Dia: 24 de abril de 2022

Abraham Weintraub promete contar toda a verdade sobre o clã Bolsonaro nesta noite

“A cobra vai fumar!”, disparou o ex-ministro que está em pé de guerra com o clã.

Em pé de guerra com o clã Bolsonaro, o ex-ministro Abraham Weintraub prometeu revelar em uma live na noite deste domingo (24) segredos bombásticos a respeito de Bolsonaro e seus filhos.

“Cansei! Vou contar detalhes que chocarão a imensa maioria”, disse o ex-ministro que já foi um dos nomes da maior confiança de Bolsonaro.

A briga se intensificou após Eduardo Bolsonaro responder ao ex-assessor da Presidência Arthur Weintraub, irmão do ex-ministro, por conta da critica ao indulto concedido a Daniel Silveira (PTB-RJ), na noite de sexta-feira (22).

“A gente tá (na) guerra e o cara me falando em precedente, como se nunca um corrupto tivesse recebido indulto e agora o instrumento tenha sido utilizado para seu fim: soltar um inocente. E quem fala são os irmãos que saíram do país para se livrar desta perseguição. São uns filhos de uma p*! Desculpa, mas não há outra palavra”, escreveu o deputado no Twitter.

Weintraub rebateu: “Aguardo o @BolsonaroSP me procurar, após ofender minha falecida mãe […]. Quer conversar em particular? Debater em público? Cedo ou tarde irei te encontrar (e isso não é ameaça de violência física) e você não vai gostar“.

Após o embate on-line, Weintraub disse estar sofrendo diversos ataques pessoais nas redes e prometeu vingança com as supostas revelações.

“Xingaram meu pai de Maconheiro e minha mãe de Prostituta. Falam que sou oportunista, traidor, palhaço, etc. E há participação do topo/Palácio”, reclamou.

A live também contará com a presença do ex-chanceler olavista Ernesto Araújo, que já declarou sua revolta com Bolsonaro diversas vezes.

*Com 247

Bolsonaristas querem transformar 1º de maio em novo 7 de setembro

Perdão a Daniel Silveira está inflamando a militância bolsonarista, e o próprio parlamentar tem presença confirmada em manifestação no Rio.

A ofensiva do presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o Supremo Tribunal Federal, com a edição de um decreto de graça presidencial para anular decisão criminal da Corte, está animando sua militância a voltar às ruas para atacar o Judiciário. O objetivo dos bolsonaristas que convocam atos para o próximo dia 1º de maio é reviver as críticas ao Supremo que foram tema de grandes manifestações em 7 de setembro do ano passado, quando Bolsonaro chegou a ameaçar não cumprir ordens judiciais e grupos radicais tentaram entrar à força na Corte.

O episódio no feriado da Independência em 2021 foi sucedido por um recuo de Bolsonaro, que na época se reuniu com o ex-presidente Michel Temer (MDB) e divulgou carta alegando que às vezes fala “no calor do momento” e que nunca teve “nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes”. Esse recuo frustrou os bolsonaristas mais radicais, que chegaram a ensaiar um afastamento e externaram críticas ao presidente da República.

Com o fim definitivo da trégua, protagonistas dos atos de setembro passado se animam a retomar suas pautas. Por enquanto, o movimento Nas Ruas tem tomado a frente nas convocações para atos em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Entre os “pesos pesados” do bolsonarismo, porém, a adesão a esses atos ainda não engrenou. Os filhos do presidente, por exemplo, não estão participando das convocações, por enquanto. A avaliação no núcleo duro do governo é de que não há segurança de que será possível reunir grandes multidões no Dia do Trabalhador e que, por enquanto, é melhor não tornar os atos um evento “oficial”.

Dos maiores influenciadores bolsonaristas, quem está engajado nas convocações são os deputados federais Carla Zambelli (PL-SP) e Carlos Jordy (PL-RJ). Zambelli divulgou vídeo em suas redes sociais dizendo que irá no ato na Avenida Paulista “pelo fim do autoritarismo do STF” e que “algumas atitudes não podem ser simplesmente aceitas, a gente precisa lutar”.

Jordy anunciou a participação do próprio deputado federal Daniel Silveira no ato marcado para o Rio de Janeiro, que foi condenado pelo STF por atacar as instituições democráticas e teve o perdão concedido por Bolsonaro, iniciando essa nova fase da crise institucional. Veja:

Veja exemplos de convocações nas redes sociais e em grupos de aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram:

*Com Metrópoles

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Sofrendo uma avançada anorexia política, Bolsonaro apela para conselhos deSarney

Bolsonaro vive uma tempestade perfeita. Pior, todos os medicamentos que tem usado para estancar a crise, tem efeitos colaterais piores que a própria crise, anabolizando ainda mais o estado de combustão em que o país de encontra.

Ao contrário do que muita gente diz, o ângulo com que Bolsonaro enxerga a crise, está cada vez mais fechado e seu estado de debilidade política fica bem mais evidente, como bem pontuou Gilmar Mendes.

Ou seja, diante de tantos distúrbios, inclusive de uma guerra interna entre Centrão e militares, a hipersensibilidade de Bolsonaro foi a mil, fazendo com que seu fardo ganhasse peso e apetite.

Na verdade, Bolsonaro não sabe usar as instituições para debelar a crise e, com isso, aroma fétido vai exalando pelos poros do próprio governo.

Certamente, alguém recomendou que ele fizesse uma visita a Sarney sem que a imprensa tivesse acesso ao assunto. Mas não deixa de ser emblemática a imagem de Sarney virando a cereja do bolo, já que antes, no dia 7 de setembro, quando vinha anunciando um golpe, Bolsonaro viu a corrente da água se avolumar contra ele e, mais do que buscar orientação com Temer, apelou para que ele dobrasse Alexandre de Moraes, prometendo um outro relacionamento com o ministro do STF para não talhar ainda mais o que já estava azedo.

O fato é que o sistema nervoso central do governo Bolsonaro entrou em pane, bateu biela, estourou o cabeçote e a máquina governamental está fumando mais que aqueles tanques que roubaram a cena no episódio em que Bolsonaro quis mostrar força, exagerando na dose da piada pronta.

Procurar Sarney como um cirurgião dentista a essa altura da dor de um dente apodrecido, mostra que Bolsonaro já entrou no modo alucinação. Ele ainda indica que, não conseguindo avançar vírgula de forma concreta, diante de Lula nas pesquisas, começa a sentir os primeiros sintomas de uma anorexia política que sofrerá até outubro de forma galopante.

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Enquanto o arruaceiro expulso do exército dá indulto para comparsa, bolsa desaba e dólar dispara

Pra quem vinha estimulando o apetite dos abutres do mercado para hipertrofiar a conta de banqueiros e rentistas, Bolsonaro vinha se mantendo blindado pela plutocracia com declaração de voto de Setúbal (do Itaú) e outros gafanhotos.

Mas com mais uma arruaça institucional criada pelo ex-militar, que recebeu a maior desonra da história das Forças Armadas, por ser um sabotador inato, criou mais um furdunço no país para livrar a cara de um comparsa condenado pelo STF.

A bolsa e o dólar sentiram o tranco, com a moeda americana disparando e o pregão dessa sexta-feira tendo uma queda de 2,86%, acumulando na semana a perda de 4,39%, sinalizando o que um a crise institucional como essa pode produzir no país, inclusive no leitão suculento que Bolsonaro sempre reserva para os endinheirados.

Certamente, os Hércules do dinheiro grosso não gostaram nada dessa lambança e, como se sabe, esses militares são integralmente fieis à burguesia.

Pra piorar, O Banco Central realizou o leilão que não estava previsto, mas nem essa intervenção segurou a alta do dólar. O motivo era unânime para os analistas da bolsa que, tanto a queda da bolsa quanto a desvalorização do real foram produzidas pelo ambiente político que Bolsonaro criou.

Ou seja, o arruaceiro, agora, começa a incomodar a papa fina nativa da democracia de mercado.

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Brasil está entre os três países que pagam a gasolina mais cara do mundo. Isso Bolsonaro não fala para o povo

O miliciano boquirroto passa o dia produzindo crise artificial para não ter que tratar daquilo que aflige o povo brasileiro, que viu o bife sumir da sua mesa. E até o ovo, o osso e o pé de galinha tiveram um significativo aumento.

Agora, sabe-se que, na paridade de preço internacional dos combustíveis, o Brasil, ou seja, o brasileiro está entre os três países que paga a gasolina mais cara do mundo. Mérito de Bolsonaro que aperfeiçoou o entreguismo de Temer nesses três anos e meio de governo que não produziu nada de bom para o país, só tragédia.

A consultoria Oxford Economics tentou medir essa diferença confrontando o valor do litro da gasolina com o poder de compra em 30 países, calculando qual fatia que representa na renda da população local.

O Brasil aparece entre os três primeiros da lista. Um litro de gasolina corresponde a 9% do salário médio diário do país, percentual menor apenas do que o registrado nas Filipinas (19%) e na Indonésia (13%).

Ou seja, não bastasse a privação de alimentos na mesa do brasileiro, estar entre os 10 países mais desiguais do planeta que ostenta quatro banqueiros numa lista de 10 que mais lucraram no mundo, o Brasil é um dos três países que mais dá lucro a investidores internacionais na bomba de gasolina.

Um litro de gasolina no Brasil hoje corresponde a 9% do salário médio diário do país, percentual menor apenas do que o registrado nas Filipinas (19%) e na Indonésia (13%).

Desde o golpe em Dilma, quando o PPI passou a valer, o preço da gasolina cresceu 57% no Brasil, já descontada a inflação.

Enquanto isso, um presidente vagabundo que nunca trabalhou na vida, segue com seu diversionismo dando indulto a miliciano para que essa notícia não piore ainda mais seus índices de reprovação.

Pode ser uma imagem de texto que diz "Chart 3: Brazil's gasoline is the third most expensive in the world after adjusting for purchasing power World: Gasoline prices relative to income Price of one litre of regular gasoline as a % of a daily average salary Philippines Indonesia Pakistan 13% Bulgaria Portug 9% 9% 8% 7% 6% 6% 5% 19% Czech Eurozone UnitÄd Sweden South Africa Denmark Australja United States 0% 5% 10% 15% 20% Source: Oxford Economics/Haver Analytics"

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