sul e garantir a paz e a estabilidade da região.

Irfaan Ali havia sido questionado pela reportagem da CNN a respeito do papel do presidente Lula na intermediação das discussões sobre Essequibo, área rica em petróleo que corresponde a dois terços da Guiana e que é reividicada pela Venezuela.

“Penso que ele tem uma grande responsabilidade sobre os seus ombros no sentido de proporcionar liderança regional. Ele já tem feito isso. Ele estendeu a mão tanto para a Guiana quanto para a Venezuela”, afirmou.

“Ele [Lula] é uma voz estável, uma voz da razão, e penso que o seu papel é garantir que a paz e a estabilidade permaneçam e para garantir que todas as partes respeitem e ajam dentro dos limites do direito internacional e do respeito pelo direito internacional”, disse Ali.

Em seu discurso no encerramento da cúpula dos chefes de governo da Comunidade do Caribe, Lula afirmou que cabe aos países da região mantê-la como zona de paz. “Temos o desafio de manter nossa autonomia em meio à rivalidade geopolítica. Cabe a nós manter a região como zona de paz”, disse.

No final de dezembro, o Reino Unido decidiu enviar um navio de guerra para a Guiana como demonstração de apoio diplomático e militar. O país, o único de língua inglesa na América do Sul, é ex-colônia britânica e membro da Comunidade Britânica.

A decisão gerou reações na região. Nicolás Maduro reforçou suas tropas na fronteira com a Guiana e afirmou que a entrada de um navio de guerra britânico nas águas da costa da Guiana viola o “espírito” de um acordo alcançado entre os dois países.

Maduro disse, na ocasião, que a decisão do Reino Unido “perturba a felicidade e a tranquilidade da família venezuelana” e simboliza uma “ameaça militar de Londres contra o país sul-americano”.

À época, o governo brasileiro informou acompanhar com preocupação o desdobramento. O Brasil atua buscando facilitar o diálogo entre os dois países, defendendo que a solução deve ser bilateral.

Naquela ocasião, o governo disse acreditar que demonstrações militares de apoio a qualquer das partes devem ser evitadas, a fim de que o processo de diálogo em curso pudesse produzir resultados. “O Brasil conclama as partes à contenção, ao retorno ao diálogo e ao respeito ao espírito e à letra da Declaração de Argyle.”

A reivindicação de Essequibo pela Venezuela é um tema que deve estar presente nas conversas bilaterais que Lula terá em Georgetown com Mohamed Irfaan Ali, presidente da Guiana, e que provavelmente terá com Maduro em Kingstown, em São Vicente e Granadinas.

Varsóvia e Gaza, as semelhanças dos métodos nazistas, por Luiz Cláudio Cunha

O trabalho, de 20 mil palavras, tem o título “Varsóvia e Gaza: dois guetos e o mesmo nazismo” e saiu originalmente na Editora Unisinos.

Afinal, a política da Israel aplicada em Gaza tem semelhança com o nazismo? Durante 3 meses, o jornalista Luiz Cláudio Cunha – repórter que ajudou a desvendar a Operação Condor na América do Sul.

Seu trabalho permite uma comparação assustadora entre o premiê sionista Netanyahu e o general nazista Jurgen Stroop que comandou a chacina em Varsóvia.

O trabalho, de 20 mil palavras, tem o título “Varsóvia e Gaza: dois guetos e o mesmo nazismo” e saiu originalmente na Editora Unisinos.

Na abertura, Cunha já extravasa sua indignação com ambos os genocídios:

“O judeu assassinado e o judeu assassino. Oitenta anos separam essa brutal metamorfose de um povo perseguido em 1943 pela barbárie nazista na Polônia e convertido, em 2023, em um Estado vingativo que bombardeia impiedosamente hospitais, escolas, ambulâncias, mesquitas, mulheres, crianças e dois milhões de civis inocentes no enclave palestino de Gaza”.

“A dramática inversão de papéis dos judeus atacados no Gueto de Varsóvia para os judeus atacantes no Gueto de Gaza – a inacreditável degeneração do judeu perseguido para o papel de judeu perseguidor – marca talvez o pior retrocesso moral e ético dos princípios civilizatórios de um povo no curto espaço das últimas oito décadas da Humanidade.”

Cunha reconhece a brutalidade do ataque do Hamas a civis israelenses.

“Foi o maior atentado terrorista no mundo desde o 11 de setembro de 2001, quando 19 membros da Al-Qaeda de Bin Laden sequestraram quatro aviões comerciais nos Estados Unidos – atingindo entre eles as torres gêmeas de 110 andares do World Trade Center, em Nova Iorque”

A reação judaica desonrou a tradição humanista dos judeus:

“Líderes notórios máximos de Israel, incluindo generais, jornalistas, celebridades e destaques das redes sociais, se lambuzaram na defesa da punição coletiva em massa. Um constrangedor surto de desmemória para um povo que sempre lembra ao mundo a brutalidade de que foi vítima na barbárie do Holocausto nazista”

Cunha lembra as declarações de Netanyahu prometendo transformar Gaza em ilha deserta; e do major-general Yoav Galant, Ministro da Defesa d Israel, afirmando que lutavam contra “animais humanos”.

Segue-se um festival horrendo de racismo, de pregação do genocídio por parte de figuras ilustres de Israel. O ápice foram as declarações do general Giora Eiland, 71 anos, um dos militares mais influentes do país:

“Israel deve criar um desastre humanitário sem precedentes em Gaza. Somente a mobilização de dezenas de milhares e o clamor da comunidade internacional criarão a alavanca para que Gaza fique sem o Hamas ou sem pessoas. Estamos em uma guerra existencial”.

A caçada de Israel aos “terroristas”: as tropas de Benjamin Netanyahu no combate implacável ao inimigo…

*Luis Nassif/GGN

Disparos israelenses deixam dezenas de mortos em Gaza, dizem autoridades palestinas

Ministério da Saúde de Gaza, das Relações Exteriores da ANP e diretor de hospital afirmam que palestinos corriam em direção aos comboios de ajuda humanitária que entravam na Cidade de Gaza, norte do enclave.

Autoridades palestinas denunciaram a morte de dezenas de pessoas por disparos feitos por soldados israelenses enquanto corriam em direção aos caminhões de ajuda humanitária, na Cidade de Gaza, nesta quinta-feira. As Forças Armadas de Israel afirmam que estão investigando o caso, e o Hamas alertou que o episódio pode levar ao fracasso das negociações para um novo acordo de cessar-fogo temporário. Neste mesmo dia, o enclave palestino contabilizou mais de 30 mil mortes desde o início da guerra entre o Hamas e Israel, iniciada em 7 de outubro.

Segundo o Ministério da Saúde do enclave palestino, controlado pelo Hamas desde 2007, o balanço é de pelo menos 104 mortos e cerca 760 feridos, em uma atualização dos números, que antes marcavam pelo menos 81 mortos e 700 feridos. “As equipes médicas não conseguem lidar com o volume e o tipo de ferimentos que chegam ao Complexo Médico al-Shifa, devido à fraca capacidade médica e humana”, disse porta-voz da pasta, Ashraf al-Qudra, em um comunicado.

á o Ministério das Relações Exteriores da Autoridade Nacional Palestina (ANP) afirmou que há dezenas de mortos e centenas de feridos, “cujo número final ainda não é conhecido em resultado de bombardeios israelenses e disparos deliberados”. Em nota publicada nas redes sociais, a pasta da ANP condenou a ação, descrevendo-a como “massacre hediondo”.

O diretor da emergência do maior hospital do enclave palestino, o al-Shifa, disse que ao menos 50 pessoas que corriam na direção de caminhões de ajuda humanitária foram atingidas pelos disparos israelenses.

— Há pelo menos 50 mártires e mais de 120 feridos, incluindo mulheres e crianças, pelos disparos das forças de ocupação contra milhares de cidadãos que corriam na direção dos caminhões — disse Amjad Aliwa.

Em uma publicação feita nas redes sociais, as Forças Armadas de Israel afirmam que dezenas de pessoas foram mortas devido “à superlotação, aglomeração e atropelamento”. Nas imagens aéreas divulgadas na mesma postagem, é possível ver uma multidão que parece cercar os comboios.

Segundo o Times of Israel, as forças israelenses alegaram ainda que as tropas abriram fogo contra a multidão que se movia em direção às tropas na região de uma forma que as “colocava em perigo”. O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) disse que estava a “par dos relatórios”.

Testemunhas relataram à AFP que viram milhares de pessoas correndo na direção dos caminhões de ajuda humanitária que se aproximavam da rotatória de Nablus, ao oeste da Cidade de Gaza, principal cidade do norte do território. O Exército israelense afirmou que estava “verificando” os relatos.

— Os caminhões cheios de ajuda chegaram muito perto de alguns tanques do exército que estavam na área e a multidão, milhares de pessoas, simplesmente avançou sobre os caminhões — disse a testemunha, que não quis se identificar por motivos de segurança. — Os soldados dispararam contra a multidão quando as pessoas se aproximaram demais dos tanques.

O Hamas, em um comunicado citado pela Reuters, afirmou que o episódio poderia levar ao fracasso das negociações sobre um novo cessar-fogo temporário para a região. Uma nova proposta tem sido debatida entre as autoridades israelenses, cataris, americanas e egípcias, que contempla também a troca entre reféns e prisioneiros palestinos.

Segundo o acordo, o Hamas deverá libertar 40 reféns, incluindo mulheres, crianças e jovens menores de 19 anos, pessoas com mais de 50 anos e doentes. Já Israel libertaria cerca de 400 prisioneiros palestinos e não os prenderia mais. A proposta também permitiria que hospitais e padarias em Gaza fossem reparados, e que 500 caminhões de ajuda humanitária entrassem no enclave por dia.

“As negociações conduzidas pela liderança do movimento não são um processo aberto à custa do sangue do nosso povo”, disse o grupo em referência às mortes desta quinta-feira, afirmando que Israel seria o responsável por qualquer fracasso nas tratativas.

Escassez de ajuda
A ONU calcula que 2,2 milhões de pessoas — quase toda a população de Gaza — estão ameaçadas pela fome, em particular no norte, onde as incursões terrestres e bombardeios israelenses, além de saques realizados por palestinos desesperados por comida, praticamente impossibilitam a entrega de ajuda humanitária na região.

Segundo a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês), quase 2.300 caminhões de ajuda entraram na Faixa de Gaza em fevereiro, com a média de 82 veículos por dia, 50% a menos que em janeiro. Antes do início da guerra, em 7 de outubro, quando as necessidades da população eram menos urgentes, a média diária era de 500 caminhões de ajuda na Faixa, segundo a ONU.

O incidente desta quinta-feira na Cidade de Gaza provocou uma discussão acalorada no Conselho de Direitos Humanos em Genebra, onde o embaixador palestino Ibrahim Mohammad Khraishi confrontou seu colega israelense sobre as mortes relatadas, diz O Globo

— Esses são escudos humanos? São combatentes do Hamas? — disse Khraishi.

Trinta mil mortos
Israel foi vítima de um ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro, no qual 1,2 mil pessoas foram mortas de mais de 240 foram levadas para o enclave palestino como reféns. Em resposta, o Estado judeu prometeu aniquilar o Hamas.

As operações começaram no norte com intensos bombardeios e posteriormente incursões terrestres para desmantelar as forças do grupo. Um “cerco total”, que cortou água, alimento, gás e combustível, também foi implementado no enclave. Contudo, a guerra avança agora para o sul, onde mais da metade da população do enclave busca refúgio e para onde muitos se deslocaram após ordens emitidas pelo Exército de Israel.

Desde então, mais de 30 mil pessoas morreram, em sua maioria mulheres e crianças. A assimetria no número de mortos têm gerado uma pressão por parte da comunidade internacional sobre Israel, incluindo dos Estados Unidos, seu principal aliado.

General investigado diz à PF que se reuniu com Bolsonaro a mando de ex-comandante do Exército

Estevam Theophilo é investigado por ter se reunido com ex-presidente e prometido tropas na rua para sustentar golpe.

O general Estevam Theophilo Gaspar de Oliveira disse, em depoimento à Polícia Federal, que participou da reunião com Jair Bolsonaro, em dezembro de 2022, por ordem do comandante do Exército à época, Freire Gomes. A PF aponta que, no encontro, discutiu-se a possibilidade de um golpe de Estado.

Oliveira é um dos investigado pela trama golpista arquitetada para manter o ex-presidente no poder e foi interrogado na sexta-feira passada, no Ceará. As investigações apontam que o general se encontrou com Bolsonaro em 9 de dezembro de 2022, no Palácio da Alvorada, e “teria consentido com a adesão ao golpe de Estado”.

A informação sobre a reunião foi revelada pelo ex-ajudante de ordens da Presidência, o tenente-coronel Mauro Cid, na sua delação premiada, e confirmada por Oliveira, que disse ter ido ao encontro de Bolsonaro por ordem de Freire Gomes. Como informou a coluna, militares bolsonaristas passaram a atuar para colocar o ex-comandante na mira da PF, segundo Bela Megale, O Globo.

O relatório policial aponta que, segundo diálogos encontrados no celular de Cid, o general teria concordado com o golpe de Estado, desde o que presidente assinasse a medida que abrisse caminho para uma intervenção militar.

Oliveira era comandante de Operações Terrestres (Coter). Os investigadores afirmam que cabia ao general o “emprego do Comando de Operações Especiais (COpESP)”, os chamados ‘kids pretos”. Esse grupo é treinado em operações de contra-inteligência e guerrilha e seria acionado para prender autoridades durante a tentativa de golpe, conforme diz a PF.

Congresso não prioriza matérias essenciais à população, diz senador Omar Aziz

Senador ilustra desordem ao citar a matéria sobre o tratamento de doenças raras pelo SUS, que está há sete anos sem votação.

O Congresso Nacional tem deixado de priorizar matérias que atendem às necessidades da população. Há aquelas, inclusive, que estão paralisadas há muito tempo, em educação, segurança e saúde, como o tratamento de doenças raras pelo SUS.

A opinião é do senador Omar Aziz (PSD-AM), entrevistado pelo jornalista Luis Nassif no programa TVGGN 20 Horas [assista abaixo]. Omar exemplifica a desordem ao citar a matéria sobre o tratamento de doenças raras pelo SUS, que está há sete anos sem votação.

“O Senado tem uma matéria que voltou à Comissão de Assuntos Econômicos na terça-feira, que está há 7 anos no Congresso Nacional e não foi votada, mas em 24 horas se votou a saidinha [de presos]. É uma loucura, tem que fazer um levantamento”, defende. 

Para impedir que assuntos cruciais se arrastem por tanto tempo, de acordo com o senador, deve-se evitar que possibilidades sobre decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal ou outras pautas menos urgentes, mas midiáticas, ocupem o espaço que deveria ser dedicado a resolver problemas essenciais para o país, e que não podem esperar.

“O presidente Arthur Lira [Câmara] e o presidente Rodrigo Pacheco [Senado] deveriam pegar essas matérias que estão há muitos anos [paradas] e definir o que é prioridade para a população brasileira. Matérias que diariamente a população está precisando que seja aprovada, algo que a beneficia, e que são engavetadas no Congresso. Por ser bicameral, não adianta aprovar no Senado e quando chega na Câmara, ela não anda, ou vice-versa”, explica o senador.