Dia: 23 de agosto de 2022

“Golpe envolve o próprio procurador-geral da República”, diz Rogério Correia

O deputado do PT-MG destacou o fato de Augusto Aras ter trocado “mensagens com empresários bilionários que planejavam sabotagem contra o processo eleitoral”.

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) alertou, nesta terça-feira (23), para uma possível participação do procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, no estímulo a um golpe de Estado no País defendido por empresários bolsonaristas alvos de uma operação da Polícia Federal nesta terça.

“Aras é procurador eleitoral e estava trocando mensagens com empresários bilionários que planejavam sabotagem contra o processo eleitoral. É muito sério! Ministro Moraes acertou em cheio e desmonta golpe que envolve o próprio Procurador Geral da República”, escreveu o parlamentar.

O chefe da PGR trocou mensagens com empresários. Em discurso de posse na Procuradoria em 2019, Aras homenageou o empreiteiro bolsonarista Meyer Nigri, fundador da Tecnisa e um dos investigados pela PF.

*Com 247

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Vídeo: JN não quis falar da corrupção do clã, menos ainda da agenda de Guedes que esfola o povo

Mais uma vez, a Globo utiliza sua audiência que é a maior do Brasil, como objeto de manipulação, é a arma que ela tem para fazer pressão naquilo que a ela interessa, compartilhando conteúdos com uma busca explícita por um único olhar para que esse mesmo ponto de vista vire verdade absoluta, sobretudo no campo moral e econômico.

Ontem, com Bolsonaro, não foi diferente.

Assista:

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Celulares apreendidos mostram troca de mensagens entre Aras e empresários bolsonaristas

Aras, além de PGR, é o procurador-geral-eleitoral. Troca de mensagens pode trazer embaraços para ele nesta posição.

JOTA – Nos celulares apreendidos pela Polícia Federal com empresários bolsonaristas há troca de mensagens com o procurador-geral da República, Augusto Aras. A informação é confirmada por fontes da PF, do Ministério Público Federal (MPF) e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ainda segundo fontes do MPF, PF e STF, nas mensagens haveria críticas à atuação do ministro Alexandre de Moraes e também comentários sobre a candidatura de Jair Bolsonaro. As mensagens ainda são mantidas sob sigilo, mas já viraram tema entre ministros do STF.

Aras, além de PGR, é também o procurador-geral-eleitoral. E a troca de mensagens com empresários que se tornaram alvo do inquérito que investiga atos antidemocráticos pode trazer embaraços para ele nesta posição. Especialmente porque o que levou à deflagração da operação foram mensagens desses empresários com defesa de Bolsonaro e críticas à eleição do ex-presidente Lula.

Segundo a PGR, o relator do processo no STF, o ministro Alexandre de Moraes, autorizou as buscas e só comunicou a PGR depois de iniciada a operação da PF na manhã desta terça-feira. No entanto, fontes ligadas a Moraes defendem que a PGR foi informada da operação na segunda-feira (22/8).

Um dos amigos de Aras é o empresário Meyer Nigri, da construtora Tecnisa, que foi citado nominalmente no discurso de posse de Aras como PGR. “Não posso deixar de cumprimentar um amigo de todas as horas neste momento em que vivenciamos. E faço uma homenagem especial ao amigo Meyer Nigri, em nome de quem cumprimento toda a comunidade judaica, que comemorou 5.780 anos nos últimos dias”, disse Aras. E acrescentou no seu discurso: “Ficaria difícil para mim nominar cada amigo. Então peço vênia para, em nome de Meyer Nigri, cumprimentar a todos presentes, especialmente aos amigos da Bahia aos quais não teria como nominar um a um e a todos os colegas e amigos aqui presentes”.

De acordo com assessores de Aras, o procurador-geral da República tem conhecidos e amigos no mundo empresarial e, portanto, há conversas entre eles. Os assessores reiteram que Aras soube somente nesta terça-feira (23/8) da operação e, portanto, não trocou informações sobre as diligências policiais. E afirmam que as mensagens enviadas por Aras a um dos empresários, agora alvo da investigação, são comentários apenas “superficiais”.

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PF avalia pedir prisão dos empresários bolsonaristas que trocaram mensagens golpistas

Foram alvos de busca e apreensão Luciano Hang, o Véio da Havan, Marco Aurélio Raimundo, da Mormaii, e Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu

Os empresários bolsonaristas que trocaram mensagens de teor golpistas em um grupo do WhatsApp e que foram alvos de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (23) podem ser presos a depender do que for apreendido nas buscas. As informações são das jornalistas Julia Dualibi e Andréia Sadi, no G1.

A operação foi determinada pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Ainda nesta terça-feira a Polícia Federal deve tomar depoimento dos empresários bolsonaristas que articulam um golpe.

Segundo fontes ouvidas pelas jornalistas, os investigados são suspeitos de atentar contra o Estado Democrático de Direito.

Ao G1, outra fonte revelou que a PF não tinha acesso ao grupo de WhatsApp até que a conversa foi revelada pelo site Metrópoles. Por causa disso, foi necessário obter mais informações para compreender o teor das mensagens. O prazo para ouvir os alvos de busca é de 5 dias.

Entre eles estão Luciano Hang, da Havan, José Isaac Peres, da rede de shopping Multiplan, Ivan Wrobel, da Construtora W3, José Koury, do Barra World Shopping, André Tissot, do Grupo Serra, Meyer Nirgri, da Tecnisa, Marco Aurélio Raimundo, da Mormai, e Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu.

As conversas entre os empresários foram reveladas pelo site Metrópole.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (SF) foi quem autorizou as buscas. Os mandados estão sendo cumpridos nesta terça-feira (23) em cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará.

*Com Forum

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Vídeo: Com medo, Bolsonaro fez oração com ministros e assessores antes do JN

Com medo, Bolsonaro fez oração com ministros e assessores antes do JN.

Minutos antes da sabatina ao Jornal Nacional, na noite de segunda-feira (22/8), o presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), fez um momento de oração ao lado de ministros e assessores da campanha. Em vídeo compartilhado por aliados, o grupo reza um Pai Nosso nos bastidores dos estúdios da TV Globo.

Estavam com Bolsonaro os ministros Paulo Guedes (Economia), Fábio Faria (Comunicações) e Ciro Nogueira (Casa Civil), além do assessor especial da Presidência Vicente Santini, do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do chefe da comunicação da campanha, Fabio Wajngarten. É Wajngarten quem sugere ao grupo a oração: “Acho que vale a gente fazer uma mentalização positiva para o senhor”, diz ele.

Bolsonaro diz: “Eu já orei”. Mas aceita fazer uma nova oração coletiva. Alguém sugere um Pai Nosso e o grupo reza em voz alta. Ao final, eles aplaudem e um deles grita: “Vai, Brasil!”.

Confira:

*Com Metrópoles

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Ministros do STF veem operação contra bolsonaristas com potencial de elevar temperatura entre Bolsonaro e Judiciário

Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) acreditam que a operação deflagrada hoje contra empresários bolsonaristas tem o potencial de elevar novamente a temperatura entre o presidente e o Judiciário. A avaliação foi feita por três magistrados à coluna.

Segundo Bela Megale, O Globo, esse sentimento é compartilhado por parte dos membros do Palácio do Planalto, que classificaram a ordem de busca e apreensão do ministro Alexandre de Moraes contra os executivos suspeitos de compartilharem mensagens golpistas num grupo de WhatsApp como “provocação”. Na campanha do presidente, no entanto, a ordem é ignorar o acontecido e tentar manter os ânimos do chefe sob controle.

O governo e o próprio Bolsonaro têm tentado vender a imagem de que uma trégua foi feita entre ele e o Judiciário, em especial Alexandre de Moraes. Um ministro do Supremo destacou à coluna, no entanto, que o papel do Poder Judiciário é de “julgar e não fazer acordos”.

A preocupação em todos esses segmentos inclui também o 7 de setembro. Dois magistrados do STF relataram que receberam sinalizações dos bombeiros do Palácio de que, na data, o tom das falas de Bolsonaro seria ameno em relação aos ministros e à corte. Com a operação da PF, no entanto, há a leitura de que o clima pode voltar a escalar por parte do presidente.

Os auxiliares de Bolsonaro que buscam costurar um armistício com Moraes defendem que o presidente não reaja para que o ministro acate parte das sugestões sobre as urnas feitas pelas Forças Armadas. Nesta terça-feira, acontece a reunião entre o presidente do TSE e o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, que defenderá as medidas. A expectativa no governo é que as propostas sejam abraçadas pelo TSE antes do 7 de setembro.

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Bolsonaro, no JN, inacreditavelmente bateu seu recorde de mentiras em um único dia

Bolsonaro saiu maior ou menor da entrevista da Globo? Ninguém sabe. O que é consenso geral e irrestrito é que ele mentiu deslavadamente durante 40 minutos de entrevista.

Ou seja, Bolsonaro deu com o tijolo na própria testa. A meu ver, isso impediu que ele usasse a entrevista para crescer na campanha.

A inacreditável justificativa dos bolsonaristas que, sem ter como colher frutos do que Bolsonaro falou, sublinharam, o que também é mentira, que Bolsonaro não perdeu a linha, perdeu sim ao chamar Bonner de mentiroso, o que foi devidamente desmentido quando este afirmou que ele chamou Alexandre de Moraes de “canalha” e, a princípio, Bolsonaro disse não ter xingado ninguém do STF, mas depois admitiu tê-lo xingado.

Bolsonaro preencheu os 40 minutos com as mais ridículas mentiras, facilmente desmascaradas pelo Google ou pela memória da população. Não conseguiu produzir uma única resposta que desse munição aos bolsonaristas para espalharem nas redes, nem dizer que Bolsonaro mentiu, eles não tiveram coragem de admitir.

Eles sabem que estão fazendo campanha e votarão num candidato que mente o tempo inteiro sem qual pudor. E mente porque não tem saída, pois não tem como falar a verdade, porque simplesmente o seu governo é uma tragédia de A a Z, seja do ponto de vista sanitário, econômico, humano, seja social.

A única saída era tentar mentir de forma calma, mas nem isso ele conseguiu fazer. Mentiu, mentiu e mentiu, não conseguindo esconder em suas feições um presidente transtornado, medroso e assustado por saber que não tinha na manga um único feito para apresentar aos telespectadores, depois de quatro anos de governo, menos ainda tem projeto para um segundo mandato.

Por isso, para a população, a mentira foi a marca da participação de Bolsonaro no Jornal Nacional.

Isso é unanimidade, pois nem os bolsonaristas têm coragem de defender as mentiras do “mito” como se verdade fosse.

Bolsonaro fez oração e levou cola para não esquecer as mentiras que falou.

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PF faz busca em endereços de empresários bolsonaristas que defenderam golpe de Estado

O caso foi revelado pelo colunista Guilherme Amado, do Metrópoles. A Polícia Federal cumpre mandados em SP, RJ, RS, SC e CE.

A Polícia Federal faz operação, na manhã desta terça-feira (23/8), contra um grupo de empresários investigados por defenderem um golpe de Estado. O caso foi revelado pelo colunista Guilherme Amado, do Metrópoles. A corporação cumpre mandados de busca e apreensão nas residências dos suspeitos, em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará.

As medidas judiciais foram expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na sexta-feira (19/8). Além dos mandados de busca, Moraes determinou o bloqueio de contas bancárias dos investigados e pediu a quebra de sigilo financeiro.

Confira os nomes dos alvos: Afrânio Barreira Filho, do restaurante Coco Bambu; Ivan Wrobel, da W3 Engenharia; José Isaac Peres, do grupo Multiplan; José Koury, dono do shopping Barra World; Luciano Hang, da rede de lojas Havan; Luiz André Tissot, da Sierra Móveis; Marco Aurélio Raymundo, da Mormaii; e Meyer Joseph Nigri, da Tecnisa.

A reportagem revelou que empresários apoiadores de Jair Bolsonaro passaram a defender abertamente um golpe de Estado, caso Lula seja eleito em outubro, derrotando o atual presidente. A possibilidade de ruptura democrática foi o ponto máximo de uma escalada de radicalismo que dá o tom do grupo de WhatsApp Empresários & Política, criado no ano passado e cujas trocas de mensagens vêm sendo acompanhadas há meses pela coluna.

A defesa explícita de um golpe, feita por alguns integrantes, soma-se a uma postura comum a quase todos: ataques sistemáticos ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a quaisquer pessoas ou instituições que se oponham ao ímpeto autoritário de Jair Bolsonaro.

O grupo, cujos bastidores serão revelados pela coluna de Guilherme Amado em uma série de reportagens, reúne grandes empresários de diversas partes do país, como Luciano Hang, dono da Havan; Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu; José Isaac Peres, dono da gigante de shoppings Multiplan; José Koury, dono do Barra World Shopping, no Rio de Janeiro; Ivan Wrobel, da construtora W3 Engenharia; e Marco Aurélio Raymundo, o Morongo, dono da marca de

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