Mês: fevereiro 2025

Doeu em Bolsonaro!: Tarcísio elogia e agradece Lula e o BNDES em lançamento do edital do túnel Santos-Guarujá

“A gente tem que agradecer muito”, afirmou o governador de São Paulo: “é o dia da vitória do entendimento”.

A Baixada Santista testemunhou um momento histórico nesta terça-feira (27) com o lançamento do edital da obra do túnel Santos-Guarujá, um projeto aguardado há décadas para conectar as duas cidades através de uma infraestrutura moderna e segura. Durante o evento, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez questão de elogiar e agradecer diretamente ao presidente Lula (PT) e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de outros envolvidos, pelo apoio ao projeto.

“A Baixada Santista está em festa” – Durante seu discurso, Tarcísio destacou a importância da obra e celebrou a parceria entre diferentes esferas do governo para viabilizá-la. O governador foi vaiado pelo público ao mencionar investimentos da Sabesp em saneamento básico na região, mas seguiu enfatizando o papel do governo federal e do BNDES no financiamento do empreendimento, de acordo com Guilherme Levoratdo, 247.

“O presidente falava comigo antes desse evento sobre a preocupação dele com as palafitas e disse ‘vamos trabalhar em parceria para resolver este problema?’. E eu disse: ‘presidente, conta comigo; vamos trabalhar em parceria’”, afirmou.

Tarcísio ressaltou a participação direta de Lula na priorização do projeto: “o dia de hoje é um dia tão especial. A gente tem que agradecer, agradecer muito. Presidente, quero agradecer ao senhor, porque desde o início a gente teve as conversas sobre o túnel e o senhor colocou esse túnel como prioridade. No ano passado nós fomos assinar a liberação de recursos para o BNDES para as nossas obras e a primeira pergunta que o senhor fez foi ‘como é que está o túnel, Tarcísio?’”.

O governador também destacou a importância do BNDES na viabilização do projeto e agradeceu a Luciana Costa, diretora do banco, que representou o presidente da instituição, Aloizio Mercadante, no evento. “O BNDES tem sido fundamental para a provisão desse túnel. O banco entendeu como ninguém o papel que ele tem nesta provisão”, frisou.

 

O Agro é Ogro

A prosperidade do agro depende dos inúmeros privilégios que os ogros têm.

Ainda assim, os Ogros nunca estão satisfeitos e querem ainda mais privilégios e lucros estratosféricos.

É uma atividade que enxerga a sociedade como inimiga. A mesma sociedade que beneficia enormemente esse seguimento mafioso.

Qual sentido de bradar que o Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo se, mesmo com um número sem fim de subsídios, os Ogros do Agro jogam sujo para obter o máximo de lucros impedindo a maioria da população de ter acesso ao que é produzido?

Isso é estúpido!

É criminoso!

É covarde!

Construção de 44 navios, é o que prevê o governo Lula na retomada da indústria naval

O investimento total projetado para essa iniciativa é de R$ 23 bilhões, com a geração de aproximadamente 44 mil empregos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou, nesta segunda-feira (24), no Rio Grande do Sul, a contratação de quatro novos petroleiros para a frota da Petrobras e da Transpetro, marcando mais um passo na retomada da indústria naval brasileira. O contrato, parte do Programa de Ampliação da Frota da estatal, prevê a construção dos navios no Brasil e integra um plano mais amplo, que contempla 44 embarcações ao todo. O investimento total projetado para essa iniciativa é de R$ 23 bilhões, com a geração de aproximadamente 44 mil empregos.

O evento aconteceu no município de Rio Grande, um dos principais polos navais do País. Durante a cerimônia, Lula reforçou que esta é apenas a primeira etapa do programa, destacando a importância estratégica do setor para a economia e a soberania nacional. “Eu quero recuperar a indústria naval porque um país que tem uma bela indústria naval se torna competitivo no comércio internacional”, afirmou o presidente. Ele também relembrou que 95% das exportações brasileiras são transportadas por via marítima e que o Brasil, com seus 8 mil quilômetros de costa, não pode abrir mão de uma indústria robusta de cabotagem.

Os primeiros quatro navios encomendados são do tipo Handy, projetados para o transporte de petróleo e derivados. Cada embarcação custará US$ 69,5 milhões e será construída por um consórcio formado pelos estaleiros Rio Grande e Mac Laren. Além de modernizar a frota da Petrobras, essas embarcações trarão maior eficiência energética e menor emissão de gases poluentes, com uma redução estimada de 30% nas emissões de carbono em comparação com os atuais petroleiros da estatal.

Indústria naval como pilar de desenvolvimento

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou o impacto positivo da reativação do setor para a economia nacional. “A indústria naval é soberania nacional, tecnologia, inovação e logística, gerando milhares de empregos”, afirmou. Ao encerrar sua fala, citou Michel Foucault: “Em civilizações sem barcos, os sonhos secam. Parabéns, presidente Lula, por transformar o sonho em realidade”.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que a retomada da indústria naval vai além da construção de petroleiros. Segundo ele, o governo está reativando refinarias, plantas de fertilizantes e outros segmentos estratégicos que foram enfraquecidos nos últimos anos. “O presidente Lula está trazendo novamente a dignidade e o crescimento. O governo anterior só queria saber do lucro dos acionistas, mas se esquecia que não existe lucro sem uma estrutura sólida”, criticou.

Já o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, lembrou que os investimentos no setor têm sido crescentes desde 2023. Segundo ele, o Fundo da Marinha Mercante (FMM) viabilizou R$ 30,8 bilhões para mais de 430 projetos voltados à construção e modernização de embarcações, além da ampliação de estaleiros e infraestrutura portuária.

A renovação da frota e os impactos para o Brasil

O contrato assinado entre a Transpetro e o consórcio de estaleiros marca a primeira fase do Programa de Renovação e Ampliação de Frota do Sistema Petrobras. Além dos quatro navios Handy, a Petrobras já lançou licitação para a aquisição de oito navios gaseiros e pretende contratar pelo menos mais 13 embarcações até 2026, aumentando a capacidade logística da Transpetro em até 25%.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou que ampliar a frota própria da estatal é uma estratégia essencial para reduzir custos com afretamentos, além de garantir maior autonomia no transporte de petróleo e derivados. “Estamos contratando 44 embarcações que serão fundamentais para apoiar nossas operações. São investimentos robustos que incentivam a indústria naval brasileira”, explicou Chambriard.

O presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, reforçou que o plano de expansão está alinhado com a política industrial do governo e com os objetivos de inovação e descarbonização. “Esse é apenas o começo da renovação da nossa frota. Nosso objetivo é fortalecer a capacidade logística da Transpetro, reduzindo custos e tornando a empresa mais eficiente”, afirmou.

A renovação da frota foi viabilizada pela Lei nº 15.075/2024 e pelo Decreto nº 12.242/2024, que estabeleceram incentivos fiscais para navios produzidos no Brasil. Com a depreciação acelerada, as empresas do setor poderão deduzir mais rapidamente os custos de aquisição e manutenção dessas embarcações, tornando o investimento mais atrativo e consolidando a indústria naval como um pilar estratégico do desenvolvimento econômico nacional, diz o 247.

Governo Lula não aceita ‘politizar decisões judiciais’ e diz que EUA distorcem ordens do STF

Declaração ocorre em resposta à nota publicada no X que faz referência implícita ao caso do Rumble contra Moraes.

O governo Lula, por meio do Itamaraty, afirmou nesta quarta-feira (26) que o governo Donald Trump distorce o sentido das ordens do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal de Justiça), e que rejeita a tentativa de politizar decisões judiciais.

“O governo brasileiro rejeita, com firmeza, qualquer tentativa de politizar decisões judiciais e ressalta a importância do respeito ao princípio republicano da independência dos Poderes, contemplado na Constituição Federal brasileira de 1988”, informou o Ministério das Relações Exteriores em nota.

O comunicado afirma que o governo brasileiro foi pego de surpresa pela nota do Departamento de Estado dos Estados Unidos, seu órgão equivalente no país, “a respeito de ação judicial movida por empresas privadas daquele país para eximirem-se do cumprimento de decisões da Suprema Corte brasileira”.

A declaração ocorre em resposta à nota publicada no X pelo escritório do Hemisfério Ocidental do departamento que faz referência implícita ao caso do Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

governo Lula e rumble

Governo Lula se posiciona sobre EUA x Moraes
“O respeito pela soberania é uma via de mão dupla com todos os parceiros dos EUA, incluindo o Brasil”, escreveu o perfil do Escritório do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado no X.

“Bloquear o acesso à informação e impor multas a empresas sediadas nos EUA por se recusarem a censurar pessoas que vivem nos Estados Unidos é incompatível com os valores democráticos, incluindo a liberdade de expressão.”

“A manifestação do Departamento de Estado distorce o sentido das decisões do Supremo Tribunal Federal, cujos efeitos destinam-se a assegurar a aplicação, no território nacional, da legislação brasileira pertinente, inclusive a exigência da constituição de representantes legais a todas as empresas que atuam no Brasil”, afirmou o Itamaraty.

A pasta ainda diz que a liberdade de expressão deve ser exercida no Brasil “em consonância” com “os demais preceitos legais vigentes, sobretudo os de natureza criminal”.

Depois, cita que o Estado brasileiro e as instituições foram alvo de “orquestração antidemocrática”. “Os fatos envolvendo a tentativa de golpe contra a soberania popular, após as eleições presidenciais de 2022, são objeto de ação em curso no Poder Judiciário brasileiro”, diz a nota. Com ICL.

Vendas da Tesla despencam na Europa após apoio de Musk à extrema direita

As vendas de novos carros da Tesla caíram quase para a metade (45%) em janeiro na Europa, segundo dados divulgados na terça-feira (25/02) pela Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis. As quedas foram maiores na França e Alemanha.

A fabricante que produz veículos elétricos vendeu cerca de 9 mil unidades no mês passado na Europa, apontando uma queda em relação ao mesmo período de 2024.

Na Alemanha, país que abriga a única fábrica da Tesla na Europa, registrou uma queda de 59,5%, enquanto que na França as vendas caíram 63%.

Especialistas debatem para tentar compreender possíveis causas para a queda. Porém, campanhas contra a compra de carros da marca vêm se multiplicando desde que Elon Musk, fundador e maior acionista da empresa, se posicionou ao lado da extrema direita, primeiro nos Estados Unidos e depois na Alemanha.

Uma reportagem do jornal britânico Guardian também mostra que entre os atuais proprietários de veículos da Tesla há uma parcela descontente com as posições assumidas por Musk.

O estrategista digital Mike Schwede, por exemplo, ficou horrorizado quando o bilionário investiu milhões de dólares na campanha de Donald Trump. Ele se orgulhava de ser um dos pioneiros em conduzir um Tesla, símbolo de luta contra a crise climática, e o republicano prometia aumentar a produção e o uso de petróleo e gás.

‘Senti nojo e perdi o gosto pelo meu Tesla’
Mas o definitivo para Schwede foi ver Musk fazer um gesto que remeteu à uma saudação nazista. “Eu senti nojo e perdi o gosto pelo meu Tesla”, conta o empreendedor que vive e trabalha na Suíça. Ele pensou em vender o carro, mas, em vez disso, resolveu doar 10 centavos por cada quilômetro rodado para a caridade, sobretudo as que ajudam jovens LGBTQIA+ ou que combatem o extremismo da direita.

O alemão Patrik Schneider resolveu lançar uma linha de adesivos anti-Elon depois que foi vaiado por um estranho que apontava para a marca de seu carro em um posto de gasolina. As mensagens dos adesivos são “Elon é uma droga” ou “Comprei isso antes de Elon enlouquecer”.

Segundo ele, à medida que Musk se aprofundava no apoio ativo à ultradireita do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), a demanda pelos adesivos disparou. Mesmo sem publicidade alguma, ele vende agora até 2 mil unidades por dia e não só para países de língua alemã, como também para a Austrália e Coreia do Sul.

Na Alemanha, duas empresas já eliminaram os carros Tesla de suas frotas pelas posições políticas de Musk. Foram elas a LickBlick e a rede de farmácias Rossmann. Esta última já o fez antes mesmo do bilionários se envolver na campanha eleitoral alemã apoiando a AfD.

‘Vai de zero a 1939 em 3 segundos’
Depois do gesto nazista de Musk, a britânica Led by Donkeys anunciou a mesma decisão e postou em suas redes sociais a campanha “Não compre um Tesla”. Ativistas londrinos também parodiaram a publicidade da empresa com um adesivo que inundou a cidade e os carros da marca que por lá circulam. Os adesivos dizem: “vai de zero a 1939 em 3 segundos”.

Na Polônia, onde a ocupação nazista matou 6 milhões de pessoas, o ministro do Turismo Slawomir Nitras pediu abertamente o boicote à Tesla.

*Opera Mundi

Narrador Sérgio Maurício é afastado da Band após ofensa à deputada Erika Hilton

Narrador não esteve nos primeiros treinos livres da categoria, exibidos no canal BandSports.

O narrador Sérgio Maurício foi afastado provisoriamente pela Band após uma ofensa contra a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) ter sido postada no domingo (23) em sua, até então, conta no X (ex-Twitter). O caso pegou mal nos bastidores e junto a fãs da Fórmula 1.

Segundo apuração da Folha de São Paulo, a mudança ocorreu de última hora, por determinação da direção da Band. Na publicação, Sergio disse que Erika era uma “fake news humana, essa coisa”.

Procurado, Sérgio negou que o perfil seja dele e afirmou que “não é a primeira vez que pessoas de forma maliciosa criam perfis falsos e/ou reproduzem falas inverídicas usando a minha imagem”.

Segundo ele, alguém se apossou de sua foto e de seu número de telefone para fazer o perfil. “Não conheço e nada tenho contra ou a favor da deputada Erika Hilton. Fiquei sabendo disso através da minha chefia. O mais incrível é que tenho que me defender disso. Estou tomando as providências jurídicas.”

Erika Hilton

Erika Hilton ainda não se pronunciou
O narrador foi afastado das primeiras transmissões da Fórmula 1 em 2025. Os primeiros treinos foram exibidos nesta quarta-feira (26) nas vozes de Napoleão de Almeida e Ivan Bruno no BandSports, canal esportivo do grupo.

O perfil dele no X contava com mais de 30 mil seguidores. Na conta, eram postadas fotos de bastidores das transmissões da Band com frequência. A conta era divulgada por contas oficiais da Band desde sua contratação pela emissora, em 2021. Com ICL.

Direita, a bicheira do Brasil

A injustiça é intolerável, mesmo que ela seja cometida contra um genuíno genocida como Bolsonaro.

Lógico que isso não muda em absoluto a sua imagem e pena por ser golpista e ladrão de joias, além de sua indústria familiar de formação de quadrilha e peculato, chamada eufemicamente de “rachadinha”.

Bolsonaro garantiu ganhos estratosféricos aos bancos, enquanto a população se mantinha paralisada, atônita com a pandemia de Covid que chegou ao absurdo de matar mais de quatro mil brasileiros por dia.

Toda aquela gritaria de Bolsonaro contra a vacina tinha objetivo de barganhar mais e mais propina por dose, como comprovado pela CPI do genocídio.

Por outro lado, quietos e na moita, os banqueiros-agiotas agiram sorrateiramente para manter e ampliar enormemente seus ganhos durante aquele quadro trágico, batendo recorde de lucros com os maiores juros do planeta.

Mas essas são particularidades de um genocida.

No compito geral, Bolsonaro não fez nada além do que fez Collor, candidato da Globo, que sequestrou a poupança de todos os brasileirose deu inicio à privataria.

Privataria que. diga-se de passagem, FHC e Itamar herdaram, com gosto na queda de Collor, para transferir o grande patrimônio público dos brasileiros para as mãos do setor privado utilizando uma campanha de manipulação difamatória contra o Estado e os trabalhadores.

Nessa sangria aberta e covarde a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) de Volta Rdonda, foi parar nas mãos de um sujeito que tinha como patrimônio uma participação minoritária em uma fabriqueta de tecidos planos da família que, se comparada à CSN, podia ser vista como um pingo de orvalho no oceano.

Para ser bem claro, em condições normais, nem a centésima geração do atual dono da CSN, poupando em vários séculos todos os seus lucros, conseguiria juntar 1% de capital correspondente ao valor real da CSN.

A barbada, paga com moeda podre ao BNDES, que entregou a mixaria nas mãos do, agora super poderoso dono da CSN, ainda contou com a sobremesa de muitos terrenos e imóveis na cidade que, somados, daria para comprar muito mais que 100 galpões da sua empresa de tecidos.

Um escárnio na cara de todos nós e com apoio de alguns que sofreram lobotomia cerebral da grande mídia. Sempre ela.

Sim, sem a grande mídia martelando na cabeça dos brasileiros diuturnamente que o Estado e os trabalhadores das estatais eram o mal do país, jamais esse roubo aconteceria.

Ou seja, na guerra de classes, a propaganda dos podres de rico sempre foi a alma dos negócios.

Pois bem, muitos imaginavam que, com esse prêmio bilionário de loteria que FHC e Itamar deram a Benjamin Steinbruck, estaria satisfeito para o resto da vida.

Mas o atual presidente da CSN, em entrevista na Folha, mostrou que a ganância é incurável.

Como proposta de “modernização” da CSN, agora em suas mãos, ele disse que a maneira de fomentar ainda mais seus lucros era cortar feriados, e hora de almoço.

Como?

O trabalhador seguiria trabalhando no seu sagrado horário de almoço, comendo um sanduiche com uma das mãos, enquanto a outra mão operava a máquina.

Nem um pio foi dito na grande mídia sobre essa proposta de escravidão moderna do atual dono da CSN.

Estamos aqui, recordando somente um pequeno capítulo da direita no comando da nação, para dizer que não existe direita civilizada ou extrema direita. Nunca existiu e jamais existira, porque a selvageria capitalista é a alma dos grandes negócios dos abutres do grande capital.

Guerra comercial: Lula abre duas frentes de batalha contra Donald Trump

Em discurso na reunião de Sherpas dos Brics, Lula afirmou que bloco vai trabalhar “em prol de um mundo multipolar e de relações menos assimétricas” assumindo posição de enfrentamento a Donald Trump no cenário mundial.

Presidente dos Brics, grupo econômico fundado por Brasil, China, Rússia e África do Sul – e que conta atualmente com outros 7 membros -, Lula abrirá duas novas frentes de batalha contra o presidente dos EUA, Donald Trump, que desencadeou uma guerra econômica mundial, com taxação desenfreada de parceiros comerciais desde sua posse, em 20 de janeiro.

Em discurso na abertura da Primeira Reunião de Sherpas (enviados dos países membros) da presidência brasileira do BRICS, nesta quarta-feira (26), Lula afirmou que “neste momento de crise, nossa responsabilidade histórica é buscar soluções construtivas e equilibradas”, em recado a diplomacia unilateral de Trump.

“O BRICS continuará a ser peça-chave para que os ideais da Agenda 2030, do Acordo de Paris e do Pacto para o Futuro possam ser cumpridos. A presidência brasileira vai reforçar a vocação do bloco como espaço de diversidade e diálogo em prol de um mundo multipolar e de relações menos assimétricas. Esses objetivos guiarão nossos trabalhos ao longo deste ano”, disse Lula, que listou os seis eixos principais em que o Brasil atuará na presidência do bloco.

  1. A Reforma da Arquitetura Multilateral de Paz e Segurança
  2. A Cooperação em Saúde como maiores urgências do Sul Global
  3. Contribuir para o aprimoramento do sistema monetário e financeiro internacional
  4. A urgência da crise climática
  5. Os desafios éticos, sociais e econômicos da Inteligência Artificial
  6. O aumento da institucionalidade do BRICS

Na prática, à frente dos Brics, segundo Plínio Teodoro, Forum, Lula vai comandar uma das principais frentes de batalha contra Trump: a desdolarização das transações comerciais entre os países.

PF pode ampliar lista de indiciados em inquérito sobre tentativa de golpe

Documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos com Braga Netto e seu ex-assessor podem arrastar novos personagens para o caso.

Na reta final da análise do material coletado na Operação Contragolpe, que levou à prisão do general e ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto, a Polícia Federal avalia a possibilidade de apresentar novos indiciados no inquérito sobre a tentativa de golpe de Estado, informa Bela Megale, do jornal O Globo.

Mesmo após a Procuradoria-Geral da República (PGR) ter denunciado Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas, a investigação da PF segue em curso e pode atingir novos nomes. A análise de documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos com Braga Netto e seu ex-assessor, o coronel Flávio Peregrino, tem sido central para essa avaliação. Telefones, computadores, pen-drives e outros materiais estão sob análise dos peritos, podendo trazer elementos que fundamentem novas imputações, segundo Guilherme Levorato, 247.

Entre militares e aliados de Bolsonaro, cresce a preocupação com a possibilidade de mais membros das Forças Armadas serem formalmente implicados no caso, sobretudo por envolvimento na tentativa de golpe e em ações de obstrução de Justiça. No meio castrense, Flávio Peregrino é visto como um elo fundamental entre Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, e Braga Netto. Esse vínculo pode ser um dos pontos-chave para ampliar a lista de investigados.

Além disso, documentos encontrados pela Polícia Federal na sede do Partido Liberal (PL), durante uma operação de busca e apreensão, reforçam essa suspeita. O material estava na mesa de Flávio Peregrino e indicava uma movimentação para obter informações sigilosas sobre o acordo de Cid com a Justiça. Esse fator também está sendo analisado pelos investigadores, podendo gerar desdobramentos na investigação.

A expectativa é que, com a finalização da análise dos materiais, a PF decida se indiciará novos nomes, ampliando o alcance das responsabilizações na tentativa de ruptura institucional.

Ao invés de ajudar Musk e DOGE, funcionários federais de tecnologia dos EUA, renunciam

O presidente Donald Trump defendeu a exigência de Elon Musk por e-mail aos funcionários federais, dizendo-lhes para explicar suas realizações recentes ou correr o risco de serem demitidos, mesmo quando funcionários de agências governamentais foram informados de que o cumprimento do decreto de Musk era voluntário. Mais de 20 funcionários públicos pediram demissão na terça-feira […]

O presidente Donald Trump defendeu a exigência de Elon Musk por e-mail aos funcionários federais, dizendo-lhes para explicar suas realizações recentes ou correr o risco de serem demitidos, mesmo quando funcionários de agências governamentais foram informados de que o cumprimento do decreto de Musk era voluntário.

Mais de 20 funcionários públicos pediram demissão na terça-feira do Departamento de Eficiência Governamental do conselheiro bilionário de Trump, Elon Musk, dizendo que se recusavam a usar sua expertise técnica para “desmantelar serviços públicos essenciais”.

“Juramos servir o povo americano e manter nosso juramento à Constituição em todas as administrações presidenciais”, escreveram os 21 funcionários em uma carta de renúncia conjunta, uma cópia da qual foi obtida pela The Associated Press. “No entanto, ficou claro que não podemos mais honrar esses compromissos.”

Os funcionários também alertaram que muitos dos recrutados por Musk para ajudá-lo a reduzir o tamanho do governo federal sob a administração do presidente Donald Trump eram ideólogos políticos que não tinham as habilidades ou experiência necessárias para a tarefa que tinham pela frente.

A renúncia em massa de engenheiros, cientistas de dados, designers e gerentes de produtos é um revés temporário para Musk e o expurgo tecnológico da força de trabalho federal do presidente republicano. Ela ocorre em meio a uma onda de contestações judiciais que buscaram paralisar, interromper ou desfazer seus esforços para demitir ou coagir milhares de funcionários do governo a deixarem seus empregos.

Em uma declaração, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, rejeitou a renúncia em massa.

“Qualquer um que pense que protestos, processos e guerras jurídicas deterão o presidente Trump deve ter dormido debaixo de uma pedra nos últimos anos”, disse Leavitt. “O presidente Trump não será dissuadido de cumprir as promessas que fez para tornar nosso governo federal mais eficiente e mais responsável perante os trabalhadores contribuintes americanos.”

Musk tem condições de assumir contrato para consertar sistema de comunicação de tráfego aéreo.

Musk postou em seu site de mídia social X que a história era uma “notícia falsa” e sugeriu que os funcionários eram “remanescentes políticos democratas” que “teriam sido demitidos se não tivessem renunciado”.

Os funcionários que pediram demissão trabalharam para o United States Digital Service, mas disseram que suas funções estavam sendo integradas ao DOGE. Seu antigo escritório, o USDS, foi estabelecido sob o presidente Barack Obama após o lançamento malfeito do Healthcare.gov, o portal da web que milhões de americanos usam para se inscrever em planos de seguro por meio da lei de assistência médica assinada pelo democrata.

Todos ocuparam cargos de liderança em empresas de tecnologia como Google e Amazon e escreveram em sua carta de demissão que ingressaram no governo por um senso de dever para com o serviço público.

O empoderamento de Musk por Trump virou isso de cabeça para baixo. No dia seguinte à posse de Trump, os funcionários escreveram que foram chamados para uma série de entrevistas que prenunciaram o trabalho secreto e perturbador do Departamento de Eficiência Governamental de Musk, ou DOGE.

De acordo com os funcionários, pessoas usando crachás de visitantes da Casa Branca, algumas das quais não deram seus nomes, interrogaram os funcionários apartidários sobre suas qualificações e política. Alguns fizeram declarações que indicavam que tinham um entendimento técnico limitado. Muitos eram jovens e pareciam guiados pela ideologia e fandom de Musk — não por melhorar a tecnologia do governo.

“Vários desses entrevistadores se recusaram a se identificar, fizeram perguntas sobre lealdade política, tentaram colocar colegas uns contra os outros e demonstraram capacidade técnica limitada”, escreveram os funcionários em sua carta. “Esse processo criou riscos de segurança significativos.”

No início deste mês, cerca de 40 funcionários do escritório foram demitidos. As demissões representaram um golpe devastador na capacidade do governo de administrar e proteger sua própria pegada tecnológica, eles escreveram, segundo o Cafezinho.

“Esses servidores públicos altamente qualificados estavam trabalhando para modernizar a Previdência Social, serviços para veteranos, declaração de impostos, assistência médica, assistência a desastres, auxílio estudantil e outros serviços essenciais”, afirma a carta de demissão. “Sua remoção coloca em risco milhões de americanos que dependem desses serviços todos os dias. A perda repentina de sua expertise em tecnologia torna os sistemas essenciais e os dados dos americanos menos seguros.”