Dia: 25 de abril de 2021

Documento do governo lista 23 acusações sobre seu papel na pandemia

Uma tabela distribuída pela Casa Civil da Presidência enumera 23 acusações frequentes sobre o desempenho do governo Bolsonaro no enfrentamento à Covid-19. A coleta de dados do governo coincide com a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pandemia no Senado, prevista para a próxima terça-feira (27).

A tabela foi encaminhada por e-mail a 13 ministérios para que cada um produzisse e enviasse uma resposta à Casa Civil até a última sexta-feira (23). Cada ministério deveria dizer o que está fazendo ou o que fez a respeito dos temas críticos. Como todos os assuntos citados pelo próprio governo poderão ser alvo da Comissão, o trabalho da Casa Civil deverá funcionar como material de defesa durante a investigação parlamentar.

O documento foi distribuído dentro do governo pela SAM (Subchefia de Articulação e Monitoramento) da Casa Civil. “Dando continuidade aos trabalhos iniciados na reunião situacional de ontem [segunda-feira, 19 de abril], que contou com a participação de representantes de alguns Ministérios, a Casa Civil realizará novas reuniões relacionadas às ações executadas pelo Governo Federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19. Neste sentido, será entregue em meio físico na Secretaria Executiva dos Ministérios envolvidos o documento com temas selecionados no intuito de que respondam, desde já, com as ações realizadas”, diz a mensagem distribuída na quarta-feira (21).

tabelinha - Reprodução - Reprodução

A tabela faz 23 afirmações e marca os ministérios que deverão respondê-las. O tema “genocídio indígena” é o que demandará a resposta de mais ministérios, num total de cinco. As afirmações feitas pelo governo são as seguintes, na íntegra:

“1-O Governo foi negligente com processo de aquisição e desacreditou a eficácia da Coronavac (que atualmente se encontra no PNI [Programa Nacional de Imunização];.

2-O Governo minimizou a gravidade da pandemia (negacionismo);

3-O Governo não incentivou a adoção de medidas restritivas;

4-O Governo promoveu tratamento precoce sem evidências científicas comprovadas;

5-O Governo retardou e negligenciou o enfrentamento à crise no Amazonas;

6-O Governo não promoveu campanhas de prevenção à Covid;

7-O Governo não coordenou o enfrentamento à pandemia em âmbito nacional;

😯 Governo entregou a gestão do Ministério da Saúde, durante a crise, a gestores não especializados (militarização do MS);

9-O Governo demorou a pagar o auxílio-emergencial;

10-Ineficácia do PRONAMPE [programa de crédito];

11-O Governo politizou a pandemia;

12-O Governo falhou na implementação da testagem (deixou vencer os testes);

13-Falta de insumos diversos (kit intubação);

14-Atraso no repasse de recursos para os Estados destinados à habilitação de leitos de UTI;

15-Genocídio de indígenas;

16-O Governo atrasou na instalação do Comitê de Combate à Covid;

17-O Governo não foi transparente e nem elaborou um Plano de Comunicação de enfrentamento à Covid;

18-O Governo não cumpriu as auditorias do TCU durante a pandemia;

19-Brasil se tornou o epicentro da pandemia e ‘covidário’ de novas cepas pela inação do Governo;

20-Gen Pazuello, Gen Braga Netto e diversos militares não apresentaram diretrizes estratégicas para o combate à Covid;

21-O Presidente Bolsonaro pressionou Mandetta e Teich para obrigá-los a defender o uso da Hidroxicloroquina;

22-O Governo Federal recusou 70 milhões de doses da vacina da Pfizer;

23-O Governo Federal fabricou e disseminou fake news sobre a pandemia por intermédio do seu gabinete do ódio.”

Segundo a tabela da Casa Civil, o Ministério da Saúde deveria responder a todos os itens, com exceção do 9, 10 e 11. O MCTI (Ciência e Tecnologia) responderia aos itens 1, 7, 9, 19 e 20. O MRE (Ministério das Relações Exteriores) cuidaria dos itens 1, 11 e 13. O MD (Defesa) ficou responsável pelos itens 5, 7, 8, 15 e 20. O MCOM (Comunicações) ficou com os itens 6 e 17.

A AGU (Advocacia Geral da União) deveria responder aos itens 7, 18 e 23. O ME (Economia) ficou com as afirmações 8, 9, 10, 14 e 18. A Segov (Secretaria de Governo) deveria esclarecer os itens 9, 11, 12, 14, 16, 17, 19 e 20 – depois do Ministério da Saúde, foi a mais sobrecarregada com a tarefa das respostas. O Ministério da Cidadania ficou com os itens 9 e 10.

O MJSP (Justiça e Segurança Pública) deveria responder aos itens 9 e 10. O GSI (Gabinete de Segurança Institucional) ficou com dois temas, 15 e 23. O MMFDH (Mulher, Família e Direitos Humanos) abordaria um tema, de número 15. A CGU (Controladoria Geral da União) também ficou com uma área, a de número 18.

E-mail enviado pela Casa Civil no dia 21/04/2021 para pedir respostas às acusações que o governo Bolsonaro enfrenta no curso da pandemia - Reprodução - Reprodução

E-mail enviado pela Casa Civil no dia 21/04/2021 para pedir respostas às acusações que o governo Bolsonaro enfrenta no curso da pandemia. Imagem: Reprodução

No final da tarde deste domingo (25), após a divulgação da lista pela coluna, o ministro da Casa Civil, o general da reserva do Exército Luiz Eduardo Ramos, confirmou à colunista do UOL Carla Araújo a existência do documento e disse as respostas vão ajudar na defesa do governo na CPI da Pandemia no Senado.

*Rubens Valente/Uol

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Pazuello será preparado pelo Planalto para enfrentar CPI da Covid e blindar Bolsonaro

Governo treina ex-ministro da Saúde, aciona José Sarney, escala equipe e levanta documentos para defender atuação do presidente na pandemia.

O Palácio do Planalto estruturou uma operação de guerra para enfrentar a CPI da Covid no Senado. O plano envolve preparar o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello para responder aos questionamentos dos parlamentares, acionar o ex-presidente José Sarney, montar um comitê com representantes de diferentes ministérios e levantar um arsenal de documentos sobre a ação do governo na pandemia. A principal estratégia por trás dessa investida é blindar o presidente Jair Bolsonaro — e a sua pretensão de ser reeleito em 2022 —, desviando o foco das atenções para a atuação de estados e municípios.

Considerado o principal alvo da comissão, Pazuello será preparado pelo governo para encarar senadores opositores. A ideia é que o ex-ministro da Saúde, que deve assumir um cargo no Planalto, dedique o seu tempo em Brasília a se debruçar sobre uma série de documentos, dados e informações oficiais que reforcem a narrativa de que o governo não foi omisso na pandemia nem na crise do oxigênio em Manaus — o colapso na capital do Amazonas já levou Pazuello a responder a uma ação por improbidade administrativa apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF).

O general da ativa terá à sua disposição um grupo de trabalho formado por integrantes de diferentes ministérios — que fornecerá subsídios para defender as ações do governo. Esse é mais um sinal de apoio de Bolsonaro, que, nos últimos dias, levou o militar a duas viagens, uma ao interior de Goiás e outra a Manaus.

Para dar suporte a Pazuello e a outros integrantes do governo que serão convocados pela CPI, o Planalto estruturou um comitê de crise formado por representantes de diversas pastas, sob o comando da Casa Civil, chefiada pelo ministro Luiz Eduardo Ramos. O grupo de trabalho criado para enfrentar a comissão da pandemia foi inspirado numa força-tarefa formada por Ramos durante a Olimpíada no Rio, em 2016, com a participação de diferentes setores, da Polícia Militar à Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), que compartilhavam entre si informações estratégicas sobre o evento esportivo. A ideia é implementar a mesma tática militar para encarar os questionamentos do colegiado no Senado.

O comitê já traçou um plano de trabalho, registrado num organograma com os principais focos de atuação, e tem como meta se reunir semanalmente no Planalto, compilando informações de diferentes ministérios e elaborando um roteiro que será utilizado para integrantes do governo se defenderem na CPI. Dentre os participantes, estão servidores da Saúde, Defesa, Economia, do Itamaraty, Comunicações, da Advocacia-Geral da União (AGU), Controladoria-Geral da União (CGU) e Secretaria de Governo, entre outros. Em uma recente reunião no Planalto, o presidente Bolsonaro já havia alertado que os auxiliares se preparassem porque muitos seriam chamados a prestar depoimento.

Na última sexta-feira, o coronel Élcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, foi nomeado como assessor especial da Casa Civil. Antes mesmo de ser oficializado no cargo, o militar já vinha frequentando o Planalto diariamente. Segundo apurou O GLOBO, ele ficará dedicado a reunir as informações necessárias para responder aos questionamentos da CPI. A expectativa, segundo um integrante do alto escalão, é que, se o governo conseguir fazer “o trabalho que tem que ser feito”, poderá usar a CPI como “palco” para divulgar as ações do Executivo.

Em outra frente, o Planalto vem tentando minar o poder do senador Renan Calheiros (MDB-AL), favorito para assumir a relatoria da CPI. Nos últimos dias, um ministro do Palácio do Planalto entrou em contato com José Sarney para marcar um encontro. O objetivo dessa investida é convencer o ex-presidente da República a conter o seu colega de partido. Sarney e Renan já comandaram o Congresso em diferentes períodos e mantêm uma relação de proximidade. Mas interlocutores de ambos veem a iniciativa com pouca chance de êxito. O ex-presidente tem demonstrado pouca disposição para as articulações políticas envolvendo o Planalto, enquanto o senador sinaliza a interlocutores que não abrirá mão fácil da relatoria, apesar da ofensiva do governo. Na visão de um conselheiro de Bolsonaro, Renan Calheiros é uma opção mais palatável como relator do que os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) ou Humberto Costa (PT-PE).

*Com informações de O Globo

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Um dia depois da denúncia do Intercept sobre o cara da casa de vidro, governo Bolsonaro diz que flagrou maletas de grampo

Da série, é verdade esse bilhete.

Alguém lembra do carro do Riocentro, da bomba que explodiu no colo de um terrorista da ditadura?

Pois é, um dia depois do Intercept fazer uma belíssima reportagem da relação do Jair da casa de vidro com milicianos ligados a Adriano da Nóbrega poucos dias depois de sua morte, a Veja anuncia que a inteligência do governo Bolsonaro flagrou maletas de grampo ativas na Esplanada.

Inteligência? É isso mesmo, produção?

Essa xaropada já havia sido protagonizada por aquela figuraça chamada Allan dos Santos, fugitivo do país e que, a serviço do gabinete do ódio, era o maior produtor de fake news do planeta, chegando a barrar inclusive Diogo Mainardi. Não por acaso é o próprio que, agora, põe os robôs enferrujadas nas redes para dizer que ele já tinha dito isso há um ano e que só agora a mídia descobriu.

O interessante é que a “inteligência” do governo só descobriu esse fato um dia após o Intercept revelar quem é o cara da casa de vidro e, pelo jeito, tem também telhado de cristal.

Detalhe, a revista Veja que soltou o pombo, é a mesma que divulgou aquela entrevista armada de Fabio wajngarten, culpando Pazuello pelas 400 mil mortes por covid e livrando a cara de Bolsonaro poucos dias antes do começo da CPI do genocida.

Como falta imaginação nessa gente! A carência de criatividade tem disso, dá espaço a bufões caricatos como Fabio wajngarten e Allan dos Santos.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Seu Jair da casa 58 é o mesmo cara da casa de vidro

Quando Moro, ministro de Bolsonaro, colocou a PF no encalço do porteiro do Vivendas da Barra para dar um calor no coitado, e este mudar a versão de que a ordem que recebeu para liberar a entrada de Élcio de Queiroz, veio da casa 58 e a voz ouvida por duas vezes era do Seu Jair, todos sacaram que essa história de Ronnie Lessa, vizinho de Bolsonaro no condomínio Vivendas da Barra, era chapa quente.

O interessante é que Moro, ainda era ministro, quando o miliciano Adriano da Nóbrega foi morto, ligado ao clã Bolsonaro e a Ronnie Lessa, assassino de Marielle, Moro não quis se envolver no caso, alegando que isso era um problema da polícia da Bahia.

A questão é que, quando o porteiro tomou uma prensa e mudou a sua versão sobre que voz lhe deu a ordem para abrir o portão do condomínio para que o comparsa de Ronnie Lessa entrasse no dia da morte de Marielle, foi para a Polícia Civil do Rio.

Então, qual o sentido de Moro não se meter na morte de Adriano alegando ser um problema da polícia da Bahia e se meter na investigação da polícia do Rio que conseguiu tal declaração do porteiro?

Como explicar essa contradição do ex-juiz herói que colocou Bolsonaro na cadeira da presidência?

O fato é que o “Jair”, o cara da casa de vidro, revelado neste sábado pela excelente matéria do Intercept, é o mesmo Seu Jair que morava a 50 passos da casa do assassino de Marielle, no Vivendas da Barra e que, já no Palácio do Planalto, recebeu ligações de pessoas ligadas a Adriano da Nóbrega logo depois de sua morte na Bahia.

Morte que ocorreu dois dias após Eduardo Bolsonaro chegar na Bahia e lá se manteve pelo menos até o dia da morte de Adriano. Coincidência? Pode ser, mas a coisa não para aí:

Após o Ministério Público do Rio concluir que o “cara da casa de vidro” seria Jair Bolsonaro, as escutas teriam sido interrompidas, segundo as fontes ouvidas pelo Intercept na condição de anonimato.

A interrupção das escutas reforça a ideia de que o “Jair” seria o presidente da República, já que o MP estadual não tem competência para investigá-lo e deve informar a Procuradoria-Geral da República, que possui a competência. Segundo a reportagem, a PGR não informou ao site se recebeu ou não o inquérito, como bem pontuou reportagem do Brasil de Fato.

Então, volta àquela velha história, tanto no caso de Adriano como da Marielle e o clã Bolsonaro, como diria Brizola:

“Tem rabo de jacaré, couro de jacaré, boca de jacaré, pé de jacaré, olho de jacaré, corpo de jacaré e cabeça de jacaré, como é que não é jacaré?”

*Da redação

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Pesquisa mostra que imprensa internacional é praticamente unânime em afirmar que Bolsonaro acabou com o Brasil

Pesquisa com jornais de 11 países revela que apenas 1,8% das reportagens sobre o Brasil são positivas.

Bolsonaro é também uma ideia, é um chorume fedorento da escória golpista que derrubou Dilma e prendeu Lula, Moro, mídia e o que tem de mais podre na política.

Jair Bolsonaro tentou fazer um discurso menos aloprado na Cúpula do Clima da semana passada. Pode ser, quem sabe, um (pequeno) passo para melhorar a imagem do Brasil no exterior.

Uma pesquisa da Imagem Corporativa e do See Suite (laboratório digital da Universidade da Geórgia) realizada no primeiro trimestre com 1.373 textos (reportagens, notícias e notas) sobre o Brasil revelou que apenas 1,8% deles eram positivos. O levantamento foi feito em treze grandes veículos de imprensa de onze países.

Os textos de conteúdo negativo somavam 57,7% e os avaliados como neutros responderam por 40,5%. Bolsonaro gasta um tempo enorme criticando de modo colérico a imprensa brasileira.

Se lesse o que relatam alguns dos veículos analisados pela pesquisa, como “The New York Times”, “The Wall Street Journal”, “Financial Times”, “The Economist”, “Le Monde”, “El País”, “Corriere Della Sera” e “South China Morning Post”, suas paradinhas raivosas no cercadinho do Alvorada certamente ganhariam mais alvos.

*Com informações de Lauro Jardim/O Globo

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Quando Bial fará mea-culpa, pedirá desculpas a Lula e dirá que mentiroso é Moro?

Quem vê a suposta entrevista de Pedro Bial com Sergio Moro, crava, sem medo de errar, que se ali tivesse um polígrafo (detector de mentiras), bateria biela, fundiria o motor, porque essa entrevista por si só foi uma grande mentira. Bial fingia que entrevistava Moro levantando a bola para Moro responder com mentiras, tudo rigorosamente combinado de forma mal-ajambrada, mas com uma rota definida, naquele momento, promover de maneira poética, sob as luzes do Conversa com Bial, o candidato Moro à presidência da República.

Conselhos e instruções estavam no ponto de Bial. As perguntas eram tolas e as respostas imbecis no teatrinho infantil.

A intenção era a de montar ali um novo caçador de marajás, como Collor, que seria perfeitamente palatável para ocupar a cadeira da presidência a partir dos interesses dos Marinho e da oligarquia que eles sempre representaram.

Ali naquela entrevista estava não só o ex-juiz e suas grosseiras mentiras, mas também as palavras dadas ao, então todo poderoso ministro da Justiça e Segurança Pública do governo genocida de Bolsonaro aonde Moro já ensaiava criar dentro do governo um discurso paralelo ao do próprio Bolsonaro que lhe serviria como plataforma política para 2022.

Todos ali sabiam qual era o seu papel na farsa que a Globo montou para fazer da morte do juiz o nascimento de um grande e nobre presidente da República para que não houvesse qualquer nostalgia e, ao contrário, o grande sonho de se ter um presidente que combatesse a praga da corrupção nas instituições brasileiras e que fosse derrotada pela força da legalidade.

O importante era atingir esse alvo para a conquista do poder do príncipe regente de Curitiba.

Pois bem, Bial inventou essa panaceia de uma adesão popular, dando conta de que Moro era de fato um grande herói que deu suprema direção ao combate à corrupção, através de sua superioridade moral, sob a tutoria imperial do TRF4, a intenção de transformar um contumaz mentiroso em maldição para os mentirosos do país, obrigando a sociedade a pagar com votos a dívida de gratidão por ter condenado, prendido e tirado Lula da disputa presidencial de 2018.

Então, Bial, em pleno programa rebatizado pela sociedade como Mamata Connection, que era uma espécie de comitê eleitoral de Moro, debochadamente, diz que, para entrevistar Lula, precisava de um detector de mentiras, poucos dias depois, no caso da sentença de Lula, o Supremo Tribunal Federal, diz textualmente que mentiroso, farsante, bandido, ordinário, vigarista, mistificador, charlatão é o Moro, sintetizado com o termo “juiz parcial”.

Isso foi um tapa na boca suja de Bial.

Nesse sentido, o STF afirma com todas as letras, em caixa alta e negrito, que mentiroso é Moro e que Lula não só é inocente, mas vítima de um complô ao qual o New York Times chamou de “a maior farsa jurídica da história”.

Então, pergunta-se, Pedro Bial, o eterno narrador de BBB, num daqueles textos vulgares bem ao seu estilo, fará mea-culpa dizendo que o mentiroso é seu ilustre convidado, Sergio Moro e não Lula que ele, de forma cafajeste, chamou de mentiroso?

Bial terá um mínimo de grandeza para fazer mea-culpa?

*Carlos Henrique Machado Freitas

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Numa tacada só, Bolsonaro tripudia dos 400 mil mortos por covid e homenageia grupos de extermínio

É muito mais grave do que parece. Bolsonaro não apenas ironiza mortes. A placa “CPF Cancelado” é usada por grupos pró-violência e extermínio policial. Ou seja: Bolsonaro defende publicamente essas práticas. (Jandira Feghali)

A carnificina provocada por Bolsonaro através da covid é resultado da materialização do estrago que a Lava Jato fez no país.

Quando Bolsonaro tripudia da morte de 400 mil brasileiros, exibindo um jargão dos atuais esquadrões da morte, chamados de milícia ou escritório do crime, que se multiplicaram no Brasil depois de sua chegada ao poder, vê-se o alcance do estrago feito não só por Moro e seu bando de Curitiba, mas pelo abc jurídico que foi armado nos tribunais superiores, sobretudo no TRF4 para pintar Lula como corrupto e Moro como herói.

Na verdade, a Lava Jato se transformou numa escuderia Le Cocq do judiciário, tendo em Moro a personalidade central, máxima, vivendo com toda a plenitude.

Os que se filiaram a ele ruminando suas lógicas de extermínio político através de uma caçada implacável ao PT, mas principalmente à Dilma e Lula, desembocou em Bolsonaro que trouxe das sombras um rebanho inteiro de matadores de aluguel como Adriano da Nóbrega e seus comparsas que, agora, está sendo colocado no centro do debate nacional, como a reportagem do Intercept, “O cara da casa de vidro” que mostra a diabólica relação entre o atual ocupante do Palácio do Planalto (casa de vidro) e uma rede de proteção criada em torno de Adriano da Nóbrega, morto na Bahia num suposto confronto com a polícia.

Bolsonaro parece não conseguir se segurar nas suas brincadeiras sádicas e nem na cadeira presidencial. O que tudo indica é que ele está podre o suficiente para se desmanchar e ser varrido como lixo do Palácio do Planalto.

Mas é bom sempre lembrar que Bolsonaro jamais chegaria aonde chegou se não fosse pelas mãos de Moro que também chegou aonde chegou saudado pela burguesia brasileira e elevado a herói nacional pela grande mídia que serve e sempre serviu a essa burguesia contra qualquer liderança de esquerda ou mesmo do campo popular que ameaçasse a hegemonia institucional das classes dominantes.

Essa imagem de Bolsonaro, carregada de sarcasmo com as vítimas da covid e seus familiares e amigos, é das coisas mais nojentas que todo esse complexo golpista produziu no Brasil.

*Carlos Henrique Machado Freitas

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