1 de dezembro de 2020
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Não é forçoso dizer que o Brasil, agora sim, começa a ter percepção que a força-tarefa da Lava Jato, com a regência de Moro, montou o maior esquema de corrupção da história deste país.

Foram cinco anos transformando os cérebros ocos em sinos onde todos os dias a Globo badalava um novo escândalo vazado pelos picaretas que comandavam a Lava Jato.

A premiação que esses senhores merecem é por uma arte anormal nunca vista no Brasil, a de fazer um vídeo baseado na própria interpretação concreta dos diretores.

Sim, esse amontoado de vigaristas, que construiu uma paranoia nacional “contra a corrupção”, sendo tudo uma mistificação em estado puro, produziu com uma fidelidade impressionante a forma com que os próprios operavam, dentro do aparelho judiciário do Estado brasileiro, para a construção de uma interpretação de seus próprios feitos. Assim foi produzido o vídeo em parceira com a Globo, bancado com o dinheiro tungado dos cofres públicos.

Aí você pensa, mas esses camaradas não poderiam bancar essa chanchada moralista de “autoria independente” com a grana milionaríssima que receberam das zabumbadas que produziram em palestras e cursos? Mas não, foram lá atrás do tutu que está justo nos cofres da justiça para a produção de seus próprios feitos e transformá-los em publicidade que lhes renderia altos lucros na indústria do empreendedorismo jurídico.

Temos que admitir, os caras são realmente geniais. Roubam, depois pegam a própria experiência, transformam em enredo e a usam em benefício da gleba, numa campanha falso moralista contra aquelas práticas que eles próprios protagonizavam na vida real. Isso é um Royal straight Flush. Num bom português, fizeram barba, cabelo e bigode.

Na verdade, o que eles fazem é o mesmo que fazem os verde e amarelo que os apoiam, pregam uma ética que jamais praticaram na vida, ao contrário, carregam uma vida borrada absolutamente igual a do coro de hipócritas da república de Curitiba.

Podíamos imaginar tudo, mas jamais que esse escândalo culminaria na produção artística e executiva do autorretato dos vigaristas da “Liga da Justiça”, bancados com a grana do edital de picaretagem do judiciário.

Merecem ou não o Oscar?

 

*Por Carlos Henrique Machado Freitas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Celeste Silveira

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