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Nada de documentos do “Dark Horse”, nada de DNA: a chapa de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar continua devendo explicações

Há uma pergunta incômoda que continua sem resposta, quando Flávio Bolsonaro pretende apresentar os documentos que prometeu sobre o financiamento do filme “Dark Horse”? Em maio, o senador afirmou que estava disposto a tornar públicos os contratos e anunciou uma prestação de contas. O prazo passou, e a própria campanha reconheceu posteriormente que a prometida prestação de contas ainda não havia sido divulgada.

O silêncio ganha ainda mais peso porque o caso deixou de ser apenas uma controvérsia política. O financiamento do filme passou a ser alvo de investigação, depois das revelações sobre as negociações de Flávio com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O senador nega irregularidades, mas a investigação torna ainda mais importante que os documentos sejam apresentados de forma completa e transparente.

E há uma segunda cobrança sobre a mesa: o exame de DNA envolvendo Alfredo Gaspar, escolhido como vice de Flávio. Gaspar é acusado de estupro de vulnerável, acusação que ele nega. Diante da denúncia, sua defesa pediu que o exame fosse realizado, justamente para esclarecer objetivamente a questão. Até agora, porém, o caso continua mergulhado numa disputa de versões, com o STF aguardando informações da Polícia Federal antes de decidir sobre os próximos passos.

O contraste é inevitável. Se Flávio diz que não há irregularidade no “Dark Horse”, que apresente os documentos. Se seu vice afirma que a acusação é falsa, que o DNA seja realizado e que os fatos sejam esclarecidos. Transparência não deveria ser tratada como favor, muito menos como ameaça política.

Uma candidatura que pretende disputar a Presidência da República não pode exigir confiança enquanto responde a perguntas objetivas com silêncio, adiamentos e versões conflitantes. Documentos não são opinião. DNA não é discurso. E promessa de transparência não vale nada se nunca chega ao público.

No fim, a questão é simples, Flávio Bolsonaro precisa explicar o dinheiro do “Dark Horse”; Alfredo Gaspar precisa esclarecer a acusação que pesa sobre seu nome. Antes de pedir o voto dos brasileiros, a chapa deveria começar fazendo aquilo que qualquer candidato que se diz comprometido com a verdade deveria fazer, abrir os documentos e permitir que os fatos falem.


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