Escritura citada por Sóstenes como justificativa para os R$ 430 mil em espécie foi lavrada após a ação da PF e reúne exceções incomuns para transações imobiliárias
A transação imobiliária usada pelo deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, para justificar os R$ 430 mil apreendidos em sua residência em Brasília só foi oficializada em cartório quase duas semanas após a ação da Polícia Federal.
A escritura de venda da casa em Ituiutaba (MG) foi assinada no dia 30 de dezembro. O ato foi lavrado 11 dias após a PF apreender o dinheiro, no dia 19 de dezembro.
A venda foi apontada por Sóstenes como origem do dinheiro vivo. Ele disse que manteve os valores em casa por falta de tempo para depositá-los. Os recursos em espécie foram apreendidos durante o cumprimento de mandado de busca no âmbito da investigação que apura desvio de verba das cotas parlamentares.
O deputado afirmou à reportagem que a transação ocorreu em 24 de novembro, quando um contrato particular entre ele e o comprador foi assinado. Segundo Sóstenes, esse documento previa a assinatura da escritura até o fim do ano.
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