Dia: 10 de abril de 2025

Valdemar foi escalado para arrastar o cadáver de Bolsonaro

“Decidiram que vão andar com o chefe do golpe para cima e para baixo, começando pelo Nordeste”.

O PL mandou avisar que andará pelo Brasil, em caravana, arrastando o cadáver de Bolsonaro. A primeira parada será em Pau dos Ferros, no Rio Grande do Norte. É empreitada para ficar marcada na História da extrema direita mágica.

Valdemar Costa Neto e ajudantes vão levar Bolsonaro pelo Brasil, em pré-campanha para 2026, começando nessa sexta-feira pelo Nordeste.

É ali, no reduto do lulismo, que o chefe do golpe deve ser mostrado como ressuscitado, muito mais do que na Avenida Paulista, onde a cena da ressurreição não funcionou direito.

E Bolsonaro se apruma no corpo mole e fala de improviso para o povo: popcorn and ice cream. Já sem a cola escrita do texto em inglês. Fala como um cadáver bêbado com braços de pano. Não fala em javanês, fala em inglês, para ser ouvido pelo mundo todo.

García Márquez, Manuel Scorza, Jorge Amado, Dias Gomes, Murilo Rubião, Erico Verissimo produziram cenas semelhantes. O que teremos agora não ficará devendo nada ao que eles imaginaram e escreveram.

Uma criatura que perdeu uma eleição e perdeu um golpe e ainda sobe em caminhões, dá entrevistas diárias, faz ameaças ao Supremo e discursa em inglês.

Mesmo sendo um morto político inelegível e estando a alguns metros da porta da cadeia. Pau dos Ferros nunca viu nada igual. Nem como assombração.

Bolsonaro vai dizer que fez a transposição do São Francisco. Que acabou com a seca no Nordeste no seu governo, mas a seca voltou com Lula. Que no seu tempo nunca faltou ovo.

No mundo mágico da velha direita, Valdemar Costa Neto se vê obrigado a fingir que ressuscita um Bolsonaro sem cor e alquebrado, para que pareça vivo e mandão até perto da eleição.

Vão arrastar Bolsonaro pelo Brasil, até onde der. Não porque o PL deseja, mas para atender a um apelo feito pelo próprio cadáver que eles irão carregar. Como pagamento por favores.

Como dívida que Bolsonaro irá cobrar até ser preso. Bolsonaro é o zumbi que um dia reabilitou a velha direita sem os tucanos e essa é a conta a ser paga.

Até que um dia Valdemar fingirá estar distraído na conversa com Tarcísio de Freitas e esquecerá Bolsonaro com a boca aberta no banco da praça de Sorocaba.

*Moisés Mendes/247

Bolsas dos EUA despencam e mostram que Trump mira na China e acerta o próprio pé

Ações despencam novamente com aumento da angústia em relação à guerra comercial de Trump

O S&P 500 caiu 3,5% ao dia.

Motivo: a Casa Branca esclareceu que as novas tarifas sobre produtos chineses totalizaram 145%.

Para fabricantes de vestuário dos EUA, política tarifária caótica do estabanado Trump, não ajuda, ao contrário, atrapalha.

A ideia geral nos EUA é a de que produzir algo tão estúpido como as tarifas de Trump, é para a vida toda.

Com a lambança de Trump, EUA e China caminham para uma divisão “monumental”, colocando a economia mundial em alerta.

Um aprofundamento da guerra comercial pode enfraquecer ainda mais os laços entre as superpotências. Os efeitos repercutirão no mundo como um todo.

Reprovação de Tarcísio dobra em dois anos de governo em São Paulo

Em apenas dois anos de governo em São Paulo, a reprovação de Tarcísio dobra.

Datafolha dá um banho de água fria na oligarquia de São Paulo.

É preciso lembrar que Tarcísio é o novo bibelô da Faria Lima e, consequentemente, da grande mídia.

Isso significa dizer que ele não sofre qualquer crítica dos grandes meios de comunicação que blinda com gosto o projeto de poder da direita.

Mas parece que deu vazamento na laje e não foi pouco. As rachaduras na imagem do reacionário bolsonarista estão evidentes.

Traduzindo, quer dizer que a percepção negativa sobre o governo estadual dobrou nos últimos dois anos, considerando os percentuais somados de “ruim” e “péssimo” ao sabor da própria sociedade, sem ter qualquer influência negativa da mídia.

O sujeito é de fato muito ruim.

Para quem pretende se candidatar à Presidência da República, é uma péssima notícia.

Oportunidade para o Brasil: China suspende mais da metade dos fornecedores de carne bovina dos EUA

A China suspendeu a compra de carne bovina de mais da metade dos fornecedores americanos devido à crescente guerra tarifária com os Estados Unidos. Essa situação abre uma oportunidade ao Brasil para expandir suas exportações ao mercado chinês. Em maio, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva visitará a China para se encontrar com o presidente Xi Jinping.

Atualmente, 654 empresas americanas estão habilitadas para exportar carne bovina para a China, mas 392 delas tiveram suas operações suspensas pela Administração Geral das Alfândegas da China, representando 60% dos fornecedores do setor. Além disso, o número de suspensões tem aumentado, afetando fornecedores de carne de aves e suínos. Recentemente, nove empresas, incluindo American Proteins e Mountaire Farms of Delaware, não tiveram suas habilitações renovadas.

De acordo com o Departamento de Segurança Alimentar de Importação e Exportação da Administração Geral das Alfândegas da China, as suspensões visam prevenir riscos à segurança alimentar e estão alinhadas com legislações locais e padrões internacionais. Isso é apresentado como uma medida científica e razoável para assegurar a segurança alimentar.

Além disso, até 18 de junho, 68 fornecedores terão suas habilitações expiradas, incluindo dez de carne bovina, 11 de carne suína e 47 de carne de aves. No cenário atual, o foco da suspensão se concentra na carne bovina, com 590 fornecedores, dos quais apenas dez estão suspensos. Em contraste, entre os 594 fornecedores de carne de aves, apenas três enfrentam restrições.

No campo mais amplo do comércio internacional, as bolsas da Ásia e Europa tiveram forte alta após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar uma pausa de 90 dias nas tarifas para vários países, excluindo a China. Em contrapartida, a China elevou suas tarifas sobre produtos americanos de 104% para 125% em retaliação às políticas de Trump, que por sua vez impusera uma tarifa de 84% sobre produtos dos EUA.

A Embaixada do Brasil em Pequim destacou que, apesar das medidas de suspensão de fornecedores estarem ligadas a controles sanitários e de segurança alimentar, elas também refletem a guerra tarifária entre Brasil e Estados Unidos e a crise nas relações comerciais sino-americanas.

Roberto Perosa, ex-secretário de Comércio do Ministério da Agricultura e atual representante do agronegócio brasileiro, participou de reuniões com autoridades chinesas na semana passada enquanto as novas tarifas dos EUA e as reações de Pequim eram divulgadas. Ele descreveu as conversas como “muito positivas” e elogiou os encontros no Ministério do Comércio da China, na aduana e com empresas do setor alimentício. Perosa enfatizou que a China reiterou que o Brasil é um parceiro estratégico, afirmando que as relações estão em seu melhor momento e que o presidente Lula fará uma visita a Pequim.

A China continua sendo o principal destino das exportações brasileiras de carne bovina. Em 2024, as exportações para o país superaram 1 milhão de toneladas, representando um aumento de 12,7% em comparação ao mesmo período de 2023 e gerando US$ 6 bilhões em negócios. As exportações de carne bovina estão atrás apenas da soja, minério de ferro e petróleo no Brasil. De janeiro a março deste ano, os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) mostram que o Brasil vendeu US$ 1,36 bilhão em carne bovina para a China, um crescimento de 11,3% em relação ao primeiro trimestre de 2023.

Esses números refletem não só a força das relações comerciais entre Brasil e China, mas também a resiliência do setor agrícola brasileiro frente a desafios globais. O fortalecimento das relações e o aumento das exportações de carne bovina são sinais positivos que podem indicar uma evolução nas parcerias comerciais entre os dois países, especialmente em um contexto internacional conturbado por questões tarifárias e de segurança alimentar.

Reservistas da Aeronáutica de Israel denunciam Netanyahu: ‘guerra em Gaza com fins políticos’

Cerca de mil soldados assinaram carta pressionando governo por acordo de cessar-fogo e libertação de reféns; texto foi publicado como anúncio em jornais do país.

Um grupo de cerca de mil veteranos da Força Aérea Israelense (IAF, na sigla em inglês), em sua grande maioria aposentados, publicou nesta quinta-feira (10/04) uma carta exigindo que o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu alcance um acordo de cessar-fogo com o Hamas e garanta o retorno dos reféns, mesmo que isso signifique o fim da guerra em Gaza.

“Continuar a guerra resultará na morte de soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF) e de civis inocentes”, diz um trecho do texto que, segundo o jornal The Times of Israel, foi divulgado como anúncio em vários periódicos do país.

Além disso, os signatários sustentam que os ataques contínuos em Gaza servem a “interesses políticos e pessoais” do governo israelense, em vez da segurança nacional.

Segundo a agência AFP, as autoridades do Estado-Maior e do Ministério da Defesa de Israel decidiram demitir todos os reservistas ativos que assinaram o documento, afirmando que eles não podem se apropriar da “marca da Força Aérea Israelense” para protestar contra questões políticas.

O Times of Israel informou que apenas 60 dos signatários eram reservistas ativos, sendo que nesse número incluíam “pilotos competentes”, além de soldados em funções de quartel-general. O jornal revelou que cerca de 40 soldados da ativa que inicialmente estavam na carta removeram suas assinaturas antes da publicação.

Ainda segundo o veículo, no documento, constavam o nome do ex-chefe do Estado-Maior das IDF e comandante da IAF, Dan Halutz, e do ex-chefe da Diretoria de Planejamento das IDF, Nimrod Sheffer. O chefe da IAF, major-general Tomer Bar, tentou impedir a divulgação da carta, que a princípio estava programada para ser publicada na terça-feira (08/04).

Netanyahu critica ação de reservistas: ‘imperdoável’
Em comunicado, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou apoio à decisão tomada pelas autoridades ministeriais de demitir os reservistas que assinaram o documento.

“A recusa em servir é a recusa em servir, mesmo que seja apenas insinuada em linguagem caiada. Declarações que enfraquecem as IDF e fortalecem nossos inimigos em tempos de guerra são imperdoáveis”, disse o premiê, embora a carta não faça um apelo a uma recusa geral de servir o Exército.

Netanyahu também chamou os signatários de “um grupo de extremistas marginais que estão tentando mais uma vez quebrar a sociedade israelense por dentro”.

Já o ministro da Defesa, Israel Katz, criticou os membros da aeronáutica, classificando o posicionamento como uma “tentativa de minar a legitimidade da guerra justa que as IDF lideram em Gaza”.

“Confio no julgamento do chefe do Estado-Maior e do comandante da Força Aérea, e estou convencido de que eles vão lidar com esse fenômeno inaceitável da maneira mais apropriada”,

*Opera Mundi

Apoie o Antropofagista. Manter um blog não é tarefa fácil

A monetização de um blog não passa de uma gorjeta digital pela qual a vitória depende de tantos fatores e estratégias de marketing, que sai o triplo do preço da mixaria que se arrecada com a charada virtual que, na verdade, é uma nova forma de exploração.

O silêncio sobre isso berra!

Até porque é difícil explicar essa forma de monetização. Quem acredita na seriedade de uma big-tech, não tem a mínima noção do que os ricaços do mundo virtual são capazes.

A sobrevivência do Blog Antropofagista, hoje, depende praticamente das contribuições dos leitores.

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Nova coalizão na Alemanha cita Brasil como prioridade e isola extrema direita

Parceria estratégica com o Brasil, retomada do acordo União Europeia-Mercosul e combate firme ao extremismo marcam o plano do governo a ser formado por conservadores e centro-esquerda.

A Alemanha se prepara para uma nova fase política com a formação de um governo de coalizão entre o União Democrata-Cristã (CDU), da ex-chanceler Angela Merkel, e o Partido Social-Democrata (SPD), do atual chanceler Olaf Scholz. O CDU, legenda conservadora, venceu a eleição antecipada de fevereiro, enquanto o SPD, de centro-esquerda, ficou em terceiro lugar.

O acordo, apresentado oficialmente nesta quarta-feira (10) e intitulado “Responsabilidade para a Alemanha”, sela a aliança entre os dois principais partidos do país e deverá conduzir o conservador Friedrich Merz ao cargo de chanceler federal no início de maio.

O texto ainda precisa ser ratificado pelas bases dos dois partidos. Em seguida, Merz será submetido à votação no Bundestag (parlamento alemão) para assumir formalmente o posto equivalente ao de primeiro-ministro.

Entre os pontos de destaque do acordo de 146 páginas está o reconhecimento do Brasil como parceiro estratégico na política externa alemã.

“Queremos intensificar e aprofundar as relações estratégicas com o Brasil”, afirma o documento, que também estabelece o objetivo de “ampliar as cooperações econômicas, ambientais e tecnológicas” com países-chave fora da Europa.

O texto amplia o escopo das relações internacionais ao apontar a América Latina e o Caribe como regiões de interesse especial para parcerias. Nesse contexto, a coalizão defende uma rápida ratificação do acordo União Europeia–Mercosul, considerado um dos compromissos centrais da nova agenda diplomática, segundo Ivan Longo, Forum.

“A ratificação do acordo UE-Mercosul é um passo necessário para o fortalecimento da presença europeia na região”, destaca o trecho. O pacto também reforça o empenho em concluir o tratado comercial com o México e promover novas negociações com países africanos e asiáticos

Isolamento da extrema direita
Apesar do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) ter conquistado 20,8% dos votos na eleição antecipada de fevereiro e se tornado a segunda maior força política do país, ele foi excluído da coalizão.

“Mostramos tolerância zero com o extremismo de direita e outras formas de extremismo”, diz o documento da coalizão entre conservadores e sociais-democratas.

O AfD, cujos membros já tiveram ligações comprovadas com grupos neonazistas, segue sendo monitorado pelo serviço de inteligência alemão. A exclusão do partido do novo governo mantém vivo, ao menos por hora, o princípio do Brandmauer, o “cordão sanitário” estabelecido por partidos tradicionais no pós-guerra para isolar forças antidemocráticas.

Bolsonaro manda seus cachorros loucos do Congresso pedirem a morte de Lula em nome dos Direitos Humanos

Em síntese, um sujeito querendo a morte de Lula e, o outro, que Lula não tenha mais segurança, é a imagem dos Direitos Humanos que Bolsonaro está pregando em nome da sua anistia.

É preciso entender que o bolsonarismo oficial é um combo, com capatazes, capitães do mato, milicianos, atropeladores assassinos, bêbados e pastores charlatães e produtores de arquivo morto, todos comandados com mãos de ferro por Bolsonaro.

Ou seja, aquilo ali é a própria visão do inferno, mesmo Bolsonaro mostrando que o PL tem uma espécie de tabela de direitos humanos, que é exibida em momentos de sufoco contra os próprios.

Isso não deixa de ser o exato sentido do resultado que eles querem, o tal direitos humanos e a liberdade de expressão para desejar que seus adversários, tratados por eles como inimigos, morram.

Isso funciona como um dispositivo que permite que o bolsonarista propague a violência, a morte, o aniquilamento total de seus oponentes, mas que eles sejam incorporados ao plano dos direitos humanos que está dentro da caixola da toupeira.

Sobre direitos humanos, especificamente, Bolsonaro sempre tripudiou, esculachou e execrou esse termos que, agora, exalta em seu favor, de forma inacreditavelmente covarde para não ir para a sua nova moradia, a cadeia.

Bolsonaro só sofreu duas derrotas. Uma como militar, outra como político. Nas duas ele reagiu com ódio psicopata e terrorismo

Bolsonaro, como político, é um verdadeiro milagre. Nunca teve um único projeto aprovado nas casas legislativas onde atuou por quase três décadas. Mas sempre conseguiu se reeleger.

Como presidente, não tem graça comentar, por isso perdeu a reeleição.
Porém, existe um fato nunca comentado sobre sua personalidade psicopata.

Nas suas duas derrotas, no exército, onde tentou em vão aumentar o valor do seu soldo e, na tentativa de reeleição como presidente da República, Bolsonaro reagiu mal e quis produzir tempestades destruidoras para se vingar dos vencedores.

Quando perdeu a batalha por aumento do soldo, atacou a própria instituição com bombas espalhadas nos quartéis e, em seguida, usou a mídia para ameaçar a população do Rio prometendo dinamitar a barragem do Guandu.

Seu objetivo era enfraquecer e derrubar o comando do exército, motivo pelo qual acabou preso e expulso das Forças Armadas.

Ainda assim foi presenteado por algum comandante com uma promoção de patente, por motivos até hoje não explicados.

Foi quando virou político e sempre conseguia se reeleger como deputado.

Na eleição de 2018, quando viu nas pesquisas que perderia para Lula no 1º turno, soprou nos ouvidos do juiz vigarista, Sergio Moro, uma frasezinha mágica e ajeitadora: prenda o Lula, mesmo sem provas de crime, que te dou um superministério. Assim foi feito o acordo criminoso para fraudar a eleição e ele ir para o Planalto.

Agora, em 2022, já como presidente, sofreu sua maior e mais vexatória derrota, justamente para Lula.

O resto da história, de terrorismo e tentativa de golpe, todos sabem.

Datafolha: Taxação dos super-ricos proposta por Lula e Haddad tem apoio de 76%

Pesquisa mostra que maioria da população aprova imposto mínimo para rendas acima de R$ 50 mil mensais, mas Congresso ainda é visto como obstáculo.

A proposta do governo Lula, liderada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para instituir um imposto de renda mínimo sobre os super-ricos conta com o apoio de 76% da população brasileira. O dado foi revelado em pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta quarta-feira (9) e mostra ampla aprovação popular à medida que pretende aumentar a justiça fiscal no país. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo.

A iniciativa propõe que pessoas com ganhos mensais superiores a R$ 50 mil — o equivalente a R$ 600 mil anuais — passem a pagar um imposto mínimo, com alíquota progressiva que chega a 10% para quem recebe mais de R$ 1,2 milhão por ano. Atualmente, muitos desses rendimentos, principalmente os oriundos de lucros e dividendos, são isentos de tributação, o que permite que uma parcela da população com altíssimos ganhos pague proporcionalmente menos impostos do que trabalhadores com carteira assinada.

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Apesar do apoio majoritário, a pesquisa aponta uma percepção de ceticismo quanto à tramitação da medida no Congresso: 49% dos entrevistados acreditam que os parlamentares não aprovarão o projeto, enquanto 47% acham que a proposta será aprovada.

Outro ponto do mesmo pacote legislativo — a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, a partir de 2026 — também é bem recebido pela população: 70% aprovam a ideia. No entanto, apenas 50% acreditam que o Congresso dará sinal verde à mudança.

Segundo o Datafolha, 64% dos entrevistados disseram conhecer o conteúdo da proposta que visa aumentar o número de isentos e tributar as rendas mais altas — número que sobe em relação aos 53% registrados em dezembro de 2024. Entre esses, 29% afirmam estar bem informados, 28% se dizem mais ou menos informados e 6% admitem estar mal informados. Outros 36% não conhecem o tema.

O apoio à taxação dos mais ricos é menor entre empresários (54%) e estudantes (69%), mas sobe para 80% entre pessoas com mais de 45 anos. A rejeição à proposta é maior entre aqueles que avaliam negativamente o governo Lula: 32% dos críticos da administração são contrários ao imposto mínimo, contra apenas 10% entre os que consideram a gestão ótima ou boa.

Já a isenção para quem ganha até R$ 5 mil tem maior aceitação entre os mais velhos (75% entre pessoas com 60 anos ou mais) e entre quem tem ensino superior (84%). Também há mais apoio entre empresários (80%) e funcionários públicos (81%), enquanto os assalariados sem registro demonstram menor entusiasmo (56%).

A proposta de isenção foi anunciada pelo ministro Fernando Haddad em rede nacional no fim de novembro de 2024, como parte de um pacote de contenção de despesas. O texto foi enviado ao Congresso em março de 2025, e seu relator, o deputado Arthur Lira (PP-AL), estuda alternativas como a proposta aprovada na Câmara em 2021, que previa taxação de lucros e dividendos e redução do imposto sobre pessoas jurídicas (IRPJ).

A pesquisa Datafolha foi realizada entre os dias 1º e 3 de abril, com 3.054 pessoas com mais de 16 anos, em 172 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.