11 de janeiro de 2022
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“Fui ao centro comprar material para meu trabalho e acabei cego de um olho”, desabafou Daniel Campelo, 51 anos, que perdeu a visão ao ser atingido por bala de borracha ontem durante manifestação anti-Bolsonaro no Recife.

Daniel sequer sabia que haveria protesto na cidade. Ele e as filhas não costumam acompanhar a política do país nem participar de qualquer tipo de ato público.

“Meu pai trabalha com adesivação de veículos. Foi só comprar umas coisas para adesivar táxis. A gente nem sabia que estava tendo protesto”, contou Evelyn Maria de Sena ao UOL, uma das filhas de Daniel.

Ela relatou que o pai seguia por uma das pontes que cortam o rio Capibaribe, próximo à avenida Guararapes, quando percebeu a ação da PM.

“Ele disse que saiu do meio da rua e foi para o canto da calçada, já para sair do meio da confusão e seguir o caminho. Mas, de repente, sentiu a pancada no olho”, detalhou.

As filhas de Daniel foram avisadas da condição dele por um amigo. “Um colega dele taxista, que socorreu ele, foi quem nos ligou para avisar que meu pai tinha levado um tiro”, relembrou Daniele de Sena, outra filha da vítima.

“Nós não gostamos de falar de política. Não temos interesse de falar contra ou a favor de Bolsonaro ou de quem quer que seja. Nem sabia de manifestação. E até iria ao centro também. Não fui porque recebi a notícia do ferimento do meu pai”, continuou Daniele.

Após ser atingido, Daniel foi amparado por pessoas que passavam pelo local e, em seguida, socorrido no HR (Hospital da Restauração), onde passou a noite à espera de cirurgia.

As filhas de Daniel Campelo adiantaram que já estão à procura de assessoria jurídica e que vão processar o estado.

O que dizem as autoridades

Sobre a agressão a Daniel, a Polícia Militar de Pernambuco informou que não vai se pronunciar. A corporação se limitou a dizer que o governador Paulo Câmara (PSB) já se posicionou, fazendo menção ao vídeo divulgado ontem, que não aborda a questão dos feridos.

O UOL procurou o governo do estado, que garantiu que presta assistência aos dois feridos pela PM.

O governador Paulo Câmara determinou que a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos acompanhe a assistência médica e inicie processo de indenização às vítimas.

“Assim como estamos acompanhando a investigação que está sendo realizada pela Corregedoria, também vamos seguir de perto a assistência às pessoas feridas”, afirmou o gestor.

*Com informações do Uol

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Celeste Silveira

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