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Por que o Movimento Estudantil colocou uma multidão nas ruas pela reeleição de Lula

Em todo o país, uma nova geração de estudantes começa a ocupar espaços que, durante muito tempo, pareceram reservados a poucos.
Nas universidades, nas escolas, nos institutos federais e nos movimentos estudantis, esses jovens não estão apenas chegando a novos espaços, estão aprendendo a transformar esses espaços.

Assumem seus lugares de fala, apresentam suas experiências, questionam desigualdades, constroem projetos e passam a participar de forma mais ativa das decisões que dizem respeito ao seu futuro e ao futuro do país.

No terceiro mandato de Lula, políticas de acesso, permanência e inclusão educacional recolocam no centro do debate uma questão fundamental: quem tem o direito de estudar, chegar à universidade, desenvolver seus talentos e construir seu próprio futuro?

Mais do que números, existem histórias de vida. Filhos de trabalhadores, estudantes das periferias, jovens negros, indígenas e de famílias que muitas vezes não tinham em sua trajetória a experiência do ensino superior passam a ocupar salas de aula, laboratórios, bibliotecas, centros acadêmicos e espaços de produção do conhecimento.

E existe uma mudança fundamental quando esses estudantes deixam de ser vistos apenas como beneficiários de políticas públicas e passam a se reconhecer como sujeitos da própria transformação.

O protagonismo estudantil nasce justamente dessa autonomia. É a capacidade de aprender, questionar, criar, organizar, empreender e participar. É compreender que educação não significa apenas conquistar um diploma, mas adquirir ferramentas para interpretar a realidade e intervir nela.

Por isso, investir em educação é também investir em autonomia.

Um estudante que tem acesso ao conhecimento pode desenvolver uma profissão, criar uma pesquisa, fundar uma empresa, desenvolver uma tecnologia, criar uma iniciativa social, organizar sua comunidade ou simplesmente encontrar condições para imaginar um futuro diferente daquele que as circunstâncias econômicas de sua família pareciam determinar.

A educação é um dos investimentos mais profundos em empreendedorismo que um país pode fazer, porque antes de empreender é preciso desenvolver capacidade de pensar, resolver problemas, identificar oportunidades, assumir responsabilidades e transformar ideias em projetos.

Empreendedorismo, nesse sentido, não deve ser compreendido apenas como abrir uma empresa. É também a capacidade de criar soluções, gerar conhecimento, desenvolver tecnologias, produzir cultura e encontrar novos caminhos para problemas antigos.

É aí que o protagonismo estudantil ganha uma dimensão nacional.

Quando milhões de jovens têm melhores condições para estudar, pesquisar, criar e participar, o investimento não retorna apenas para cada indivíduo. Ele pode retornar para a sociedade na forma de conhecimento, inovação, trabalho qualificado, novos negócios, produção científica, cultura e participação cidadã.

A universidade e a escola deixam, portanto, de ser apenas lugares de transmissão de conhecimento. Tornam-se espaços de experimentação da própria democracia e de construção de possibilidades.

E quando uma juventude historicamente afastada desses espaços passa a ocupá-los, sua presença também muda o que é produzido dentro deles. Novas perguntas aparecem. Novas pesquisas são realizadas. Novas experiências entram em circulação. Novas vozes passam a fazer parte da construção do conhecimento.

É por isso que o protagonismo estudantil merece ser compreendido para além da sala de aula.

É o jovem que aprende e ensina. Que pesquisa e questiona. Que cria e empreende. Que participa e lidera. Que transforma sua própria trajetória e, ao fazer isso, pode ajudar a transformar sua comunidade.
Educação, nesse sentido, não é apenas preparação para o futuro. É uma ferramenta de construção do presente.

E uma nação que amplia o acesso ao conhecimento amplia também sua capacidade de produzir autonomia, inovação e desenvolvimento.

O que se vê nas diferentes regiões do Brasil é, portanto, mais do que uma nova geração chegando à escola ou à universidade. É uma geração aprendendo a ocupar seu espaço, assumir sua voz e compreender que o conhecimento também é uma forma de poder — o poder de criar, escolher, participar e construir novos caminhos.

Quando o estudante se torna protagonista, a política de inclusão deixa de terminar no momento em que ele entra pela porta da universidade.

Ela começa, ali, uma nova etapa, a possibilidade de formar cidadãos capazes de construir suas próprias histórias e contribuir para construir o país que desejam.

Por tudo isso, os estudanes tomaram as ruas do país, prometendo agigantar ainda mais o movimento em defesa da reeleição do presidente Lula que tanto benefício trouxe para a sociedade brasileira, sobretudo para os estudantes.


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Vídeos: Pela reeleição de Lula, milhares de estudantes vão às ruas do Rio

A União Nacional dos Estudantes (UNE) levou milhares de estudantes secundaristas e universitários às ruas do centro do Rio de Janeiro nesta quarta (7), em um ato pela reeleição do presidente Lula (PT). A passeata saiu da Igreja da Candelária e seguiu até a Cinelândia.

Os manifestantes defenderam a gratuidade e a expansão das escolas públicas, a continuidade do programa Pé-de-Meia e o fim dos cortes no orçamento da educação. O ato ocupou parte da avenida Presidente Vargas e da Cinelândia durante a tarde.

Entidades que representam alunos de escolas públicas organizaram a mobilização. A UNE pretende repetir os atos em outras capitais e cidades brasileiras ao longo da campanha do segundo turno.

Em nota, a entidade cobrou universidades e institutos federais fortalecidos, com recursos compatíveis com suas necessidades. “Queremos assistência estudantil suficiente para que nenhum jovem precise abandonar o sonho de se formar porque não tem dinheiro para comer, morar ou chegar à universidade”, afirmou.

UNE planeja mobilizações até o segundo turno
A UNE declarou que quer ocupar as ruas e as universidades públicas até a véspera do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Para a organização, a continuidade do governo Lula mantém a educação no centro de um projeto nacional de desenvolvimento.

A entidade também associou uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro à ameaça a direitos ligados a emprego, renda, alimentação, educação, ciência e perspectivas para a juventude. A nota cita ainda a democracia entre os temas em disputa na eleição presidencial.

No Rio Grande do Norte, estudantes planejam uma plenária antes do ato que Lula realizará nesta quinta-feira (08), na Praça Cívica de Natal. A reunião deve organizar a participação estudantil na agenda do presidente na capital potiguar.

Em São Paulo, o primeiro encontro da mobilização está marcado para domingo (11), na avenida Paulista. A UNE busca ampliar a participação de estudantes nas atividades de campanha antes da votação do segundo turno.

*DCM


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Eurasia Group eleva para 60% a chance de reeleição de Lula em 2026

Revisão da consultoria internacional reflete a recuperação recente na aprovação do governo federal, contrariando projeções mais pessimistas do mercado

A consultoria internacional de risco político Eurasia Group revisou suas projeções para a sucessão presidencial brasileira e elevou de 55% para 60% a probabilidade de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A análise, divulgada originalmente pela revista Exame, aponta que o atual mandatário consolidou sua posição de favoritismo para o pleito, amparado por uma reação em seus índices de popularidade e por indicadores econômicos favoráveis.

Recuperação da popularidade

De acordo com o relatório enviado a clientes e investidores, o principal motor para a melhoria nas perspectivas de Lula foi a recuperação de sua aprovação nos últimos meses. Os dados mostram que a avaliação positiva do governo voltou a superar a marca de 47%, após ter atingido o patamar mínimo de 44,6% no fim do primeiro quadrimestre.

Os analistas da Eurasia destacaram que essa guinada está diretamente ligada a fatores econômicos perceptíveis no dia a dia da população, como o arrefecimento da inflação de alimentos e os efeitos práticos de medidas voltadas para o aumento da renda. De acordo com o Vermelho, essa leitura contrasta com as expectativas majoritárias do mercado financeiro, que vinham subestimando o poder de recuperação do governo e apostando em um desgaste político mais severo.

Estatisticamente, líderes com taxas de aprovação consolidadas acima de 40% nos meses que antecedem a eleição costumam registrar uma probabilidade majoritária de vitória. O histórico global mostra que a máquina pública atua como um forte equalizador, mesmo em contextos de polarização acirrada.

Cenário competitivo e desafios à frente

Apesar de conferir o favoritismo ao atual presidente, a Eurasia ressalta que o cenário eleitoral para a disputa continua aberto e altamente competitivo. A margem de 60% indica uma vantagem clara, mas está longe de representar uma fatura liquidada.

Entre os principais gargalos que podem comprometer a trajetória de crescimento do governo, o relatório aponta a segurança pública e os desafios fiscais como potenciais “calcanhares de Aquiles” para a campanha governista. A consolidação dos nomes da oposição e a oscilação dos indicadores de emprego e renda até o início oficial do período eleitoral ditarão se a tendência de alta de Lula se manterá estável ou sofrerá novas oscilações.

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