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Política

Na tentativa de derrubar Lula, mídia apodrecida dá cobertura ao fascismo

A velha e apodrecida mídia não precisa declarar apoio explícito à extrema direita, ao fascismo para cumprir esse papel. Basta tratá-los como uma força política “normal”, apresentar seus representantes como candidatos comuns e fabricar uma falsa equivalência entre quem defende a democracia e quem ameaça as instituições e quer transformar o Brasil num caos.

É assim que o extremismo deixa de ser apresentado como extremismo. O discurso autoritário vira “opinião”; o golpismo vira “polarização”; a ameaça à democracia vira apenas mais uma “posição política”.

Na reta final da eleição, o que está em jogo não é simplesmente a preferência editorial de três grandes veículos, O Globo, Folha e Estadão, é algo muito maior: a tentativa de moldar o eleitorado para transformar a extrema direita em alternativa legítima e, ao mesmo tempo, desgastar Lula a qualquer custo.

Quando a imprensa naturaliza o fascismo, o banditismo para derrotar Lula, ela deixa de ser apenas espectadora da disputa política e passa a fazer parte dela.

A democracia não pode ser defendida colocando fascistas e democratas no mesmo plano.


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