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Flávio e Michelle se aproximam de pastor que quer retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de Padroeira do Brasil

A reunião de Flávio Bolsonaro e Michelle com um bispo que defendeu retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de Padroeira do Brasil abre uma discussão que vai além da política eleitoral: a relação entre religião, poder e respeito à tradição religiosa brasileira.

O episódio levanta uma questão importante: como conciliar o discurso de defesa da fé cristã com a aproximação a uma liderança religiosa que questiona um dos símbolos mais tradicionais do catolicismo brasileiro?

O caso envolve o bispo JB Carvalho, da Comunidade das Nações. Reportagens registram declarações dele contrárias à devoção a Nossa Senhora Aparecida e sua proximidade com Flávio Bolsonaro.

A aproximação com os Bolsonaro ocorreu antes mesmo das eleições de 2018, através de Michelle Bolsonaro. Ainda antes da posse, Jair Bolsonaro visitou a igreja Comunidade das Nações em dezembro de 2018, e lá recebeu orações de Carvalho e de outros líderes evangélicos. Em 2019, Bolsonaro retornou à igreja com Michelle e Damares Alves, durante a Conferência Global da Comunidade das Nações.

Em setembro de 2021, Carvalho foi um dos líderes religiosos que articulou a indicação de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal.

Em 2022, durante a campanha de reeleição de Bolsonaro, Carvalho comparou Jair Bolsonaro a Donald Trump, afirmando:

“ Eu espero que, antes que seja tarde, nós saibamos que Jair Bolsonaro é a resposta às orações da igreja.”

Mesmo após a derrota de Bolsonaro em 2022, os laços com a família continuaram estreitos, particularmente com Michelle Bolsonaro. Em junho de 2026, Carvalho a apresentou à pregadora nigeriana Obii Pax-Harry, que também integra a ICAL.

Vínculos com Flávio Bolsonaro
O senador do PL Flávio Bolsonaro, e sua esposa Fernanda Bolsonaro, foram batizados num templo da Comunidade das Nações em 2024. Em fins de 2025, já na qualidade de pré-candidato presidencial, Flávio retornou à igreja em sua primeira aparição pública após confirmar a candidatura.

A proximidade entre o bispo e a família Bolsonaro foi evidenciada pelo fato de Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro terem levado livros de JB Carvalho para Jair Bolsonaro, então preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília: Metanoia: A chave está em sua mente foi levado por Flávio em novembro de 2025 e Michelle levou A jornada de meninos a homens em janeiro de 2026.


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Lula presidente

Bispo Edir Macedo agora fala em perdoar Lula, eleito por ‘vontade de Deus’

Quem te viu e quem te vê. Os interesses falam bem mais alto.

Líder da Universal defendeu Bolsonaro e fez ataques contra o petista durante a campanha.

Segundo a Folha, o bispo Edir Macedo, líder de uma das igrejas evangélicas que fizeram oposição ferrenha a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defende agora que a posição mais cristã é perdoar o presidente eleito e “bola pra frente”.

“Não podemos ficar com mágoa, porque é isso que o diabo quer”, afirmou o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

“O diabo quer acabar com sua fé, com seu relacionamento com Deus por causa de Lula ou dos políticos. Não dá, não dá, minha filha, bola pra frente, vamos olhar pra frente.”

A modulação no discurso foi feita numa live que o bispo postou em suas redes sociais. No vídeo, Macedo disse que orou por Jair Bolsonaro (PL), mas que a vitória de Lula foi uma escolha divina.

“Eu orei, ‘ó, Deus, quero que Bolsonaro ganhe’. Mas seja feita Vossa vontade, sobretudo, porque o Senhor é quem manda.”

O ex-presidente que voltará para um terceiro mandato “supostamente ganhou segundo a vontade de Deus, mas quem ganhou fomos nós, os que cremos”, afirmou o líder neopentecostal.

Macedo iniciou sua fala contando de um culto na véspera, em Genebra, em que a mensagem central foi o perdão. “Falamos que as pessoas devem perdoar para que possam ser perdoadas. É o que Jesus ensina, o que nós cremos.”

Segundo o bispo, por carregarem muita mágoa e ressentimento, muitos têm dificuldade de perdoar, “e quanto mais tempo passa, mais difícil vai ficando”.

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