Ano: 2024

Ministros de Lula acreditam em candidatura ‘natimorta’ de Bolsonaro em 2026

Para integrantes da Esplanada dos Ministérios, Jair Bolsonaro levará a disputa até o fim, mesmo inelegível.

Ministros do governo Lula (PT) têm dúvidas sobre o caminho político que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tomará nas eleições presidenciais de 2026. De acordo com a análise de integrantes do Palácio do Planalto, a tendência é que o governador opte por buscar a reeleição, em vez de se arriscar numa disputa presidencial, relata Bela Megale, do jornal O Globo.

A percepção dos governistas é de que Tarcísio está reticente em enfrentar uma corrida ao Planalto diante da figura dominante de Jair Bolsonaro (PL), que continua a lançar sinais de que deseja encabeçar a chapa da direita em 2026, mesmo inelegível.

Na avaliação dos aliados de Lula, Bolsonaro demonstra disposição em manter a corrida aberta até o último minuto, estratégia semelhante à adotada em 2018, quando o PT oficializou a candidatura de Fernando Haddad apenas às vésperas do primeiro turno, em substituição a Lula. A perspectiva de uma possível candidatura de Bolsonaro parece colocar Tarcísio em uma posição delicada, já que ele hesitaria em aceitar o papel de “vice de última hora” e arriscar seu próprio capital político. Além disso, interlocutores governistas consideram que o governador paulista só agiria em direção à Presidência com o apoio incondicional de Bolsonaro, temendo que uma ação independente pudesse rotulá-lo como “traidor” entre apoiadores do ex-mandatário.

Em entrevista recente à Veja, Bolsonaro reafirmou sua pretensão de liderar a direita, mesmo diante dos desafios jurídicos que enfrentará até lá. “Falam em vários nomes, Tarcísio, Caiado, Zema… O Tarcísio é um baita gestor. Mas eu só falo depois de enterrado. Estou vivo. Com todo o respeito, chance só tenho eu, o resto não tem nome nacional. O candidato sou eu,” declarou. A fala de Bolsonaro evidencia a visão centralizadora que ele possui sobre a sucessão e demonstra sua disposição em manter-se como o principal nome da oposição, relegando outras lideranças da direita a papéis secundários.

Em 9 meses, polícias mataram mais que no 1º ano inteiro da gestão Tarcísio

De janeiro a setembro, polícias Civil e Militar mataram 580 pessoas, o equivalente a duas por dia, em São Paulo.

Em nove meses, as polícias Civil e Militar do estado de São Paulo mataram 580 pessoas, ultrapassando o número de mortes cometidas pelas duas corporações em 2023 inteiro — no primeiro ano da gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do secretário da Segurança Pública Guilherme Derrite, que tinha contabilizado 504 vítimas. Os dados foram divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) nesta quinta-feira (31/10).

O período de janeiro a setembro deste ano também já superou as mortes praticadas em 2022, que somou 421 vítimas, e em 2021, com 578 mortes — anos que tiveram recordes de queda da letalidade policial após o início da implementação do programa de câmeras nas fardas da PM paulista e outros mecanismos de controle do uso da força.

É o décimo aumento consecutivo desse indicador durante o governo atual. De janeiro a setembro, a alta da violência policial foi de 55%, considerando as duas polícias, em casos durante o serviço e na folga. É como se as polícias tivessem matado duas pessoas por dia em 2024.

Apenas o mês de setembro subiu de 47 para 70 mortes — aumento de 48,9% a mais na comparação entre 2023 e 2024. É o pior indicador para este mês desde 2018, quando houve 74 vítimas. Este também foi o segundo pior número para o terceiro trimestre, com 207 pessoas alvo do braço armado do Estado, desde o ano de 2018 (com 210 mortos).

Além disso, enquanto as mortes praticadas em serviço cresceram 75,2% — de 283 para 496 —, as ocorridas durante a folga caíram 7,6% — de 91 para 84. A comparação acende um alerta, pois as ocorrências em serviço são as que, em tese, o Estado tem como controlar.

A atual gestão teve como marca duas operações extremamente letais na Baixada Santista, vistas como vingança após assassinatos de policiais: a Escudo, entre julho e setembro de 2023, que deixou 28 vítimas, e a Verão, entre janeiro e março de 2024, com 56 vítimas. Esses são os números indicados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) como decorrentes dessas operações. Na região, no entanto, as mortes pelas polícias foram muito maiores em cada período, como a Ponte mostrou.

 

Vai vendo; “O candidato sou eu”, diz Jair Bolsonaro

Em entrevista, o inelegível diz que ele é o nome da direita na próxima eleição presidencial

Mesmo inelegível, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista à revista Veja publicada nesta sexta-feira (1º), que é o candida

“Eu pretendo disputar 2026. Não tem cabimento a minha inelegibilidade. O processo de abuso de poder político foi por ter me reunido com embaixadores antes do período eleitoral. Não ganhei um voto com isso. São injustiças, uma perseguição”, disse.

O ex-presidente apontou ainda como planeja reverter a decisão do TSE.
“O pessoal já sabe [que é uma perseguição], mas preciso massificar isso entre a população. Depois, as alternativas são o parlamento, uma ação no STF, esperar o último momento para registrar a candidatura e o TSE que decida”, explicou Bolsonaro.

“Não sou otimista, sou realista, mas estou preparado para qualquer coisa”, concluiu.

to da direita à Presidência da República em 2026.

 

Efeito Lula: taxa de desemprego cai para 6,4% em setembro, a menor já registrada no trimestre

O resultado foi puxado pelo desempenho da indústria e comércio, que abriram mais de 700 mil postos de trabalho no trimestre.

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) – A taxa de desemprego brasileira encerrou o terceiro trimestre no menor nível desde o final de 2013, em um resultado abaixo do esperado que mostra que o mercado de trabalho segue aquecido.

Nos três meses até setembro a taxa de desemprego ficou em 6,4%, de 6,9% no segundo trimestre, e ante os 7,7% vistos no mesmo período do ano passado.

O dado divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou ainda ligeiramente abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de 6,5%.

Nos três meses até setembro, o número de desempregados caiu para 7,001 milhões, uma queda de 7,2% frente ao segundo trimestre e de 15,8% sobre o mesmo período do ano passado. Foi o menor contingente de desocupados desde o trimestre encerrado em janeiro de 2015.

“A trajetória de queda da desocupação resulta da contínua expansão dos contingentes de trabalhadores que estão sendo demandados por diversas atividades econômicas””, disse Beringuy.

Já o total de ocupados alcançou 103,029 milhões, novo recorde, mostrando alta de 1,2% sobre os três meses até junho e de 3,2% na comparação anual.

Segundo o IBGE, a Indústria e o Comércio foram os grupamentos de atividade que puxaram o aumento da ocupação no trimestre, com altas, respectivamente, de 3,2% e de 1,5% no número de trabalhadores.

Juntos, esses dois grupamentos absorveram 709 mil trabalhadores, na comparação trimestral. No Comércio, a população ocupada foi recorde, chegando a 19,557 milhões de pessoas.

Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado cresceram 1,5% na base trimestral, enquanto os que não tinham carteira aumentaram 3,9%, com o contingente total em cada um batendo novos recordes. Os empregados do setor público também chegaram a um recorde, de 12,785 milhões.

“O terceiro trimestre aponta para retenção ou crescimento de ocupados na maioria dos grupamentos de atividades. Em particular, a indústria registrou aumento do emprego com carteira assinada. Já no comércio, embora a carteira assinada também tenha sido incrementada, o crescimento predominante foi por meio do emprego sem carteira”, explicou Beringuy.

No período, a renda média real das pessoas ocupadas foi de 3.227 reais, uma queda de 0,4% sobre o segundo trimestre, mas alta de 3,7% ante o mesmo período de 2023.

Inquérito do golpe: cresce tensão no entorno de Bolsonaro e militares

Auxiliares de Bolsonaro e cúpula das Forças Armadas esperam que PF indicie ex-presidente e militares no inquérito do golpe na próxima semana.

Cresceu nos últimos dias, no entorno de Jair Bolsonaro e na cúpula das Forças Armadas, a tensão relacionada ao inquérito da Polícia Federal que apura a tentativa de golpe para evitar a posse de Lula em 2023.

A aposta dessas fontes é de que, além do ex-presidente da República, serão indiciados pela PF os ex-ministros Augusto Heleno, Braga Netto e Paulo Sério Nogueira. Os três são generais da reserva do Exército.

O indiciamento de Heleno, aliás, é um dos que mais preocupam a atual cúpula militar em razão do prestígio que o general tinha dentro da Força e também por sua idade. Heleno tem 77 anos de idade.

 

Tarcísio bate o martelo e entrega a educação de São Paulo para os coveiros

Logo após cometer o crime eleitoral e afrontar propositalmente Alexandre de Moraes, quem, no STF, é responsável pelo inquérito sobre fake news, Tarcísio, que bateu o martelo, dobrando a aposta no crime de difamação contra Boulos, anuncia para os caciques da Faria Lima que seguirá à risca a cartilha da agiotagem nacional.

É engraçado, daqui de Volta Redonda e de camarote, assistir a Tarcísio roncar que entregar a administração das escolas a administradores de cemitério, foi u m leilão bem-suscedido.

Trinta anos após a privatização da CSN em Volta Redonda, que prometia ficar responsável pela modernização da siderúrgica    da região sul fluminense e outras baboseiras mais com a mesma baba de quiabo, de fazer uma gestão baseada na iniciativa privada, na verdade, a CSN instalou na região um mofo, um cupim e uma traça, juntos, para trazer de volta ao Vale do Paraíba, o estilo de vida das cidades mortas do século XIX.

Não há qualquer surpresa na privatização, até porque não há qualquer risco da direita governar que não seja para transferir para o setor privado as riquezas produzidas pelo povo brasileiro para tornar esse mesmo povo maus pobre e, consequentemente, os ricos mais ricos.

Isso é o que importa, e Tarcísio deixou claro por que ele hoje é o escapulário da Faria Lima, a famosa rua paulista que odeia o Brasil, os brasileiros, sobretudo os pretos e pobres. E o que puder fazer para detonar o Estado brasileiro, os mesmos que patrocinaram o golpe contra Dilma, depois da redução do spred bancário.

Enfim, ao que tudo indica, São Paulo, com Tarcísio está condenado a encolher, começando pelo massacre educacional de crianças e jovens paulistas.

Filha diz que Lessa tem medo dos Brazão: ‘São perigosos, tanto eles quanto Rivaldo’

Réu confesso por morte de Marielle e Anderson quis que família se mudasse do Rio de Janeiro.

Filha diz que Lessa tem medo dos Brazão: ‘São perigosos, tanto eles quanto Rivaldo’
ouça este conteúdo
readme
Mohana Lessa, filha mais velha do ex-sargento da Polícia Militar Ronnie Lessa, contou que, de modo recorrente, o policial repete sentir medo do deputado federal Chiquinho Brazão e do conselheiro do Tribunal de Contas, Domingos Brazão, e ainda de Rivaldo Barbosa, ex-chefe de Polícia Civil do Rio. Os irmãos foram denunciados por Lessa, em uma colaboração premiada com a PF (Polícia Federal) como mandantes do crime e Barbosa apontado por ter ajudado a planejar a execução.

“Ele (Lessa) demonstra muito medo e diz que os Brazão são muito perigosos. Tanto eles quanto o Rivaldo. Ele tem medo da influência dos irmãos, mas acredita no trabalho da PF tanto em garantir o que foi acordado como na segurança dele”, revela Mohana, de 28 anos, em uma entrevista exclusiva, poucas horas antes do início do Júri Popular no qual Lessa será julgado junto com o ex-policial Élcio de Queiroz pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Mohana diz que o pai queria que a família deixasse o Rio de Janeiro, mas ela, a mãe e o irmão não quiseram. “Estamos tomando nossos próprios cuidados”, contou. A filha contou que Lessa está “ansioso”, mas, diz ela, demonstra um “alívio” por já ter admitido o crime na delação.

A filha de Lessa conta que viu o pai pela última vez na sexta-feira da semana passada e está visitando ele a cada 15 dias na Penitenciária “Dr. Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra, no complexo de Tremembé, em São Paulo.

Mohana conversou com a coluna pela primeira vez, em janeiro deste ano, surpreendida com a notícia de que o pai negociava uma delação premiada na qual iria admitir o crime. Até aquele momento, segundo Mohana, ele se dizia inocente para a família e, por isso, ela estava empenhada em provar o que acreditava ser a inocência do pai. Ao saber da delação, Mohana chegou a dizer que romperia com o pai.

“A primeira vez que eu consegui visitá-lo depois da delação ele me pediu perdão. Disse que tinha que mentir na minha cara”, relembra Mohana. “A revolta inicial era muito grande. Nunca vou entender ou aceitar (o crime), mas é uma questão de cuidar da minha saúde mental. Ele sempre vai ser meu pai. Não é a coisa mais confortável do mundo. Olhar os depoimentos dele sempre vai embrulhar o meu estômago, mas como humana, não consigo abandoná-lo. Só não quis mais saber do processo”, explica ela.

Mohana diz que não acompanhará o julgamento do tribunal já que o pai falará por videoconferência. Ela será a única pessoa da família a assistir o link da transmissão para relatar aos demais sobre o julgamento. “Ficaria muito exposta sozinha lá”, diz Mohana. Ela diz que nunca discutiu com o pai os detalhes da delação. “Eu não quis mais saber do processo. Vou ver o júri para completar o processo final”, conta.

A filha do ex-sargento também foi absolvida de um processo que respondia junto com Lessa por tráfico de armas. Ela é formada em Educação Física e vivia nos EUA quando as investigações sobre o crime chegaram ao pai. No início do processo, Mohana retornou ao Brasil para ajudar a família e a defesa de Lessa.

MP pedirá 84 anos de prisão para Lessa e Queiroz
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) vai requerer, ao Conselho de Sentença do IV Tribunal do Júri, a condenação máxima para Lessa e Queiroz. O crime ocorreu em março de 2018 e os réus serão julgados a partir desta quarta-feira (30) e podem pegar até 84 anos de prisão. O Júri inicia às 9h.

Os dois foram denunciados pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado para o Caso Marielle Franco e Anderson Gomes (Gaeco/FTMA) do por duplo homicídio triplamente qualificados, um homicídio tentado, e pela receptação do Cobalt utilizado no dia do crime, ocorrido em 14 de março de 2018. Ronnie e Élcio foram presos em março de 2019.

O processo que levou à prisão de Lessa e Queiroz tem 13.680 folhas, 68 volumes e 58 anexos. Ambos fizeram delação premiada com a Polícia Federal desde o ano passado para identificar os mandantes do crime. Para o Tribunal do Júri, foram selecionadas 21 pessoas comuns. Deste grupo, sete serão sorteadas na hora para compor, de fato, o júri.

Durante os dias de julgamento, os jurados ficam incomunicáveis e dormem em dependências restritas do Tribunal de Justiça do Rio. Para o julgamento, o MPRJ pretende ouvir sete testemunhas. A acusação contará com os depoimentos da única sobrevivente do atentado, a jornalista Fernanda Chaves, que estava no carro com a vereadora e o motorista, além de familiares das vítimas e dois policiais civ

Empresa de cemitérios vence leilão de escolas em SP com proposta abaixo do teto

Privatizações agora avançam sobre a educação pública. Educadores protestam contra Tarcísio.

O consórcio Novas Escolas Oeste SP, liderado pela Engeform Engenharia LTDA — conhecida por administrar cemitérios como o Consolação, em São Paulo —, venceu o leilão para a construção e manutenção de 17 novas escolas estaduais, em contrato de 25 anos com valor total de R$ 3,38 bilhões. As informações são da Folha de São Paulo.

A proposta oferecida foi de R$ 11,98 milhões mensais, abaixo do teto previsto. Parte do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), o projeto terceiriza serviços não pedagógicos, enquanto a Secretaria da Educação permanece responsável pela parte pedagógica.

A decisão gerou protestos de estudantes e educadores contrários à privatização da gestão escolar.

Internet detona Moro: ‘vai cuidar da biografia e para de amolar!’

Ex-juiz suspeito tentou defender as decisões que tomou na Lava Jato contra Zé Dirceu após STF anulá-las.

O ex-juiz suspeito Sergio Moro tentou se defender nesta terça-feira (29) após ter sua parcialidade evidenciada em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou todos os atos processuais que Moro produziu em duas ações penais contra o ex-ministro José Dirceu.

No entanto, os internautas não perdoaram. “O problema começou quando você, então juiz, se juntou aos procuradores e julgou os réus sem imparcialidade. Condenou sem provas, somente baseado em suspeitas e delações sem comprovação. A anulação das condenações é uma reparação a aqueles prejudicados e perseguidos por você”, escreveu um deles.

“Ahhh Moro!!! Vá se preocupar com a sua biografia e calar essa sua voz de marreco!”, disse um internauta.

“Perdeu Mané, não amola!”, disse ainda um outro.

Mais cedo nesta terça-feira, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a anulação de todos os atos processuais produzidos por Moro em duas ações penais contra o ex-ministro da Casa Civil. A decisão estende a Zé Dirceu os efeitos do entendimento da Segunda Turma da Corte que, em março de 2021, declarou a parcialidade do ex-juiz nas ações penais contra Lula.

Em sua argumentação, o relator afirma que os diálogos revelados pela Vaza Jato e outros elementos trazidos nos autos indicam ação coordenada entre Moro e a força-tarefa da Lava Jato para acusar e denunciar José Dirceu. A atuação serviria de ensaio para a denúncia que seria posteriormente oferecida contra o presidente Lula.

 

Exportações de bens via BNDES explodiu no governo Lula e ultrapassa Temer e Bolsonaro

As exportações de bens apoiadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançaram R$ 26,9 bilhões entre janeiro e setembro de 2023, superando as aprovações de financiamentos registradas durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Segundo o BNDES, as operações para o setor totalizaram R$ 21,5 bilhões nos últimos seis anos, conforme dados publicados na coluna Painel S.A. da Folha.

Comparando o desempenho do primeiro ano do governo atual, presidido por Luiz Inácio Lula da Silva, com o primeiro ano de Jair Bolsonaro em 2019, houve um aumento de 519% nas aprovações de exportação de bens. Em 2023, as operações somaram R$ 13,5 bilhões, enquanto em 2019 o valor foi de R$ 2,6 bilhões.

Até setembro, no segundo ano do governo Lula, as aprovações de exportação representam 235% do total registrado no segundo ano do governo Bolsonaro. O BNDES destinou R$ 13,4 bilhões a exportações de bens em 2023, em comparação com R$ 5,7 bilhões no mesmo período de 2020.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, afirmou que “é fundamental apoiar a exportação industrial, especialmente aquelas com alto valor agregado. Outros países também estão adotando políticas semelhantes.”

Ele ressaltou a importância de expandir a presença das empresas brasileiras no mercado global, afirmando que “cerca de 98% do mercado mundial está fora do Brasil e nossas empresas precisam disputar esse espaço, gerando emprego de qualidade no Brasil e aumentando a escala e a competitividade da nossa indústria.”

Atualmente, o BNDES ainda não financia a exportação de serviços, aguardando a aprovação de um projeto de lei que estabeleça diretrizes mais transparentes para esse tipo de operação.