Mês: janeiro 2025

Quem está interessado na opinião de um político morto-vivo como Bolsonaro? Nem Bolsonaro aguenta mais o Bolsonaro

A mídia parece mais desesperada que Bolsonaro pra arrumar, ao menos um mata burro que reduza a velocidade do crescimento de Lula para a eleição de 2026.

A direita não tem nada além do nada Bolsonaro.

Quem é o fantasma político de Bolsonaro na fila do pão pra mídia relatar qualquer traque que o peidorreiro solta?

O sujeito é um ovoide que nem vidente enxerga o encosto.

Bolsonaro tá naquela de chutar pra onde o nariz aponta pra não ser totalmente esquecido.

É a tática funesta do Steve Bannon do clã, Eduado Bolsonaro.

Aliás, os primeiros brasileiros deportados por Trump foram os 20 vagabundos do congresso, comandados por Eduardo e Michelle

Bolsonaro pra fazer papel de suplentes de porteiro do Capitólio no dia da posse do Trump.

A mídia noticia uma coisa e no dia seguinte desnoticia com outra fala diversionista do idiota.

Imaginar que a unica “luz” que a mídia tem pra se agarrar contra Lula, é a da “estrela” de Bolsonaro, é rir de chorar.

Tribunal impede decreto de Trump que ataca cidadania por nascimento

Um juiz federal dos Estados Unidos emitiu, nesta quinta (23), uma ordem de restrição temporária para bloquear a ordem executiva do presidente Donald Trump que busca encerrar a cidadania por direito de nascimento.

A decisão representa o primeiro revés de Trump na Justiça desde que retornou à Casa Branca, na segunda (20), e ocorre após 22 estados entrarem com processos contra a medida, assinada um dia após a sua posse.

“Este é um decreto flagrantemente inconstitucional”, disse o juiz distrital de Washington John Coughenour durante a audiência. “Olhamos para trás na História e dizemos: ‘onde estavam os juízes, onde estavam os advogados?’. Francamente, tenho dificuldade em entender como um membro da ordem dos advogados possa afirmar com confiança que esse é um decreto constitucional”, afirmou, questionando a medida de forma mais ampla.

Uma ordem executiva de Trump, assinada no primeiro dia de seu mandato, tenta restringir esse direito para filhos de imigrantes indocumentados e visitantes temporários. A medida provocou reações imediatas: 22 estados ingressaram na Justiça para barrar a medida, alegando que ela viola princípios constitucionais e pode deixar milhares de recém-nascidos apátridas.

Tribunais federais, incluindo o estado de Washington, emitiram liminares contra a implementação da ordem. O caso deve chegar à Suprema Corte, reabrindo um debate jurídico que remonta ao caso Wong Kim Ark, de 1898.

Wong Kim Ark nasceu em São Francisco, Califórnia, em 1873, filho de imigrantes chineses que estavam sujeitos às leis de exclusão racial e imigração restritiva da época. Apesar de ter nascido nos Estados Unidos, Wong teve sua cidadania contestada pelo governo americano após retornar de uma viagem à China, sob a alegação de que, como filho de imigrantes chineses, ele não teria direito à cidadania americana.

A Suprema Corte decidiu a seu favor, estabelecendo que qualquer pessoa nascida nos Estados Unidos, independentemente da cidadania ou status migratório de seus pais, é cidadã americana, conforme a 14ª Emenda. Este precedente é um dos pilares da interpretação moderna do princípio do jus soli (direito de solo) nos Estados Unidos.

Para muitos juristas, o decreto de Trump fere a 14ª Emenda da Constituição, que garante o chamado jus soli (“direito de solo”), ou seja, o acesso à cidadania aos nascidos em um território, independentemente da nacionalidade dos seus pais.

O entendimento é comum em diversos países nas Américas, como o Brasil, e contrasta com o jus sanguinis (“direito de sangue”), frequente em nações europeias como a Itália, por exemplo, que permite a cidadania sob o critério da ascendência.

No texto original da lei, “todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos, e sujeitas à sua jurisdição, são cidadãos dos Estados Unidos e do estado em que residem”.

Representando o estado de Washington, a advogada Lane Polozola argumentou que “os nascimentos não podem ser interrompidos” enquanto o tribunal analisa o caso e, por isso, fazia-se necessário a restrição imediata ao decreto.

“Os bebês estão nascendo hoje aqui, nos estados demandantes e em todo o país, com uma nuvem sobre sua cidadania”, disse Polozola, afirmando que crianças com a cidadania negada sofrerão “impactos negativos substanciais de longo prazo”.

De acordo com a contestação dos estados, 255 mil bebês de mães indocumentadas ou com visto temporário nasceram nos Estados Unidos em 2022 e 155 mil com os dois pais nessas condições. Um estudo do Instituto de Política Migratória em parceria com a Universidade Estadual da Pensilvânia aponta que o decreto pode aumentar exponencialmente o número de pessoas em situação irregular no país — o exato oposto do que a plataforma republicana diz almejar.

“Em um cenário que negasse a cidadania americana a bebês com um dos pais não autorizado, nossa análise conclui que a população não autorizada aumentaria para 24 milhões em 2050, em comparação com os 11 milhões atuais”, afirmou o instituto à rede britânica BBC.

Trump amplia poderes policias

Enquanto enfrenta resistências legais, o decreto de Trump ampliou o alcance das operações de deportação. Agências como a DEA (Agência Antidrogas dos EUA), o FBI (Departamento Federal de Investigação) e o ATF (Agência de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos) passaram a atuar diretamente em casos migratórios, desviando-se de suas atribuições originais.

Essa expansão tem gerado críticas internas: servidores alertam que a medida sobrecarrega as instituições, comprometendo a eficiência no combate ao crime organizado.

Além disso, as diretrizes das ordens do republicano eliminam restrições para prisões em locais sensíveis, como escolas e hospitais, intensificando o clima de medo entre comunidades imigrantes.

O Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos deteve quase 500 imigrantes ilegais em todo o país durante as primeiras horas do mandato do presidente Donald Trump, informou a imprensa internacional citando a agência nesta quinta-feira.

Foram aproximadamente 460 prisões em um período de 33 horas, incluindo pessoas com históricos criminais como agressão sexual, roubo, violência doméstica e outros delitos.

Na fronteira sul, a situação é descrita como caótica. O programa “Remain in Mexico” é reinstaurado, obrigando solicitantes de asilo a aguardarem no território mexicano até que seus casos sejam julgados. Cidades como Tijuana e Ciudad Juárez enfrentam uma crise humanitária, com abrigos superlotados e cartéis explorando a vulnerabilidade dos migrantes.

O governo mexicano, liderado por Claudia Sheinbaum, tenta mitigar os efeitos dessa política com a criação de novos abrigos e distribuição de auxílio financeiro. No entanto, especialistas apontam que os recursos são insuficientes frente à magnitude do problema.

Dólar abre o dia a 5,90 e mata o terrorismo econômico da mídia

Quem consegue ser mais urubuzento na mídia antipetista?

A disputa é dura.

Não pela qualidade dos argumentos que nem existem, mas pela gesticulação dos braços e a pressa em dar notícias ruins para a sociedade brasileira em tom solene-tosco.

O importante é fechar os olhos da audiência fretando opiniões de “economistas” de salão da Faria Lima.

Aqui na terra das lendas urbanas, há um estranho caso de uma “economia aos cacos” que só apresenta números reais opostos ao que está na língua de trapo dos neoliberais via lixo achista.

Convence mas não vence.

Esse é o dilema de quem fala ao próprio fígado.

No final da peleja discursiva, o governo Lula tem levado todas de braçada.

O arco de alianças contra o governo na mídia, consegue convencer as pessoas, mas não consegue vencer a realidade.

Não sei se isso é um fenômeno exclusivo do Brasil, mas criar fantasmas contra o país, é tradição da Casa Grande.

Aí, é asneira de pedra, todo santo dia no universo corporativo, a começar pela mídia.

O filme Ainda Estou Aqui, cumpre o principal papel da arte, o de mobilizar a sociedade.

Há um claro desconforto na Globo que apoiou a ditadura, com o filme Ainda Estou Aqui.

Não só a Globo, a Folha e Estadão também soltaram rojões em 1964 pendurados nas fardas dos generais.

A dificuldade da grande mídia em jogar luz no enredo do filme, é gritante e justificável.

A verdade sempre virá a seu tempo.

E essa verdade é que a mídia não tem o menor interesse em propagar porque estava do lado oposto da sociedade na hora do golpe militar que assassinou Rubens Paiva, assim como muitos que se opuseram a ditadura militar.

O principal papel da arte, é mobilizar e manter uma sociedade atenta a seus próprios destinos.

Cada premiação que o filme recebe, a atenção da sociedade, aumenta e o público também.

Certamente Ainda Estou Aqui, terá recorde de público.

Este público, produzirá questionamentos, terá uma visão mais crítica sobre o fato e assim cumpre o que mais importa na arte.

A capacidade incomparável de manter a sociedade em movimento.

A catequese da violência policial regida por Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo

Um vídeo que viralizou nas redes em que a guarda municipal paulistana berra “gás de pimenta na cara do vagabundo” e que tem como regente o próprio prefeito de São Paulo, é inacreditável.

A pergunta que fazemos é: será que eles estão entre nós?

A marcha é fúnebre.

O palmeado busca o engajamento de uma guarda fardada em prol da violência praticada pela própria prefeitura sob o comando do próprio prefeito.

Se isso, não é o sinal dos tempos, em que seres humanos se transformam em animais selvagens, eu não sei o que é.

Essa é a grande obra erguida pelo bolsonarista Ricardo Nunes,

Nunes não quer saber de medidas para reduzir a violência em SP,
ao contrário, quer aumentar.

É parte de seu regulamento.

Certamente a parte que ele julga ser a mais importante por acreditar que pintar a cara para a guerra contra a população é sua maior tarefa.

Palestinos na Cisjordânia fogem de ataques israelenses; Tel Aviv afirma que não emitiu ordem de evacuação

‘Estamos em guerra em várias frentes e agora é a vez da área norte da Cisjordânia’, afirmou governo de Israel.

Centenas de palestinos abandonaram, nesta quinta-feira (23), o acampamento de refugiados de Jenin, na Cisjordânia, em meio a uma operação do Exército de Israel contra a região ocupada.

“Centenas de moradores do campo começaram a sair depois que o Exército israelense ordenou que eles evacuassem, por meio de alto-falantes em drones e veículos”, declarou o governador de Jenin, Kamal Abu al Rub.

Salim Al Sadi, membro do comitê de gestão do campo, confirmou as ordens de evacuação. “Pediram aos moradores do campo que saíssem antes das 17h locais (12h de Brasília) e há dezenas de pessoas que começaram a ir embora.”

Segundo a emissora Al Jazeera, além de forçados ao deslocamento, alguns palestinos, incluindo homens, mulheres e crianças, também foram presos após serem revistados em postos de controle.

Apesar do relato, o porta-voz do governo de Israel, David Mencer, afirmou que “pessoas que vivem em Jenin e não estão ligadas ao terrorismo são livres para sair, para se afastarem de nossas ações”.

Contudo, rejeitou que o exército israelense tenha emitido ordens de evacuação ao povo de Jenin. Consultadas pela AFP, as forças de Tel Aviv fizeram declarações semelhantes: “por enquanto, não temos informações sobre a ordem de evacuação dos moradores de Jenin”.

A incursão militar, batizada de “Muro de Ferro” e que conta com retroescavadeiras, aviões e veículos blindados, foi iniciada na última terça-feira (21), dois dias após o início de uma trégua entre Israel e o grupo palestino Hamas na Faixa de Gaza.

“Estamos preparados para realizar uma série de operações no campo de Jenin que levarão o campo a uma situação diferente. Estamos em uma guerra em várias frentes e agora é a vez da área norte da Cisjordânia”, diz um comunicado emitido pelos chefes do Estado-Maior Militar de Israel e da agência de segurança Shin Bet.

A operação visa “erradicar o terrorismo em Jenin”, declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em referência à cidade e ao campo de refugiados no norte da Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel desde 1967.

O Exército israelense indicou, também nesta quinta-feira, que matou dois combatentes do grupo de resistência palestino Jihad Islâmica na periferia de Jenin, ambos acusados de terem assassinado três israelenses em um ataque em janeiro.

O chefe do Exército, o general Herzi Halevi, classificou como “boa” a decisão de lançar a ofensiva na região: “uma vez que reconhecemos que o campo de Jenin se tornou um centro para aqueles que planejam ataques ou buscam refúgio depois de cometê-los, foi a decisão correta entrar lá por meio da força”, afirmou em comunicado.

Já o ministro israelense da Defesa, Israel Katz, justificou a operação em Jenin por uma “mudança na abordagem de segurança”. “Vamos atacar decisivamente os tentáculos de polvo até que sejam cortados”, afirmou.

Na Faixa de Gaza, onde o cessar-fogo prossegue pelo quinto dia, em meio ao intenso frio de inverno e inundações provocadas por fortes chuvas, palestinos voltam às suas casas, completamente destruídas pelos bombardeios, e procuram os corpos de seus familiares mortos.

O Ministério da Saúde do enclave palestino adicionou outras 122 mortes em sua contagem oficial, apesar da trégua em vigor, devido à descoberta de novas vítimas que estavam sob os escombros, em um conflito que já deixou 47.283 mortos.

Os corpos das 122 pessoas “chegaram aos hospitais nas últimas 24 horas”, indicou o ministério, que também reportou “306 feridos”.

“Em defesa dos palestinos”

Os Houthis, grupo de resistência que atua no Iêmen, acusaram os Estados Unidos, nesta quinta-feira (23), de classificá-los como “organização terrorista” devido ao apoio ao “povo palestino oprimido”.

“A classificação aponta para todo o povo iemenita e sua posição honrosa em apoio ao povo palestino oprimido”, afirmou um comunicado do grupo, citado pelo canal de televisão Al Masirah.

A decisão também “reflete o grau de parcialidade da atual administração americana a favor da entidade sionista usurpadora”, acrescentou, fazendo referência a Israel.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto para classificar novamente os combatentes do Iêmen como “organização terrorista estrangeira”, segundo indicou a Casa Branca na última quarta-feira (22).

O ex-mandatário Joe Biden havia retirado o rótulo quando sucedeu Trump após seu primeiro mandato, antes de mais tarde classificá-los como uma entidade “terrorista global especialmente designada”, uma definição menos severa que ainda permitia que ajuda humanitária chegasse ao país devastado pela guerra civil.

O grupo controla a capital do Iêmen, Sanaa, bem como grandes áreas do país e, desde o início da guerra em Gaza em outubro de 2023, lançou dezenas de mísseis e drones contra Israel.

Desde novembro de 2023, os houthis têm realizado ataques contra navios que consideram estar ligados a Israel na costa do Mar Vermelho, alegando agir em solidariedade aos palestinos no contexto do genocídio na Faixa de Gaza.

Com estes ataques, o grupo rebelde, que faz parte do “eixo de resistência” do Irã, interrompeu o tráfego no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, uma área crucial para o comércio mundial.

Em resposta, os EUA estabeleceram uma coalizão naval multinacional e atacaram alvos rebeldes no Iêmen, por vezes com a ajuda do Reino Unido.

*BdF

Trump queima na largada e é desclassificado pelo juiz

Justiça bloqueia ordem de Trump contra americanos filhos de imigrantes ilegais cortando as asas do fascismo na largada.

Juiz diz que ordem executiva é “flagrantemente inconstitucional” e vai contra emenda que afirma que todas as pessoas nascidas nos EUA são cidadãos do país.

O pavão Trump mal tomou posse na última segunda-feira e já sofreu uma derrota didática. Pelo menos para quem saber ler as entrelunhas da negativa judicial.

Antes mesmo da cerimônia que oficializou o bufão laranja como o 47º chefe de Estado dos EUA, uma autoridade da Casa Branca, a mando do fogueteiro, havia adiantado à AFP que o novo governo planejava emitir decretos que acabassem com o direito de filhos de imigrantes ilegais nascidos no país serem cidadãos americanos.

De acordo com o jornal Seattle Times, o juiz John Coughenour afirmou, em audiência em resposta à ação, que a ordem é “flagrantemente inconstitucional” — a 14ª emenda da Constituição americana diz que “todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos

Estados Unidos e sujeitas à sua jurisdição são cidadãos” do país.

A regra é clara. Fora da constituição, é não!

Mas não só isso.

O procurador-geral de Washington, Nick Brown, afirma que o argumento da defesa de Trump não faz sentido — uma vez que filhos de imigrantes sem documentação pagam impostos, podem ser processados, presos e acusados de crimes: “Eles devem cumprir a lei dos EUA, assim como os pais deles”.

Ku Klux Klan aterroriza as ruas dos EUA contra imigrantes após posse de Trump

Movimento racista distribuiu folhetos que incitam a vigilância e perseguição de imigrantes no estado de Kentucky.

A polícia do estado norte-americano de Kentucky está investigando a distribuição de folhetos pelo movimento racista Ku Klux Klan (KKK), o maior grupo supremacista branco dos Estados Unidos.

Segundo a agência RTP, os folhetos incitam a vigilância e perseguição de imigrantes, exigindo sua saída imediata do país. Os documentos, entregues no dia da posse de Donald Trump, mostram o “Tio Sam” expulsando violentamente uma família e fazem apelos para adesão ao KKK.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, vem prometendo expulsar do país todos os imigrantes ilegais através do maior programa de deportações da história norte-americana.

Líderes locais destacam a gravidade da situação e seu impacto na comunidade, enquanto a polícia investiga a situação. O chefe da polícia local, Jon McClain, disse que foi notificado dos panfletos pela primeira vez nesta segunda-feira (20), dia da posse de Trump, e que entrou em contato com autoridades federais.

Bolsonaro cita Michelle como possível candidata à Presidência, e ele como chefe da Casa Civil. E a cadeia?

Ex-presidente também elogia Tarcísio, Eduardo Bolsonaro e sugere Gusttavo Lima ao Senado.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu a possibilidade de sua esposa, Michelle Bolsonaro, disputar a Presidência da República em 2026, caso ele permaneça inelegível. Durante entrevista à CNN nesta quinta-feira (23), Bolsonaro afirmou que não teria problemas com Michelle como candidata e sugeriu que poderia ocupar a Casa Civil em um eventual governo liderado por ela.

“Vi na pesquisa do Paraná Pesquisas que ela está na margem de erro do Lula. Esse evento lá fora vai dar uma popularidade enorme para ela. Não tenho problemas, seria também um bom nome com chances de chegar. Obviamente, ela me colocando como ministro da Casa Civil, pode ser”, declarou Bolsonaro.

O ex-presidente também analisou outros nomes para a disputa de 2026. Sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Bolsonaro destacou suas habilidades como gestor, mas ressaltou que sua popularidade fora de São Paulo será decisiva. “Quem define as eleições é o povo”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), conhecido como “03”, concorrer ao cargo, o ex-presidente elogiou as capacidades do deputado federal. “Ele está preparado e seria um excelente candidato. É um grande articulador político.”

Outro nome comentado foi o do cantor sertanejo Gusttavo Lima, que já manifestou interesse em se candidatar à Presidência. Bolsonaro mostrou-se favorável à entrada de Gusttavo na política, mas sugeriu que ele ganhe experiência antes de concorrer ao cargo mais alto do país. “Ele tem idade e popularidade, mas o resto a gente não conhece. É um excelente nome para o Senado, mas para a Presidência não sei se está maduro ainda”, concluiu.

Bolsonaro segue inelegível devido à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Mas e a cadeia?

Inspirado em Farmácia Popular, governo Lula estuda rede de comércio para baratear alimentos

Presidente Lula cobra redução, e Executivo estuda alternativa para levar comida a preços acessíveis a periferias.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está estudando criar uma espécie de programa “Farmácia Popular da comida” para reduzir o preço dos alimentos, principalmente na periferia de centros urbanos. A ideia foi revelada pelo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto (PT), em entrevista ao Brasil de Fato.

Pretto falou com a reportagem na terça-feira (21). Um dia antes, o próprio presidente Lula cobrou seus ministros sobre o custo da comida no país.

Em 2024, alimentos e bebidas ficaram 7,69% mais caros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta da comida foi a grande responsável pela inflação de 4,83% no ano passado – acima da meta de até 4,5% definida pelo governo.

“Todo ministro sabe que o alimento está caro. É uma tarefa nossa garantir que o alimento chegue na mesa do povo trabalhador, da dona de casa, do povo brasileiro, em condições compatíveis com o salário que ele ganha”, declarou o presidente.

Para atingir esse objetivo, Pretto disse que o governo estuda criar uma rede de distribuição de alimentos para estabelecimentos comerciais da periferia. Esses estabelecimentos poderiam revender produtos à população a preços mais baixos.

Ele afirma que a ideia da rede está inspirada no programa Farmácia Popular. Por meio dele, consumidores compram medicamentos em farmácias credenciadas a preços mais baixos já que parte do custo do remédio é arcado pelo próprio governo.

“A gente quer garantir a constituição de uma rede de pequenos varejistas lá da periferia. Garantir que tenha produtos mais baratos. Pelo menos os mais básicos”, disse Pretto. “Seria mais ou menos como a Farmácia Popular, que garante remédios mais baratos”.

O presidente da Conab ressaltou que, no caso do programa alimentar, não haveria subsídios em preços como acontece hoje com os remédios. Isso seria de difícil viabilização por conta do arrocho orçamentário vigente hoje.

Em 2024, o governo anunciou um pacote de corte de gastos para cumprir metas fiscais. “Não estamos falando em subsídio porque isso demanda orçamento”, disse Pretto.

Segundo ele, a estrutura hoje existente na Conab poderia contribuir com o barateamento dos alimentos sem custos extras ao Estado.

“Como é que funciona hoje? O pequeno varejista lá da periferia vai lá no atacado buscar as ofertas para revender. Há todo o custo logístico disso e isso é repassado aos mais pobres”, explicou Pretto. “Nós queremos fazer o caminho inverso”.

O presidente da Conab disse ainda que o governo já faz compra de alimentos destinados à população carente por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Esses alimentos são doados. Na rede de pequenos varejistas, o governo compraria e repassaria a preços mais baixos. “É como uma PAA, mas sem doação”, resumiu.

Pretto ressaltou que a ideia do novo programa está em estudo. A Conab coordena sua montagem. Outros ministérios integram as conversas.

Nesta quarta-feira (22), o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), confirmou que o governo deve adotar medidas para baratear alimentos. Ele disse ainda que recebeu sugestões de empresários do setor de supermercados, as quais devem ser adotadas.

“No final do ano passado, [Lula] fez reunião com redes de supermercado e eles sugeriram algumas medidas. Vamos implementá-las agora no primeiro bimestre”, disse Costa, em sua participação no programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov.

Costa não detalhou que medidas são essas. Ele culpou a seca, o aumento das exportações e até o aumento do poder de consumo da população pela alta da comida.

“Questão da exportação e aumento do poder aquisitivo também pressiona preço. Se aumenta consumo, as pessoas que vendem vão testando para ver se o consumidor se dispõe a pagar cada vez mais”, disse.

*BdF