Dia: 28 de junho de 2022

Presidente da Caixa deve deixar o cargo já amanhã

É o que dizem aliados.

O presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães, pedirá para deixar o cargo, com o objetivo de cuidar de sua defesa após ser alvo de denúncias de assédio feitas por funcionárias.

O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, deve deixar o cargo nesta quarta-feira (28), de acordo com assessores de Jair Bolsonaro (PL). A informação foi publicada nesta terça-feira (28) pela coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo.

O governo decidiu pela demissão nesta terça. Guimarães pedirá para deixar o cargo, com o objetivo de cuidar de sua defesa.

O Ministério Público Federal (MPF) investiga de forma sigilosa denúncias de assédio sexual feitas por funcionárias da Caixa contra o presidente da instituição.

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Funcionárias denunciam presidente da Caixa por assédio sexual

Casos são investigados, sob sigilo, pelo Ministério Público Federal. Durante semanas, a nossa reportagem ouviu os relatos das vítimas, informa com exclusividade o Metrópoles.

Pedro Duarte Guimarães, 51 anos, assumiu a presidência da Caixa Econômica Federal logo após a posse de Jair Bolsonaro. Desde então, tornou-se um dos integrantes do governo mais próximos do presidente da República. Por meses a fio, especialmente no período da pandemia, quando o Palácio do Planalto precisava propagandear ao máximo o auxílio emergencial distribuído aos brasileiros mais carentes, foi figura frequente nas tradicionais transmissões on-line feitas por Bolsonaro nas noites de quinta-feira.

Até hoje, costuma ser convidado para solenidades presidenciais importantes, e se coloca sempre ao lado de Jair Bolsonaro. Há duas semanas, por exemplo, ocupou lugar de destaque na cerimônia realizada na Bolsa de Valores de São Paulo para que fosse batido o martelo da privatização da Eletrobras. Um pouco antes, quando o presidente foi a Pernambuco para sobrevoar áreas atingidas por enchentes e anunciar o envio de recursos federais para o estado, lá estava ele. Na live da semana passada, era convidado de honra, paramentado com um colete estampado com a logomarca da Caixa. Nesta terça-feira (28/6), ele acompanhou Bolsonaro na entrega de moradias populares em Maceió.

Graças à visibilidade que ganhou a partir da entrada para o governo, Pedro Guimarães planejava até sair candidato a deputado ou a senador nas próximas eleições. Acabou desistindo depois de ser apresentado a pesquisas pouco animadoras sobre suas chances de vitória.

Carioca, antes de chegar a Brasília Guimarães já havia percorrido uma longa trajetória no mercado financeiro. Ocupou cargos elevados em bancos importantes e em fundos de investimentos. Ao assumir a Caixa, o economista fez questão de ecoar o discurso que elegeu Bolsonaro.

No fim do ano passado, um grupo de funcionárias decidiu romper o silêncio e denunciar as situações pelas quais passaram. Há mais de um mês, a coluna vem colhendo os relatos de algumas dessas mulheres. Todas elas trabalham ou trabalharam em equipes que servem diretamente ao gabinete da presidência da Caixa. Cinco concordaram em dar entrevistas, desde que suas identidades fossem preservadas. Elas dizem que se sentiram abusadas por Pedro Guimarães em diferentes ocasiões, sempre durante compromissos de trabalho.

Os depoimentos são fortes. As mulheres relatam toques íntimos não autorizados, abordagens inadequadas e convites heterodoxos, incompatíveis com o que deveria ser o normal na relação entre o presidente do maior banco público brasileiro e funcionárias sob seu comando.

A iniciativa dessas mulheres levou à abertura de uma investigação que está em andamento, sob sigilo, no Ministério Público Federal. Algumas das funcionárias que concordaram em falar para esta reportagem já prestaram declarações oficialmente aos procuradores. Outras deverão ser convidadas a depor em breve. Este é o primeiro caso público de assédio sexual envolvendo um alto funcionário do governo Jair Bolsonaro.

Vários dos testemunhos estão relacionados a viagens realizadas por Pedro Guimarães como parte do programa Caixa Mais Brasil, criado por ele para descentralizar a gestão e dar mais visibilidade ao banco pelo país afora. Desde janeiro de 2019, foram realizadas mais de 140 visitas a cidades de todas as regiões.

Com outros executivos e um séquito de funcionários – e funcionárias – que o acompanham a partir de Brasília, Guimarães visita agências, se reúne com autoridades locais e conhece projetos sociais financiados pelo banco. As viagens ocorrem principalmente nos finais de semana.

O presidente, seus auxiliares mais próximos e os demais funcionários que integram a comitiva ficam hospedados em hotéis e participam de eventos e confraternizações durante os quais, de acordo com os depoimentos, ocorreram vários dos episódios.

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“Em mensagens, Bolsonaro pedia para indicar diretores da Petrobras”, diz ex-presidente da companhia

“O presidente pedia nas mensagens, lá no início de 2021, para baixar o preço dos combustíveis e para ele indicar diretores da Petrobras”, disse Roberto Castello Branco.

O ex-presidente da Petrobras Roberto Castello Branco afirmou ao blog que o presidente Jair Bolsonaro pedia em mensagens de celular para indicar diretores da estatal. Castello Branco disse também que o presidente queria que a Petrobras baixasse os preços dos combustíveis, segundo Ana Flor, G1.

Em uma conversa em um grupo de economistas numa rede social, no fim de semana, Castello Branco disse que tinha no celular corporativo mensagens de Bolsonaro que poderiam incriminar o presidente. A informação foi publicada inicialmente pelo portal “Metrópoles”. Castello Branco conta que devolveu o celular à estatal.

Ao blog, o ex-presidente da Petrobras relatou que, há mais de um ano, Bolsonaro já queria mudar a diretoria da estatal, pensando em alterar a política de preços.

“Presidente pedia nas mensagens, lá no início de 2021, para baixar o preço dos combustíveis e para ele indicar diretores da Petrobras”, disse Castello Branco, um dos cinco presidentes da Petrobras no governo Bolsonaro. Ele deixou o cargo em meio às insatisfações do governo com os preços dos combustíveis.
Preço do diesel tem alta de 74% no Brasil, apesar de trocas no comando da Petrobras

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“Se eu tivesse prevaricado, se eu tivesse feito o que ele (Bolsonaro) queria, eu estaria lá (na presidência da Petrobras) até hoje”. E ressaltou: “Se eu tivesse feito o que o presidente queria, aí sim, quem estaria cometendo crime seria eu.”

Ao concluir, Castello Branco disse que, se as mensagens forem recuperadas, ficará claro que ele não atendeu os pedidos de Bolsonaro.

“Se conseguirem recuperar as mensagens, vai comprovar isso, que eu não cometi crime nenhum e não atendi o pedido do presidente.”

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Vídeo: pai de Arthur Lira xinga plateia em evento com presença de Bolsonaro: “filha da p*ta”

Evento oficial em Alagoas, pago com recurso público, tinha ares de comício e estava sendo transmitido ao vivo pela TV Brasil.

O ex-senador Benedito de Lira (Progressistas-AL), pai do presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas), discutiu com alguém da plateia durante entrega de moradias para pessoas de baixa renda em Maceió (AL).

O ex-senador acabou xingando a pessoa aos berros: “Vá embora, filha da puta!”

O evento oficial, realizado com recurso público, estava sendo transmitido pela TV Brasil, com ares de comício. Estavam presentes, além do presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro Daniel Ferreira, o ex-presidente Fernando Collor e Arthur Lira.

Veja o vídeo abaixo a partir do min. 45:

Benedito de Lira é prefeito de cidade de Barra de São Miguel (AL), que recebeu R$ 3,8 milhões provenientes de emendas do relator, que compõem o chamado orçamento secreto.

Emenda de relator

O repasse para a cidade foi realizado por meio da superintendência da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) em Alagoas, que é comandada por João José Pereira Filho, um primo de Lira.

Joãozinho, como ele é conhecido, foi indicado ao cargo em abril deste ano pelo próprio presidente da Câmara. O recurso sairá dos cofres do Ministério do Desenvolvimento Regional, cujo titular é Rogério Marinho.

*Com Forum

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Casamento de Elba Ramalho com Nelson Piquet dá jacaré do papo amarelo

Ninguém vira mordomo-motorista de Bolsonaro impunemente. Piquet provou isso com seu comentário racista contra Lowis Hamilton. A resposta de Hamilton veio imediatamente com uma carraspana que ficará para a história.

“É mais do que linguagem. Essas são mentalidades arcaicas que precisam mudar e não têm lugar no nosso esporte. Eu fui cercado por essas atitudes e fui alvo de minha vida toda. Houve muito tempo para aprender. Chegou a hora da ação”.

Já Elba Ramalho mereceria de Noel Rosa a sentença “que palpite infeliz!” quando repetiu o bordão reacionário contra o público que a assistia e que ela disse que “cada povo tem o presidente que merece”, numa crítica grosseira à massa que cantou num coro ensurdecedor, “fora Bolsonaro” e, em seguida, “olê, olê, olê, olá, Lula”.

Resumindo, os dois bolsonaristas praticaram o mais puro preconceito, racismo e discriminação que um bolsonarista raiz pode produzir.

E o resultado desse exercício fascista no casamento dos dois infelizes comentários foi o jacaré do papo amarelo que Bolsonaro criou para atacar as vacinas.

Confira o Piquet:

*Confira Elba Ramalho:

https://twitter.com/RafaelMilla8/status/1541252056920596483?s=20&t=cy19dq51d2QUoNAfKj_ziA

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Lewis Hamilton responde a Nelson Piquet, que se referiu a ele com o “neguinho”

O heptacampeão mundial de Fórmula 1 foi tratado como “neguinho”, em comentário resgatado de Piquet durante entrevista.

O piloto inglês Lewis Hamilton, sete vezes campeão mundial de Fórmula 1, respondeu na manhã desta terça-feira (28), com contundência, elegância e ironia às declarações racistas do ex-piloto brasileiro Nelson Piquet, resgatadas neste final de semana.

Em um primeiro tuíte, Hamilton afirmou apenas: “imagine”, a um comentário de um internauta que escreveu: “E se Lewis Hamilton apenas tuitasse ‘Quem diabos é Nelson Piquet?’ e fechasse o twitter”.

Minutos depois, o piloto escreveu: “é mais do que linguagem. Essas são mentalidades arcaicas que precisam mudar e não têm lugar no nosso esporte. Eu fui cercado por essas atitudes e fui alvo de minha vida toda. Houve muito tempo para aprender. Chegou a hora da ação”.

Minutos depois, o piloto escreveu: “é mais do que linguagem. Essas são mentalidades arcaicas que precisam mudar e não têm lugar no nosso esporte. Eu fui cercado por essas atitudes e fui alvo de minha vida toda. Houve muito tempo para aprender. Chegou a hora da ação”.

No trecho, Piquet comenta o acidente entre Lewis e Max em Silverstone. Quando vai se referir a Lewis, Piquet utiliza uma palavra de conotação racista.

A entrevista de Piquet foi concedida ao jornalista Ricardo Oliveira. Ele criticou Hamilton por não ter tirado o pé logo na primeira volta do GP da Inglaterra na curva Copse, uma das mais famosas de Silverstone.

O fato aconteceu em julho do ano passado. Os dois disputavam a liderança da competição. Piquet, que é sogro de Verstappen, namorada da filha Kelly, acusou o inglês de ter feito uma “pu** sacanagem”.

Confira:

*Com Forum

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O saco de bondades de Bolsonaro para os pobres e caminhoneiros, é um boa noite Cinderela

Na embalagem desse pacote de bondades já vem escrito que a data de validade do embuste se limitará ao período eleitoral.

Se Bolsonaro vencesse as eleições, voltaria como dantes na terra de Abrantes. É uma espécie de azeite composto em que 90% do produto é óleo de soja, com um cadico de cheiro de azeite.

Ou seja, quando se trata de trabalhador e povo pobre, Bolsonaro, quando muito, vende um rótulo em que o conteúdo é absolutamente adulterado.

Na verdade, esse ato “nobre” do chefe da milícia deveria ser proibido se durasse menos de dois anos. Com esse tipo de ingrediente, o ideal para Bolsonaro é que dure até o fim das eleições, sem qualquer compromisso de se tornar um programa integral que, de fato, faça parte das políticas públicas de seu governo.

Bolsonaro, por si só, é um boa noite Cinderela para quem acreditou que ele desempenharia um papel de proteção ao país e aos brasileiros. Mas o que se vê é literalmente o oposto.

Fora a oligarquia nativa, Bolsonaro desmontou a parte do Estado que beneficiava as camadas mais pobres da população com políticas públicas e produziu um achaque, como é tradicional em país de bananeiros que opera quando o presidente é da estirpe de Bolsonaro, a favor dos interesses internacionais, sobretudo dos EUA, fazendo com que a imensa maior parte da população carregue o fardo sem qualquer proteção do Estado.

Na realidade, essa nova embalagem que Bolsonaro utiliza eleitoralmente para tentar se proteger da fragorosa derrota eleitoral que se desenha, é descartável e duraria até outubro se obtivesse uma vitória no primeiro turno.

Como não existe a menor chance disso acontecer, ele fará uso desse produto eleitoreiro até o fim das eleições. Ou seja, Bolsonaro quer apenas dopar sua vítima, utilizando as substâncias mais cretinas para esse propósito.

A novidade nesse tipo de golpe de Bolsonaro é o manjado boa noite, Cinderela.

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