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As condições para uma imediata prisão de Bolsonaro já estão postas, e ele sabe disso

Os ministros do STF são praticamente unânimes em dizer que Bolsonaro praticou crime contra a constituição, tramando e alimentando, de forma apaixonada, um golpe de Estado no Brasil, para se manter no poder de maneira tirânica na tentativa de enterrar outros tantos crimes que cometeu, que lhe renderiam várias encarnações na prisão.

Ainda não há uma palavra que expresse toda a vilania que Bolsonaro representou em quatro anos de comando máximo do país.

Isso é inevitável, assim que ele botar os pés dentro do presídio e seu poder sobre a cúpula que o rodeia, virar pó.

Bolsonaro, mais uma vez, quer usar seus discípulos e aliados como boi de piranha, como fez sempre que se sentiu acuado pela justiça. Esta é sempre a saída que lhe resta e ele não se faz de rogado. É só contabilizar quantos ex-assessores e aliados estão na cadeia, assim como manifestantes que aterrorizaram os três poderes no dia 8 de janeiro de 2023.

Na verdade, Bolsonaro está num beco sem saída, sem qualquer margem de manobra e, certamente, passa-lhe pela cabeça que sua prisão pode ter um desfecho antecipado para cortar o oxigênio de qualquer tentativa de, no dia 25 próximo, estimular os acéfalos que ainda ajoelham no seu altar para criar uma situação de conflagração entre bolsonaristas e as instituições democráticas como o último suspiro de um moribundo desesperado.

Ou seja, as cartas estão na mesa e o jogo está nas mãos do STF, que pode sim encerrar essa fatura bem antes do que Bolsonaro espera, ou ao menos reza.