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Metade do Congresso pode ser derrubada; “Beto Louco” e “Primo” articulam delação

Os empresários Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, chamado de “Beto Louco”, negociam um acordo de delação premiada com o Ministério Público de São Paulo, segundo o Blog do Fausto Macedo, do Estadão. Ambos são apontados como os alvos mais importantes da Operação Carbono Oculto, descrita como uma ofensiva contra a infiltração do crime organizado na economia formal, com foco no “andar de cima” do PCC na região da Avenida Faria Lima, em São Paulo.

De acordo com a reportagem, os dois empresários estão foragidos e as conversas sobre a delação são conduzidas por promotores especializados no combate ao crime organizado. Eles negam “enfaticamente” ter qualquer elo com o PCC, ainda segundo o texto.

Fontes ouvidas pelo Estadão afirmaram que “Beto” e “Primo” dizem ter informações que poderiam “derrubar metade do Congresso”. A mesma apuração atribui a essas fontes a estimativa de que se trataria de “mais de meio bilhão de reais em propinas a parlamentares e autoridades”.

Ainda segundo o relato, os empresários alegam ter “provas” para sustentar as acusações: uma coleção de mensagens de WhatsApp que apontariam encontros pessoais, ou com “laranjas”, para entrega de propinas. O dinheiro, de acordo com o texto, estaria associado a pedidos de “alívio” para o setor de combustíveis, explorado por eles por meio de uma rede de postos.

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou, em nota citada na reportagem: “Chegaremos não só a empresários e empresas, mas a agentes públicos e eventualmente até políticos. Nosso objetivo é impessoal.” Em seguida, ele acrescentou que “qualquer pessoa que tiver qualquer envolvimento, em qualquer etapa dessa cadeia criminosa, terá que se explicar e sofrerá as consequências penais, administrativas e cíveis cabíveis”.

O texto diz que a eventual negociação não está sob alçada direta da Procuradoria-Geral, mas permanece em avaliação pelos promotores vinculados à Carbono Oculto, deflagrada na manhã de 28 de agosto do ano passado. A operação, segundo a reportagem, atingiu o setor de combustíveis e também fintechs e fundos sediados na Avenida Faria Lima.

A apuração menciona estimativas dos investigadores de que braços do PCC teriam movimentado R$ 52 bilhões no período investigado, com blindagem por meio de 40 fundos de investimento. Também é citado que a BK Bank teria registrado R$ 17,7 bilhões em movimentações financeiras suspeitas e que os investigadores estimariam que 80% desse montante, no período apurado, teria relação com o PCC; o banco afirmou, na ocasião, que foi “surpreendido” com a operação e declarou atuar com transparência e padrões de compliance.

A reportagem cita ainda a Reag Investimentos, que administrava o fundo Location no primeiro semestre de 2020, e aponta que o único cotista seria Renato Steinle de Camargo, descrito nas investigações como “testa de ferro” de “Primo” e “Beto Louco”. O Estadão, via DCM,  afirma que os empresários estão “impacientes” e veem o acordo como importante para tentar reduzir riscos de condenações por fraudes, sonegação, crimes tributários e organização criminosa, além de alegarem que relatos já teriam sido enviados, mas “sentaram em cima em Brasília”; o advogado dos dois foi procurado e disse que não comentaria a negociação.



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O silêncio ensurdecedor de Nikolas sobre a prisão de um traficante que é seu primo

Para piorar seu calado comportamento diante desse escândalo foi dizer que é classificado como o político mais bem avaliado do Brasil.

Isso diz muito mais do que ele certamente queria.

Propor uma troca de prosa usando em “desabafo desaforado”, parece coisa de quem está encurralado.

Soma-se a isso a mudez total sobre a prisão do primo traficante.

Lógico, com a falta de caráter que marca sua personalidade, é tenebroso o barulho que isso provocou na mídia, nas redes e blogs.

Pior, seu silêncio mostra que mais que sentir o tranco, Nikolas Ferreira bambeou e seus desafetos sorriram sacando que essa questão abriu uma avenida que será usada como caminho para escaramuçar a vida de um falastrão que nada produziu para o país nesse tempo em que ganhou um picadeiro digital como deputado federal.

Tem tatu nessa toca. Essa é a leitura que está sendo feita do seu aferrado silêncio sobre algo tão sério e caro para seu portfolio de bom-mocista de carreira.

É um ponto de tensionamento importante para ficar de bicho esperando a coisa esfriar na mídia e, consequentemente, nas redes.

Fazer esse jogo pode ser conveniente, mas é arriscado.

Certamente fez as contas e, ainda assim, prefere o caminho que escolheu porque o outro pode ser desastroso.

A pergunta é: seria desastroso, por quê?

O que pode ser adicionado contra Nikolas que o implique de maneira mais grave nessa história?

Glaycon Ranieri de Oliveira foi detido pela PF com 30kg de maconha e cocaína.

O pai dele, candidato à prefeitura de Nova Serrana, recebeu R$ 1,5 MILHÃO em emendas de Nikolas.

Ou seja, esse furdunço que silencia Nikolas é mais embaixo e mais enrolado.

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Nikolas Ferreira emudece desde que o primo foi preso por tráfico de drogas

O deputado federal de extrema direita, Nikolas Ferreira (PL), despareceu. Assíduo frequentador das redes sociais, ele não dá um pio desde explodiu a notícia de que seu primo, Glaycon Ranieri de Oliveira Fernandes, foi detido em flagrante em Uberlândia (MG) com mais de 30 quilos de maconha, além de 3,82 gramas de cocaína, no carro em que estava.

Para piorar ainda mais a história, Glaycon é filho de Enéas Fernandes (PL), tio de Nikolas que foi candidato a prefeito de Nova Serrana (MG) em 2024. Meses antes das eleições, Nikolas destinou cerca de 1,5 milhão de reais em emendas à cidade. Mesmo com toda a dinheirama do sobrinho, Enéas foi derrotado por Fabio Avelar (Avante).

Ironicamente, seus colegas, no entanto, fizeram questão de lembrar, pelas redes sociais, as ligações de Nikolas com seus parentes. Com Forum.

“É essa a ‘família’ que Nikolas defende? Será que Nikolas sabia que seu primo era traficante e mesmo assim se envolveu nessa campanha eleitoral?”, afirmou a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) em suas redes sociais.

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