14 de maio de 2021
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São 30 anos de estrada no quesito barafunda, já que Bolsonaro em sua longa passagem pelo legislativo não tem um único projeto aprovado, e não tem porque nunca teve competência sequer para impor seus propósitos nefastos.

A única coisa que Bolsonaro fez na vida é o que está fazendo agora, e sem sucesso, no Senado para impedir a CPI da covid, criar tumulto, barulheira e desordem para que o Senado se pareça com o seu próprio governo incompetente.

Isso não tira de Bolsonaro o seu prazer genocida. Aliás, isso deu a ele, mesmo sem ter produzido nada, chancela por uma parcela da sociedade formada por gente complexada intelectualmente, racista, homofóbica, misógina, frustrada e outros espertos que entenderam cedo que Bolsonaro tinha preço e nem era tão caro assim, já que trabalha com a lógica da milícia, a de ganhar na quantidade.

E é essa mesma lógica miliciana que cresce na desordem, no tumulto e na ausência de qualquer regra civilizatória que Bolsonaro é rei. Ele tem uma capacidade latente em que a estupidez passa a ser seu grande refúgio.

É exatamente isso que Bolsonaro tenta quando quer enfiar no mesmo saco todas as violas que lhe interessam, e não quer incluir nisso nada além de prefeitos e governadores.

Poderia perfeitamente ampliar a CPI para saber por que Queiroz depositou R$ 89 mil na conta de Michelle, assim como a fantástica loja de chocolate de Flávio lhe rendeu uma dezena de imóveis, incluindo a mansão hollywoodiana em Brasília. Sem falar nessa legião de fantasmas e laranjas que daria umas dez CPIs só com os parentes do vigarista.

E aqui nem vai ser cobrada uma CPI da farsa da facada, do seu desconhecimento sobre a vida de um vizinho de rua no condomínio Vivendas da Barra que morava a 50 metros de sua casa e assassinou Marielle. É um espanto, por que Ronnie Lessa, além de assassino, era o maior traficante internacional de armas do Rio de Janeiro, além de fornecedor de armas para as milícias cariocas.

Aliás, poderia abrir uma CPI só para tentar entender por que Bolsonaro nunca falou mal de Adélio, Ronnie Lessa e, agora, de Kajuru, a quem ele acusa de vazar a ligação com o presidente da República.

É estranho porque agora ele xinga Barroso, diz que quer dar porrada em Randolfe Rodrigues, pede o impeachment de Alexandre de Moraes, mas não dá um pio sobre esses três personagens que, de alguma forma, fazem parte de sua biografia sombria.

Seja como for, Bolsonaro não tem êxito em administrar sequer a bagunça para transformá-la em algo quer possa descredenciar a CPI do genocídio, mostrando com isso, que ele caminha a passos largos para o cadafalso sem conseguir impedir sua culpa pelas 360 mil mortes por covid até então, o que, consequentemente lhe custará o mandato e a liberdade, assim como a dos filhos.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Celeste Silveira

Produtora cultural, parecerista de projetos culturais em âmbito nacional

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