29 de julho de 2021
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O temor de que um gatilho dispare ondas de protestos pelo país entrou na agenda dos governantes. São vários os sinais de cuidado: estados do Nordeste trabalham para garantir o 13º do funcionalismo em meio ao aperto fiscal para evitar mobilizações. Em outra frente, a equipe econômica é pressionada a suavizar a reforma administrativa. Em SP, as cúpulas das polícias Civil e Militar foram orientadas a monitorar convocações de atos, de direita e de esquerda, especialmente na capital.

O risco de um curto-circuito social voltou a ser tema de conversas nos gabinetes de governadores e prefeitos de partidos de centro, especialmente após a saída do ex-presidente Lula da carceragem da PF. Como a direita segue organizando manifestações –e agora a esquerda foi exortada a sair às ruas– há temor de conflitos.

Governadores mais alinhados à esquerda, porém, não veem o componente político como o maior fio desencapado do país hoje. Eles dizem que é a perspectiva de uma recuperação muito lenta da economia, aliada à degradação das contas públicas, o que mais ameaça deflagrar insatisfações sociais.

 

 

*Da Coluna Painel de Daniela Lima na Folha de S.Paulo/DCM.

Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

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