Mês: março 2025

Mina de ouro descoberta na China pode ser a maior do mundo e mudar economia global

China já é líder na produção mundial de ouro; Nova jazida é avaliada em R$ 483 bilhões.

Uma mina de ouro descoberta na China no final de 2024 pode ser considerada a maior do mundo após ser revelado que a jazida contém mil toneladas do metal, localizadas a profundidades de até três mil metros. Inicialmente, foi anunciado que foram encontradas 300 toneladas de ouro.

O ouro é um dos metais preciosos mais valorizados e atualmente, a China já é líder na produção mundial do metal. Somente em 2023, o país extraiu 370 toneladas de ouro . De acordo com o Conselho Mundial do Ouro, cerca de 10% da produção global desse ano foi de origem chinesa.

China

Um relatório da agência estatal Xinhua estima que as milhões de toneladas de ouro da mina supergigante estão avaliadas em aproximadamente US$ 83 bilhões , o equivalente a R$ 483 bilhões. A mina apresenta uma média de 138 gramas de ouro por tonelada de minério, segundo reportagem do ICL.

A descoberta pode aumentar a oferta de ouro no mercado internacional e impactar a economia do planeta. Especialistas aponta que o volume pode afetar as economias que dependem da exportação de metal, os países que possuem reservas de ouro como último recurso financeiro e investidores que aplicam seus recursos nesse ativo.

Impacto na China
Por outro lado, há expectativas de que a descoberta provoque impactos positivos na macroeconomia chinesa e também beneficie as comunidades vizinhas da província de Hunan, onde está localizada a mina.

Um estudo sobre os impactos da mineração na pobreza e na desigualdade, realizado por Loayza e Rigolini, apontou que províncias com atividade mineradora tendem a ter maior consumo per capita e redução da pobreza. A mineração, porém, pode provocar problemas sociais, como deslocamentos populacionais e desigualdade econômica, além dos impactos ambientais.

De acordo com a agência Reuters, embora a China já seja o maior produtor de ouro do mundo, responsável por cerca de 10% da produção global em 2023, sua demanda supera amplamente a produção interna. O país consome cerca de três vezes mais ouro do que é capaz de extrair, o que o obriga a depender significativamente de importações de nações como Austrália e África do Sul.

Ao pedir anistia, Bolsonaro assume que é criminoso

Bolsonaro finca os dentes em sua própria língua quando convoca seu gado para pedir anistia.

Inutilmente ele tenta surpreender unzinho sequer com essa tática suicida.

Nada adianta ele correr aos pastos e pilhar o gado se o próprio está se confessando criminoso ao pedir clemência.

Esse pedido público de indulgência, ou seja, sentimento ou tendência natural para pedir penico e ser perdoado dos erros e crimes que cometeu, ou as “falhas” para ao menos diminuir as penas, é entregar a rapadura entes mesmo de plantar a cana.

Por isso mesmo só vai acelerar sua cana dura.

Deu ruim: Somente 2% do público previsto na manifestação pró-anistia de Bolsonaro em Copacabana

Apenas 18,3 mil pessoas compareceram ao ato bolsonarista no Rio de Janeiro, segundo dados da USP.

O ato deste domingo (16) de Jair Bolsonaro, em Copacabana, no Rio de Janeiro-RJ, reuniu apenas 18,3 mil pessoas, representando menos de 2% do público estimado, segundo um levantamento da Universidade de São Paulo (USP). Os dados foram divulgados pelo jornal O Estado de São Paulo.

Bolsonaro e seus aliados chegaram a projetar a presença de 1 milhão de manifestantes na mobilização em defesa da anistia aos envolvidos na tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023.

Prestes a ser preso por liderar a tentativa de golpe de Estado após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Bolsonaro fracassou miseravelmente em sua última tentativa de angariar apoio popular a um projeto que anistiaria os envolvidos nos atos antidemocráticos.

Bolsonaristas se frustraram com a manifestação esvaziada na praia de Copacabana, que ficou muito aquém da promessa de Bolsonaro. Imagens transmitidas pela TV Globo mostram que o ato não conseguiu ocupar quarteirões inteiros nem mobilizar uma multidão, reunindo apenas um grupo diante do palco, com presença espalhada pela avenida e chegando até a faixa de areia.

A Primeira Turma do Supremo marcou para 25 de março a análise pelo colegiado da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Encaminhada pela PGR ao Supremo em 18 de fevereiro, a denúncia posiciona Bolsonaro como líder de uma organização criminosa que agiu para contrariar o resultado das urnas após a vitória do presidente Lula nas eleições de 2022.

Em caso de condenação por todos os crimes a que foi denunciado, as penas de Bolsonaro poderiam variar de 12 anos a mais de 40 anos de prisão.

A defesa do ex-mandatário afirmou em manifestação ao STF que não há provas contundentes que apontem Bolsonaro como autor de ordens para a execução de um golpe de Estado ou que tenha praticado qualquer ato de violência. Bolsonaro reclamou do que considerou um ritmo acelerado para tratar das acusações de que é alvo.

Se Bolsonaro pretendia pressionar o STF, deu ruim, deu péssimo. a prisão se aproxima.

Justiça ideal: Para Bolsonaro, justiça boa é a de Moro que o levou à Presidência da República, aquela que prendeu Lula sem qualquer prova de crime

Um sujeito como esse, que se tornou presidente através de uma fraude, armada com um juiz para prender, que venceria a eleição, e o juiz se tornar ministro, é a justiça que Bolsonaro acha ideal.

Esse é o mesmo que se diz vítima da justiça.

Na verdade, ambos, Bolsonaro e Moro, já deveriam estar na cadeia desde 2018, quando armaram a farsa na cara de todo mundo.

Misteriosamente, a justiça nem toca no assunto e os dois ficarão impunes por essa retrança criminosa contra a população e a constituição.

Pedindo para ser preso hoje, Bolsonaro vai para manifestação que armou contra o Procurador Geral da República

Criar furdunço nas ruas contra o PGR, só confirma as acusações que lhe pesam no lombo feitas pelo próprio PGR.

Isso não é tática de defesa, mas falta de horizonte de quem será preso em breve. Talvez hoje, dependendo do que falar ou fizer.

A guerra que Bolsonaro está convocando contra uma instituição do Estado brasileiro, só confirma sua liderança no ato golpista de 8 de Janeiro de 2023.

Essa típica molecagem de Bolsonaro, pode sim ser uma arma com o gatilho engatado contra a própria cabeça.

Prometendo respostas às acusações feitas contra si pela PGR, seu ataque costumeiro pode ter um desfecho nada habitual.

Pior, Bolsonaro corre sim o risco de ser preso hoje ainda, bancando o peru de natal que morre de véspera.

Se pensa que colocará estribos numa instituição da República, na realidade, Bolsonaro está colocando seu pescoço na forca antes da hora.

A conferir.

Sem anistia!

Entidades convocam contra perdão a golpistas.

Com um abaixo-assinado já disponível para assinaturas, a mobilização busca garantir que os responsáveis sejam devidamente julgados e punidos. A campanha também contará com ações nas redes sociais, eventos públicos e articulação junto a parlamentares comprometidos com a defesa da democracia.

“A nossa luta é pelo Brasil, pela liberdade e pela justiça. Não podemos permitir que o Congresso aprove essa proposta de anistia. Estamos aqui para dizer em alto e bom som: Sem Anistia!”, frisa Henrique Vieira.

Iniciativa semelhante é o movimento “Sem anistia para golpista”, que tem como objetivo pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos–PB), a arquivar o projeto. O abaixo–assinado é apoiao por diversas entidades da sociedade civil e até a manhã deste domingo (16) contava com 112.960 assinaturas.

“Em 2024, pressionamos Arthur Lira com cerca de 60 mil e-mails exigindo o arquivamento do Projeto de Lei 2.858/2022. Mas, em vez de enterrar de vez essa ameaça, ele passou a responsabilidade para seu sucessor, Hugo Motta. Agora, a extrema direita já se movimenta nos bastidores para garantir que o novo presidente leve o projeto adiante.

 

Se aprovado, o PL da Anistia perdoará centenas de golpistas responsáveis pelos ataques de 8 de janeiro e pode até abrir caminho para Jair Bolsonaro recuperar seus direitos políticos. Esse projeto é um aval para novos ataques contra a democracia.

A qualquer momento, o PL pode ser retomado. Líderes da extrema direita já articulam sua aprovação nos bastidores, e só uma mobilização forte pode impedir esse retrocesso.

O tempo é curto. Se não pressionarmos agora, os golpistas podem vencer. Precisamos garantir que Hugo Motta arquive esse projeto de uma vez por todas.

Envie sua mensagem para o novo presidente da Câmara exigindo o arquivamento imediato do PL da Anistia. Precisamos ser milhares de vozes com esse pedido. O Brasil só vai avançar se deixarmos para trás nosso histórico de impunidade a crimes contra a democracia”. ICL.

Para participar desse abaixo–assinado, cique aqui.

Moraes quer ‘reação forte’ a big techs no Brasil: ‘passaram para o tudo ou nada’

De acordo com o ministro do STF, grandes empresas de tecnologia não estão dispostas a respeitar leis e decisões judiciais dos países onde atuam.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes disse nesta terça-feira (11), em Brasília (DF), uma “reação forte” às tentativas das big techs de não respeitarem as leis e decisões judiciais dos países onde atuam. O magistrado defendeu medidas para conter a divulgação de fake news.

“As big techs passaram agora para o all in, o tudo ou nada”, disse o ministro na aula inaugural do MBA em Defesa da Democracia e Comunicação Digital, promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), na capital federal.

Durante o seu discurso, Moraes não citou Elon Musk, bilionário dono da rede social X, que, em 2024, ficou cerca de 40 dias suspensa no Brasil por não cumprir determinações como a nomeação de um representante legal no país para discutir questões como regulamentação das redes sociais, com o objetivo de conter discursos de ódio e fake news.

De acordo com o ministro do STF, grandes empresas em nível global não estão dispostas a cumprir medidas para a regulação das redes sociais. Ainda segundo o ministro, as “big techs perceberam que UE (União Europeia) aprovou leis e que outros países vão aprovar”.

“Nós e os demais países conseguimos manter a nossa soberania nacional e a nossa jurisdição, porque as big techs necessitam das nossas antenas de comunicação. Não é por outros motivos que uma das redes sociais tem como sócio alguém que tem outra empresa chamada Starlink e que pretende colocar satélites de baixa órbita no mundo todo para não precisar das antenas de nenhum país”.

Acredite, Zelensky pede apoio ao Brasil

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, apresentou seu “plano de paz” durante uma reunião com líderes europeus, rejeitando qualquer tipo de concessão à Rússia. Ele também solicitou o apoio do Brasil, que tem defendido consistentemente a inclusão de ambas as partes em qualquer processo de negociação para resolver o conflito.

Em postagem na plataforma X neste sábado (15), Zelensky pediu um contingente de soldados estrangeiros na Ucrânia como uma “garantia de segurança”, proposta que enfrenta resistência de muitos países aliados do regime de Kiev.

“O contingente deve ser estacionado em solo ucraniano. Esta é uma garantia de segurança para a Ucrânia e uma garantia de segurança para a Europa. Se Putin quer trazer algum contingente estrangeiro para o território da Rússia, isso é problema dele. Mas não é problema dele decidir nada sobre a segurança da Ucrânia e da Europa”, escreveu.

Ele também citou o Brasil e a China como países que podem contribuir para o seu plano e acusou a Rússia de violar um “acordo” que ainda não foi firmado, enquanto vê a situação no campo de batalha se deteriorar.

“Precisamos unir não apenas a Europa e o G7, mas também todos os outros países ao redor do mundo em prol da paz. Muitos de vocês têm conexões ao redor do globo – na América Latina, Ásia, África, região do Pacífico. Queremos acabar com esta guerra de uma forma justa e final. Mobilizamos a diplomacia ao máximo para conseguir isso. O mundo deve entender que a Rússia é o único obstáculo que impede a paz”, disse.

“Peço que você fale com todos – do Brasil à China, das nações africanas aos países asiáticos – sobre o fato de que a paz real é necessária. Paz através da força. Paz através de forçar a Rússia a tomar todas as medidas necessárias em prol da paz”, acrescentou.

Por fim, rejeitou qualquer concessão a Moscou. “A paz é possível. É possível quando todos nós trabalhamos juntos – pela paz, por garantias de segurança, para garantir que o agressor não ganhe nada com esta guerra”, disse.

Na terça-feira (11), uma reunião entre as delegações dos Estados Unidos e da Ucrânia ocorreu em Jeddah, na Arábia Saudita. O gabinete de Zelensky publicou um comunicado conjunto após as negociações, no qual Kiev se declarou pronta para aceitar a proposta dos EUA de um cessar-fogo de 30 dias com a Rússia, com possibilidade de extensão mediante acordo mútuo.

O documento também afirmou que os Estados Unidos retomariam imediatamente a ajuda à Ucrânia e suspenderiam a pausa no compartilhamento de inteligência.

A emenda anônima e a corrupção premeditada

Chama atenção a obsessão de deputados e senadores em esconder a identidade dos autores e autoras das emendas parlamentares ao Orçamento da União.

Esta conduta é ainda mais chamativa porque é da natureza do parlamentar divulgar, muitas vezes com enorme estardalhaço, os recursos que conquista para suas paróquias e clientelas eleitorais.

É estranhíssimo, portanto, parlamentar fazer de tudo para ficar oculto, para não ver seu nome associado a uma obra, a um equipamento ou a alguma verba que destina à sua base eleitoral.

Mas é exatamente isso que acontece no caso das emendas ao orçamento, em que deputados e senadores optam pelo anonimato, ela pela clandestinidade das emendas anônimas – o chamado orçamento secreto.

Isso seria só estranho não fosse, porém, muito suspeito. Tamanha resistência em dar a devida publicidade e transparência pode significar um ato de corrupção premeditada; alguma maracutaia.

Se suas excelências não estivessem mal intencionadas, por que então impediriam o rastreamento do itinerário percorrido pelo dinheiro público depois que sai do cofre da União?

Os escândalos de corrupção e desvios com as verbas do orçamento liberadas por parlamentares já se tornaram uma epidemia nacional.

A Polícia Federal instaurou mais de 40 inquéritos em Brasília e nos estados. E no último dia 11 o STF tornou réus três deputados do PL, partido do Bolsonaro, que vendiam emendas parlamentares.

O “mercado” das emendas é um negócio bilionário manejado por 513 deputados e 81 senadores.

Entre 2020 e 2024, eles distribuíram 149 bilhões de reais. E, para o orçamento de 2025, se garantiram o montante de 50,4 bilhões de reais, valor equiparável ao total de investimentos do PAC.

Serão R$ 24,6 bilhões em emendas individuais, que garantem R$ 41,5 milhões para cada parlamentar, mais R$ 14,8 bilhões em emendas das bancadas estaduais e outros R$ 11,5 bilhões através de emendas de comissão.

Não há no mundo, nem mesmo em países com sistema parlamentarista, tamanha interferência parlamentar na destinação de verbas orçamentárias como acontece no Brasil, com o Congresso usurpando uma competência primordial do Poder Executivo.

Este enorme absurdo é superado, no entanto, pelo absurdo ainda maior da opacidade e falta de transparência, publicidade e rastreabilidade de bilhões de dinheiro público. O orçamento secreto representa a institucionalização da corrupção.

*Do blog de Jeferson Miola

*Ilustração: Nando Motta

China está furiosa com os ataques recebidos pelo G7

Comentando a declaração conjunta da Reunião de Ministros das Relações Exteriores do G7 e a Declaração sobre Segurança Marítima e Prosperidade, o porta-voz da Embaixada da China no Canadá rebateu que tais documentos estão repletos de arrogância, preconceito e intenções maliciosas de atacar e suprimir a China.

A China expressa profundo descontentamento e oposição a essas declarações e apresentou uma representação formal ao governo canadense, afirmou o porta-voz da embaixada em um comunicado publicado no site oficial na sexta-feira, horário local. Segundo a nota, “essas declarações repetem a mesma retórica ultrapassada, ignoram os fatos e a posição solene da China, interferem grosseiramente nos assuntos internos chineses e difamam abertamente o país”.

De acordo com o comunicado da Reunião de Ministros das Relações Exteriores do G7 em Charlevoix, Quebec, divulgado pelo Global Affairs Canada na sexta-feira, os membros do G7 fizeram várias acusações contra a China em temas que incluem a guerra na Ucrânia, a segurança e a resiliência da chamada região “Indo-Pacífico”.

Essas declarações conjuntas dos ministros do G7 claramente carregam a intenção de fortalecer a unidade interna do bloco por meio da amplificação das chamadas “ameaças da China”. Isso demonstra mais uma vez que o G7 não passa de um pequeno grupo que promove divisão, confronto e caos mundial, em vez de atuar como um agente de estabilidade global, como afirma, disseram analistas chineses.

Na declaração conjunta, o G7 também reiterou seu apoio à participação “significativa” de Taiwan em organizações internacionais apropriadas, ao mesmo tempo em que expressou “preocupação com as situações no Mar do Leste da China e no Mar do Sul da China” e afirmou que se opõe fortemente a “tentativas unilaterais de mudar o status quo, especialmente por meio da força e coerção”.

A China defende firmemente sua soberania territorial e seus direitos e interesses marítimos, e se opõe veementemente às ações do G7 que prejudicam sua soberania, afirmou o porta-voz da embaixada no comunicado.

Taiwan é parte inalienável do território chinês. A questão de Taiwan é um assunto puramente interno da China e não admite interferência externa. A chave para manter a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan está no respeito ao princípio de uma só China e na oposição firme ao separatismo da “independência de Taiwan”. A participação da região de Taiwan em atividades de organizações internacionais deve ser tratada exclusivamente de acordo com esse princípio, destacou o comunicado.

Atualmente, a situação no Mar do Leste da China e no Mar do Sul da China é amplamente estável. O Mar do Sul da China é uma das rotas marítimas mais seguras e livres do mundo. “Quero enfatizar que a região Ásia-Pacífico é uma terra promissora de paz e desenvolvimento, não um tabuleiro de xadrez para rivalidades geopolíticas. O G7 deve respeitar os esforços dos países regionais pela paz e estabilidade, abandonar a mentalidade da Guerra Fria e parar de criar confrontos de blocos e alimentar tensões na região”, instou o porta-voz.

Os membros do G7 também acusaram a China, sem provas, de fornecer armas e componentes de uso duplo à Rússia, chamando-a de um “facilitador decisivo da guerra da Rússia e da recomposição das Forças Armadas russas”.

“Quero reiterar que a China não é criadora nem parte da crise na Ucrânia e nunca forneceu armas a qualquer parte do conflito”, refutou o porta-voz da embaixada chinesa. “Pelo contrário, são os membros do G7 que continuam alimentando o fogo do conflito, portanto, não estão em posição de culpar a China.”

A China rejeita as acusações infundadas do G7. Enquanto o G7 abandonou os princípios básicos de manutenção da estabilidade estratégica global e minou o regime internacional de desarmamento e não proliferação nuclear, escolheu atacar e desacreditar as políticas nucleares de outros países. Essa postura apenas intensificará os confrontos e criará obstáculos para o progresso global no desarmamento nuclear, afirmou o porta-voz.

Criticando as alegações do G7 de que “a China não deveria conduzir ou apoiar atividades que comprometam a segurança de nossas comunidades e a integridade de nossas instituições democráticas”, o porta-voz enfatizou que a China nunca interferiu nos assuntos internos de outros países e não tem interesse em fazê-lo. “O rótulo de ‘interferência em assuntos internos’ jamais deve ser atribuído à China”, afirmou.

Atualmente, as discussões do G7 não estão mais restritas a questões econômicas. Originalmente criado para tratar de assuntos financeiros, o grupo agora direciona seu foco para crises internacionais e grandes questões políticas, como o Mar do Sul da China, Taiwan e o conflito Rússia-Ucrânia. Isso demonstra que o G7 se tornou um bloco que sustenta sua existência – e até fortalece seu papel – por meio da fabricação de ameaças externas. Tal abordagem é, sem dúvida, uma bomba-relógio para a segurança e prosperidade globais, ou, em outras palavras, um fator de desestabilização, afirmou Li Haidong, professor da Universidade de Relações Exteriores da China, ao Global Times no sábado.

Ao mesmo tempo, é importante notar que as acusações do G7 contra a China refletem a visão de certas elites ou facções dentro da política ocidental. No entanto, em alguns países ocidentais, como os EUA e a Itália, forças políticas anti-establishment vêm ganhando influência. Isso sugere que o G7 está enfrentando divisões internas profundas, apontou Li.

Essa fragmentação foi deliberadamente ocultada na recente reunião dos ministros das Relações Exteriores do G7 por meio da amplificação de ameaças externas, observou ele. “Não importa o quanto o G7 exagere ameaças externas para fortalecer sua própria existência e função, ele não pode esconder o aprofundamento de suas divisões internas nem a resistência global a sua tentativa de impedir a prosperidade mundial e gerar desordem internacional”, afirmou.

A China enfatiza ao G7 que uma mentira, mesmo repetida milhares de vezes, não se tornará um fato. O mundo não será enganado por tentativas de difamação contra a China. Suprimir e atacar a China não é uma “solução milagrosa” para resolver as divisões internas do G7. Instamos mais uma vez o G7 a abandonar a mentalidade da Guerra Fria e os preconceitos ideológicos, parar de ir contra a tendência mundial e os tempos atuais, cessar as declarações infundadas e arrogantes e a interferência grosseira nos assuntos de outros países, para evitar criar confrontos e divisões na comunidade internacional, concluiu o porta-voz da embaixada chinesa, segundo o Cafezinho.