Dia: 15 de junho de 2019

Fundo do poço: Sergio Moro apela para o programa do Ratinho

Depois do furacão provocado pelo vazamento das conversas “secretas” entre      Moro, Dallagnol e demais procuradores da força-tarefa, pelo site The Intercept Brasil, Moro, desorientado que está, apela pra qualquer tábua de salvação.

Sergio Moro vai gravar na próxima segunda-feira (17) o programa do Ratinho, no SBT. Pra quem já foi tido como rei, é um sinal de que o fundo do poço está próximo, apontado como criminoso, como vem sendo em função dos ilícitos cometidos na condução da Lava Jato, quando ainda juiz.

De acordo com a reportagem da Bela Megale, do jornal O Globo, a participação de Moro no programa do Ratinho já havia sido marcada no mês passado, quando o apresentador esteve em Brasília para um encontro com o presidente Jair Bolsonaro.

A pauta em questão é o pacote anticrime de Moro, mas, com a mudança dos ventos em forma de furação, que trouxeram à luz a troca de mensagens entre Moro, Dallagnol e outros procuradores, provavelmente aproveitará a oportunidade para tentar se defender do indefensável.

Ratinho foi à Brasília se encontrar com Bolsonaro para tratar sobre a ida de ministros de seu governo ao programa. Ratinho não fez a propaganda de graça, apesar de defender a proposta. O governo pagou R$ 268,5 mil para que ele falasse bem da reforma. O próximo da lista é o chefe da pasta da Economia, Paulo Guedes.

O tombo do Chacal, Carlos Fernando dos Santos Lima

O verdadeiro chefe da força-tarefa da Lava Jato, depois de Sergio Moro, é lógico, é esse aí, Carlos Fernando dos Santos Lima. Ele também foi o spalla de Moro no caso escabroso do Banestado.

Deltan Dallagnol, como bem disse Gilmar Mendes, é apenas um bobinho deslumbrado. Carlos Fernando, não. Se não é brilhante, como de fato não é, é cínico em seus pontos e vírgulas. É dele o manjado ramerrão usado ainda no teatro de investigação de Lula, “nós não investigamos pessoas, investigamos fatos; os fatos nos levam às pessoas”.

Lógico que, antes, o embaraçado procurador, tinha o rei na barriga porque estava numa posição em que poderia atirar na cabeça de Lula sem ser incomodado pela mídia. Na verdade, depois que Moro condenou Lula e determinou sua prisão, Carlos Fernando, o Boquinha, aposentou-se e passou a postar em redes sociais fotos feitas no estúdio de seu irmão, além  de poesias.

Chique né? Pois é, mas essa mistura de conselheiro do rei com mister M, teve que perder o prumo e quebrar o verniz ontem, antes mesmo das revelações serem publicadas pelo site Intercept. Agora, o cínico está apanhando como gente grande e, nesse ambiente hostil ao vice-rei, Boquinha perdeu completamente o rebolado, a postura e qualquer resquício daquele impoluto procurador que oferecia a cabeça de Lula em rede nacional sem querer transparecer o vigarista que de fato é e que foi desmascarado nesta sexta-feira (14) pelo Intercept.

Quem acompanha minhas postagens nas redes sociais, sabe que a minha câmera está apontada para esse sujeito há muito tempo, e o tempo me deu toda a razão.

 

 

*Por Carlos Henrique Machado, músico, compositor e pesquisador da música brasileira

A cada mentira, nós publicaremos a prova de que Moro, está mentindo, diz Greenwald

“Enquanto julgava o processo criminal contra Lula, Moro secretamente zombava da defesa em conversas secretas com os promotores. Pior, ele estava dirigindo sua campanha pública contra o mesmo réu que ele estava julgando”

Glenn Greenwald divulgou nesta sexta-feira (14) novas conversas entre Moro e procuradores de Curitiba, provando que a Lava Jato nada mais é do que uma grande armação que mudou totalmente a história política do Brasil.

Depois das novas revelações, Greenwald respondeu a Moro via twitter:

“Como eu disse antes, Sergio Moro deveria parar de mentir quando tenta se defender, porque nós temos as evidências e os fatos.”

“A cada mentira – como ele fez hoje no Estadão – nós publicaremos a prova de que ele está mentindo, como acabamos de fazer em resposta à entrevista”, disse Glen.

Neste mesmo dia, o Estadão publicou uma entrevista com Moro, onde ele tentou naturalizar as conversas com os procuradores da Lava Jato e se escondeu por trás de um suposto hacker.

Além de defender que o site divulgue todas as conversas de uma vez, Moro quer que o dossiê seja entregue para uma “autoridade independe” para fazer uma perícia.

Glenn escreveu nas redes sociais:

“Moro mentiu em sua entrevista ao Estado hoje, afirmando que só tinha conversas banais e ‘comuns’ com os promotores, negando que já tivesse participado de sua estratégia. Essas provam que ele fez exatamente isso – fingindo ser um juiz neutro enquanto comandava a promotoria.”

“Enquanto julgava o processo criminal contra Lula, Moro secretamente zombava da defesa em conversas secretas com os promotores. Pior, ele estava dirigindo sua campanha pública contra o mesmo réu que ele estava julgando – exatamente que ele sempre negou que ele fez.”, afirmou.

“Talvez o mais significativo e embaraçoso de tudo: Moro comandou efetivamente o processo contra Lula enquanto fingia ser um juiz ‘neutro’, condenando-o. Seu papel de chefe da força-tarefa era tão claro que Deltan se desculpou quando adiou a obediência às ordens de Moro.”

 

Mais escândalo envolvendo Moro: Ele pediu aos procuradores para, através da imprensa, atacarem Lula e sua defesa

Um trecho do chat privado entre Sergio Moro e o então procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima mostra que o ex-juiz pediu aos procuradores da Lava Jato uma nota à imprensa para rebater o que chamou de “showzinho” da defesa de Lula após o depoimento do ex-presidente no caso do triplex do Guarujá. O conteúdo faz parte do arquivo As mensagens secretas da Lava Jato.

Os procuradores acataram a sugestão do atual ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, em mais uma evidência de que Moro atuava como uma espécie de coordenador informal da acusação no processo do triplex. Em uma estratégia de defesa pública, Moro concedeu uma entrevista nesta sexta-feira ao jornal o Estado de S. Paulo onde disse que considera “absolutamente normal” que juiz e procuradores conversem. Agora, está evidente que não se trata apenas de “contato pessoal” e “conversas”, como diz o ministro, mas de direcionamento sobre como os procuradores deveriam se comportar.

Juntamente com as extensas evidências publicadas pelo Intercept no início desta semana – em que Moro e Deltan conversam sobre a troca da ordem de fases da Lava Jato, novas operações, conselhos estratégicos e pistas informais de investigação –, esta é mais uma prova que contraria a tentativa de Moro de minimizar o tipo de relacionamento íntimo que ele teve com os promotores.

Ao contrário da defesa de Moro de que as comunicações eram banais e comuns – contendo apenas notícias e informações, mas não ajudando os promotores a elaborar estratégias (“existia às vezes situações de urgência, eventualmente você também está ali e faz um comentário de alguma coisa que não tem nada a ver com o processo”, disse ao Estadão) –, essas conversas provam que Moro estava sugerindo estratégias para que os procuradores realizassem sua campanha pública contra o próprio réu que ele estava julgando.

O episódio ocorreu em 10 de maio de 2017, quando Moro já presidia um processo criminal contra o ex-presidente no caso do “apartamento triplex do Guarujá”. Eram 22h04 quando o então juiz federal pegou o celular, abriu o aplicativo Telegram e digitou uma mensagem ao Santos Lima, da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal em Curitiba.

“O que achou?”, quis saber Moro. O juiz se referia ao maior momento midiático da Lava Jato até então, ocorrido naquele dia 10 de maio de 2017: o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo em que ele era acusado – e pelo qual seria preso – de receber como propina um apartamento triplex no Guarujá. Disponibilizado em vídeo, o embate entre o juiz e o político era o assunto do dia no país.

Seguiu-se o seguinte diálogo:

Santos Lima – 22:10 – Achei que ficou muito bom. Ele começou polarizando conosco, o que me deixou tranquilo. Ele cometeu muitas pequenas contradições e deixou de responder muita coisa, o que não é bem compreendido pela população. Você ter começado com o Triplex desmontou um pouco ele.
Moro – 22:11 – A comunicação é complicada pois a imprensa não é muito atenta a detalhes
Moro – 22:11 – E alguns esperam algo conclusivo

Moro – 22:12 – Talvez vcs devessem amanhã editar uma nota esclarecendo as contradições do depoimento com o resto das provas ou com o depoimento anterior dele
Moro – 22:13 – Por que a Defesa já fez o showzinho dela.
Santos Lima – 22:13 – Podemos fazer. Vou conversar com o pessoal.
Santos Lima – 22:16 – Não estarei aqui amanhã. Mas o mais importante foi frustrar a ideia de que ele conseguiria transformar tudo em uma perseguição sua.

Santos Lima – 22:26:23 – Será que não dá para arranjar uma entrevista com alguém da Globo em Recife amanhã sobre a audiência de hoje?
Assessor 1 – 22:28:19 – Possível é, só não sei se vale a pena. E todos os jornalistas que estão aqui e já pediram entrevista?
Assessor 2 – 22:28:32 – Mas dr., qual o motivo?
Assessor 2 – 22:29:13 – Qual a necessidade, na realidade..
Santos Lima – 22:30:50 – Uma demanda apenas. Como está a repercussão da coletiva dos advogados?
Assessor 2 – 22:30:58 – Rito normal do processo…vcs nunca deram entrevista sobre audiência…vai servir pra defesa bater…mais uma vez…

Deltan – 22:46:46 – Então temos que avaliar os seguintes pontos: 1) trazer conforto para o juízo e assumir o protagonismo para deixá-lo mais protegido e tirar ele um pouco do foco; 2) contrabalancear o show da defesa.
Deltan – 22:47:19 – Esses seriam porquês para avaliarmos, pq ng tem certeza.
Deltan – 22:47:50 – O “o quê” seria: apontar as contradições do depoimento.
Deltan – 22:49:18 – E o formato, concordo, teria que ser uma nota, para proteger e diminuir riscos. O JN vai explorar isso amanhã ainda. Se for para fazer, teríamos que trabalhar intensamente nisso durante o dia para soltar até lá por 16h

Deltan – 23:05:51 – Caros, mantenham avaliando a repercussão de hora em hora, sempre que possível, em especial verificando se está sendo positiva ou negativa e se a mídia está explorando as contradições e evasivas. As razões para eventual manifestação são: a) contrabalancear as manifestações da defesa. Vejo com normalidade fazer isso. Nos outros casos não houve isso. b) tirar um pouco o foco do juiz que foi capa das revistas de modo inadequado.

Deltan – 23:02:20 – Caro parabéns por ter mantido controle da audiência de modo sereno e respeitoso. Estamos avaliando eventual manifestação. A GN acabou de mostrar uma série de contradições e evasivas. Vamos acompanhar.
Moro – 23:16:49 – Blz. Tb tenho minhas dúvidas dá pertinência de manifestação, mas eh de se pensar pelas sulilezas envolvidas.

Deltan – 22:16:26 – Informo ainda que avaliamos desde ontem, ao longo de todo o dia, e entendemos, de modo unânime e com a ascom, que a imprensa estava cobrindo bem contradições e que nos manifestarmos sobre elas poderia ser pior. Passamos algumas relevantes para jornalistas. Decidimos fazer nota só sobre informação falsa, informando que nos manifestaremos sobre outras contradições nas alegações finais.

Vídeo: O grande medo que o General Augusto Heleno tem de Lula

Tem tanto medo que deseja que Lula fique encarcerado até o fim de seus dias — algo que está proibido no Brasil, segundo a Constituição.

Ora, mas o que é a Constituição para o general Heleno?

Se Moro fez o que fez, por que não ele também?

Está lá no artigo 5º, inciso XLVII: não haverá penas: a) de morte, salvo em caso de guerra declarada (…); b) de caráter perpétuo; c) de trabalhos forçados; d) de banimento; e) cruéis.

A cena ocorreu num café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto na manhã desta sexta, dia 14.

O vídeo curto foi distribuído por WhatsApp pela assessoria de Bolsonaro, o que significa que a turma queria que a coisa circulasse.

Sabujo, Heleno explicava por que chama Bolsonaro de “senhor”.

“O presidente, eleito pelo povo, merece o respeito de toda a sociedade”, afirma, e começa a perder a linha.

“Um presidente da República desonesto tem que tomar uma prisão perpétua.”

Um estafeta segura um microfone próximo ao sujeito, que se empolga e eleva o tom de voz.

“É o cúmulo ele ainda aventar a possibilidade da facada ser uma mentira”, prossegue, apoplético.

“E será que o câncer dele foi mentira? E o câncer da dona Dilma? Foi mentira? Alguém teve peito de dizer isso para ele?”

Soquinhos na mesa pontuavam a indignação fajuta.

Heleno é tão covarde que nem sequer cita o nome do ex-presidente, como se isso fizesse com que ele se materializasse à sua frente.

Lula é o Voldemort do pequeno Heleno Potter, Aquele Cujo Nome Não Deve Ser Pronunciado.

Na verdade, o diminuto chefe do GSI preferiria dar outro jeito em Lula, como faziam seus pares na ditadura.

O soldadinho tem paúra não só de Lula, mas da democracia, e não sai da prisão mental perpétua em que se meteu.

Assista ao vídeo:

https://youtu.be/olbzj4aakSQ?t=74

 

 

 

 

*Por DCM

Em ataque ao The Intercept, Moro diz que reportagens têm “viés político-partidário” para libertar Lula

O que diz Moro sobre as reportagens do site The Intercept Brasil:

“Me parece muito claro que existe um viés político-partidário na divulgação dessas mensagens, e não utilização dela. Uma passa pela soltura de um condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, que é o ex-presidente Lula”. e conclui dizendo que considera sensacionalista o trabalho de Glenn Greenwald.

Em entrevista divulgada no fim da noite desta quinta-feira (13) pelo blog do Fausto Macedo – por onde foi vazado boa parte de materiais da Operação Lava Jato -, no portal Estadão, o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, atacou o site The Intercept e chamou de “sensacionalistas” as reportagens sobre conversas espúrias que manteve com o procurador Deltan Dallagnol.

Segundo Moro:

“Acho que o alvo são as instituições. Se vamos tolerar esse tipo de comportamento, hackers criminosos que conseguem abrigo em veículos não sei se da imprensa, se a gente pode falar dessa forma, para divulgar isso. Então quer dizer se amanhã invadirem os telefones de jornais, de empresas, dos ministros do Supremo, de presidente do Senado, de presidente da Câmara, vão aceitar que isso seja divulgado por esse mesmo veículo?”

Durante a entrevista Moro ressaltou que:

“sensacionalismo com base em ataques criminosos de hackers”.

“Acho que há muito sensacionalismo e falta uma análise mais cautelosa. Se formos analisar o que saiu não vi nada demais. Embora, como disse, não tenha condições de reconhecer a autenticidade daquilo. E não se sabe que tipo de adulteração pode vir aí em relação a isso. Esse sensacionalismo, mais do que o próprio conteúdo (das mensagens), é o que pode afetar a credibilidade das operações”.

Moro concluiu que vê um “viés político-partidário” qe passa pela soltura do ex-presidente Lula.