Dia: 3 de julho de 2019

Mais do que a derrota de Moro na CCJ, a fúria do ódio fascista sofreu um trágico naufrágio

Foram cinco anos de um vigoroso estudo feito pela força-tarefa da Lava Jato, comandada pelas mãos de ferro de Moro para usar todas as técnicas primitivas, incitando uma babilônia de ódio no Brasil, lugar onde o fascismo fez seu palco.

Moro, orquestrador dessa obra, com as variantes de cor e tom de cada palavra, de cada cena, de cada passo para mexer com o estado de alma de cada brasileiro contra o PT, mas, sobretudo contra Lula, sofreu um duro golpe e, junto, caiu também o fanatismo do ódio que ele incitou, pela ausência covarde de respostas, pelo comportamento fidedigno com o dos ratos que fogem pelas frestas, buracos, esgotos e latrinas. Moro pintou seu próprio precipício e, com ele, tirou muito da fúria do ódio reinante neste país.

De caçador a caçado, Moro não deu uma única resposta sincera, ao contrário, a cada pergunta, dava para sentir em sua expressão os pés de barro do herói forjado pela Globo, rachando e a sua soberba se esfarelando. Porque o crepúsculo da Lava Jato sofreu uma devassa e foi surrado por cada deputado comprometido com a democracia.

Moro limitou-se apenas a balbuciar o mesmo pigarro senil que começou a lhe matar no Senado.

A faca “abençoada” que a Globo lhe deu, via espetáculo, para colocar na nuca de Lula, ontem estava com a ponta virada para a sua garganta.

Qualquer palavra mal dita, gaguejada ou qualquer malabarismo retórico, a faca lhe atravessaria as cordas vocais.

Moro começou e terminou nas cordas, sem conseguir fugir do nocaute aplicado por um cruzado e um gancho mortal do deputado Glauber Braga, chamando-o  de corrupto e ladrão, assim, na seca, sem rodeios e biombos.

Na verdade, Moro só poderia dizer uma única mentira, a de que sofre de uma amnésia absoluta de tudo o que não lhe é benéfico.

Então, o que foi visto ontem em seu depoimento, foi uma bela falsificação, num esforço tolo de tentar manter acesa a aura do herói do ódio, ódio que irradiou de forma permanente durante os cinco anos de operação Lava Jato e que teve acento central na tática miserável de um fascista aureolado de juiz. Ou seja, as duas figuras máximas que protagonizaram esse estado de coisas em que vive o Brasil, criador e criatura, Moro e o ódio macartista foram ao chão.

Não afirmo que o ódio político se encerra nesse fato, mas foi como pingar uma gota de vinagre com limão para cortar definitivamente a baba de ódio surfada durante cinco anos pelos fascistas no Brasil.

 

*Por Carlos Henrique Machado Freitas

 

 

Vídeo: Glauber Braga sofre ameaças de Bolsonaristas, mas enfrenta e mantém o que disse

Deputados do PSL ameaçam entrar com representação contra o deputado Glauber Braga no Conselho de Ética em função da investida que fez ao Ministro da Justiça Sergio Moro quando o chamou de corrupto e ladrão. O fato aconteceu nesta terça-feira (2) em audiência na CCJ da Câmara.

Glauber Braga (PSOL-RJ), no entanto, não se intimidou e manteve a sua fala, gravou um vídeo onde afirma que “não retira uma palavra do que disse” sobre Moro; na audiência, Braga disse que Moro “entrará para a história como um juiz ladrão”.

O parlamentar disse: “Acordei com a ameaça de alguns deputados bolsonaristas dizendo que vão me processar, entrar no Conselho de Ética. Se for aceito, o que não acredito, podem ter certeza que vou propor a produção de provas, vou propor a convocação de testemunhas e vai ser mais uma oportunidade para demonstrar que Sérgio Moro é um juiz ladrão. Não retiro uma palavra do que disse ontem”.

 

*Com informações do 247

EUA ordena que Brasil suspenda investigações contra o Intercept Brasil

“governo brasileiro suspenda imediatamente suas táticas de intimidação e se concentre em investigar aqueles que o merecem: os que são mostrados nas matérias do The Intercept Brasil”, é o que diz a Fundação Liberdade de Imprensa dos EUA (Freedom of the Press Foundation).

Com sede em San Francisco, nos Estados Unidos, a Freedom of the Press Foundation publicou uma nota na noite desta terça-feira (2) exigindo que o Brasil suspenda de imediato as investigações contra o jornalista Glenn Greenwald e seu site, The Intercept Brasil.

“levou a muitas ameaças específicas contra membros do The Intercept Brasil, contra Greenwald e sua família (…) que foram denunciadas por várias organizações internacionais de liberdade de imprensa, incluindo o Comitê para a Proteção de Jornalistas e Repórteres Sem Fronteiras”.

A nota ainda diz que:

“a Polícia Federal brasileira solicitou formalmente uma investigação sobre as finanças de Greenwald, de acordo com uma revista de direita no Brasil que é frequentemente citada e usada como porta-voz por Moro e os mesmos promotores que estão sendo investigados pela The Intercept Brasil”.

O diretor executivo da FPF, Trevor Timm afirma que:

“investigar criminalmente o jornalista Glenn Greenwald por revelar a corrupção dentro do governo de Bolsonaro é uma violação chocante dos seus direitos como repórter (…) não é apenas um ataque ultrajante à liberdade de imprensa, mas um abuso grosseiro de poder. Os jornalistas não devem se preocupar com assédio, ameaças de morte ou enfrentar investigações do governo por relatar a verdade sobre pessoas poderosas”.

E conclui:

“a Freedom of the Press Foundation pede que o governo brasileiro suspenda imediatamente suas táticas de intimidação e se concentre em investigar aqueles que o merecem: os que são mostrados nas matérias do The Intercept Brasil”.

 

*Com informações da Forum

Glauber Braga protagonizou contra Moro, na Câmara, os melhores tempos de Brizola

O royal street flush que Glauber Braga deu em Moro, nesta terça-feira (02) na CCJ da Câmara dos Deputados, não resta dúvida, foi coisa de gênio. O deputado trouxe as cartas brasileiras das melhores e mais sinceras almas com voz decisória do certame.

Ele arrebatou imediatamente o país inteiro quando pegou Moro, que estava já na berlinda, não respondendo a nenhuma pergunta dos deputados, e jogou no chão o monumento heroico criado pela Globo. Foi um daqueles momentos em que Moro não pode cochichar com os seus orientadores a tiracolo.

A coisa foi tão séria que, em plena vitória do Brasil sobre a Argentina, no twitter, o nome Glauber Braga estava na ordem do top trending, com léguas de distância do jogo, considerado pelo povo brasileiro, o de maior força em termos de rivalidade.

Foi sim uma vitória pessoal do deputado Glauber Braga, um triunfo à independência das formalidades que acabam sendo reproduzidas de maneira um tanto protocolar, mesmo que duras de muitos deputados da oposição.

Moro ficou ali olhando Glauber, a mercê de uma fantasia interpretativa de um jogo de futebol em que o juiz é revelado como ladrão e desfecha aquilo que estava na garganta dos brasileiros há cinco anos, fazendo lembrar, e muito, os bons tempos de Brizola, quando ouvia asneiras de seus oponentes, como Maluf, Caiado e outros da corja que apoiou a ditadura, quando Brizola tomava a cena e frisava, “filhote da ditadura!”.

Foi com aquele brio brizolista que Glauber buzinou nos ouvidos de Moro, numa magnífica escultura oral: “o senhor entrará para o livro da história como um juiz corrupto e ladrão”.

Depois de Moro, coberto de vergonha, fugir como um camundongo assustado, deixando o campo de batalha aos gritos de fujão!, fujão!, pra quem esteve nos mais altos pedestais deste país, não há o que traduza o que a alma do povo brasileiro sentiu.

Vídeo: Dep. Glauber Braga, na CCJ da Câmara, lava a alma: “Moro, você é corrupto e ladrão!”

Moro fugiu da Câmara amedrontado depois que o Deputado Glauber Braga (Psol-RJ), de forma original, construiu um palco em que um juiz incorpora o espírito do ladrão e marca um pênalti inexistente contra um dos times para beneficiar o outro.

No intervalo do jogo, que já dava a vitória para o time beneficiado pelo juiz ladrão o próprio dividiu com o técnico do time beneficiado, orientações para que esse time mantivesse a vitória no segundo tempo. O time do juiz venceu, a família comemorou nas redes sociais e, depois, o juiz largou o apito para ser diretor do clube do time vencedor.

Terminada a fala de Glauber, ele, de forma direta, reta e objetiva, sem querer bancar o chique, fez Moro receber, através de suas palavras, um ovo choco na cara.

“O senhor Moro agiu como um juiz corrupto, um juiz ladrão”, e repetiu diversas vezes, detonando o figurino envernizado de Moro, provocando azia coletiva nos deputados bolsonaristas e uma esfuziante salva de palmas dos deputados de oposição ao governo.

A essa altura do campeonato, a “lenda” Moro, inventada entre versos e prosas com locução virginal, desabou. Moro ficou perdido, atônito, com uma expressão facial decadente que resultou em sua fuga imediata da Câmara dos Deputados.
Acabou ali o desprezo de Moro pela verdade. Os aparvalhados deputados bolsonaristas, incapazes de dar uma resposta à altura da fala de Glauber, aplaudiram a fuga do herói de pé de barro, enquanto a oposição gritava em coro, fujão! Fujão! Fujão!

Na verdade, Glauber Braga fez aquilo que estava engasgado na garganta de milhões e milhões de brasileiros, depois que Moro covardemente condenou e prendeu Lula sem provas.

Esta é uma noite que ficará para a história. Parabéns ao Deputado Glauber Braga pela forma dura, direta e incisiva com que nocauteou Moro.

 

*Por Carlos Henrique Machado Freitas

 

Moro, um réu confesso na Câmara dos Deputados

Fora os deputados bolsonaristas que andaram de beijocas com Moro na CCJ da Câmara dos Deputados, o ex-juiz e atual Ministro da Justiça e Segurança Pública, simplesmente não respondeu nada do que lhe foi perguntado, ou seja, confessou seus crimes, vestiu a carapuça.

Mesmo com toda paciência e didática com que o deputado Molon formulou suas perguntas, de maneira objetiva e direta, Moro respondeu como um besouro, zunindo.

Na verdade, aquilo não é um ex-juiz ou um Ministro da Justiça, mas a caricatura ruguenta de um menino de calças curtas que não responde a nenhuma pergunta dos pais, depois de ter feito uma lambança, para não ficar de castigo.
Moro, em seu interminável lero-lero, tratou os deputados como tolos para, imagino eu, tentar satisfazer a opinião pública sobre a sua indecente manobra jurídica amplamente publicada pelo Intercept para condenar, prender e tirar Lula da disputa política, como fez, tornando Bolsonaro presidente e, ele, seu ministro. Ou seja, congregou a fome com a vontade de comer; o ódio com o lucro político, numa cena inédita implantada no judiciário brasileiro.

O país, aos poucos, vai compreendendo que Moro foi um entalhador que trabalhou junto ao Ministério Público uma imagem e não provas de uma grosseira condenação do ex-presidente Lula.

Ainda que a burguesia bufa fale entusiasmada da maravilhosa “Lava Jato”, o mal tamanho que Moro produziu na própria operação denuncia que ele, na verdade, deu apenas moldes indeterminados sobre combate à corrupção, já que ele próprio corrompe a constituição, falsifica as leis, mente nas palavras e na feição, mostrando a verdadeira face de um réu confesso passado aos bocós como herói nacional.

 

*Por Carlos Henrique Machado Freitas

 

Vídeo ao vivo: TV Câmara interrompeu a transmissão quando Moro foi escrachado

O corte do sinal pela TV Câmara se deu por volta das 16:50 desta terça-feira (2). A transmissão é ao vivo e acontece na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No lugar da audiência com o Ministro Sergio Moro, o canal passou a sessão em que é lido o relatório da reforma da Previdência.

A transmissão foi interrompida em meio ao constrangimento do ministro perante os questionamentos dos deputados.

A transmissão está acontecendo ao vivo no YouTube

 

*Com informações da Forum