2 de julho de 2020
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Como previsto, os atos de ontem, incitados por Bolsonaro, irritaram parlamentares, principalmente os do centrão, de quem Bolsonaro depende, e muito, para aprovação de suas medidas contra o povo, sobretudo a reforma da Previdência. Até mesmo no Planalto, divulgação de vídeo em que manifestante defendia a CPI da Lava Toga foi criticada.

O apoio de Jair Bolsonaro (PSL) aos atos deste domingo (26) deve acirrar ainda mais os ânimos na relação do governo com o Congresso. Parlamentares, especialmente do chamado Centrão, viram no gesto de Bolsonaro, que passou o dia compartilhando imagens das manifestações nas redes sociais e fechou a noite criticando a “velha política” em entrevista à TV Record, um chamado para o confronto.

“O que ele está fazendo é chamando para o confronto. Isso só acirra os ânimos. É um governo que não tem projeto e não tem proposta”, afirmou o senador Otto Alencar (BA), líder do PSD, a segunda maior bancada, em entrevista divulgada na edição desta segunda-feira (27) da Folha de S.Paulo.

Um dos alvos dos protestos que aconteceram na Avenida Paulista, em São Paulo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), fez avaliações internas junto com aliados do Centrão e acreditam que aliados de Bolsonaro quiseram fazer parecer nas redes sociais que os atos foram bem maiores do que a realidade.

Em reuniões na tarde deste domingo, Maia usou dados, sem citar fonte, segundo os quais os protestos contra bloqueio de verbas na educação, no dia 15, foram três vezes maiores. Apesar disso, as manifestações pró-governo tiveram oito vezes mais compartilhamento nas redes sociais, sugerindo o uso de robôs.

Nas redes, Bolsonaro também fez provocações à Justiça, compartilhando um vídeo em que manifestante defendia a CPI da Lava Toga, cujo propósito é investigar ministros de cortes superiores. O gesto de Bolsonaro foi considerado equivocado pelo chamado núcleo moderado do Palácio do Planalto.

 

 

 

 

 

 

*Com informações da Forum

Celeste Silveira

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