Mês: janeiro 2025

Viralatismo publicado, tira frase de Trump de contexto e desaparece com o resto de sua declaração sobre o Brasil.

O bolsonarismo envergonhado da mídia industrial, beira a comédia.

Basta uma fala enfeitada fora de contexto pelo colunismo de frete, para substituir o sentido de uma fala inteira.

Raquel Krähenbühl, da Globonews, questionou Trump sobre sua relação com o Brasil e se ele pretende conversar com o presidente Lula.

Trump foi direto: “Excelente. A relação com o Brasil e com a América Latina será excelente.

Seguiu soltando aquelas frases tipicamente norte americanas: Eles precisam de nós mais do que precisamos deles. Aliás, nós não precisamos deles, eles precisam de nós. Todos precisam de nós.

A frase bufônica: Todos precisam de nós. ou seja, o mundo está aos nossos pés, é a cara de todo presidente americano.

Mas nossa gloriosa mídia de recortes cognitivos que ouve só o que quer, destacou a frase como se estivesse falando apenas do Brasil mesmo que a frase esteja em plural  ‘precisam de nós mais do que precisamos deles’

Ninguém merece uma mídia tão provinciana como a nossa.

A era de ouro de tolo dos Estados Unidos começou com a posse de Trump

Trump abasteceu de foguetes a extrema direita.

Tudo indica que sua função nesse segundo mandato será satisfazer o apetite do ponto de vista retórico de sua torcida.

Isso não muda destino de um país.

No primeiro mandato, Trump passou em brancas nuvens com suas promessas de barrar a expansão comercial da China no mundo.

Deu em nada. China seguiu a mesma pegada com as mesmas estratégias.

Nos EUA Trump só abastecia o mercado de rojões.

Mudança de verdade, foi praticamente zero.

Como se diz no jargão do futebol, falar, até papagaio fala.

União Europeia reage a Trump e defende aproximação com China e Índia

Durante sua participação no Fórum Econômico Mundial, em Davos, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ressaltou nesta terça-feira (21) a necessidade de uma abordagem “pragmática” em relação ao governo de Donald Trump, dos Estados Unidos, enquanto busca fortalecer parcerias estratégicas com a China e a Índia. A declaração reflete a estratégia da União Europeia de equilibrar sua postura diante dos desafios comerciais globais, segundo informações do portal Barron’s, via AFP.

Von der Leyen enfatizou a importância do diálogo com os Estados Unidos, mesmo diante das tensões geradas pela política comercial agressiva de Trump, que inclui ameaças de imposição de tarifas sobre parceiros estratégicos. “Nossa prioridade será engajar precocemente, discutir interesses comuns e estar preparados para negociar”, afirmou. Ela também reiterou o compromisso da União Europeia com seus valores fundamentais, como a defesa do Acordo de Paris, do qual Trump decidiu retirar os Estados Unidos.

Diversificação de parcerias comerciais
Diante de um cenário global marcado por incertezas, a líder europeia enfatizou a necessidade de ampliar os horizontes comerciais e diplomáticos do bloco. Um dos destaques foi a China, com quem a União Europeia celebra, em 2025, 50 anos de relações diplomáticas. Para Von der Leyen, essa é uma oportunidade para “aprofundar o relacionamento e expandir os laços de comércio e investimento”.

Outro ponto central foi a Índia, que Von der Leyen classificou como um parceiro estratégico fundamental. “Junto ao primeiro-ministro Narendra Modi, queremos atualizar a parceria estratégica com o maior país e a maior democracia do mundo”, afirmou. A presidente revelou que a Comissão Europeia realizará uma visita oficial à Índia em breve, marcando a primeira missão internacional de sua nova equipe.

Defesa de interesses e novas alianças
Apesar da postura cooperativa, Von der Leyen garantiu que a UE está pronta para proteger seus interesses caso as ameaças de tarifas por parte dos EUA se concretizem. “Não interessa a ninguém romper os laços da economia global”, declarou. Nesse contexto, o bloco europeu tem trabalhado para diversificar suas parcerias, com avanços recentes em um acordo comercial com o México e na retomada de negociações para um tratado de livre comércio com a Malásia.

Com uma agenda voltada à sustentabilidade e ao multilateralismo, a União Europeia busca consolidar seu papel como um ator global relevante. A estratégia de Von der Leyen reflete a intenção de fortalecer a resiliência do bloco em um cenário internacional cada vez mais polarizado, priorizando diálogo e cooperação.

Flávio Bolsonaro e emendas para a Marinha: contrato com alvo da PF gera suspeitas

Parlamentar direcionou recursos que foram utilizados em contratos com a Transuniversal, cujo dono foi flagrado com R$ 345 mil dentro de base naval.

Emendas parlamentares do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foram utilizadas pela Marinha do Brasil para pagar contratos da empresa Transuniversal Pinturas e Anticorrosão. André Martinez, dono da empresa, foi flagrado pela Polícia Federal (PF) sacando R$ 345 mil em uma agência bancária dentro da Base Naval de Niterói (RJ). O episódio acendeu o alerta sobre o possível uso dos valores para pagamento de propina, informa o Metrópoles.

R$ 319 mil de emendas parlamentares de Flávio foram destinados à Marinha entre 2020 e 2023, contemplando áreas como o Arsenal da Força e a Base Naval do Rio de Janeiro. A Transuniversal já havia recebido cerca de R$ 120 milhões em contratos desde 2011, sendo R$ 5,4 milhões provenientes de emendas parlamentares, incluindo as de relator e individuais. Em 18 pagamentos rastreados, o senador aparece vinculado como padrinho.

Investigação e defesa das partes – A PF recebeu uma denúncia anônima apontando que o dinheiro sacado seria usado para pagar propina a um membro do Comando da Marinha em troca de benefícios. Martinez foi levado à superintendência da PF para depoimento e teve seu celular apreendido. No entanto, as investigações iniciais não identificaram os destinatários do suposto pagamento ou quais atos seriam praticados. O caso foi encaminhado ao Ministério Público Militar para aprofundamento.

Em sua defesa, André Martinez alegou que o saque era destinado ao pagamento de funcionários, destacando que muitos não possuem conta bancária. Ele afirmou que a prática de sacar grandes quantias ocorre há anos, sempre próxima às datas de pagamento, como nos dias 5 e 20. O empresário negou qualquer irregularidade e declarou que a empresa atua exclusivamente por meio de licitações públicas, respeitando as normas legais.

Por sua vez, Flávio Bolsonaro afirmou, por meio de nota, que não conhece a empresa ou seus donos. O senador destacou que seus recursos são direcionados para as Forças Armadas e que questionamentos sobre a execução devem ser dirigidos à Marinha. Ele também negou a possibilidade de emendas parlamentares serem destinadas diretamente a empresas privadas, de acordo com o 247.

Marinha e transparência sob escrutínio – A Marinha, em nota, disse não comentar investigações em andamento, mas reforçou seu compromisso com a ética e a transparência. O caso, entretanto, levanta questionamentos sobre o monitoramento e a aplicação de recursos provenientes de emendas parlamentares, especialmente em contratos com empresas privadas.

O desenrolar da investigação deve trazer novos esclarecimentos sobre o destino dos valores e a existência de possíveis irregularidades.

As páginas da história adicionarão que, além de barrados no Capitolio, os sapos Eduardo e Michelle, Bolsonaro nunca foi convidado para a posse de Trump

A versão de Bolsonaro para o STF devolver seu passaporte, era que ele havia recebido um convite oficial para assistir a posse de Trump no capitólio. Não colou nem na PGR muito menos no STF.

Bolsonaro queria sair do Brasil, fugir e não ser preso pelos incontáveis crimes de cometeu.

Isso foi confirmado pelos dois sapos, Eduardo e Michelle Bolsonaro, que saíram do Brasil dizendo que representariam Bolsonaro na posse de Trump no Capitólio, e o vexame se fez, ao vivo, a cores e em tempo real.

Os dois bicões foram solenemente barrados e Bolsonaro desmascarado. Nunca teve convide nenhum!

Michelle e eduardo foram barrados na posse de Trump. Assistiram de um telão

Não, eles não tinham convite mesmo. Milei e Meloni entraram, mas os dois brasileiros foram deixados de fora após todo o pandemônio gerado por Jair.

Chegou o dia da posse de Donald Trump, o novo presidente dos EUA. Quer dizer, não tão novo assim, já que ele governou o país no mandato anterior ao do agora já ex-presidente Joe Biden. Autoridades norte-americanas e representantes diplomáticos de centenas de países estavam nesta segunda-feira (20) dentro do Capitólio, em Washington, para assistir à cerimônia oficial de assunção do novo governante, e até mesmo o presidente argentino, Javier Milei, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, compareceram, algo incomum por lá porque a festividade de posse não é voltada a chefes de Estado e de governo.

Quem passou os últimos dias criando um verdadeiro pandemônio, porque gritava por todos os cantos que havia sido convidado, foi o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi impedido de ir aos EUA por estar com o passaporte apreendido pela Justiça, que o processa por tentativa de golpe de Estado e acredita que há risco de fuga do extremista. Foi então que ele “enviou oficialmente” o filho Eduardo e a esposa Michelle para “representá-lo”.

Os rumores de que o convite era uma farsa já rolavam pelas redes há pelo menos duas semanas. É fato que Trump tem algum nível de relação com Bolsonaro e que eles pertencem a uma mesma tendência ideológica radical, para além do fato de terem ocupado as presidências de seus países num mesmo período. No entanto, o que parecia óbvio apenas se confirmou: tudo era uma forçação de barra de Eduardo, que manobrava para o pai aparecer como um “papagaio de pirata” perto do homem mais poderoso do mundo.

Nesta tarde, com a cerimônia em andamento, Eduardo e Michelle não foram ao Capitólio porque não foram convidados. Os dois assistiram ao ato pela TV, na Heritage Foundation, uma think tank conservadora, expressão pomposa para indicar uma espécie de grupelho de lunáticos ultrarreacionários endinheirados que propõem as maiores insanidades como políticas públicas. O bizarro “Projeto 2025”, por exemplo, que levaria os EUA praticamente a uma nação com visão de mundo medieval, é encampado pela Heritage Foundation.

 

A posse de Trump e a democracia capturada pelos algoritmos

Percorri as ruas de Washington horas antes da posse de Trump e vi pessoas cansadas, indiferentes à democracia.

Washington amanheceu fria nesta segunda-feira (20), com – 4ºC. Todos os blocos próximos à Casa Branca estavam hermeticamente fechados para carros. Perguntei ao funcionário do hotel se toda cerimônia de posse presidencial era sempre assim e ele respondeu que não. Disseram que Trump já havia sofrido dois atentados e que toda essa segurança era devido ao risco de um novo atentado.

Estou em Washington a trabalho e sabia que iria passar o fatídico dia aqui. Saí para fotografar a movimentação por volta das 10 horas da manhã. A posse aconteceria só ao meio-dia, mas me surpreendi. Não havia alegria nas ruas. Para falar a verdade, as ruas estavam vazias. Estou retomando a fotografia e levei uma pequena Leica. Não havia autorização para câmeras grandes sem apresentar credenciais ou dar explicações. Saí com essa pequena Leica e vi pessoas cansadas.

Não havia absolutamente nenhum jovem ou grupo de jovens que poderia ter votado no MAGA (sigla em inglês para Faça América Grande de Novo, o slogan de Trump). Havia pessoas velhas que vieram no dia anterior de ônibus, muitos trabalhadores, crianças dormindo ou no colo dos pais, e algumas maiores brincando com as bandeiras. Mas pouquíssimos negros e latinos. Uma senhora muito idosa passa com andador, ajudada pela filha, vestindo um pijama com a estampa da bandeira americana. Ela segue vagarosamente, numa parábola do que são os Estados Unidos neste dia de posse.

Havia alguns cosplays com muitos adereços. Passou um com chapéu de alce, chamando a atenção de dois jornalistas. Ele celebra a invasão do Capitólio como um ato de “liberdade suprema”. Eu e os repórteres, que são franceses, nos olhamos com extrema consciência do que estamos presenciando. Talvez o fato mais importante deste século. Trocamos algumas palavras em francês e fomos para lados opostos. Sabemos, eu e eles, que a democracia está nas mãos dos “riots” agora.

A democracia que presenciamos é indiferente às mudanças climáticas, ao valor do salário mínimo congelado há vinte anos, à pobreza que as barracas de moradores de rua testemunham. A democracia capturada pelos algoritmos, pelo big oil, pelo capital e pelas corporações. A democracia da oligarquia, que Bernie Sanders denunciou há poucos dias. A democracia de Martin Luther King – que tem hoje o seu dia – presencia a queda dos valores de tolerância e cooperação de forma acelerada.

Na frente do restaurante Hamilton havia um checkpoint calmo. As pessoas chegavam e tinham tempo de comprar bonés e camisetas. Estavam felizes porque a América cindida, a América dividida, retornou com seu showman. Tirei algumas fotos dos apoiadores de Trump pelo reflexo dos letreiros deste restaurante. E pensei: Alexander Hamilton e James Madison foram os responsáveis por não se adotar a democracia total, mas a democracia parcial das elites e dos colégios eleitorais. Madison, com seu medo tremendo de que o povo empoderado dos novos estados fizesse, por exemplo, uma reforma agrária com as terras da maioria dos congressistas constitucionais, grandes latifundiários. O paradoxo da Revolução Americana de 1776 e da Constituição Americana, que garantiu que todos os homens eram livres, enquanto mantinha seus pés sobre as cabeças dos negros e indígenas que construíram esta nação.

O que querem essas pessoas cansadas e empobrecidas que vejo nos checkpoints? Querem o retorno da meritocracia ou o privilégio branco? Querem se livrar da vida baseada em empréstimos infindáveis ou da dupla jornada? Querem se livrar do idioma espanhol ou chinês que ouvem pelas suas ruas? Pensam que os anos de ouro do milagre econômico estadunidense, no início do século passado, são possíveis e retornarão simplesmente anexando territórios como Groenlândia e Canadá?

Essas pessoas não sabem, e nem lhes interessa saber, que as big techs têm muito a ver com os algoritmos que fizeram com que os Estados Unidos estivessem em seu estado de irreconciliabilidade. Em seu modo mais refratário aos ideais de liberdade e igualdade que moldaram pensadores como John Rawls e Henry David Thoreau. Elas não sabem que uma elite muito mais poderosa que a Inglaterra colonial chegou ao poder agora. Que brinda nos salões privados e chiques da capital norte-americana a ascensão do projeto 2025, que vai desmontar o sistema de freios e contrapesos que Madison pensou para evitar oligarquias ou tiranias. O projeto que já deu certo na Polônia e na Hungria de desmontar o estado por dentro, retirando funcionários de carreira e colocando pessoas fieis ao ideal MAGA.

E o Brasil é a próxima parada dessa oligarquia que abocanhou a democracia com seus algoritmos e poder econômico das corporações. A viralização do vídeo de um deputado federal contra o Pix demonstra que toda a máquina de moer democracias já se dirige para as cabeças dos Brics. Os Brics, que hoje são o único contraponto que temos para obstar a subjugação total do capital sobre a democracia real. De uma ágora real contra a ágora inventada pelo rolar da timeline.

Como lidar com a indiferença à democracia é a grande pergunta que faço. A verdadeira liberdade ainda nos importa? O que Rawls ou Thoreau diriam de pessoas como Zuckerberg ou Musk, que cooptaram e se aliaram ao fascismo?

Abandono as ruas vazias de Washington. A democracia vazia tornou-se indiferente ao futuro da humanidade. O mundo totalitário do século 21 não terá tortura, prisões políticas ou extermínio em massa. O mundo totalitário pós-Hannah Arendt, que tão bem descreveu o estado totalitário clássico, terá os algoritmos de persuasão certos. E alguns poucos, com cabeça de alce, para celebrar isso.

*BdF

Lula diz que 2026 já começou e que não quer entregar país ‘de volta ao neonazismo’

Lula também disse que deverá ter conversas individuais com os ministros de seu governo;

O presidente Lula (PT) disse nesta segunda-feira (20) em reunião ministerial que a campanha eleitoral de 2026 já começou e que não quer entregar o país “de volta ao neonazismo”, em referência à gestão do seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL).

“Dois mil e vinte e seis já começou. Se não por nós, porque temos que trabalhar, capinar, temos que tirar todos os carrapichos, mas pelos adversários, a eleição do ano que vem já começou. Só ver o que vocês assistem na internet para ver que já estão em campanha. A antecipação de campanha para nós é trabalhar, trabalhar, trabalhar e entregar o que o povo precisa”, disse.

“Precisamos dizer em alto e bom som, queremos eleger governo para continuar processo democrático do pais, não queremos entregar esse país de volta ao neofascismo, neonazismo, autoritarismo. Queremos entregar com muita educação”, afirmou ainda, sob aplausos dos presentes.

Nas primeiras semanas do ano, o governo sofreu derrota para a oposição em torno de uma norma da Receita Federal que ampliaria a fiscalização sobre transações de pessoas físicas por meio desse tipo de transferência que somassem ao menos R$ 5.000 por mês.

Lula decidiu recuar da medida, após ataques da oposição e uma onda de desinformações, que levaram à queda no volume de transações desse tipo feitas na semana passada.

Nas redes sociais, viralizaram vídeos de parlamentares de direita, notadamente o de Nikolas Ferreira (PL-MG), em que ataca o governo e a medida.

A declaração de Lula sobre a oposição já ter começado a campanha de 2026 foi dada durante abertura da reunião ministerial, na Granja do Torto. Este é o primeiro encontro do ano com o primeiro escalão.

Reunião com Lula começou pela manhã
A reunião começou pela manhã . Além de ministros, há também líderes do governo no Congresso.

A expectativa da reunião é para reforçar a cobrança e a pressa por entregas dos ministérios nesta segunda metade do governo. O encontro também ocorre sob a perspectiva de uma reforma no primeiro escalão do governo.

Em outro momento de sua fala, Lula citou os partidos que integram seu governo e afirmou que é preciso entender se essas legendas apoiarão a continuação da gestão no processo eleitoral de 2026.

Hoje, integram a base do governo do petista partidos que ensaiam lançar uma candidatura própria à Presidência, como União Brasil e PSD — cada um com três ministérios na Esplanada. Além disso, uma ala do MDB pleiteia a vice da chapa de Lula.

“Temos vários partidos políticos, eu quero que esses partidos continuem junto, mas estamos chegando no processo eleitoral e a gente não sabe se os partidos que vocês representam querem continuar trabalhando conosco ou não. E essa é uma tarefa também de vocês no ano de 2025”, afirmou o petista.

Lula também disse que deverá ter conversas individuais com os ministros de seu governo, num momento de expectativa de reforma na Esplanada. Ele agradeceu a relação de confiança com os aliados e afirmou que, daqui para frente, “vai ter muito mais trabalho”.

“Nem tudo que foi anunciado já deu frutos, é preciso que a gente saiba que 2025 é o ano da grande colheita de tudo o que a gente prometeu ao povo brasileiro. E não podemos falhar. Não podemos errar.”

O presidente quer passar a mensagem nesta reunião de que o governo chegou na sua reta final, será preciso acelerar as medidas e, sobretudo, dar visibilidade de forma alinhada com a Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência). A mais recente crise do Pix reforçou no Planalto a ideia de que é preciso um discurso mais unificado na Esplanada.

Está prevista entre as falas de abertura do encontro a do novo ministro da Secom, Sidônio Palmeira, primeira vez para todo o primeiro escalão do governo. Ele tomou posse na terça-feira passada e já enfrentou a crise do Pix.

Como a Folha de S.Paulo mostrou, um dos seus primeiros atos à frente da pasta foi encomendar uma campanha com foco em autônomos e empreendedores, após diagnosticar grande desgaste com esse público. Na avaliação de aliados do presidente, o diálogo com o segmento já era difícil e piorou ainda mais com a disseminação de fake news sobre a taxação do Pix.

Um dos principais desafios de Sidônio, segundo integrantes do governo, será justamente de alinhar o discurso da Esplanada. Há no Palácio do Planalto um entendimento de que muitos ministros ao proporem uma medida ou tomarem uma decisão nem sempre estão alinhados com o núcleo de governo, ou seja, com o que o presidente quer.

Além de Lula e Sidônio, todos os ministros vão apresentar, brevemente, um balanço de suas pastas e uma projeção para 2025.

 

Lula diz que governo deve agir para pôr comida barata na mesa do trabalhador

Ao abrir a primeira reunião ministerial do ano nesta segunda-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que um dos pontos centrais do governo, para além do lema da união e reconstrução, é baratear o preço dos alimentos. Lula também defendeu que os brasileiros não podem deixar que o “país volte ao horror que foi o mandato do nosso antecessor” e falou sobre a relação com Donald Trump, que toma posse neste mesmo dia.

A reunião acontece ao longo de todo o dia na Granja do Torto e tem a participação de todos os ministros e de líderes do governo no Congresso; da presidenta da Petrobras, Magda Chambriard; e do assessor especial de Lula para assuntos internacionais, Celso Amorim.

Leia também: Com reforma tributária, governo espera reduzir desigualdades e aumentar sustentabilidade

“A gente trabalhou pela reconstrução e pela união. Agora, a gente vai ter de trabalhar mais uma coisa importante: reconstrução, união e comida barata na mesa do trabalhador porque os alimentos estão caros”, afirmou.

A inflação fechou 2024 em 4,83%, acima do teto da meta, tendo os alimentos como principal alavanca dessa subida. “É uma tarefa nossa garantir que o alimento chegue à mesa do povo trabalhador, da dona de casa, em condições compatíveis com o salário que ele ganha”, reforçou.

2026 começou

Outro aspecto destacado pelo presidente é que o foco em 2025 é colher os frutos semeados pelo governo ao longo dos primeiros dois anos, tendo em vista que se trata do penúltimo ano de mandato.

“Quero dizer para vocês que 2026 já começou; se não por nós — porque temos de trabalhar, de capinar, tirar todos os carrapichos que tiver nas plantas que plantamos —, pelos adversários, a eleição já começou. É só ver o que está na internet para perceber que eles já estão em campanha”, pontuou.

Lula voltou a salientar a defesa da democracia contra a possibilidade de retorno de governos alinhados à extrema-direita. “Todos nós sabemos que precisamos fazer com que este país volte a ter uma democracia plena. Todos sabemos o que foi o 8 de janeiro e o que poderia ter acontecido neste país se o 8 de janeiro tivesse dado certo”, lembrou.

Ele enfatizou que sua principal motivação é “não permitir, em hipótese alguma, que o país volte ao horror que foi o mandato do nosso antecessor; para que a gente garanta que a democracia vai prevalecer neste país”.

Disse, ainda, que o compromisso do governo deve ser, também, o de “atender as pessoas mais necessitadas, os mais pobres, o pequeno comerciante, os empreendedores, os pequenos e médios empresários, os nossos educadores e atender todas aquelas pessoas que querem trabalhar para o bem do Brasil”.

O presidente enfatizou, ainda, que deseja eleger um governo que continue o processo democrático. “Não queremos entregar este país de volta ao neofascismo, ao neonazismo, ao autoritarismo”, declarou. E acrescentou: “Estamos privilegiando a educação, o humanismo, e não os algoritmos para fazer a cabeça das pessoas”.

Relação com os EUA

Com relação à posse de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos, Lula declarou: “Tem gente que fala que a eleição do Trump pode causar problemas na democracia mundial. O Trump foi eleito para governar os EUA e eu, como presidente do Brasil, torço para que ele faça uma gestão profícua, para que o povo americano melhore e para que os americanos continuem a ser um parceiros históricos do Brasil”.

Defendeu, ainda, que “da nossa parte, não queremos briga, nem com a Venezuela, nem com os americanos, nem com China, Índia ou Rússia. Queremos paz, harmonia; queremos ter uma relação em que a diplomacia seja a coisa mais importante e não a desavença, a encrenca”.

Recuperação do país

Referindo-se aos ministros, Lula enfatizou que este será um ano de “definição para a história e a biografia de cada um na passagem pela governança deste país. É muito importante ter clareza sobre isso porque daqui para a frente, a gente não pode mais inventar nada. Daqui para a frente, temos de colher tudo o que semeamos”.

O presidente declarou, ainda, que “somos um grupo de pessoas de formação política diferenciada, de berços diferentes, mas temos uma coisa em comum: a causa de recuperar este país, fazer este país crescer, se desenvolver e, com esse crescimento e esse desenvolvimento, queremos melhorar a vida do povo dentro de casa, melhorar a educação do povo na escola, melhorar a possibilidade de trabalho desse povo”.

Neste sentido, fez um alerta: “É importante que a gente compreenda que o povo com o qual estamos trabalhando hoje não é o mesmo dos anos 1980. Não é o povo que queria apenas ter um emprego numa fábrica com carteira assinada. É um povo que está virando empreendedor e ele gosta de ser empreendedor e nós precisamos aprender a trabalhar com essa nova característica do povo brasileiro”.

Brasil não tem oposição, mas um amontoado de furúnculos com cheiro de defunto

O motor que move a “oposição” ao governo Lula, é de uma mediocridade sambada, que nem a Inteligência Artificial dá conta.

Começa pela Faria Lima, com as previsões patéticas do mercado que nunca se encontram com a realidade.

Assim os fieis da rua dos ricos, usam esses clichês especulativos pra fazer uma oratória que decalca a tática da patrãozada.

É uma sessão permanente de ataques que se desfaz na próxima nevoa criada por outra futrica,

Isso mostra que a desordem capitalista se esgoela pra tentar se desprender das próprias armadilhas, num sobressaltado cenário de guerra pela guerra, antecipando a disputa presidencial de 2026.

Não estamos subestimando a capacidade destrutiva dessa direita neofascista que atua hoje no Brasil. Seria um suicídio político comprar essa ideia.

Mas os amantes de golpes, não estão diante de um cartão postal equivalente à carga de ódio que carregam.

Ainda hoje fiquei ouvindo o super Carlos Andreaza que se encantava com a indumentária fascista de Moro no auge dos holofotes da Lava Jato, segundo a insuspeita Vera Magalhães

Carlos Andreaza é neto de Mário Andreazza, ministro dos transportes durante a ditadura militar brasileira.

A mesma ditadura que endividou o Brasil com o FMI e produziu a hiperinflação que devorou a economia nacional e só foi de fato estancada nos governos Lula.

Mas Andreaza, sentindo que o factoide de Níkolas com o PIX, babou, murchou, sobretudo depois do vídeo arrasador de Erika Hilton, resolveu falar de economia, arcabouço fiscal, para não chegar em lugar nenhum na sua “análise”.

E se o titular do Estadão anda em círculos e faz uma observações mais rasas que um pires, está instalada a oposição de mentiras, fofocas, futricas e leva e traz.