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Ministério da Saúde emite alerta sobre o Vírus Nipah no Brasil

O Ministério da Saúde do Brasil emitiu um alerta informativo sobre o vírus Nipah em janeiro de 2026, em resposta a um surto recente na Índia (especificamente no estado de Bengala Ocidental).

O comunicado oficial, publicado no site do Ministério da Saúde (gov.br/saude), explica que o risco para o Brasil é baixo e que o vírus não ameaça a população brasileira no momento. Não há registros de casos no país, nem evidências de disseminação internacional significativa.

Contexto do surto

Dois casos confirmados na Índia (entre profissionais de saúde), com mais de 100 pessoas em quarentena por contato.

O vírus Nipah é zoonótico (transmite-se principalmente de animais para humanos), com reservatório principal em morcegos frugívoros (frutíferos), que não são nativos do Brasil.

Pode causar sintomas graves como febre, dor de cabeça, vômitos, infecções respiratórias agudas e encefalite (inflamação cerebral), com taxa de letalidade entre 40% e 75%.
Não existe vacina nem tratamento específico aprovado; o manejo é de suporte.

Por que o risco é baixo no Brasil?

Ausência do hospedeiro natural (morcegos Pteropus) nas Américas.
Sem evidência de transmissão sustentada fora do Sudeste Asiático.
O Ministério mantém vigilância contínua para patógenos de alta periculosidade, em parceria com Fiocruz, Instituto Evandro Chagas e OPAS/OMS.

A OMS também classifica o risco global como baixo, sem restrições de viagens ou comércio recomendadas.

O alerta é preventivo e de monitoramento, alinhado à posição da Organização Mundial da Saúde (OMS), que descarta possibilidade de pandemia atual. As autoridades continuam acompanhando a situação.
Se você quiser mais detalhes sobre sintomas, transmissão ou fontes oficiais, posso aprofundar!


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Saúde

Postos de saúde no Brasil inteiro estão sem vacina que protege bebês contra 5 doenças, incluindo meningite

Postos de saúde em diferentes locais do país estão com seus estoques zerados para a vacina pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite causada pela bactéria Haemophillus influenzae. A situação tem gerado apreensão em pais e mães de recém-nascidos, que devem receber três doses do imunizante: aos dois, aos quatro e aos seis meses de vida.

O Ministério da Saúde, responsável por garantir o abastecimento de vacinas no país, informa que a normalização deve ocorrer a partir de novembro. Segundo a pasta, o problema não é causado por falta de recursos e ocorre porque um estoque de pentavalente adquirido por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) foi reprovado em testes de qualidade feitos pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Diante da situação, as compras com o fornecedor indiano Biologicals E. Limited foram interrompidas pela Opas. Segundo o Ministério da Saúde, não há disponibilidade imediata da vacina com outros fabricantes internacionais. O Brasil ainda não produz a pentavalente e precisa importá-la.

“O Ministério da Saúde solicitou a reposição do fornecimento à Opas. Quando os estoques forem normalizados, o Sistema Único de Saúde (SUS) fará uma busca ativa pelas crianças que completaram dois, quatro ou seis meses de idade entre os meses de agosto e novembro. O país demanda normalmente 800 mil doses mensais dessa vacina. O abastecimento está parcialmente interrompido desde julho, situação comunicada aos estados e municípios”, informa a pasta em nota.

O texto acrescenta que, embora existam recursos disponíveis para aquisição da vacina, o Brasil depende do processo de fabricação e testagem para conseguir repor os estoques. O Ministério da Saúde afirma ainda que não há dados que revelem uma emergência epidemiológica das doenças cobertas pela vacina pentavalente. Ainda assim, a pasta assegura possuir doses suficientes para realização de bloqueios vacinais em caso de surtos inesperados.

O desabastecimento já foi sentido em pelo menos cincos estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte. Usuários têm usado as redes sociais para se queixar da situação. “Tenho um bebê de dois meses que não consegue tomar a vacina pentavalente que está em falta nos postos de saúde na região do Sapopemba, Vila Ema e Santa Clara, regiões da zona leste. Já fui a três postos e todos dão a mesma resposta, está em falta”, relatou no Twitter uma moradora de São Paulo, Kaaw Cyrino Batista.

Na região metropolitana do Rio de Janeiro, alguns postos já estão há mais de um mês sem a vacina. Procurada, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) informou que aguarda nova remessa do imunizante. Ao tentar obter ajuda no Twitter, a carioca Iza Braga ficou sem resposta: “Alguém que tenha conseguido dar a vacina pentavalente ao seu bebê, pode me indicar o lugar que conseguiu?”, escreveu nesta manhã.

Segundo a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a pentavalente protege contra doenças que estão controladas no país, mas o desabastecimento preocupa porque reduz a cobertura vacinal. “É importante dizer que a vacina não está faltando em todos os postos ainda. Então vale buscar em lugares diferentes. E, embora só uma minoria da população tenha condições de adquirir a vacina na rede privada, quem tiver condições não deve ficar esperando”, avalia.

Ela lembra que os bebês devem ser levados ao posto de saúde mesmo com o desabastecimento da pentavalente. “O calendário de vacinação prevê outras vacinas que são aplicadas no mesmo dia da pentavalente. Não podemos deixar outras coberturas caírem por falta de uma vacina”, diz.

 

 

*Com informações do Uol