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Cultura Política

Vídeo: Em show de Maria Rita, o público grita “Lula!” e reação da cantora emociona

Quando a cultura e a política se encontram, a emoção ganha voz, a arte ganha sentido e o povo se reconhece na luta por um mundo mais justo. Porque a cultura toca o coração, a política transforma a realidade — e, juntas, podem despertar consciências, alimentar esperanças e mover a história.

Há momentos em que a cultura e a política se encontram de uma maneira tão profunda que as palavras parecem pequenas diante da emoção que nasce desse encontro. A música, a poesia, o teatro, a literatura e todas as manifestações artísticas deixam de ser apenas expressões da sensibilidade humana e se transformam em instrumentos de consciência, resistência e transformação social.

É quando a arte ultrapassa os palcos, rompe as fronteiras do entretenimento e se mistura à vida real, aos sonhos, às dores e às esperanças de um povo. É quando uma canção faz lembrar as lutas de gerações, quando um verso traduz aquilo que milhões sentem, mas nem sempre conseguem expressar, quando a voz de um artista se encontra com a voz das ruas e ambas passam a falar a mesma língua: a da dignidade humana.

A política, nesse encontro, deixa de ser apenas disputa pelo poder, discursos de ocasião ou cálculos eleitorais. Ela ganha rosto, sentimento e significado. Passa a falar de gente, de direitos, de justiça social, de liberdade, de igualdade de oportunidades e da possibilidade de construir um país em que ninguém precise ser invisível para que outros possam viver seus privilégios.

Porque a cultura nunca está completamente separada da sociedade que a produz. Ela carrega a memória dos que vieram antes, denuncia as injustiças do presente e ajuda a imaginar os caminhos do futuro. Quando se une à política, pode despertar consciências, questionar poderes e lembrar que a história não é feita apenas por aqueles que governam, mas também por aqueles que trabalham, criam, cantam, lutam e sonham.

E talvez seja justamente aí que resida a força mais bonita desse encontro: a capacidade de transformar a emoção individual em sentimento coletivo, e o sentimento coletivo em vontade de mudança.

Quando a cultura e a política caminham juntas, o coração se emociona, a consciência desperta e o povo percebe que também é protagonista da própria história. Afinal, há emoções que nos fazem chorar, outras que nos fazem sorrir, mas existem aquelas que nos levantam, nos aproximam e nos dão coragem para seguir lutando por um Brasil mais humano, mais solidário e mais justo.

Porque, quando a arte encontra a esperança de um povo, a emoção deixa de ser apenas sentimento. Ela se transforma em força histórica.

Veja e se emocione:


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Opinião

Nada vai reduzir o impacto causado pela propaganda da Volkswagen com a Elis Regina

Elis Regina continua sendo, talvez até mais hoje, do que quando estava viva, unanimidade nacional.

Isso não é pouca coisa em um país em que sua música se confunde com o próprio povo.

Elis Regina é Elis Regina em qualquer época, por isso não dá para reduzi-la a questões que envolvem a Volkswagen que apoiou a ditadura e foi estratégica na questão do nazismo na Alemanha.

É preciso que as pessoas vejam mais à frente, na verdade, que vejam muito mais à frente.

O impacto que Elis causou, com sua filha Maria Rita, cantando “Nossos Pais”, muito mais pelas duas do que pela composição de Belchior, foi uma sacada publicitária de gênio, porque trabalhou com aquilo que o brasileiro mais presa, a memória afetiva pela música.

Nada faz com que o brasileiro enxergue melhor o mundo do que pela música que o povo criou.

Apesar da nova kombi ser um produto à venda, o entendimento que todos fazem dessa publicidade não é da nova kombi e muito menos da Volkswagen. Esse debate lateral acaba por entrar mais como exotismo, por mais que tenha importância histórica, que de fato tem e muita.

Mas estamos falando de publicidade e do objetivo do publicitário de atingir um sucesso arrebatador e original no momento em que a revolução tecnológica abriu extremamente o leque de atenção das pessoas, porque, na internet, há indicações e massificação de todo o tipo de entretenimento.

Por isso o sucesso dessa campanha tem um peso ainda maior, pois mostra que há sim estratégias de marketing que, se bem pensadas, conseguem protagonizar e se transformar no assunto nacional, claro, se forem devidamente pensadas e trabalhadas.

É só perguntar há quanto tempo não víamos uma publicidade tradicional ganhar tanta notoriedade.

E não foi por conta inteligência artificial utilizada na cena, mas a inteligência humana de quem teve essa bela sacada, que até a polêmica em torno da história da Volkswagen impulsiona ainda mais o objetivo almejado pela peça publicitária.

Seja como for, todos sabem que a Volkswagen lançou uma kombi nova e há de se reconhecer que foi um feito de craque num mundo circunscrito a links, algoritmos e monetização.

Tem muito o que comemorar, porque, ao fim e ao cabo, foi uma vitória da cultura brasileira. E ninguém lutou mais pela cultura brasileira no pior momento, o da ditadura, do que Elis Regina.

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Novo álbum do bolsonarista Sergio Reis não terá mais a participação de Maria Rita

Alguns artistas também reagiram mal, melhor dizendo, em oposição ao discurso terrorista de Sergio Reis e sustaram suas participações no CD do cantor.

A segunda pessoa a pular fora da canoa de Sergio Reis, depois que o sertanejo-Jovem Guarda aprontou o papelão de incitação de ódio no Brasil contra as instituições, foi Maria Rita que cantaria Romaria, que foi um sucesso na voz de sua mãe Elis Regina. Certamente, em homenagem respeitosa a ela, tirou seu nome da lista de convidados a participar do projeto musical de Sergio Reis.

O primeiro foi Guarabira e, a essa altura dos fatos, não se sabe mais quem pulará fora do barco ou mesmo se o projeto ainda será lançado.

O fato é que Sergio Reis que, com certeza, não mediu consequências na hora de fazer declarações de ódio tão estapafúrdias contra a democracia, anda vendo a avó pela greta. E tudo indica, ele sairá dessa totalmente abandonado.

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