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Presidente do Irã morre em queda de helicóptero

Além do presidente Ebrahim Raisi, o chanceler do Irã, Hossein Amirabdollahian, também estava no helicóptero e teve a morte confirmada.

Equipes de resgate encontraram o helicóptero onde estava o presidente do Irã, Ebrahim Raisi, 63 anos, na manhã de segunda-feira (20/5), no horário local. A aeronave caiu nesse domingo (19/5), em uma região montanhosa, com forte neblina e de difícil acesso, quando a comitiva presidencial retornava de uma viagem ao Azerbaijão Oriental. Ebrahim não resistiu.

De acordo com a TV estatal do país, não há sobreviventes. Entre as vítimas da tragédia, está o chanceler do Irã, Hossein Amirabdollahian, além de Malek Rahmati, governador da província iraniana do Azerbaijão Oriental; e o líder religioso Hojjatoleslam Al Hashem.

Mais cedo, o presidente da organização de ajuda humanitária Crescente Vermelho, Pir-Hossein Kolivand, informou que as buscas chegaram aos destroços, e que “o estado não era bom”.

Imagem colorida de Ebrahim Raisi dentro de helicóptero - Metrópoles

Quem era o presidente Ebrahim Raisi
Ebrahim Raisi, o 8º presidente do Irã, apresentava-se como um “paladino anticorrupção” e um defensor das classes desfavorecidas. Nascido em 14 de dezembro de 1960 e natural da cidade sagrada de Mashhad, uma das principais cidades religiosas, Ebrahim Raisi, eleito presidente em 2021, era conhecido tanto pela trajetória política quanto pelo papel no sistema Judiciário iraniano.

Criado em uma família religiosa, Raisi começou cedo os estudos no seminário islâmico. Aos 15 anos, mudou-se para Qom, um importante centro de pesquisas teológicas no Irã, onde estudou sob a orientação de destacados clérigos, incluindo o aiatolá Ali Khamenei, que mais tarde se tornaria o líder supremo.

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A carreira de Raisi no sistema Judiciário iraniano começou nos anos 1980, após a Revolução Islâmica de 1979, que derrubou o xá e instaurou a República Islâmica. Ele ocupou vários cargos importantes, incluindo o de procurador-geral adjunto de Teerã e chefe da Organização Geral de Inspeção.

Contudo, seu papel mais controverso foi como um dos membros do “Comitê da Morte”, em 1988, responsável por execuções em massa de prisioneiros políticos, um episódio amplamente condenado por organizações de direitos humanos.

Nos anos seguintes, Raisi continuou sua ascensão no sistema judicial, tornando-se vice-chefe do Judiciário, em 2004, e procurador-geral do país, em 2014.

Por Celeste Silveira

Produtora cultural

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