27 de outubro de 2020
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Ver os adoradores do mercado, de joelhos, implorando para os trabalhadores voltarem a produzir, não tem preço.

O deus mercado nada pode fazer pelos ricos se os pobres não voltarem a botar a roda da economia para girar com sua mão de obra tão desvalorizada pelos “cidadãos de bem” desse país.

Claro, a primeira vítima do coronavírus no Brasil foi o “Estado mínimo”. A segunda vítima, com certeza, foi o próprio mercado, expondo sua fragilidade diante do que de fato gera riqueza, a mão de obra, o trabalho. Sem ele, como se vê agora, não há garantia de nada, principalmente da individualidade, porque o cálculo econômico não pode ser outro, senão o dos recursos humanos, sem o resultado de seu estudo, seu empenho, seu trabalho para gerar riqueza.

A frase, “dinheiro não dá em árvore” nunca fez tanto sentido como agora, logo essa frase que é um mantra das elites dos mercados, de quem suga de quem verdadeiramente produz riqueza, o trabalhador.

Não há como organizar o país, fazer discurso fácil que sempre privilegia uma parcela da sociedade sem a mão de obra dos trabalhadores, qualquer trabalhador da cadeia produtiva, do zelador ao engenheiro.

O que é central não é o mercado, mas o homem, o trabalhador, Isso em um país como o Brasil que vive a democracia de mercado, é um tapa na cara dos neoliberais, tanto que o colunismo lacaio dos banqueiros como Constantino, Augusto Nunes, J R Guzzo, Alexandre Garcia e outras tralhas, estão defendendo que os trabalhadores voltem ao trabalho nas ruas, nas empresas, sob o risco de serem infectados pelo coronavírus, mas eles mesmos trabalham em casa, protegidos, isolados, escrevendo seus artigos criminosos, blindados pelo isolamento.

Na verdade, é este o modelo vampirista que a elite quer. Por isso fez carreata e não passeata contra a quarentena, porque sabe que o contato humano, hoje, é um ato suicida.

Então, com seus carrões de mais de R$ 100 mil, que para o bom funcionamento, dependem dos mecânicos, borracheiros, frentistas e lavadores, foram para as ruas pedir para que os trabalhadores se exponham ao vírus, enquanto eles estão protegidos pelos vidros do carro.

Por que não vão eles e seus familiares trabalharem em suas próprias empresas? Assim podem mostrar como a meritocracia, que tanto martelam, é fabulosa. Assim, aproveitam para colocar a mão de obra dos trabalhadores em segundo plano.

Agora, os mais ricos da democracia do mercado estão dependendo dos mais pobres, porque não há como reinar o consumo se o trabalhador não produzir e o próprio não consumir. Falamos de uma dupla dependência escancarada com a quarentena, porque se o trabalhador voltar a produzir, mas se negar a consumir, o problema será maior, uma produção sem demanda. E sabe-se perfeitamente bem como foi a quebradeira de 1929 com o excesso de produção e a falta de consumo.

Em outras palavras, a elite vai ficar de joelhos rezando no milho para que a pandemia passe o mais rápido possível para que ela volte a explorar o trabalhador, tanto na produção quanto no consumo, porque é na exploração da mão de obra que ela tanto desvaloriza e hoje implora a sua volta, que ela enriquece, concentrando todo o resultado da riqueza em suas mãos.

 

*Carlos Henrique Machado Freitas

 

 

Celeste Silveira

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3 COMMENTS

  1. João Vieira Filho Posted on 29 de março de 2020 at 13:42

    É hora de por mesmo de joelhos esta “elite” do atraso, como diz Jessé de Souza, de joelhos mesmo. Uma gentalha jeca, preguiçosa, exploradora, sonegadora e visceralmente corrupta. Que só se alimenta das tetas do estado e com do canudinho enfado na veia do trabalhador. Os canalhas estão sentindo na pele e devem continuar sentindo. Uma oportunidade quase única que deve ser aproveitada.

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  2. Pingback: A elite está sentindo na pele que dinheiro não gera riqueza, mas sim a mão de obra dos trabalhadores - Bem Blogado
  3. schabibhany Posted on 29 de março de 2020 at 20:26

    Genial, como sempre, seu artigo!
    A propósito, quando o “velho barbudo” revelou com a clareza solar para os trabalhadores do mundo que a mais-valia era a fonte da riqueza, a burguesia arrogante de seu tempo disseminou ironia e escárnio, mas não pôde reunir argumentos capazes de negar esse fato.
    Mais ou menos 170 anos depois, o capitalismo financeiro (rentista, fundamentalmente) começa, por mecanismos de exploração criados por ele mesmo, a dar sinais de esgotamento e escancara que a fonte de sua riqueza vem da exploração da mão de obra, do trabalho humano, a despeito de discursos de neoliberais do século XX, de que a tecnologia e a capacitação eram a fonte da riqueza, do desenvolvimento e da modernidade.
    Como vemos, pura balela que a realidade põe a nu sem pudor nem comedimento…
    Mais uma vez, parabéns, Carlos Henrique Machado de Freitas, pela oportuna reflexão, e Celeste Silveira, pelas postagens lúcidas e pertinentes!

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